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Fichas tecnicas Neuropsicopedagogia

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Este material faz parte do guía de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da 
Faculdade Campos Elíseos 
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 NEUROPSICOPEDAGOGIA 
Núcleo de Pós-Graduação 
 
 
 
AVALIAÇÃO 
NEUROPSICOPEDAGÓGICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AVALIAÇÃO NEUROPSICOPEDAGÓGICA 
 
A Neuropsicopedagogia, aos poucos vem conquistando espaço no território brasileiro 
surgindo como uma nova área do conhecimento e pesquisa na atuação interdisciplinar, 
abarcando conhecimentos neurocientíficos e tendo seu foco nos processos de ensino 
aprendizagem. Está pautada em atividades que avaliam e intervêm nos processos de 
aprendizagem procurando obter informações de todas as ciências que possam contribuir 
para formar o entendimento mais detalhado da aprendizagem de cada indivíduo. Assim 
sendo, a Neuropsicopedagogia, que agrega conhecimentos da neurociência, psicologia e 
pedagogia realiza um trabalho de prevenção, pois avalia e auxilia nos processos didático-
metodológicos e na dinâmica institucional para que ocorra um melhor processo de ensino-
aprendizagem (HENNEMANN, 2015). 
 
Em entrevista para a Associação Brasileira de Psicopedagogia - ABPb, através de Racy e 
Vieira (s.d.), Dr Marco Tomanick Mercadante, contextualiza a Neuropsicopedagogia com 
as seguintes palavras: “Um campo do conhecimento que procura reunir os avanços 
advindos das neurociências com a psicopedagogia. Assim, o profissional com essa 
perspectiva deve ter conhecimento amplo das bases neurobiológicas do aprendizado, do 
comportamento e das emoções, e dominar os elementos clássicos da psicopedagogia. 
Além disso, uma coerência epistemológica que garanta uma adequada articulação dessas 
áreas dispares do conhecimento é fundamental para a atuação na área”. 
 
Nesta perspectiva, faremos um breve relato sobre os conhecimentos advindos das 
neurociências para a atuação e avaliação neuropsicopedagógica. 
 
O cérebro humano é uma maravilhosa máquina que transforma uma simples sensação em 
pensamento, é um órgão complexo, desvendado parcialmente pela ciência, composto por 
células nervosas e glândulas. 
 
 
 
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Dentro desta complexidade é importante ressaltar as funções do encéfalo e dos 
neurotransmissores, o encéfalo diferente do cérebro, é um conjunto de estruturas que 
estão anatomicamente e fisiologicamente ligadas, são estruturas especializadas que 
funcionam de forma integradas, para assegurar a unidade ao comportamento humano. 
Possui uma constituição elaborada ao receber mensagens que informam ao homem a 
respeito do mundo que o cerca além de receber um permanente fluxo de sinais de outros 
órgãos que o capacita a controlar os procedimentos vitais do individuo, batimento cardíaco, 
a fome e a sede, as emoções, o medo, a ira, o ódio e o amor tudo iniciando no encéfalo 
tendo o cérebro, a parte maior e mais importante. Na aprendizagem a criança tem na 
concentração e atenção aspectos importantes e fundamentais para o desenvolvimento 
cognitivo e motor, o aprendizado depende de alguns outros fatores, estimulo, interesse e 
da funcionalidade adequada das estruturas que irão receber tais estímulos e 
principalmente da atenção desta criança. Se a atenção é fundamental para a 
aprendizagem é através do desempenho de uma estrutura complexa localizada na parte 
central do tronco encefálico denominada de formação reticular (age como se fosse um 
filtro), que mantém o córtex em condições para que possa receber novos estímulos, 
decodificá-los e interpretá-los principalmente os sensitivos que devem ser selecionados 
onde somente os estímulos importantes passam por este "filtro", chegando ao córtex o que 
os torna conscientes impedindo que os constantes bombardeios não venham atingir o 
córtex de forma indiscriminada. Quanto aos neurotransmissores, são substancias químicas 
produzidas pelos neurônios, as células nervosas, por meio delas podem enviar 
informações a outras células, podem também estimular a continuidade de um impulso ou 
efetivar a reação final no órgão ou músculo alvo, elas agem nas sinapses que são o ponto 
de junção do neurônio com outra célula. Os Neurotransmissores possibilitam que os 
impulsos nervosos de uma célula influenciem os impulsos nervosos de outra permitindo 
assim que as células do cérebro por assim dizer, "conversem entre si". O corpo humano 
desenvolve um grande número dessas mensagens químicas para facilitar a comunicação 
interna e a transmissão de sinais dentro do cérebro, são substancias que funcionam como 
combustível cerebral, nos deixam mais felizes e são fundamentais para o bom 
 
 
 
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funcionamento do organismo. O interesse dos pesquisadores, suas descobertas, tem 
crescido em resposta á necessidade de, não somente entender os processos 
neuropsicobiológicos normais mais principalmente para respaldar a ciência da 
educação.Modernas técnicas estão começando a revelar como o cérebro tem conseguido 
a notável proeza da aprendizagem, as ciências cognitivas modernas, estão sendo capazes 
de estudar objetivamente muitos componentes do processo mental tais como atenção, 
cognição visual, linguagem, imaginação mental etc. Novos desafios terão pela frente, 
certamente novas conquistas, possivelmente os obstáculos existentes entre 
neurocientistas e educadores serão ultrapassados, novos paradigmas irão impulsionar a 
ciência principalmente a aqueles que se preocupam com a educação sob novos olhares 
(BARBOSA; KOPPE, 2013). 
 
O neuropsicopedagogo utiliza-se dos processos de metacognição, o pensar sobre o 
pensar, fazendo com que o indivíduo entenda o porquê de responder "de tal maneira, tal 
pergunta", de que forma poderia ter feito melhor, sendo assim, os processos 
metacognitivos vão além da cognição, uma vez que esta se baseia somente em ensinar o 
aluno a dar respostas e se possíveis certas. Aliado aos demais profissionais do contexto 
educativo ele procura transformar “queixas” em pensamentos, criando espaço para a 
escuta e observação, para a partir daí fazer devolutivas. 
 
Através de estudos de como o cérebro aprende, de modo mais eficiente, encontradas em 
disciplinas voltadas às neurociências, o neuropsicopedagogo possui procedimentos e 
práticas eficazes para lidar com situações de dificuldades de aprendizagem. Dificuldades 
estas, que podem estar relacionadas à linguagem escrita, tanto na matemática quanto na 
comunicação, ou talvez defasagem decorrente de déficit visual, motor ou transtornos 
emocionais, bem como desenvolvimento intelectual diferenciado, tanto de alunos com 
incapacidade como dos com altas habilidades. 
 
 
 
 
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Para que seja realizado uma avaliação neuropsicopedagógica adequada, é necessário 
compreender como funciona na prática o aparelho cognitivo. 
 
O encéfalo, nosso aparelho cognitivo, forma um todo complexo pouco compreendido, 
entretanto, o pouco sabido é suficiente para incrementar nossas práticas para avaliação. 
 
Pode-se didaticamente dividi-lo em três partes: o cerebelo (1), o sistema límbico (2) e o 
córtex (3). O cerebelo (1) é a parte do encéfalo responsável por estruturar os comandos 
mecânicos de nosso corpo. Quando aprendemos a falar, a escovar os dentes ou andar de 
bicicleta é este sistema que recebe as instruções que programam sua rede de neurônios,