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Fichas tecnicas Neuropsicopedagogia

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instruções estas difíceis de serem implantadas mas que depois jamais são esquecidas. O 
sistema límbico (2) se compõe do hipotálamo, tálamo, amígdalas e hipocampo. Pode ser 
entendido como um cérebro réptico completo em si mesmo. A evolução fez com que fosse 
 
 
Este material faz parte do guía de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da 
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somado a este cérebro réptil um córtex capaz de dar suporte as capacidades humanas 
superiores e manteve este cérebro primitivo atribuindo-lhe vários papéis instintivos além da 
função essencial de reter as informações colhidas durante o dia. Instintos básicos como o 
medo e a decisão de lutar ou correr diante de uma ameaça são gerenciados pelas 
amígdalas e hipotálamo, já o hipocampo perfaz a memória que registra os dados colhidos 
durante o dia. É no córtex (3) onde se registram definitivamente o que se aprendeu durante 
o dia. Diversos casos clínicos como o do sujeito acidentado que esquece o que aprendeu 
minutos atrás forneceram as pistas de como funciona a aprendizagem. 
 
 
 
O córtex, embora possa reter informação equivalente a de milhares de PCs de último tipo 
não consegue gravar dados durante o dia. Ou ele se deixa ler ou ele se deixa gravar. Aqui 
se faz analogia com os computadores mas tal analogia é só aproximação porque nos PCs 
separam dados e processamentos no córtex todo o processo é integralizado, dados e 
processamentos ocupam a mesma rede neuronal. Mas como não se pode gravar no córtex 
durante o dia, para onde vão os dados? É no hipocampo que guardamos as informações 
durante o dia. Este se assemelha neuronalmente ao córtex, ocorre com tudo que seus 
dados são copiados para o córtex todas as noites durante os sonhos e o hipocampo é 
depois apagado. Uma vez no córtex, os dados ficam retidos para sempre... Freud já 
defendia que não existe esquecimento o que existe é não lembrança... Esquecer é na 
verdade não lembrar. Prova-se esta asserção pelo simples fato de se conseguir lembrar de 
coisas em situações especiais ou ainda sob hipnose (então o dado não foi apagado...). 
 
 
 
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Mas como fazer com que uma informação seja transferida para o córtex?Ao contrário do 
cerebelo, onde escolhemos exatamente o que queremos gravar, no córtex o sistema que 
copia do hipocampo para ele é inconsciente. O critério de escolha do que se copia é dado 
pela “profundidade” das marcas deixadas no hipocampo. Estas podem ser mais 
“marcantes” se tiverem uma emoção qualquer associada ou então se fizermos 
deliberadamente marcas mais fortes! Quando se estuda, quando se lê e se busca 
compreender um dado conceito, o esforço empregado atribui um certo valor que o sistema 
inconsciente de cópia reconhece como importante e o copia. O truque então é simples: 
Basta que o aluno estude no mesmo dia da aula o que lhe foi ensinado! Tem que ser no 
mesmo dia para que o conteúdo da aula dada esteja no hipocampo. O problema aqui é 
fazer com que o alune estude. 
 
 
 
 
 
 
Segundo Sánchez-Cano (2008), a avaliação é “um processo compartilhado de coleta e 
análise de informações relevantes da situação de ensino-aprendizagem, considerando-se 
as características próprias do contexto escolar e familiar, a fim de tomar decisões que 
visam promover mudanças que tornem possível melhorar a situação colocada”. 
 
Trata-se de um processo porque não se reduz a uma atuação pontual ou a algumas 
atuações isoladas, mas tem um início e uma continuidade de atuações inter-relacionadas, 
destinadas a pesquisar e a compreender melhor o fato de ensinar a aprender. 
 
A avaliação desenvolve-se em colaboração com o conjunto de participantes no processo: 
os alunos, a família, a escola, outros profissionais, etc. Do ponto de vista deles, tem um 
caráter interdisciplinar, com contribuições próprias da competência de cada um. 
AVALIAÇÃO 
 
 
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Falamos de coleta de informações relevantes porque, diante de uma situação de 
avaliação, é preciso priorizar sempre os aspectos a avaliar, os quais serão mais críticos 
para tomar decisões quanto à resposta educacional e quanto às mudanças progressivas 
que deverão ser planejadas e, portanto, esse é o critério que orientará a coleta de 
informações. Esse processo será desenvolvido nos contextos mais significativos em que 
ocorrer a situação de ensino-aprendizagem. 
 
É na sala de aula que a interação entre os alunos, os professores e os conteúdos 
configuram, em parte, essa situação. Todavia, não podemos esquecer que a sala de aula 
faz parte de uma instituição escolar com história, organização e funcionamento próprios. É 
evidente que os dois contextos ou, se preferirem, sistemas, interajam influenciando-se 
mutuamente. Ao mesmo tempo, a escola faz parte de um contexto social mais amplo com 
o qual também se produz essa influência mútua. Dentro desse contexto social, queremos 
fazer uma referência particular à família que o aluno pertence, interagindo com os outros 
contextos descritos. 
 
Estabelecendo um paralelo com a teoria de sistemas, podemos dizer que qualquer 
mudança produzida em algum dos sistemas leva a mudanças ou adaptações de outros. A 
avaliação terá de considerar todos esses contextos, assim como sua intenção. 
 
Devemos ter presente que a avaliação nunca se faz no vazio, mas é sempre fruto de uma 
demanda ou de uma necessidade detectada. Nesse sentido, não se poderá perder de vista 
o objetivo ou a finalidade para que se inicie um processo de avaliação. Essa finalidade 
condicionará tanto as atuações que realizaremos quanto os instrumentos que utilizaremos, 
mas, sobretudo, os procedimentos adotados. 
 
Sob essa perspectiva, é importante introduzir o conceito de eficiência na avaliação. 
Quando se detecta uma necessidade, nem tudo o que é suscetível de ser avaliado na 
situação que se apresenta terá de ser objeto de avaliação. Priorizam-se sempre os 
 
 
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aspectos mais relevantes segundo a proposta, e planejam-se apenas as atuações 
necessárias para promover mudanças. 
 
Esse processo é dinâmico e interativo, isto é, as atuações desenvolvidas interagem com os 
demais participantes no processo (os alunos, os professores, a família, os outros serviços, 
etc.), modificando-se mutuamente. Para que essa interação implique uma melhoria real na 
situação avaliada, as pessoas que participam devem se envolver ativamente no processo e 
se sentir competentes, cada uma na função que desenvolve. Compartilhar a finalidade da 
avaliação será o primeiro passo do trabalho em equipe do conjunto de participantes. É o 
requisito imprescindível para promover mudanças. 
 
A fim de que cada participante possa se sentir competente no que lhe corresponde, temos 
de nos centrar necessariamente na avaliação das capacidades e potencialidades, mais do 
que no déficit e nas dificuldades. Consequentemente, as orientações obtidas serão 
voltadas ao planejamento dos auxílios e condições que tornem possível a melhora da 
situação colocada. 
 
Portanto, a avaliação é uma ferramenta para tomar decisões que melhorem a resposta 
educacional do aluno ou grupo de alunos, mas também para promover mudanças no 
contexto escolar e familiar. 
 
O PROCESSO DA AVALIAÇÃO NEUROPSICOPEDAGÓGICA 
 
O processo de avaliação inclui numerosas atividades entrelaçadas e interdependentes 
entre si. Vamos iniciar pela anamnese. A palavra anamnese tem origem