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Fichas tecnicas Neuropsicopedagogia

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escrever as protopalavras ditadas, após tê-las repetido verbalmente, 
ou seja, a terapeuta fala a palavra, a criança a repete, e depois, escreve, seguindo as 
colunas da prova, no protocolo, na seguinte ordem: 
 
1ª coluna: dissílabos; 2ª coluna: trissílabos; 3ª coluna: polissílabos. 
 
 mouco ricapé otrudiré 
bartim nuronli acoutebo 
linou sizado drabadupo 
fanve ierói pranchuhonti 
sigo roguchi protadigu 
- Nos quadrinhos à esquerda da cada coluna, marcar os erros e acertos colocando + ou 0 
em cada espaço correspondente à cada sílaba. 
 
 
 PROVA 3 – Memória auditiva de frases – (anexo Regina Morizot) 
 
- Explicar que vai ditar algumas frases, as quais ela deverá ouvir atentamente, repetir em 
voz alta e só depois escrevê-las nas linhas disponíveis no protocolo. Ditar: 
 
Ele fez tudo preto. 
Eu perdi minha bicicleta. 
Papai achou um jornal no bosque. 
Mamãe deixou o guarda chuva no jardim. 
Eu gostaria muito de sentar na grama fresca. 
 
- Observar se começa a frase com letra maiúscula, se dá espaço entre as palavras, se faz 
pontuação. Marcar os erros ortográficos, verificando se eles comprometem o sentido das 
frases. Observar se omite palavras na frase. 
 
 
 
 
 
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 PROVA 4 – Ditado (anexo Ditado) 
 
- Explicar que irá ditar uma série de palavras, as quais ela vai ouvir e não precisa repetir 
em voz alta, basta escrevê-las na frente dos numerais em sequência, no espaço do 
protocolo destinado a esta prova. Ditar: 
 
Bebedouro – poder – atlas – quando – xícara – problema – qual – palhaço – enxoval – 
coqueluche – juventude – azedo – quinze – urubu – fazenda – rato – mangueira – 
conhecimento – duvidoso – carro – ânimo – fino – recruta – guaraná – selva – anjo – 
sapateado – mão – tabuleta – durex – flauta – prato. 
 
 PROVA 5 – Evocação (Slide Nomeação) 
 
- Explicar que irá mostrar umas figuras. Não vai lhe dizer os nomes de cada uma, mas ela 
deverá olhar e escrevê-las diante dos numerais desta parte do protocolo. 
 
 PROVA 6 – Organização do Pensamento 
 
- A criança deverá observar a figura (anexo) e descrever o que está vendo, primeiro 
verbalmente e depois, por escrito. Pedir para dar um nome à história. 
 
- Observar: 
 
1) Se a linguagem tem relação com a figura; 
2) Se há enumeração de elementos de forma estática ou dinâmica; 
3) Personagem central: quem é, onde está, que ação executa; orientação temporal; 
4) Enriquecimento do personagem: se a ele são atribuídas qualidades ou defeitos; 
5) Personagens secundários descritos de maneira objetiva ou não; 
6) Personagens secundários em relação ao tema; 
7) Aspectos projetivos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUADRO DE OBSERVAÇÃO 
 
ORGANIZAÇÃO DO PENSAMENTO 
Linguagem 
 
 
Enumeração de elementos 
 
 
Personagem central 
 
 
Enriquecimento do personagem 
 
 
Personagens secundários 
 
 
Personagens secundários - tema 
 
 
Aspectos projetivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ANEXOS AVALIAÇÃO DA LEITURA 
 
AV. LEITURA - ANEXO 1 – PROVA 1 
 
Letras - Sequência e sucessão de sons – protopalavras 
(Para uso na mesa – puxar para cima de uma folha de sulfite colorida) 
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G 
V 
NH Z CH 
T 
J 
P 
X S 
LH 
Q R 
L M 
 
 
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AV. LEITURA - ANEXO 2 – PROVA 2 
 
OS TRÊS IRMÃOS 
 Um velho tinha três filhos, mas como todos os seus bens limitavam-se a uma casa, 
que lhe fora legada por seus pais, não era capaz de decidir-se a vendê-la a fim de dividir o 
produto da venda entre seus filhos. Nessa dúvida ocorreu-lhe* uma ideia. 
 - Aventurem-se pelo mundo – disse-lhes um dia – aprendam um ofício que lhes 
permita viver, e quando tiverem terminado essa aprendizagem, deem-se pressa em 
regressar; aquele de vocês que der a prova mais convincente de sua habilidade, herdará a 
casa. 
 Em conseqüência dessa decisão, foi fixada a partida dos três irmãos. Decidiram que 
um se tornaria ferreiro, outro barbeiro e o terceiro mestre de armas. Logo fixaram o dia e a 
hora para encontrar-se e voltar juntos ao lar paterno. Combinado isso, partiram. 
 Ocorreu que os três irmãos tiveram a boa sorte* de encontrar cada um um hábil 
mestre no ofício que queriam aprender. Assim foi que nosso ferreiro não demorou a 
encarregar-se de ferrar os cavalos do rei, de modo que pensava com seus botões: “Meus 
irmãos terão de ser muito hábeis para ganhar a casa para si”. 
 Por seu lado, o* jovem barbeiro logo teve por clientes os mais importantes senhores 
da corte, de modo que já estava certo de ficar com a casa sob as barbas de seus irmãos. 
 Quanto ao mestre de armas, antes de conhecer todos os segredos de sua arte, teve 
de receber mais de uma* estocada, mas a recompensa prometida valia a pena, e ele 
exercitava sua vista e sua mão. 
 Quando chegou à época fixada para o regresso, os três irmãos reuniram-se no lugar 
combinado e juntos tomaram o caminho rumo à casa de seu* pai. 
 Na mesma tarde de seu retorno, enquanto estavam os quatro sentados, diante da 
porta da casa, viram uma lebre que vinha em direção a eles, correndo pelo campo, 
travessamente. 
 - Bravo! Disse o barbeiro. – Eis aqui um cliente que vem a calhar para dar-me 
ocasião de demonstrar minha habilidade. 
 
 
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 Pronunciando* estas palavras, nosso homem pegou o sabão e a tigela e preparava 
sua espuma branca. Quando a lebre chegou perto, correu em sua perseguição, alcançou-
a, e enquanto corria lado a lado do ligeiro animal, ensaboou seu focinho e rapidamente, de 
uma só passada, tirou-lhe os bigodes, sem fazer-lhe o menor corte e sem omitir o pelo 
mais pequenino. 
 - Eis aqui algo bem-feito! – disse o pai. – Muito hábeis terão de ser teus irmãos para 
tirar-te a casa. 
 Alguns instantes depois, viram chegar a toda velocidade um brioso cavalo atrelado a 
um coche ligeiro. 
 - Vou dar-lhes uma amostra* de minha habilidade – disse por sua vez o ferreiro. 
 Dizendo isso, lançou-se sobre o rastro do cavalo, e ainda que este redobrasse sua 
velocidade, tirou-lhe as quatro ferraduras, as quais trocou por outras quatro; tudo isso em 
menos de um minuto, da maneira mais confortável do mundo e sem diminuir o passo do 
cavalo. 
 - És um grande artista – exclamou o pai – podes estar certo de teu negócio como 
teu irmão está do teu, e realmente não seria capaz de decidir qual dos dois merece mais a 
casa. 
 - Esperem até que eu tenha feito minha prova* - disse então o terceiro filho. 
 Nesse momento, começou a chover. Nosso homem tirou da espada e pôs-se a 
efetuar círculos tão rápidos sobre sua cabeça, que nenhuma gota de água caiu sobre ele. 
A chuva aumentou em intensidade, logo pareceu que a derramavam com baldes do* céu. 
No entanto, nosso mestre de armas, que havia se limitado a fazer girar sua espada