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AULA - Direito Civil 1 - Introdução

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(art. 1269 a 1271 e art. 1284 CC). 
Espécies de bens acessórios
· Acessões;
· Frutos – são benefícios retirados do bem principal que se renovam ciclicamente (art. 1.214 e 1.216 CC).
· Natural - se renovam ciclicamente pela natureza.
· Pendentes – não foram destacados do bem principal.
· Percebidos - já foram destacados do bem principal.
· Consumíveis - tem destinação econômica.
· Industrial – se renovam ciclicamente por força do ser humano.
· Civis - Benefícios retirados do bem principal representados por dinheiro que se renovam ciclicamente (ex. aluguel).
· Produtos – Benefícios retirados do bem principal que não se renovam ciclicamente (ex. petróleo).
· Pertenças (art. 93 e 566, I CC).
· Benfeitorias (art. 96 CC) - Melhorias feitas no bem principal.
· Não são benfeitorias: os acréscimos na coisa principal decorrente das acessões naturais (aluvião, avulsão – art. 1.250 e 1.251, CC); os acréscimos na coisa principal decorrentes de acessões artificiais (art. 79 cc 1.253 a 1.259), que são as construções e plantações, consideradas obras que criam coisa nova, que se adere à propriedade já existente (art. 1.269 a 1.271, CC).
· Posse (art. 1219, CC). 
· Benfeitorias úteis e necessárias são indenizáveis, caso o possuidor esteja de boa-fé. Em relação às voluptuárias tem direito de levantá-las, se não lhe forem pagas. Tem ainda direito de retenção pelas úteis e necessárias.
Forma de aquisição dos bens
· Pela sucessão hereditária; 
· Pela usucapião (art. 1238 a 1228, § 4º, art. 1260 a 1262 CC);
· Escritura pública no Registro de Imóveis (art. 1245 CC); 
· Pela acessão (art. 1248 CC); 
· Pela ocupação (art. 1263 CC);
· Achado de tesouro (art. 1264 CC);
· Tradição (art. 1267 CC);
· Especificação (art. 1269 a 1271 CC);
· Pela confusão, adjunção, comissão (art. 1272 a 1274 CC);
Bens públicos (art. 98 a 103 CC)
· Os bens públicos são aqueles pertencentes à União, aos Estados ou aos Municípios. Todos os demais são particulares, ou seja, pertencem às pessoas naturais ou jurídicas de direito privado. Relembre-se que existem coisas que não pertencem a ninguém (res nullius) e coisas que foram abandonadas pelo titular (res derelicta).
Espécies de bens públicos (art. 99 CC, en. 287 JDC)	Comment by Adilson: O critério da classificação de bens indicado no art. 98 do Código Civil não exaure a enumeração dos bens públicos, podendo ainda ser classificado como tal o bem pertencente a pessoa jurídica de direito privado que esteja afetado à prestação de serviços públicos.
· Uso comum do povo - Pertencem a alguma pessoa jurídica de direito público interno, admitindo utilização por qualquer pessoa, indiscriminadamente, seja a título gratuito, seja a título oneroso. 
· Podem ser restrito o acesso em prol da soberania ou da segurança nacional.
· Cobrança de taxa ou tarifa para ter acesso não o desnatura como tal.
· Uso especial - São utilizados pelo Poder Público, constituindo-se por imóveis aplicados ao serviço ou estabelecimento federal, estadual ou municipal. Bens de uso especial, se desafetados, podem ser objeto de alienação
· Dominicais - são os bens públicos que integram o patrimônio disponível estatal, porque não afetados para uma finalidade específica. Podem ser alienados desde que assim autorizado pelo legislativo. (Ex.: terras devolutas, títulos da dívida pública, terrenos da marinha etc).
Características dos bens públicos:
· Inalienáveis - estão fora do comércio, salvo se forem desafetados. 
· Exceção: Os dominicais podem ser alienados, desde que por meio do processo de licitação (art. 101 CC). 
· Exceção: os bem de uso comum e especial também podem ser alienáveis, desde que ele seja desafetados.
· Imprescritíveis – não podem ser atingidos pela usucapião (art. 191, par. ún. CF). 
· Impenhoráveis – não podem passar do patrimônio do devedor (Estado) ao do credor por força de execução judicial. Não sujeitos a ônus reais (hipoteca, penhor).
Fato Jurídico 
· Direito ciclo vital, nasce, desenvolve e extingue. Fases denominam de Fatos Jurídicos produzindo efeito jurídico.
· Acontecimento social cumulado com a norma jurídica.
· Savingny: Fatos jurídicos são acontecimento em virtude dos quais as relações do direito nascem e se extinguem.
Fatos jurídicos (lato sensu)
Fatos naturais (stricto senso)
· Originário: coisas que acontecem naturalmente (Morte, nascimento, maioridade, decurso de tempo - prescrição etc).
· Extraordinário: são acontecimentos que não conseguimos prever (Terremoto, tempestade, inundação, enchente etc).
Ato-fato jurídico 
· Embora o comportamento derive do homem e deflagre efeitos jurídicos, é desprovido de voluntariedade e consciência em direção ao resultado jurídico existente.
Fatos humanos ou atos jurídicos
· Toda manifestação de vontade apta a criar, modificar ou extinguir direito e obrigações
· Lícitos: lei difere os efeitos almejados pelo agente, pois praticados em conformidade como o O.J.
· Atos não negociais ou atos jurídicos (stricto sensu): manifestação da vontade pré-determinada na lei, bastando a mera intenção humana para alcançar o efeito; E sempre unilateral. Sem negociação (Ex: reconhecimento de paternidade, testamento).
· Atos negociais: em regra bilateral há ação humana visa diretamente o alcance de um fim praticado permitido na lei, dentre a multiplicidade de efeitos possíveis a manifestação da vontade tem finalidade negocial em regra bilateral, efeito múltiplo. 
· Ilícito: em regra, se resultar em dano, ou praticados em desacordo com o prescrito, deverá ser reparado.
Modos de aquisição de direito
· A aquisição de um direito é a sua conjunção com o seu titular. Assim surge a prioridade quando o bem se subordina a um “dominus”.
Pode ser:
· Originário: quando o direito nasce no momento de apropriação de um bem de maneira direta (Ex: pesca, caça, usucapião).
· Derivado: quando houver transmissão de direito de proprietário de uma pessoa a outra (Ex: compra e venda, doação).
· Gratuito: Não houver contraprestação (Ex: doação, herança).
· Oneroso: se o patrimônio aumenta em razão de pagamento (Ex: compra e venda).
· A titulo universal: acontece quando o adquirente substitui o seu antecessor na totalidade de seus direitos e obrigações bens (Ex: herdeiro necessário).
· Titulo singular: pessoa adquiriu uma ou várias coisas determinadas apenas no que concerne aos direitos (Ex: herdeiro legatório, testamento).
· Simples: quando o fato gerador da relação jurídica consiste em um só fato (Ex: compra e venda, (documento único)).
· Complexo: é necessária a sucessiva de mais de um fato (Ex: usucapião (provar com mais de 1 documento).
Negócio jurídico (art. 104 a 184 CC)
· Composição de interesses que resulta em regramento bilateral (em regra) de condutas. Prerrogativa que o ordenamento jurídico confere ao individuo de, por sua livre vontade, criar relações a que o direito empresta validade, desde que em conformidade com a ordem jurídica e social.
· Representado reserva mental (art. 110 do CC) - Ocorre a reserva mental quando um dos declarantes oculta sua verdadeira intenção isso é quando não quer um efeito jurídico que declara querer. Tem por objetivo enganar o outro contratante (ex: estrangeiro se casa com nacional para adquirir nacionalidade).Pode ser anulado pela ausência de vontade.
Classificação dos negócios jurídicos.
Vontade 
· Unilaterais: E se aperfeiçoam com uma única manifestação de vontade suficiente para a produção dos efeitos jurídicos pretendidos (ex. Testamento.)
· Recepticios: Nos quais a manifestação da vontade depende do conhecimento da outra pessoa (ex. notificação).
· Não recepticios: nos quais o conhecimento pela outra parte é irrelevante (ex.Testamento.)
· Bilateral: se perfazem com duas manifestações de vontade coincidente sobre o objeto (ex. número de vontade.).
· Simples: só uma das partes aufere vantagens enquanto a outra suporta o encargo (ex. doação art. 538 do C.C.)
· Sinalagmáticos: a reciprocidade dos direitos e obrigações (ex. compra e venda artigo 481 do CC.)
· Plurilaterais: negócios jurídicos que envolvem manifestação de mais de duas vontades nos polos de relação