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AULA - Direito Civil 1 - Introdução

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(ex. S/A.)
Valor
· Gratuitos/benéficos: só uma das partes aufere vantagens ou benefícios, a diminuição de patrimonial de uma delas com aumento patrimonial da outra (ex. doação ou comodato.)
· Oneroso: ambos contratantes auferem vantagem às quais pode corresponder uma contraprestação (ex. compra e venda.)
· Comutativo: Nos quais as prestações são previamente determinadas (ex. financiamento , compra e venda).
· Aleatório: a prestação de uma das partes depende do acontecimento incerto e inesperado (ex. seguro Art. 757 a 802 CC).
· Neutros: não podem ser incluídos na categoria nem nos onerosos e nem dos gratuitos pois lhes falta atribuição patrimonial e caracterizam-se pela destinação dos bens vinculação de um bem que o torna indisponível pelas cláusulas de inabilidade e que impede sua comunicação com eventuais com juiz mediante a cláusula de incomunicabilidade.
· Bifrontes: pode ser oneroso ou gratuito segundo a vontade das partes (Art.658 CC, Ex: Mandato).
Momento efeito
· Inter-vivos: destina-se a produzir efeitos desde logo, isto é, estando às partes envolvidas ainda vivas (ex. quase a totalidade do negócio jurídico.)
· Mortis causa: destinam-se a produzir efeitos após a morte do agente regulam o patrimônio de uma pessoa após a sua morte (ex. testamento seguro de vida.)
Bem
· Principais: são os que têm existência própria e não depende da existência de qualquer outra (ex. locação.).
· Acessórios: são os que têm sua existência subordinada as resistências dos contratos principais (ex. fiança.)
· Solenes/ formais: dos negócios jurídicos que só tem validade de revestidos de determinada forma (Art. 108 e 1.536 CC).
· Não solenes/informais: de forma livre não exige forma especial prevalecendo (art. 107 CC).
· Simples: constituem-se por ato único (ex. compra e venda de um bem móvel.)
· Complexos: resultam de fusão de vários atos sem eficácia dependente (ex. bem imóvel valor maior de 30 vezes salário mínimo.)
· Coligados: compõe-se de vários negócios jurídicos. (ex. assina o negócio jurídico com isso veio vários.) 
Planos de negócio jurídico
Plano da existência (art. 104 CC)
1. Manifestação da vontade, sem vícios, livre e de boa-fé.
· Expressa (falada e escrita, gestual); Tácita (quando o proceder do agente indica a aceitação (Ex. aceita pagamento atrasado)); Presumida (quando a lei prevê essa forma (art. 324 CC)); Silencio: pode ser interpretado, não importa a anuência salvo exceções (art. 111 CC).
· A manifestação obriga o contratante: “Pacta sunt servanda”: à vontade uma vez manifestada, obriga o contratante, segundo o princ. da obrigatoriedade dos contratos; “Rebuis sic stantbus”: ao qual se opõe o princípio da onerosidade excessiva também chamada de princípio da revisão dos contratos (art. 479 CC).
2. Agente capaz e legitimado – emissor da vontade, podendo ser suprido pelos meios legais (representante e assistência).
3. Objeto lícito, possível, determinado ou determinável - é o que não atenta contra a lei, moral ou os bons costumes. Deve ser possível pois quando o impossível o negócio é nulo. Ocorre a possibilidade jurídica do objeto quando a lei proíbe negócios a respeito de determinado bem (Art. 426 CC). 
· Idoneidade do objeto - à vontade deve recair sobre objeto apto que possibilite a realização do negócio que se tem em vista, uma vez que cada contrato (negócio jurídico) tem objeto específico. 
4. Forma prescrita e não defesa em lei: Em regra a forma é livre a não ser nos casos que a lei exige a forma escrita pública ou particular (Art. 107 CC).
Termo, condição e encargo (art. 121 a 137 CC)
· Plano da eficiência ou Elementos acidentais - porque não são exigidos como indispensáveis introduzidos facultativamente pela vontade das partes, mas se convencionadas integram o negócio jurídico de forma indissolúvel. 
1. Termo: evento futuro e certo que determina a eficácia do negócio jurídico é o dia em que começa ou se extingue a eficácia do negócio jurídico.
· Inicial: começa no dia estipulado não no ato.
· Final: data que cessa o ato.
· Obs: termo não se com funde com prazo, prazo é um intervalo entre o termo Inicial e o final. 
2. Condição: evento futuro e incerto que determina a eficácia do negócio jurídico é o dia em que começa ou se extingue a eficácia do negócio jurídico (Art.121 CC).
· Lícita e possível.
· Suspensiva: quando a condição não acontece, o direito não se realiza.
· Resolutiva: o negócio jurídico acaba se a condição acontecer (ex. contrato financiamento estudantil).
3. Encargo: trata-se de cláusula acessória a liberalidade pela qual se impõe um ônus e obriga o beneficiário.
· Efeito (art. 136 CC).
· Características: obrigatoriedade.
Interpretação dos negócios jurídicos.
· Não só a lei, mas contrato devem ser interpretados, em ambas as situações procuramos fixar o verdadeiro sentimento da manifestação da vontade. 
· O que prevalece é a teoria da vontade sobre a teoria da declaração (Art.112 CC). 
· Boa-fé presumida, má-fé deve ser provada, o intérprete deve presumir que o contratante procede com a lealdade (Art. 113 CC). 
· Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se estritamente (Art.114 CC).
· Quando houver no contrato de adesão, cláusulas ambíguas ou contraditórias, dever-se-á adotar a interpretação mais favorável ao aderente (Art.423 CC).
· A transação interpreta-se restritivamente (Art.843 CC).
· A fiança não admite interpretação extensiva (Art.819 CC).
· Intenção das partes pode ser apurada pelo modo que viam executando contrato de comum acordo. 
· Devem ser interpretar contratos na dívida de maneira menos onerosa para o devedor. 
· As cláusulas contratuais não devem ser interpretadas isoladamente, mas em conjunto com as demais.
Representação (Art. 115 a 120 CC)
· Situação de legitimação específica, não admite representação: testamento, curatela, depoimento testemunhal, prestação de serviço militar. 
· Mandato é a forma pela qual se torna conhecida a representação por vontade dos interessados é um negócio jurídico que se instrumentaliza através da procuração. 
· Prazo decadencial (art. 119 § único CC).
Representação legal.
· Ocorre quando a lei estabelece para certas situações uma representação, nesses casos é necessária o poder de administrar e quais situações em que se admite dispor de direitos do representado (ex. incapazes, tutela, curatela, pais em nome de seus filhos menores, síndico em nome do condomínio).
Representação voluntária (Art. 118 e 653 CC)
· É baseada em regra no mandato cujo o instrumento é a procuração é importante que o terceiro tem a ciência de representação sobre pena de inviabilizar os negócios jurídicos. 
· Atos praticados contra os interesses e representado (Art. 119 CC).
· Terceiro de boa-fé sempre é protegido.
Efeitos da representação 
· Uma vez realizado o negócio jurídico pelo representante, é como se o representado houvesse atuado, pois seus efeitos repercutem diretamente sobre o último. 
· Deve-se examinar se a representação foi corretamente exercida.
· Na representação legal é na lei que se procura o teor do poder outorgado. 
· Na representação voluntaria, é na vontade emitida pelo representado que se deve encontrar a extensão dos poderes outorgados ao representante.
A figura do núncio.
· Porta-voz atuação limitada o mensageiro é uma pessoa encarregada de levar e transmitir um recado de outra é o que pode se chamar de porta-voz.
· Entrega documento com declaração ou reproduz a declaração de alguém, cooperando com a conclusão do negócio, mas não atua pelo titular, podendo ser responsabilizado por perdas e danos e o interessado pode anular o negócio por erro.
· Sua atuação não figura representação.
Contrato consigo mesmo ou autocontrato (art. 117 do CC)
· Como contrato por definição é um acordo de vontade não se admite a existência de contrato consigo mesmo, salvo se a lei permitir ou o representado (art. 685 CC).
· Pode ser anulado.
Dos defeitos dos negócios jurídicos (art. 138 a 165 CC)
· São considerados como vícios do consentimento: o erro, dolo, coação, estado de perigo e lesão.
· São considerados como vícios sociais: fraude contra