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AULA - Direito Civil 1 - Introdução

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tem o prazo decadencial de 4 anos para ser arguida pelas partes (art. 178 CC).
· Negocio anulável, “ex nunc”.
· Pode ser suprida pelo juiz a requerimento das partes ou sanada pela confirmação (art. 168 § único e 172 CC).
· Não pode ser pronunciada de oficio.
Dos atos jurídicos lícitos e ilícitos (art. 185 a 188 CC)
Lícitos 
· São os atos humanos a que a lei defere os efeitos almejados pelo agente. Praticados em conformidade com o ordenamento jurídico, produzem efeitos jurídicos voluntários, queridos pelo agente. 
· Os atos jurídicos lícitos dividem-se em: ato jurídico em sentido estrito e negócio jurídico.
Ilícito 
· É praticado com infração ao dever legal de não lesar a outrem. Tal dever imposto a todos nos artigos 186 e 927 CC. Também o comete aquele que pratica abuso do direito (art. 187 CC).
Responsabilidade 
· Penal: o agente infringe uma norma penal de direito público. É pessoal, responde o réu com a sua privação de liberdade.
· Civil: o interesse diretamente ligado é interesse privado. É patrimônio do devedor que responde por suas obrigações. 
· Contratual: o rendimento contratual acarreta a responsabilidade de indenizar as perdas e danos. O inadimplemento se presume culposo.
· Extracontratual: quando responsabilidade deriva da infração ao dever legal previsto no art. 927 CC que ela é extracontratual ou aquiliana. A culpa deve ser provada.
· Obs.: nas duas responsabilidades a consequência é a mesma obrigação de ressarcir o prejuízo causado.
Pressuposto de responsabilidade extracontratual 
· Ação ou omissão: ato próprio; ato terceiro; fato de coisa ou do animal.
· Culpa: dolo, culpa (imprudência; negligência e imperícia).
· Relação de causalidade: é o nexo causal entre a ação ou omissão do agente e o dano verificado. Vem Expresso no verbo “causar” empregado no artigo 186. Sem ela não existe obrigação de indenizar. 
· Dano: é o pressuposto inafastável, sem o qual ninguém pode ser responsabilizado civilmente pode ser patrimonial chamado de material ou extrapatrimonial.
Responsabilidade
· Subjetiva: a responsabilidade de quando se está na ideia de culpa. A prova da culpa passa a ser pressuposto necessário do dano de indenizar.
· Objetiva: se funda na ideia de risco. Prescinde da culpa e se satisfaz apenas com o dano ou nexo de causalidade.
· Obs.: no código civil filiou-se Como regra a teoria subjetiva sem prejuízo de adoção da responsabilidade objetiva em vários dispositivos esparsos (art. 927 § único e 933 CC).
Prescrição e da decadência (art. 189 a 211 CC)
Prescrição (art. 189 a 206 CC)
· Perda do direito de agir.
· Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes (art. 192 CC).
· Dois são os requisitos para a validade da renúncia da prescrição: 
· Que esta já esteja consumada; 
· Que não prejudique terceiro (art. 191 CC).
· A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita (art. 193 CC) devendo ser declarada de oficio pelo juiz (CPC, art. 219, §5º CC).
· Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou representantes que derem causa à prescrição ou não a alegarem oportunamente (art. 195 CC). 
· A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor. 
· Causas que impedem ou suspendem a prescrição (Art. 197 a 200 CC).
· Causas que interrompem a prescrição (Art. 202 CC) - Ressalte-se que outras causas de interrupção da prescrição são previstas em leis especiais.
Espécies de prescrição 
· Aquisitiva (usucapião).
· Extintiva - é extinção da pretensão e por via de consequência do direito de ação em razão do decurso de tempo pelo fato de o titular não ter exercido nos prazos que a lei estabelece. 
Requisitos:
· Violação do direito. 
· Inércia do titular do direito.
· Decurso do tempo estabelecido em lei. 
Pretensões Imprescritíveis 
· Os direitos da personalidade; 
· Diretos quanto ao estado das pessoas; 
· Direitos cujo exercício é facultativo; 
· Bens públicos; 
· Direitos de propriedade; 
· Direito de reaver bens confiados à guarda de outrem; 
· Direito de anular inscrição de nome empresarial (art. 1.967 C.C.). 
Decadência (art. 207 a 211 CC)
· É a perda do direito potestativo pela inércia do seu titular no período determinado em lei.
· Decadência legal: deve o juiz conhece-la de oficio (art. 210 CC). 
· Decadência convencional: a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação (art. 211 CC). 
· São prescricionais somente os prazos determinados nos art. 205 e 206 CC, sendo decadenciais todos os demais estabelecidos como complemento de cada artigo que rege a matéria. 
· Institutos afins:
· Preclusão – é de ordem processual. Consiste na perda de uma faculdade processual, por não ter sido exercida no momento próprio. 
· Perempção – Também é de natureza processual. Consiste na perda do direito de ação pelo autor contumaz, que deu causa a três arquivamentos sucessivos (CPC, art. 486, par. ún.). Não extingue o direito material nem a pretensão, que passam a ser oponíveis somente como defesa. 
Prova (Art. 212 a 232 CC, art. 442 do NCPC)
· O Art. 212, CC trás em seus incisos os meios de prova. Trata-se de um rol exemplificativo, visto que além dos meios especificados, ainda tem-se a possibilidade de existência de outros meios também citados pelo legislador em outros dispositivos, como a reprodução fotográfica ou cinematográfica, a reprodução mecânica ou eletrônica. (art. 225, CC).
a) Confissão – ato espontâneo ou não pelo qual a parte admite a verdade do fato contrário a seus interesses e favorável aos interesses do adversário. Pode ocorrer judicial ou extrajudicialmente. A confissão poderá ocorrer pela parte (confitente) ou por seu mandatário, desde que este tenha poderes especiais. Caso a confissão seja decorrente de vícios, como erro ou coação, poderá ser invalidada.
b) Documento – É tratado pela lei com especial atenção, pois considerou que o documento firmado deve possuir presunção relativa no tocante a seu teor (art. 219, CC). O documento pode ser público ou particular, sendo aquele praticado por agente público no exercício de suas funções (art. 215 a 218, CC) e dotado de fé pública. O particular, por sua vez, tem a veracidade das informações certificadas pela assinatura, mas não produz efeitos perante terceiros antes do registro público. 
c) Testemunha – A prova testemunhal é obtida por meio da inquirição da testemunha, dando esta o depoimento sobre algo que presenciou ou que, não presenciou mas ouviu.
· Pessoa com deficiência (Art. 228, § 2º CC).
· Impedidos (art. 228, I, IV e V e 447 do CC). 
· É admissível a prova testemunhal quando houver começo de prova por escrito, (art. 444 do NCPC).
· Desobrigados (art. 229 do CC)
d) Presunção – um dos meios de prova do negócio jurídico é a presunção. Verifica-se a presunção quando se retira de um fato conhecido elementos que demonstrem um fato desconhecido. A presunção pode ser “juris et de jure" (ou absoluta) ou “juris tantum" (ou relativa). Nesta temos regra de inversão de ônus da prova e naquela o fato se tona incontroverso.
e) Perícia – Ocorre por meio de um técnico quando o fato não pode ser comprovado por meio de testemunha comum.
· O legislador retirou a obrigatoriedade do indivíduo de se submeter a perícia, mas permitiu que o julgador, com base nos demais meios probatórios, julgue de forma desfavorável àquele que recusou (Art. 231 CC).