A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
Doença Arterial Coronariana - BM

Pré-visualização | Página 1 de 5

Prof. Marina	Clínica Integrada	Aula 10
Prof. Marina	Clínica Integrada	Aula 10
INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO E MIOCARDIOPATIA ISQUÊMICA
É uma desproporção entre a oferta e a demanda consumo de oxigênio ao nível da fibra miocárdica.
A insuficiência coronariana é uma questão de desequilíbrio, geralmente o que se tem é uma diminuição de oferta, ou seja, existe uma placa de ateroma na coronária, diminuindo a oferta de sangue e de oxigênio. Só que o paciente pode desenvolver clínica de IC com a coronária perfeita, desde que ele tenha um aumento de demanda muito grande e que está acima do que a coronária normalmente tem condições de suprir. 
Exemplo: Crise Tireotóxica —> paciente tem uma demanda de oxigênio muito maior do que uma coronária é capaz de suprir, então esse paciente pode evoluir com síndrome de IC estando com a coronária normal. 
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Outro exemplo é um paciente pode estar com a coronária perfeita e a demanda do miocárdio não está nem tão alta, porém ele tem uma anemia grave. O sangue pode estar chegando, só que não tem oxigênio suficiente porque não tem hemoglobina suficiente, então dá na mesma. Essa situação ajuda chegar a outra conclusão: um paciente com doença arterial coronariana - aterosclerose em coronária - pode deixar fazer anemia? Não. Pode até ter diminuição de fluxo por conta da placa, só que o fluxo mesmo sendo pouco, é suficiente para não infartar porque ele chega com oxigênio, agora se ele tiver uma anemia importante muda tudo. 
Ou paciente que tem diminuição do fluxo pela placa e descompensa o hipertireoidismo, é chutar cachorro morto. Mas, o mais comum é doença arterial coronariana por aterosclerose. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
· Isquemia silenciosa; 
· Angina estável; 
· Angina instável (aterotrombótica ou vasoespástica); 
· Infarto agudo do miocárdio; 
· Miocardiopatia isquêmica (fibrose, miocárdio atordoado, miocárdio hibernante); 
· Morte súbita. 
Quando falamos de insuficiência coronariana, falamos de diferentes espectros clínicos. Paciente que tem desde isquemia silenciosa até morte súbita, esse paciente pode não ter sintoma, mas o coração está cronicamente doente porque cronicamente tem uma certa diminuição da oferta, consequentemente vai desenvolvendo uma miocardiopatia, até mesmo chegando em uma insuficiência cardíaca sem nem mesmo ter tido infarto, caracterizando uma isquemia silenciosa. 
Um componente da Insuficiência coronariana crônica é o paciente que tem angina estável. É o paciente que tem sintoma só quando aumenta a demanda. Nas atividades habituais, ele está de boa, mas em situações que tem esforço ou estresse, ele tem a dor que melhora com repouso. Porém, essa doença pode piorar e entrar no quadro de insuficiência coronariana aguda. 
INSUFICIÊNCIA CORONARIANA 
a) Aguda: 
São as síndromes isquêmicas miocárdicas instáveis que são angina instável, o infarto agudo do miocárdio e a morte súbita. 
b) Crônica:
Tem síndrome da angina estável e miocardiopatia isquêmica - IC
 
SÍNDROME CORONARIANA AGUDA
 
Aterosclerose é a principal causa de síndrome coronariana, seja aguda ou crônica. Então entre todos os FATORES DE RISCO para a doença arterial aterosclerótica: 
⇨ Histórico familiar 
⇨ Sedentarismo 
⇨ Paciente mais velho 
⇨ Dislipidemia 
⇨ HAS 
⇨ Diabetes 
⇨ Obesidade 
⇨ Tabagismo 
 
Doença aterosclerótica é uma doença inflamatória. A deposição começa com as estrias gordurosas que começam a virar uma placa 
Fases dessa placa: a doença aterosclerótica é bem dinâmica justamente por ser uma doença inflamatória, então a placa pode ir mudando ao longo do tempo. Geralmente ela começa como uma placa estável que é aquela em que existe uma deposição de gordura, um núcleo de gordura naquela placa, mas o conteúdo inflamatório não é grande e também existe uma grossa capa de fibrose que cobre a placa, que evita que o sangue entre em contato com o conteúdo da placa, e isso é importante porque o conteúdo da placa é altamente trombogênico. Lembra que o endotélio é anticoagulante desde que ele não esteja lesado, caso esteja lesado, o que está abaixo dele é exposto e vira pró-coagulante. O que está dentro da placa é extremamente pró-coagulante. A placa é estável porque tem um núcleo lipídico com pouca inflamação e tem uma grossa capa de fibrose cobrindo ela. 
Aí o indivíduo que tem a doença aterosclerótica e continua tendo os mesmos hábitos, por exemplo: acima do peso, com colesterol alto, sem controlar o diabetes e sem tomar os remédios, não controla dieta favorecendo assim para a evolução da doença. O conteúdo lipídico e o conteúdo inflamatório vão aumentando, assim a placa passa a ser instável (aquela que tem grande quantidade de gordura e grande quantidade de inflamação, fazendo com que a placa fibrótica fique fina, até o momento que ela se rompe. E quando rompe, o conteúdo altamente trombogênico da placa é exposto ao sangue, assim é ativada a cascata de coagulação e então é formado um trombo nessa placa. O que estava ruim, piora. Essa evolução é da síndrome coronariana, é por isso que a síndrome evolui desse jeito. 
Quando o paciente tem uma placa estável que é uma obstrução fixa e ele está em repouso ou está fazendo suas atividades habituais, o fluxo é suficiente para manter o funcionamento do miocárdio, só que quando esse paciente aumenta a demanda do miocárdio (subiu escada, ficou estressado), o ponto da presença dessa placa estável, faz com que a coronária não consiga aumentar a oferta do miocárdio, consequentemente os sintomas aparecem, só que no repouso,os sintomas passam, pois a demanda do miocárdio volta ao normal, caracterizando a 
	ANGINA ESTÁVEL
	.
	CORONARIANAS AGUDAS
 No momento em que a placa instabiliza, pode ter AS SÍNDROMES devido a obstrução da coronária pelo trombo, só que esse trombo 
não precisa obrigatoriamente fechar a coronária, ele pode diminuir tanto que é suficiente para o paciente apresentar sintomas em repouso, mas pode não ser suficiente para matar o músculo, ou pode ser uma obstrução tão catastrófica que o músculo morre e o paciente também. 
• As síndromes coronarianas agudas são: ⇨ Angina instável 
⇨ Infarto agudo do miocárdio (IAMSSST) 
⇨ Infarto agudo do miocárdio (IAMCSST) 
	⇨ Morte súbita 	 é um “mega infarto” com supra 
A angina estável: é sintoma previsível, reprodutivo que melhora com repouso 
Angina instável: os sintomas vêm com o paciente em repouso, ou sintomas novos que ele não tinha antes, é uma angina que piora depressa. 
Diferença de angina para infarto é a morte do miocárdio. Na angina não tem morte do miocárdio, tem isquemia, já no infarto tem morte do miocárdio. 
Diferença fisiopatológica do infarto com supra ou sem supra: o quanto de músculo que morreu. No infarto sem supra, não morre a espessura inteira da parede, morre só a parte de dentro. No infarto com supra, morre a espessura inteira da parede. Quanto pior for a obstrução, pior será o prognóstico. 
Na placa estável, há grande capa de fibrose com pouca inflamação 
Na placa instável, tem o trombo porque a capa de fibrose estava tão fina que rompeu e tem muita inflamação dentro. 
 
 
Nesses exemplos o paciente morreu, mas mostra 
a anatomia patológica da placa estável e placa 
instável. Uma ta lisinha e a outra rompida com 
um trombo em cima.
 
	APRESENTAÇÃO CLÍNICA 
	 
O pct tem sintoma, o mais clássico é dor no peito. Pode doer, é a clássica dor em aperto com sinal de Levini. O sintoma clássico da síndrome coronariana é um desconforto em peso ou aperto na região central do tórax que pode irradiar para o pescoço, dorso e braços. O desconforto é desencadeado por esforços, persistente e amiúde associado a sudorese, náuseas e sensação de morte iminente. 
Não espere o paciente chegue dizendo que está doendo, a maioria chega com desconforto com uma sensação ruim, abafamento, peso, como se tivesse com uma roupa muito apertada ou um “elefante no peito”. O paciente pode vir com outros sintomas como dispneia, palpitação, pode irradiar para membros superiores