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Apostila Sistemas Fiscais - Unidade 01 - Módulo I - DIRF2021

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1 PUC Virtual – Alex Magno Diamante 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APOSTILA DA DISCIPLINA DE 
SISTEMAS FISCAIS 
UNIDADE 01 
DIRF – Declaração dos Impostos Retidos na 
Fonte 2021. 
Módulo I 
 
 
 
 
Alex Magno Diamante 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SISTEMAS FISCAIS 
 
1. OBJETIVO 
 
Neste módulo da unidade 01, veremos como é a instalação da DIRF - 
Declaração dos impostos retidos na fonte. Trabalharemos com o DIRF2021. 
 
2. Informações gerais: 
 
A instrução normativa que regulamenta a DIRF2021 é a Instrução Normativa RFB nº 
1990, de 18 de movembro de 2021. Recomendo a leitura desta instrução normativa. 
 
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 1.990, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2021 - DOU - 
Imprensa Nacional 
 
 
Abaixo um resumo das principais informações da DIRF2021: 
 
A Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - Dirf é a declaração feita 
pela FONTE PAGADORA, com o objetivo de informar à Secretaria da Receita Federal 
do Brasil: 
- Os rendimentos pagos a pessoas físicas domiciliadas no País; 
- O valor do imposto sobre a renda e contribuições retidos na fonte, dos rendimentos 
pagos ou creditados para seus beneficiários; 
- O pagamento, crédito, entrega, emprego ou remessa a residentes ou domiciliados 
no exterior; 
- Os pagamentos a plano de assistência à saúde – coletivo empresarial. 
 
 
A declaração é centralizada no CNPJ da matriz 
 
Estão obrigadas a apresentar a Dirf as pessoas jurídicas e físicas, que pagaram 
ou creditaram rendimentos que tenham sofrido retenção dos impostos e 
contribuições na fonte, ainda que em um único mês do ano-calendário, por si ou 
como representantes de terceiros. 
 
Deverão também entregar a Dirf, as pessoas físicas e jurídicas domiciliadas no País 
que efetuarem pagamento, crédito, entrega, emprego ou remessa a pessoa física ou 
jurídica residente ou domiciliada no exterior, ainda que não tenha havido a retenção 
do imposto, inclusive nos casos de isenção ou alíquota zero. 
 
Ficam também obrigadas à apresentação da Dirf as pessoas jurídicas que tenham 
efetuado retenção, ainda que em um único mês do ano-calendário a que se referir a 
Dirf, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição para o 
Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição para o PIS/Pasep 
sobre pagamentos efetuados a outras pessoas jurídicas, nos termos do § 3º do art. 
3º da Lei nº 10.485, de 3 de julho de 2002, e dos arts. 30, 33 e 34 da Lei nº 10.833, de 
29 de dezembro de 2003. 
 
No Geral quem deve entregar a DIRF: 
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/instrucao-normativa-n-1.990-de-18-de-novembro-de-2020-289584246
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/instrucao-normativa-n-1.990-de-18-de-novembro-de-2020-289584246
http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/Leis/2002/lei10485.htm
http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/Leis/2003/lei10833.htm
http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/Leis/2003/lei10833.htm
 
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• Todas as pessoas físicas e também as pessoas jurídicas, que pagaram ou creditaram 
rendimentos com retenção do IRRF; 
• Caixas, associações e organizações sindicais de empregados e empregadores; 
• Titulares de serviços notariais e de registros; 
• Estabelecimentos matrizes de pessoas jurídicas de direito privado domiciliadas no Brasil; 
• Edifícios e Condomínios; 
• Instituições administradoras ou intermediadoras de fundos ou clubes de investimentos; 
• Pessoas jurídicas de direito público; 
• Filiais, sucursais ou representações de pessoas jurídicas com sede no exterior; 
• Empresas individuais; 
• Órgãos gestores de mão de obra do trabalho portuário. 
 
O declarante deve informar na DIRF os rendimentos tributáveis pagos ou 
creditados, bem assim o respectivo imposto de renda e/ou as contribuições 
retidas na fonte. Deve ser informada a totalidade dos rendimentos pagos aos 
beneficiários, inclusive aqueles que não tenham sofrido retenção. 
 
A DIRF deve ser entregue deverá ser apresentada até as 23h59min59s (vinte e três 
horas, cinquenta e nove minutos e cinquenta e nove segundos), horário de Brasília, 
de 26 de fevereiro de 2021. 
 
 
Atenção: 
No caso de extinção decorrente de liquidação, incorporação, fusão ou cisão total ocorrida no 
ano-calendário de 2021, a pessoa jurídica extinta deverá apresentar a Dirf 2021 
relativa ao ano-calendário de 2021 até o último dia útil do mês subsequente ao da 
ocorrência do evento, exceto se o evento ocorrer no mês de janeiro de 2021, caso em 
que a Dirf 2021 poderá ser apresentada até o último dia útil do mês de março de 
2021. 
§ 2º Na hipótese de saída definitiva do Brasil ou de encerramento de espólio ocorrido 
no ano-calendário de 2021, a Dirf 2021 de fonte pagadora pessoa física relativa a 
esse ano-calendário deverá ser apresentada: 
I - no caso de saída definitiva, até: 
a) a data da saída em caráter permanente; ou 
b) 30 (trinta) dias contados da data em que a pessoa física declarante completar 12 
(doze) meses consecutivos de ausência, no caso de saída em caráter temporário; e 
II - no caso de encerramento de espólio, no mesmo prazo previsto no § 1º para 
apresentação da Dirf 2021 relativa ao ano-calendário de 2021. 
 
 
Rendimentos que devem constar da Dirf: 
 
O declarante deverá informar na Dirf os seguintes rendimentos tributáveis e, se for o 
caso, os respectivos imposto sobre a renda ou contribuições retidos na fonte, 
especificados nas tabelas de códigos de receitas constantes do Anexo I, inclusive no 
caso de isenção e de alíquota de 0% (zero por cento),: 
I - pagos ou creditados no País; e 
II - pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos a residentes ou 
domiciliados no exterior, em seu próprio nome ou na qualidade de representante de 
terceiros. 
 
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Art. 10. As pessoas obrigadas a apresentar a Dirf, conforme o disposto nos arts. 2º e 
3º, deverão informar todos os beneficiários de rendimentos: 
I - que tenham sido objeto de retenção na fonte do imposto sobre a renda ou de 
contribuições, ainda que em um único mês do ano-calendário; 
II - do trabalho assalariado, nos casos em que o valor pago durante o ano-calendário 
for igual ou superior ao estabelecido no art. 27; 
III - do trabalho sem vínculo empregatício, de aluguéis e de royalties, nos casos em 
que o valor total pago durante o ano-calendário seja superior a R$ 6.000,00 (seis mil 
reais), ainda que não tenham sido objeto de retenção na fonte do imposto sobre a 
renda; 
IV - de previdência complementar e de planos de seguros de vida com cláusula de 
cobertura por sobrevivência, Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), pagos durante 
o ano-calendário, ainda que não tenham sido objeto de retenção na fonte do imposto 
sobre a renda; 
V - auferidos por residentes ou domiciliados no exterior, inclusive nos casos de 
isenção e de alíquota de 0% (zero por cento), observado o disposto no § 6º; 
VI - de pensão, pagos com isenção do IRRF, caso o beneficiário seja portador de 
fibrose cística (mucoviscidose), tuberculose ativa, alienação mental, esclerose 
múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e 
incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose 
anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de 
Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação ou síndrome da 
imunodeficiência adquirida, exceto a decorrente de moléstia profissional, 
regularmente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da 
União, dos estados, do Distrito Federal ou dos municípios; 
VII - de aposentadoria ou reforma, pagos com isenção do IRRF, desde que motivada 
por acidente em serviço, ou caso o beneficiário seja portador de doença relacionada 
no inciso VI, regularmente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico 
oficial da União, dos estados, do Distrito Federal ou dos municípios; 
VIII - de dividendos