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Agravo Regimental - Súmula 7 STJ (2)

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO RELATOR SEBASTIÃO REIS JUNIOR, 
DA 6ª TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 
 
 
 
Processo nº 
Agravante: 
Agravado: 
 
 
 
...​, devidamente qualificado nos autos do processo em epígrafe, por intermédio 
dos advogados ​in fine ​assinados, com fulcro no artigo 1.021, do CPC c/c 258 do Regimento 
Interno do STJ, vem à presença de Vossa Excelência interpor 
AGRAVO REGIMENTAL 
Em face de decisão que conheceu do Agravo em Recurso Especial para não 
conhecer do Recurso Especial, requerendo o recebimento e a retratação da decisão proferida, 
nos moldes do artigo 258, § 3º, do RISTJ ou, subsidiariamente, que seja o presente recurso 
levado a julgamento para apreciação do colegiado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA 
Processo nº 
Agravante: 
Agravado: 
 
I – REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE 
a) TEMPESTIVIDADE 
É manifesta a tempestividade do presente recurso, eis que o Núcleo de Prática 
Jurídica foi intimado eletronicamente da decisão que conheceu o Agravo em Recurso Especial 
para não conhecer do REsp na data de 10/11/2020 (terça-feira). 
Infere-se que o prazo para a interposição do presente recurso é de 5 dias, 
conforme o art. 258 do RISTJ, e o termo final se dá no dia 15/11/2020 (domingo). Haja vista 
que o prazo tem fim no final de semana, considerar-se-á como prazo final o próximo dia útil 
subsequente, qual seja 16/11/2020. 
Dessa forma, o presente recurso é claramente tempestivo, visto que interposto 
com estrita observância do prazo legal. 
b) CABIMENTO 
De acordo com o artigo 258 do RISTJ, a parte que se considerar prejudicada por 
decisão de relator poderá interpor Agravo Regimental a fim de que o julgador sobre ela se 
pronuncie, confirmando-a ou reformando-a. 
No caso concreto, restou demonstrado o cabimento do presente recurso, uma vez 
que o Eminente Ministro Relator Sebastião Reis Junior conheceu do Agravo em REsp para 
não conhecer do Recurso Especial, frustrando a pretensão do ora agravante e ensejando a 
apresentação deste Agravo Regimental. 
c) INTERESSE E LEGITIMIDADE 
O agravante tem interesse e legitimidade porque é réu no processo de origem e 
sente-se lesado pela aplicação incorreta do devido diploma legal. 
 
II – SÍNTESE PROCESSUAL 
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Trata-se de denúncia ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e 
Territórios, em desfavor de ..., pela suposta prática da conduta prevista no artigo 129, §9º, do 
Código Penal c/c arts. 5º e 7º, da Lei 11.340/06. Segundo a denúncia, o autor causou lesões 
corporais à ex-companheira após uma discussão. 
Após regular instrução, o magistrado formou seu convencimento nos relatos da 
vítima e no laudo pericial dos ferimentos que a mesma sofreu, condenando o acusado à pena 
de 8 meses e 8 dias de detenção, em regime inicial semiaberto, permitindo ao réu o direito de 
recorrer em liberdade. Ademais, fixou a título de indenização mínima por danos morais o 
pagamento no valor de 1 salário mínimo vigente à época dos fatos (e-STJ fls. 132-147). 
Irresignada, a defesa interpôs apelação com o intuito de desconstituir a Sentença 
baseado na inexistência de provas e na inadequação da dosimetria da pena aplicada ao caso. 
Entretanto, este não foi o entendimento da 1ª Turma Criminal do TJDFT eis que negou 
provimento ao apelo e manteve a sentença inalterada (e-STJ fls. 199-210). 
Em razão da negativa do Tribunal de origem, foi interposto Recurso Especial sob 
a alegação de violação aos artigos 156 e 386, VII do Código de Processo Penal, e art. 59 do 
Código Penal. Ocorre que, em decisão de admissibilidade, o recurso foi inadmitido sob o 
fundamento que o acolhimento das teses recursais demandaria o reexame de provas, incidindo 
o enunciado da Súmula 7/STJ (e-STJ fls. 257-258). 
Após, foi interposto Agravo em Recurso Especial, sendo conhecido para não 
conhecer do Recurso Especial pelo Em. Ministro em decisão monocrática, sob a insistência 
do óbice instaurado pela Súmula 7/STJ (e-STJ fls. 291-293). 
Data vênia o saber jurídico do Eminente Ministro Relator, tal decisão merece 
reforma, como se demonstrará a seguir. 
 
III – RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL 
a) DA INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 7 DO STJ 
Em sede de recursos especiais que tramitam perante o Superior Tribunal de 
Justiça é pacífico o entendimento referente à impossibilidade de reexaminar provas sendo 
permitido apenas a revaloração das provas pertinentes para avaliar o caso, o que consta no 
verbete de enunciado nº 7 da Súmula do STJ. O que difere o reexame de provas para a 
revaloração é que no primeiro ocorre a revisão de fatos e provas em si mesmo pela Corte 
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Superior, de forma que seria feita a análise detalhada de documentos, testemunhas, dentre 
outras provas já exaradas pelas instâncias inferiores. Em contrapartida, a revaloração de 
provas consiste na análise do acórdão proferido, no conjunto fático-probatório que ali incida, 
a fim de se reformar a decisão com um novo saber jurídico sobre o caso. 
Por meio de decisão monocrática, o Em. Ministro Relator se convenceu em 
contrariedade às teses alegadas pelo ora agravante. Primeiramente, aduz que a pretensão da 
defesa em absolver o réu em razão da fragilidade de provas demandaria novo exame dos fatos 
ocorridos no caso. Ainda, o Ministro Relator manifesta que a redução do valor fixado em 
Sentença à título de reparação dos danos sofridos pela vítima necessita, também, de reexame 
do contexto fático-probatório acostado aos autos. Em ambas negativas, a fundamentação foi 
acostada no óbice da Súmula 7/STJ. 
Importante ressaltar que razão não assiste ao Em. Ministro Relator, eis que as 
teses alegadas pela defesa não enseja reexame de fatos e provas ou qualquer necessidade de se 
revir ao acervo documental e testemunhal, apenas se busca um novo entendimento jurídico 
acerca da decisão para sanar as violações da legislação infraconstitucional. 
Quanto à alegação da fragilidade de provas para a condenação do réu, tem-se em 
vista que o convencimento do Juízo de 1º grau se deu exclusivamente pela oitiva da vítima e 
pelo laudo de exame de corpo de delito. Nos casos de violência doméstica, a palavra da vítima 
tem importância relevante tendo em vista que o delito costuma ser praticado na intimidade do 
ambiente familiar. Ocorre que no caso concreto, o fato se deu na rua, onde mais pessoas além 
da vítima e do autor pudessem testemunhar. De fato, a única testemunha arrolada pela vítima 
foi a vizinha “Lu”, que presenciou os fatos no momento em que ocorreram. Mas, diante da 
ausência da testemunha em audiência de instrução, nada foi oficiado pelo Juízo de forma a 
propiciar a oitiva de “Lu”. 
No acórdão recorrido, o voto firmou a suficiência dos depoimentos da vítima para 
a condenação do ora agravante, como se vê (e-STJ fls. 204-205): 
[...] 
O que se requer é a revaloração