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Câncer de Colo do Útero

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Thaís Pires
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CA Colo do Útero
Lesão pré-neoplásica o nome que vem no exame; o que fazer de acordo com o resultado
Preventivo – quando fazer, em quem
· Lesões Intraepiteliais cervicais – alterações do processo de maturação do epitélio com diferentes graus de gravidade, o que depende da proporção de células imaturas atípicas
· Morfopatologia – o colo do útero possui um epitélio glandular colunar na região interna do orifício externo do colo, que é o ENDOCÉRVICE, e, na região externa, em contato com a vagina, um epitélio estratificado pavimentoso, o ECTOCÉRVICE – entre esses dois há a JEC, que pode estar localizada tanto na ecto como na endocérvice... geralmente, na idade reprodutiva, ela está localizada na ECTOCÉRVICE, sofrendo ação do pH ácido da vagina – algumas células com potencial mitótico, as SUBCILÍNDRICAS, se transformam, por METAPLASIA, em células escamosas ZONA DE TRANSFORMAÇÃO
· Epidemiologia – No norte, desconsiderando os tumores de pele não melanoma, o CA colo é o PRIMEIRO MAIS INCIDENTE; na região centro-oeste e no nordeste, é o SEGUNDO; no sudeste o TERCEIRO e no sul o QUARTO
De acordo com o MS, existem cerca de 6 MILHÕES DE MULHERES ENTRE 35-49 que nunca realizaram o citopatológico (preventivo) – essa faixa etária é a que mais incide o CA colo, consequentemente havendo várias novas vítimas ao ano.
Felizmente, dentre todos os tipos de CA, é um dos que apresenta MAIOR POTENCIAL DE CURA quando diagnosticado precocemente! A detecção precoce em mulheres assintomáticas por meio do citopatológico permite a detecção de LESÕES PRECURSORAS E DA DOENÇA EM FASE INICIAL antes do aparecimento dos sintomas
· Fatores de Risco 
· Infecção pelo HPV – É o PRINCIPAL FATOR DE RISCO, uma vez que 99% dos casos de CA de colo são decorrentes de infecção pelo HPV – na maioria das vezes, a infecção cervical regride espontaneamente, porém, em uma pequena quantidade de casos, algumas CEPAS ONCOGÊNICAS permitem a persistência da infecção, o que pode levar a LESÕES PRECURSORAS / Alguns outros fatores para além da cepa viral influenciam na persistência da infecção, como IMUNIDADE, GENÉTICA, IDADE (acima de 30 anos tende a persistir) / Entre 20-40 anos, período de maior atividade sexual, o HPV tem maiores chances de acometer uma mulher, sendo uma IST!
· HPV – é um parasita intracelular capaz de ACELERAR A MITOSE, favorecendo o aparecimento de ATIPIAS os subtipos 16 e 18 são os mais MITOGÊNICOS, sendo responsáveis por 70% dos carcinomas cervicais
			HPV 16 – mais prevalente e incidente em carcinomas de células escamosas
			HPV 18 – mais comum entre adenocarcinomas
· Clínica – após a exposição, o vírus coloniza todo o EPITÉLIO DO TRATO GENITAL INFERIOR, sendo a clínica posterior definida pela resposta imunológica do pct / A lesão mais evidente é o CONDILOMA ACUMINADO que acomete a vulva e o períneo lesões EXOFÍTICAS HIPERPLÁSICAS
Obs: em gestantes, a imunossupressão fisiológica e a maior produção de esteroides permite uma PROLIFERAÇÃO CELULAR MAIS INTENSA, sendo comum a formação de CONDILOMAS GIGANTES / No pós-parto, costuma haver involução espontânea
· Vacinas – são duas as aprovadas no Brasil: QUADRIVALENTE (6, 11, 16, 18) e a BIVALENTE (16, 18), ambas possuem o CAPSIDEO VIRAL sem o poder infectante!
Meninas de 9 a 14 anos; Meninos 12, 13 anos / 2 doses – esquema 0 e 6 meses
· Sexarca Precoce - coitarca antes dos 16 anos deve ser desestimulada nos primeiros 2 anos após menarca
· Número de Parceiros Sexuais – quanto mais parceiros, maiores as chances de aquisição de subtipos, inclusive as oncogênicas
· Parceiro Sexual – risco 4-5x maior de CA para aquelas que fazem sexo com homens que tem CA de pênis 
· Outras ISTs
· Uso de Anticoncepcional Oral – fator comportamental
· Deficiências Vitamínicas – A vitamina A parece ser um importante fator na MANUTENÇÃO da integridade do epitélio escamoso, sendo a carência dela associada ao aumento de atipias
· Tabagismo – diretamente relacionado à carga tabágica – nicotina tem efeito carcinogênico no MUCO CERVICAL e efeito imunológico supressor
· Imunidade 
· Deficiências de Alfa-1-antitripsina – comum na raça negra e é o único FATOR GENÉTICO
· Estratégia Diagnóstica – TRIPÉ = COLPOCITOLOGIA + COLPOSCOPIA + BIOPSIA
· Anamnese – Por ser uma doença SILENCIOSA, suas afecções iniciais são intraepiteliais que podem evoluir para lesão cancerosa invasora em 10-15 anos. Uma história clínica bem coletada é importante para IDENTIFICAR OS FATORES DE RISCO, uma vez que as lesões vão de totalmente silenciosas a manifestantes (corrimento vaginal, dor, perda sanguínea – não relacionada ao ciclo menstrual e durante/após coito)
· Extensão direta por contiguidade – região paracervical e parametrial, em direção à parede óssea – obstrução ureteral, uropatia obstrutiva, hidronefrose, dor ciática, lombalgia
· Disseminação Linfática – padrão ordenado e previsível – grupo primário (linfonodos paracervicais, parametriais, obturadores, ilíacos internos e externos); grupo secundário (ilíacos comuns, para-aórticos, inguinais)
· Exame Físico 
· Inspeção da Vulva, Vagina e Colo – buscar por lesões
· Toque Vaginal – procurar por espessamentos ou irregularidades nas paredes vaginais – palpar anexos
· Toque Retal – importante para a avaliação dos paramétrios
· Citologia/Papanicolau/Preventivo – faz rastreio de CA e de LESÕES PRECURSORAS 
· Os dois primeiros exames devem ser realizados com intervalo anual e, se ambos os resultados forem negativos, os próximos devem ser realizados a cada 3 anos (A). 
· O início da coleta deve ser aos 25 anos para as mulheres que já tiveram ou têm atividade sexual (A). 
· Os exames periódicos devem seguir até os 64 anos e, naquelas mulheres sem história prévia de doença neoplásica pré-invasiva, interrompidos quando tiverem pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos (B). 
· Para mulheres com mais de 64 anos e que nunca se submeteram ao exame citopatológico, devem-se realizar dois exames com intervalo de um a três anos. Se ambos os exames forem negativos, essas mulheres podem ser dispensadas de exames adicionais (B)
· Gestantes - Não há restrições para a coleta do exame citopatológico durante a gestação, inclusive com amostra endocervical
· Sem história de atividade sexual - não devem ser submetidas ao rastreamento do câncer do colo do útero
· Histerectomia Total - Mulheres submetidas à histerectomia total por lesões benignas, sem história prévia de diagnóstico ou tratamento de lesões cervicais de alto grau, podem ser excluídas do rastreamento, desde que apresentem exames anteriores normais
· HIV - início da atividade sexual com intervalos semestrais no primeiro ano e, se normais, manter seguimento anual enquanto se mantiver o fator de imunossupressão
· Porque não antes de 24 anos? A incidência do câncer invasor do colo do útero em mulheres até 24 anos é muito baixa e o rastreamento é menos eficiente para detectá-lo. Por outro lado, o início mais precoce representaria um significativo aumento de diagnósticos de lesões de baixo grau, que apresentam grande probabilidade de regressão, resultando num aumento significativo de colposcopias e na possibilidade de tratamentos desnecessários, o que acarretaria maior risco de morbidade obstétrica e neonatal associado a uma futura gestação. Assim, os riscos do rastreamento indiscriminado em mulheres até 24 anos superam os possíveis benefícios
· Cuidados com a coleta:
· Abstinência sexual 48h-72h
· Não utilizar duchas vaginais
· Não utilizar cremes vaginais 7 dias antes
· Não utilizar lubrificante no espéculo
· Coleta dupla – Estátula de Ayre na ectocérvice + Brush na endocérvice
· Nomenclatura do MS –
· Colposcopia – Passo 2 – visualização do colo uterino por meio do colposcópio com a aplicação de ácido acético 5%, que tem como função coagular as proteínas citoplasmáticas do epitélio alterado, então quanto mais proteínas, mais branca a lesão 
· Teste de Schiller – embrocação do colo com uma solução IODO-IODETADA (lugol), que tem como objetivo observar as áreas do epitélio DESPROVIDAS DE GLICOGÊNIO amareladas

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