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Introdução ao Sistema Endócrino

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Daniel Carlini – MEDUNEB13 
 
Introdução ao Sistema Endócrino 
Princípios Gerais da Fisiologia Endócrina 
O sistema endócrino coordena e integra as 
atividades celulares, por meio da regulação 
das funções das células e pela manutenção 
da homeostasia. Sendo assim, destacam-se 
as funções: 
 Regulação do equilíbrio do sódio e da 
água, além do controle da volemia e da 
pressão arterial. 
 Regulação do equilíbrio do cálcio e do 
fosfato, para preservar as 
concentrações no líquido extracelular 
necessárias à integridade da membrana 
celular e à sinalização intracelular. 
 Regulação do balanço energético e 
controle da 
mobilização/utilização/armazenamento 
da energia. 
 Coordenação das respostas 
contrarreguladoras hemodinâmicas e 
metabólicas do hospedeiro ao estresse. 
 Regulação da reprodução, do 
desenvolvimento, do crescimento e do 
envelhecimento. 
No sistema endócrino, um hormônio 
(mensageiro químico) é liberado na 
circulação para produzir um efeito sobre um 
órgão-alvo distante. Por isso, define-se o 
sistema endócrino como uma rede 
integrada de múltiplos órgãos. Essa rede não 
atua de maneira isolada, estando integrada 
com os sistemas nervosos central e 
periférico e o sistema imune – daí o nome 
“sistema neuroendócrino”. 
O sistema endócrino é constituído, 
essencialmente, por três componentes: 
a) Glândulas endócrinas – elas carecem de 
ductos, sendo sua secreção liberada no 
espaço intersticial. Não há conexão 
anatômica entre elas. 
b) Hormônios – são produtos químicos 
liberados pela célula em pequenas 
quantidades, exercendo uma ação 
biológica sobre uma célula-alvo. Podem 
ser liberados pelas glândulas endócrinas 
(como insulina e cortisol), pelo cérebro 
(como CRH, ocitocina e ADH), pelo 
coração (como o peptídeo natriurético 
atrial), pelo fígado (como o fator de 
crescimento semelhante à insulina 1) e 
pelo tecido adiposo (como a leptina). 
c) Célula-alvo – contém células que 
expressam receptores hormonais 
específicos e que respondem à ligação 
de determinado hormônio. 
Química e Mecanismos de Ação dos 
Hormônios 
De acordo com sua estrutura química, os 
hormônios podem ser classificados em 
proteínas, esteroides e derivados de 
aminoácidos (aminas). Essa estrutura 
determina a localização do receptor 
hormonal, de modo que as aminas e os 
hormônios peptídicos se ligam a receptores 
na superfície celular, enquanto os hormônios 
esteroides têm a capacidade de atravessar 
as membranas celulares, ligando-se a 
receptores intracelulares. Uma exceção é o 
hormônio tireoidiano, uma amina, que é 
transportado na célula para sua ligação a um 
receptor nuclear. A meia-vida também é 
influenciada pela estrutura hormonal: 
aminas possuem meia-vida mais curta (2 a 3 
minutos), seguidas dos polipeptídeos (4 a 40 
minutos), dos esteroides e proteínas (4 a 
170 minutos) e dos hormônios tireoidianos 
(0,75 a 6,7 dias). 
Hormônios Proteicos ou Peptídicos 
Eles representam a maioria dos hormônios. 
São moléculas compostas de 3 a 200 
resíduos de aminoácidos, sendo sintetizados 
na forma de pré-pró-hormônios e sofrem 
processamento de pós-tradução, sendo 
armazenados em grânulos secretores antes 
da liberação por exocitose, por meio de um 
processo que lembra a liberação de 
neurotransmissores. Exemplos: insulina, 
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Daniel Carlini – MEDUNEB13 
 
glucagon, ACTH e glicoproteínas (LH, FSH, 
TSH e gonadotrofina coriônica humana). 
Hormônios Esteroides 
São derivados do colesterol e sintetizados no 
córtex da suprarrenal, nas gônadas e na 
placenta. São lipossolúveis, circulam no 
plasma ligados a proteínas e atravessam a 
membrana plasmática para se ligarem a 
receptores intracelulares. Exemplo: 
vitamina D e seus metabólitos. 
Hormônios derivados de Aminoácidos 
São sintetizados a partir do aminoácido 
tirosina. Exemplos: catecolaminas 
noradrenalina, adrenalina e dopamina, além 
dos hormônios tireoidinaos, que derivam da 
combinação de dois resíduos do aminoácido 
tirosina que são iodados. 
Classificação quanto ao efeito dos 
hormônios 
O efeito é endócrino quando o hormônio é 
liberado na circulação e, em seguida, 
transportado pelo sangue para exercer um 
efeito sobre células-alvo distantes. É 
parácrino quando o hormônio liberado de 
uma célula exerce um efeito sobre uma 
célula vizinha. É autócrino quando o efeito 
produzido pelo hormônio se dá sobre a 
mesma célula que o libera. O efeito 
intrácrino foi proposto para se referir 
quando o efeito se dá pela própria célula que 
produz o hormônio. 
Transporte hormonal 
Quando liberados na circulação, os 
hormônios podem circular em sua forma 
livre ou ligados a proteínas carreadoras 
(proteínas de ligação). Estas proteínas 
atuam como reservatório para o hormônio e 
prolongam a sua meia-vida. Dessa forma, a 
ligação dos hormônios com as proteínas 
carreadoras serve para regular a atividade 
hormonal. O hormônio livre, por sua vez, 
constitui a forma ativa. 
As proteínas carreadoras são, em sua 
maioria, globulinas sintetizadas no fígado. 
Algumas das proteínas de ligação são 
específicas para uma proteína, como a de 
ligação do cortisol. Todavia, proteínas como 
as globulinas e a albumina também se ligam 
a hormônios. Como a maior parte delas é 
sintetizada no fígado, alterações hepáticas 
podem resultar em anormais níveis de 
proteínas de ligação. Em geral, a maioria das 
aminas, peptídeos e dos hormônios 
proteicos circula em sua forma livre. 
Entretanto, uma exceção à regra é a ligação 
entre os fatores de crescimento semelhantes 
à insulina e uma de seis diferentes proteínas 
de alta afinidade. 
A interação entre um hormônio com a sua 
proteína carreadora está em equilíbrio 
dinâmico, possibilitando adaptações que 
impedem as manifestações clínicas da 
deficiência ou do excesso hormonal. Após 
alterações nos níveis das proteínas 
transportadoras, a secreção do hormônio é 
rapidamente regulada. 
Exemplo: durante a gravidez, os níveis 
plasmáticos da proteína de ligação do 
cortisol aumentam, fazendo com que haja 
menos cortisol livre. Isso faz com que uma 
série de sinalizações estimule a síntese e 
liberação de mais cortisol, restaurando os 
níveis de cortisol livre. 
 A meia-vida de um hormônio está 
inversamente relacionada com a sua 
remoção da circulação. A remoção dos 
hormônios da circulação é denominada taxa 
de depuração metabólica (volume de 
depuração plasmática/unidade de tempo). 
Uma vez liberado na circulação, eles podem 
se ligar a seus receptores específicos, sofrer 
transformação metabólica pelo fígado ou 
ser excretados pela urina. No fígado, os 
hormônios podem ser inativados pelas 
reações de fase I (hidroxilação ou oxidação) 
e/ou de fase II (glicouronidação, sulfatação 
ou redução com glutatinona) e, em seguida, 
excretados pela bile ou pelo rim. Em alguns 
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