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Relatório Visita Técnica - Área de imagenologia

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de acordo com o protocolo. 
Enquanto a ampola gira a mesa adentra o gantry (onde se encontra a ampola de 
Raios-X), realizando a aquisição da imagem simultaneamente ao movimento da 
mesa, sendo conhecida como multslice, por ter muitos detectores que captam a 
atenuação dos Raios-X no corpo do paciente. O resfriamento do tomógrafo é feito 
apenas com ar condicionado, então a sala fica muito fria, podendo ser necessário 
oferecer uma manta para aquecer o paciente, para melhorar seu conforto. 
Há equipamentos de proteção, porém na sala de tomografia 
computadorizada não é permitido a presença de acompanhante e nem o profissional 
biomédico fica na sala, exceto em casos excepcionais (como crianças que precisam 
ser contidas, por exemplo) onde o acompanhante precise ficar ou o próprio 
profissional biomédico. Há também a bomba injetora, que é utilizada para aplicação 
do meio de contraste, sendo automática e também controlada a distância, na sala de 
controle. O fluxo normal desta bomba injetora é de 3,5ml/segundo, sendo injetado 
somente de forma venosa, sendo injetado de 75 a 100ml de meio de contraste 
(quando necessário) em cada exame. 
Cada corte tem a finalidade de determinar a composição de uma seção do 
corpo, formado por um conjunto de elementos de imagem digital denominados 
 
pixels, sendo a espessura dos cortes diretamente relacionada aos tamanhos dos 
pixels, que influenciam na qualidade final da imagem. As imagens apresentam 
grande variedade de tons de cinza, obedecendo uma escala de acordo com 
atenuação da água em TC, sendo essa escala conhecida como escala Hounsfield. 
As imagens são obtidas na extensão DICOM (Digital Imaging Communication in 
Medicine) e podem ser analisadas em diferentes programas de computação gráfica, 
podendo ser analisadas na estação de trabalho do aparelho ou em uma estação 
independente, podendo ser armazenadas e enviadas eletronicamente (SANTOS et 
al., 2014). 
A Tomografia Computadorizada é um dos mais importantes métodos de 
diagnóstico, possibilitando a aquisição de imagens em cortes, sem sobreposição de 
estruturas, tendo melhor contraste entre tecidos do que a radiografia convencional, 
possibilitando a observação topográfica total da área de interesse. A Tomografia 
Computadorizada permite a identificação do processo patológico de forma 
tridimensional, além de sua extensão e invasão de tecidos subjacentes, como 
também pode estadiar tumores. O uso de contraste endovenoso iodado tem 
indicação para estudos da vascularização das lesões. O realce da imagem devido o 
contraste permite a aquisição de informações sobre o fluxo sanguíneo e a atenuação 
vascular, sendo indicado para lesões hipervasculares e para lesões que promovem 
angiogênese (SANTOS et al., 2014). 
A ultima parte da visita foi na sala de Ressonância Magnética, onde o 
aparelho é da marca Philips, custando em média $1,7 milhões de dólares. Mesmo 
com a máquina desligada o campo magnético continua ligado, então nenhum 
equipamento metálico pode entrar na sala, por que podem atingir o paciente (caso 
esteja realizando algum exame) ou entrar na máquina e acabar estragando, sendo 
que a manutenção é muito cara. Pacientes que tenham marca-passo, próteses 
metálicas e clipes de aneurisma não podem fazer a ressonância magnética por 
conta do risco do campo magnético interagir com o metal e causar algum problema 
grave. 
Atualmente alguns marca-passos permitem que se faça ressonância 
magnética, porém tem toda uma segurança a ser verificada, onde o técnico do 
marca-passo, antes do exame, realiza a uma mudança da frequência e segue todos 
os protocolos para que nada seja alterado no marca-passo por conta do exame. A 
sala usa o conceito de “box in the box”, ou seja, caixa dentro da caixa, então a sala 
 
da Ressonância Magnética não entra em contato com a parede de outras salas, 
isolando o magnetismo e reduzindo o som emitido pelo equipamento. A porta é feita 
de placa de alumínio, madeira e EVA. 
É comum a utilização de Bobinas de superfície, contendo sensores e 
receptores de sinal, para melhor qualidade da imagem dependendo da área de 
interesse. No processo de recepção do sinal, a bobina deve ser de alta sensibilidade 
ao sinal, possuindo alta Relação Sinal Ruído (RSR). A geometria das bobinas 
variam de acordo com a anatomia de interesse, de tal forma que, para estruturas 
próximas a superfície, é comum a utilização das chamadas bobinas de superfície 
(PAPOTI et al., 2010). 
A Ressonância Magnética utiliza no aparelho o hélio líquido para 
resfriamento, chegando quase ao zero absoluto (-273ºC). Esse líquido é resposto de 
6 em 6 meses, custando aproximadamente R$22.000, utilizando de 350 a 500 litros 
de hélio líquido. O hélio ao ser aquecido pelo sistema elétrico dos fios que 
conduzem a eletricidade na Ressonância Magnética evapora, sendo resfriado por 
uma bomba, chamada de Coldhead. Existe um botão de emergência na parede, um 
pouco alta, justamente para evitar que seja acionado de forma acidental. O 
acionamento do botão de emergência é feito somente em casos extremos, onde há 
risco de vida para o paciente, pois ao acionar o botão de emergência a máquina vai 
liberar o hélio (usado para resfriar a máquina), fazendo com que ela pare o seu 
magnetismo, sendo que a manutenção da máquina após um acionamento é muito 
cara, podendo chegar a 1 milhão de reais, pois há liberação do hélio para a 
atmosfera e a máquina chega numa temperatura muito alta e perde sua força 
magnética. 
A Imagem por Ressonância Magnética (IRM) é um método de diagnóstico 
por imagem, um método estabelecido na prática clínica, utilizando radiação 
eletromagnética (utilizando ímã), portanto não utiliza radiação ionizante, sendo 
seguro para o profissional e para o paciente, porém demanda tempos longo de 
exame, de 20 a 30 minutos, podendo adquirir imagens nos planos axial, coronal e 
sagital. Tem alta capacidade de diferenciar os tecidos, tendo excelente qualidade 
(ainda mais que a Tomografia Computadorizada) para diferenciar os tecidos moles, 
tendo espectros de aplicações em todas as partes do corpo humano e explora 
aspectos anatômicos e funcionais. A IRM é resultado da interação do campo 
magnético produzido pelo equipamento com os prótons de hidrogênio do tecido 
 
humano, criando uma condição para poder enviar um pulso de radiofrequência e 
coletar a radiofrequência modificada, através de uma bobina ou antena receptora. 
Esse sinal é coletado, processado e convertido numa imagem ou informação 
(MAZZOLA, 2009). 
 
3.2 Avaliação da Visita Técnica 
 
A visita técnica foi bastante produtiva, o profissional apresentou diversos 
aparelhos e explicou cada um deles, ainda nos proporcionou a realização de um 
exame de ressonância magnética para verificarmos como são selecionados os 
cortes e a aquisição das imagens, explicando também a importância da anamnese 
que o profissional deve realizar com o paciente. 
 
 
3.3 Contribuições para Formação Profissional 
 
A apresentação de todas as áreas e dos aparelhos foi extremamente rica em 
detalhes, o que propiciou um aprendizado contundente, tirando dúvidas pertinentes 
à atuação do biomédico na realização dos exames de imagem. Para mim foi de 
extrema valia, por conta do meu grande interesse na área de imagem e a visita 
técnica só contribuiu ainda mais com a vontade de ingressar nesta área, 
extremamente importante para diagnóstico de diversas doenças. Também contribuiu 
para salientar a importância do cuidado com tudo que entre ou sai da sala de 
exames, a responsabilidade é grande, porém, sendo sempre um profissional 
cuidadoso, dificilmente problemas por falha humana vão acontecer. 
 
3.4 Sugestões e Observações Técnicas 
 
Observei que muitos pacientes não conseguem correlacionar a demora dos 
exames na Ressonância Magnética por conta da aquisição de imagens, com isso os 
pacientes tendem a reclamar da demora. Talvez a apresentação e explicação