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TEORIA GERAL DOS RECURSOS

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19/02/2021
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PROF. ISABELA DAKKACH BARROS
PROCESSO CIVIL II
FACULDADE CATUAÍ | 2021
AULA 02
A justiça é um valor que 
nasce no coração e se revela 
na coragem das nossas 
ações.
Autor desconhecido
25.02.2021
19/02/2021
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TEORIA GERAL DOS 
RECURSOS
 Recursos são os remédios processuais de que se podem valer as partes, o Ministério
Público e terceiros prejudicados para submeter uma decisão judicial a nova apreciação,
em regra por um órgão diferente daquele que a proferiu.
 Tem como finalidade modificar, invalidar, esclarecer ou complementar a decisão.
 Conforme leciona José Carlos Barbosa Moreira, recurso é o remédio voluntário idôneo
a ensejar, dentro do mesmo processo, a reforma, a invalidação, o esclarecimento ou a
integração judicial que se impugna.
 A existência do recurso pressupõe inconformismo, insatisfação com a decisão judicial.
 O recurso impede que a decisão judicial impugnada se torne preclusa, prolongando o
estado de litispendência.
CONCEITUAÇÃO
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 O direito ao recurso é um desdobramento ou extensão do próprio direito de ação.
 A doutrina majoritária refuta a tese de que o recurso seria uma ação autônoma sob o
argumento de que o que recurso é fundado em fato verificado dentro do processo, ao
passo que a ação originária se funda em fato extraprocessual.
 Os recursos não têm natureza jurídica de ação, nem criam um novo processo. Eles são
interpostos na mesma relação processual e têm o condão de prolongá-la.
 Essa característica pode servir para distingui-los de outros remédios, que têm natureza
de ação e implicam a formação de um novo processo, como a ação rescisória, a
reclamação, o mandado de segurança e o habeas corpus.
 O recurso também tem a aptidão de retardar ou impedir o advento da coisa julgada no
processo.
NATUREZA JURÍDICA
 Os recursos podem ter como objetivos:
 1) A reforma da decisão impugnada - substituição da decisão recorrida por outra, mais
favorável à parte recorrente, a ser proferida pelo órgão julgador do recurso, conforme
artigo 1.008 do Código de Processo Civil;
 2) A invalidação (ou anulação) da decisão – objetiva a anulação da decisão, acom o
objetivo de que o órgão que a prolatou, quando isto seja possível, profira nova
decisão, sanando os vícios que geraram sua anulação;
 3) O esclarecimento ou a integração da decisão judicial impugnada – busca sanar
omissão, contradição ou obscuridade, pelo mesmo órgão que a proferiu a decisão;
 4) Correção de erro material (art. 1.022, inc. III)
OBJETIVOS
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 O sistema de impugnação das decisões judiciais é composto por: a) recursos; b) ações
autônomas de impugnação; c) sucedâneos recursais.
 O recurso é o meio pelo qual se impugnam as decisões judiciais dentro do mesmo
processo em que a decisão é proferida.
 A ação autônoma de impugnação é meio de impugnação judicial que origina um novo
processo, cujo objeto é a reforma ou anulação da decisão judicial. Distingue-se do
recurso justamente por não ser veiculada no mesmo processo em que a decisão
impugnada foi proferida.
 Os sucedâneos recursais compreendem todas as demais formas de impugnação das
decisões que não se inserem na categoria de recurso ou de ação autônoma de
impugnação, como é o caso dos pedidos de reconsideração, pedidos de suspensão da
segurança e remessa necessária.
SISTEMAS DE IMPUGNAÇÃO DAS DECISÕES 
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R
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Matéria Matéria 
Total
Parcial
MomentoMomento
Independente
Adesivo
FundamentaçãoFundamentação
Livre
Vinculada
Objeto TuteladoObjeto Tutelado
Ordinário
Extraordinário
EfeitosEfeitos
Suspensivo
Não Suspensivo
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 Sob diferentes critérios se podem classificar os recursos previstos no Código de
Processo Civil. As classificações didáticas mais comuns são aquelas que levam em
consideração a extensão da matéria impugnada, o momento da interposição, o tipo de
fundamentação, o objeto tutelado e os efeitos dos recursos.
a) Extensão da matéria impugnada - Quanto à extensão da matéria impugnada, os
recursos podem ser totais ou parciais..
 Total: É total o recurso que abrange todo o conteúdo impugnável da decisão; e
 Parcial: o recurso que impugna a decisão apenas em parte do conteúdo da decisão.
b) Momento - Dependendo do momento em que é interposto, o recurso poderá ser
independente (ou principal) e adesivo, desde que haja sucumbência recíproca,
comportando, pois, recurso de ambas as partes.
CLASSIFICAÇÃO DOS RECURSOS
c) Fundamentação – O recurso poderá, ainda, ser de fundamentação livre ou vinculada.
 Livre: Os recursos de fundamentação livre são aqueles nos quais a lei deixa a parte livre
para, em seu recurso, deduzir qualquer matéria. Ex.: Apelação.
 Vinculada: São aqueles que a lei, ao estabelecer as hipóteses de cabimento, limita sua
fundamentação ou abordagem. Ex.: Recursos especiais e extraordinário.
d) Objeto tutelado – Podem ser classificados em ordinários e extraordinários.
 Ordinários: Estão previstos nos incisos I a V do art. 994 do CPC. Objetivam proteger, o
direito subjetivo das partes litigantes contra eventual vício ou injustiça da decisão
judicial, entendendo-se como injusta a decisão que não aplica adequadamente o Direito
aos fatos retratados no processo;
 Extraordinários: Previstos nos incisos VI, a IX do art. 994 do CPC, têm como objeto a
tutela do direito objetivo, ou seja, das leis e tratados federais, no caso do recurso
especial; da Constituição Federal, no caso do recurso extraordinário stricto sensu.
CLASSIFICAÇÃO DOS RECURSOS
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e) Efeitos – Podem ser classificados em suspensivos e não suspensivos. Somente a
existência ou não do efeito suspensivo é considerada para fins de classificação, porque o
outro efeito recursal — o devolutivo — é comum a todos os recursos, não servindo, pois,
de critério diferenciador. É a lei que determina se o recurso terá ou não efeito
suspensivo.
 Suspensivo: São aqueles recursos que impedem a imediata produção de efeitos da
decisão recorrida, ficando o comando nela contido suspenso até seu julgamento
(apelação, embargos infringentes, embargos de declaração e recurso ordinário). Art.
1012, CPC;
 Não suspensivos: São aqueles desprovidos, como regra geral, deste efeito e que, por
isto, não obstam a que haja execução provisória da decisão impugnada, nos termos
do art. 995 do CPC, segunda parte.
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