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SENTENÇA

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de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente
invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento
ou a superação do entendimento - essa hipótese pressupõe que uma das partes
invoque súmula, jurisprudência ou precedente e que o juiz não os aplique. Ele deve
justificar a razão de não os aplicar, demonstrando que não se ajustam ao caso concreto
que está decidindo.
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 O juiz tem a liberdade de acolher ou não jurisprudência ou precedente suscitado pela
parte, por discordar da solução adotada no caso em que a decisão foi tomada. Só no caso
de precedente vinculante é que o juiz, para deixar de aplicá-lo, terá de demonstrar a
distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento.
 Trata-se de resguardar a integridade e a coerência da decisão judicial, conforme previsão
do art. 926 do CPC. Ou seja, ao decidir um caso um magistrado não pode desconsiderar
todo o conjunto de decisões semelhantes anteriores. Ele pode discordar das decisões
anteriores, mas deve justificar a fim de que seja resguardada a integridade e coerência.
 Após o advento do CPC de 2015, não basta que o juiz faça a fundamentação suficiente,
mas que ele apresente uma fundamentação exauriente.
 O processo tem um caráter democrático uma vez que aa partes e a sociedade podem
‘controlar’ a atividade jurisdicional.
FUNDAMENTAÇÃO
 A fundamentação da decisão judicial é o ‘freio democratizante’ do Poder Judiciário,
possuindo dupla função: Endoprocessual e Exoprocessual.
 Endoprocessual – é a função que a fundamentação exerce dentro do processo, dando
às partes uma explicação de como aquela decisão foi construída. Se presta ao controle
da atividade jurisdicional, pois uma vez se discorde da fundamentação da decisão, as
partes podem promover o recurso atacando a motivação da decisão.
 Exoprocessual – Também chamada de função extraprocessual. A fundamentação se
presta a determinar a situação fática do caso em que a decisão foi tomada,
colaborando para que ela possa formar um precedente. A fundamentação também
serve para que haja controlabilidade da decisão judicial (publicidade).
FUNDAMENTAÇÃO
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 É a parte final da sentença, em que o juiz decide se acolhe, rejeita o pedido ou se
extingue o processo, sem examiná-lo.
 É a conclusão do silogismo judicial, em que se examina se a pretensão formulada pelo
autor na petição inicial pode ou não ser apreciada e, em caso afirmativo, se pode ou
não ser acolhida.
 Todos os pedidos formulados na petição inicial (e na contestação, nos casos de ação
dúplice ou na reconvenção) devem ser examinados pelo juiz, sob pena de a sentença
ser citra petita.
 Se houver mais de uma ação, embora único o processo, a sentença, também única,
deverá examinar todas as pretensões formuladas. É o que ocorrerá havendo
reconvenção e denunciação da lide, por exemplo.
DISPOSITIVO
 O juiz não pode examinar pretensões não formuladas, devendo ficar adstrito à ação
que foi proposta, observando as partes, as causas de pedir e os pedidos, elementos
identificadores da ação.
 Além disso, é preciso que haja coerência entre o dispositivo e a fundamentação.
 Somente o dispositivo da sentença de mérito se revestirá da autoridade da coisa
julgada material.
 Nas ações relativas à obrigação por quantia, ainda que o pedido formulado seja
genérico, o juiz definirá desde logo a extensão da obrigação, o índice de correção
monetária, a taxa de juros, o termo inicial de ambos e a periodicidade da capitalização
de juros (art. 491 do CPC ).
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