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PRINCÍPIOS RECURSAIS

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19/02/2021
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PROF. ISABELA DAKKACH BARROS
PROCESSO CIVIL II
FACULDADE CATUAÍ | 2021
AULA 03
Se ages contra a justiça e eu 
permito que assim o faças, 
então a injustiça é minha.
Mahatma Gandhi
05.03.2021
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PRINCÍPIOS RECURSAIS
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S Taxatividade
Unirrecorribilidade
Fungibilidade
Proibição da Reformatio in Pejus
Duplo Grau de Jurisdição
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 Princípios são regras não-escritas que orientam não apenas a aplicação do direito
positivo, mas a elaboração de outras regras, que a eles devem guardar obediência e
hierarquia.
 Os princípios também amparam o preenchimento de lacunas legais e socorrem a
adaptação das leis às constantes mudanças no contexto social.
 A tarefa do juiz consiste na aplicação da lei abstrata ao caso concreto. Tal processo de
aplicação é denominado de subsunção. Para que seja realizada a subsunção, o juiz
deve passar por um processo de interpretação da lei abstrata.
 Desta forma, os princípios servem como diretrizes fundamentais para que o julgador
aplique corretamente a norma ao caso concreto.
FUNÇÃO E IMPORTÂNCIA DOS PRINCÍPIOS
 Só existem os recursos que estão previstos em lei (numerus clausus). O rol legal de
recursos previstos no art. 994 do CPC é taxativo.
 As partes não podem criar meios de impugnação às decisões judiciais além daquelas
já previstas pelo legislador.
 A criação de outros recursos é possível apenas através de lei federal, proibindo a
criação por leis municipais, estaduais ou regimentos internos de tribunais.
 Existem recursos em outros sistemas processuais recepcionados por lei diversa, como
no Juizado Especial Cível, que por meio da Lei nº 9.099/95 criou o recurso inominado,
previsto em seu artigo 41.
PRINCÍPIO DA TAXATIVIDADE
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 Estabelece que, para cada ato judicial, cabe um único tipo de recurso adequado.
 Esse princípio não é absoluto e há situações em que será possível interpor recursos
distintos contra o mesmo pronunciamento judicial ou, por meio de um recurso único,
questionar mais de um pronunciamento. São elas:
a) Apelação com preliminar de impugnação de decisão interlocutória (aquelas que não
estão sujeitas a agravo de instrumento).
b) Embargos de declaração - não há violação ao princípio da unidade, porque os
embargos não visam a reforma ou anulação da decisão, mas apenas o seu
aclaramento e integração;
c) Interposição simultânea de recurso especial e extraordinário, contra o mesmo
acórdão.
PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE
 O Código de Processo Civil atual não apresenta nenhuma disposição legal em
referência ao princípio da fungibilidade.
 De acordo com Nelson Nery Junior, por se tratar de um princípio, não é necessária a
expressa previsão para sua validade no sistema jurídico.
 O objetivo do princípio da fungibilidade é a possibilidade do reconhecimento pelo
magistrado do recurso inadequado interposto pela parte, com a finalidade de torna-lo
adequado, afastando a prejudicialidade, em consonância com o princípio da
instrumentalidade do processo.
 Requisitos para aplicação: a) existência de dúvidas acerca do recurso adequado
(divergência jurisprudencial e doutrinária); b) inexistência de erro grosseiro, tratando-
se de evidente ignorância processual; c) inexistência de má-fé; d) obediência do
prazo.
PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE
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 Aquele que recorre só o faz para melhorar a sua situação.
 Como o recurso devolve ao Tribunal apenas o conhecimento daquilo que foi
impugnado, os julgadores vão se limitar a apreciar aquilo em que o recorrente
sucumbiu, podendo, na pior das hipóteses, não acolher o recurso e manter a sentença
tal como lançada.
 A situação só pode ser piorada se houver recurso de seu adversário.
 Os recursos em geral são dotados de efeito translativo, que permite ao Tribunal
examinar de ofício matérias de ordem pública, ainda que não sejam alegadas. Ex.:
Autor obteve êxito em primeira instância, mas no julgamento recursal é detectada
uma questão de ordem pública, que ainda não tinha sido ventilada, como a falta de
uma das condições da ação ou de um dos pressupostos processuais, do que resultará
a extinção do processo sem resolução de mérito, em detrimento do autor.
PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS
 É o direito concedido à parte de exigir a revisão do julgamento que lhe fora contrário
por uma instância jurisdicional superior.
 O princípio visa o controle da atividade do juiz, por conseguinte, a segurança jurídica, a
fim de evitar que decisões contrárias à lei ou às provas dos autos sejam impostas à
parte sem que seja conferido ao jurisdicionado a possibilidade de sua revisão.
 Esse princípio decorre de regra contida expressamente no art. 5º, LV, da Constituição
da República. Apesar do disposto no art. 5º, LV da CF, a doutrina diverge sobre a
caracterização do duplo grau de jurisdição como garantia constitucional.
 Há quem ressalte alguns pontos negativos desse princípio, como: a dificuldade de
acesso à justiça; o desprestígio da primeira instância; a quebra de unidade do poder
jurisdicional; a dificuldade na descoberta da verdade real; e a inutilidade do
procedimento oral.
PRINCÍPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO
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