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Semiologia Cardíaca - Ciclo cardíaco, ECG normal, Pulso Venoso

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Thaís Pires 
1 Habilidades ll 
Cardiologia 
1) Coração - O coração possui quatro cavidades: 
a. Átrio direito: nele desembocam a VEIA CAVA CAUDAL, A VEIA CAVA CRANIAL, E A VEIA ÁZIGOS, trazendo 
sangue dos tecidos para o coração. 
b. Ventrículo direito: se comunica com o átrio direito pela VALVA TRICÚSPIDE (composta por 3 válvulas), e dele 
parte o TRONCO PULMONAR (contém VALVA SEMILUNAR 
PULMONAR), que se dividirá em artérias pulmonar direita e 
esquerda, levando o sangue que chegou do átrio direito para 
os pulmões. 
c. Átrio esquerdo: as VEIAS PULMONARES (cujo número varia, 
dependendo da espécie, de quatro a oito) trazem a ele o 
sangue que foi oxigenado nos pulmões. 
d. Ventrículo esquerdo: se comunica com o átrio 
esquerdo pela VALVA MITRAL (composta por 2 
válvulas); propele o sangue para a ARTÉRIA AORTA 
(contém VALVA SEMILUNAR AÓRTICA), e daí ele se 
distribui a todo o organismo. 
 
Obs: O coração também possui um sistema de quatro valvas que 
evitam o refluxo de sangue em diferentes momentos do ciclo 
cardíaco 
Obs: Prendendo as valvas atrioventriculares à parede cardíaca 
temos as cordas tendíneas, que mantém as valvas abertas quando 
da passagem do sangue dos átrios para os ventrículos. 
e. Musculatura Cardíaca - O coração é formado por 3 tipos de músculo cardíaco: o músculo atrial, o músculo 
ventricular e as fibras musculares excitatórias e condutoras. As fibras musculares atriais e ventriculares 
contraem-se de forma muito semelhante às fibras musculares esqueléticas, a exceção do fato de que a duração 
da contração é muito maior nas fibras cardíacas. Por outro lado, AS FIBRAS EXCITATÓRIAS E CONDUTORAS 
CONTRAEM-SE MUITO FRACAMENTE, pois elas apresentam poucas fibras contráteis. Elas se especializaram na 
ritmicidade e na propagação, formando um sistema excitatório que controla a ritmicidade e a contração cardíaca. 
 
f. Irrigação Cardíaca - A irrigação do coração é assegurada pelas ARTÉRIAS CORONÁRIAS E PELO SEIO 
CORONÁRIO. As artérias coronárias são duas, uma direita e outra esquerda. Elas têm este nome porque ambas 
percorrem o sulco coronário e são as duas originadas da artéria aortas. Esta artéria, logo depois da sua origem, 
dirige-se para o sulco coronário percorrendo-o da direita para a esquerda, até ir se anastomosar com o ramo 
circunflexo, que é o ramo terminal da artéria coronária esquerda que faz continuação desta circundado o sulco 
coronário. 
Thaís Pires 
2 Habilidades ll 
g. Inervação Cardíaca - A inervação do músculo cardíaco é de duas formas: extrínseca que provém de nervos 
situados fora do coração e outra intrínseca que constitui um sistema só encontrado no coração e que se localiza 
no seu interior. 
 
i. EXTRÍNSECA deriva do sistema nervoso autônomo, isto é, simpático e parassimpático. Do simpático, o coração 
recebe os NERVOS CARDÍACOS SIMPÁTICOS, sendo três cervicais e quatro ou cinco torácicos. As fibras 
parassimpáticas que vão ter ao coração seguem pelo NERVO VAGO (X PAR CRANIANO), do qual derivam nervos 
cardíacos parassimpáticos, sendo dois cervicais e um torácico. Fisiologicamente o simpático acelera e o 
parassimpático retarda os batimentos cardíacos. 
ii. INTRÍNSECA ou sistema de condução do coração é a razão dos batimentos contínuos do coração. É uma 
atividade elétrica, intrínseca e rítmica, que se origina em uma rede de fibras musculares cardíacas 
especializadas, chamadas células auto-rítmicas (marca passo cardíaco), por serem auto-excitáveis – nó 
sinoatrial, nó atrioventricular → condução pelo feixe de His 
 
h. Impulso Elétrico - A excitação cardíaca começa no nodo sino-atrial (SA), situado na parede atrial direita, inferior 
a abertura da veia cava superior. Propagando-se ao longo das fibras musculares atriais, o potencial de ação 
atinge o nodo atrioventricular (AV), situado no septo interatrial, anterior a abertura do seio coronário. Do nodo 
AV, o potencial de ação chega ao feixe atrioventricular (feixe de His), que é a única conexão elétrica entre os 
átrios e os ventrículos. Após ser conduzido ao longo do feixe AV, o potencial de ação entra nos ramos direito e 
esquerdo, que cruzam o septo interventricular, em DIREÇÃO AO ÁPICE CARDÍACO. Finalmente, as miofibras 
condutoras (fibras de Purkinge), conduzem rapidamente o potencial de ação, primeiro para o ápice do 
ventrículo e após para o restante do miocárdio ventricular. 
 
i. Ciclo Cardíaco 
Partindo da DIÁSTOLE: 
1. Enchimento Ventricular Lento: no fim da 
diástole, os folhetos mitrais estão relaxados, 
permitindo que uma pequena quantidade de 
sangue entre no AD e VD, uma vez que a DDP 
entre eles é pequena! → QUARTA BULHA = 
POUCO AUDÍVEL 
 
➔ EMISSÃO DE UM IMPULSO NERVOSO 
2. Sístole Atrial: como consequência da contração 
do AE, há uma diminuição do seu tamanho e um 
aumento da sua pressão interna, impulsionando 
o sangue para o VE 
 
➔ TRANSMISSÃO IMPULSO PELO FEIXE 
Thaís Pires 
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3. Contração Isovolumétrica: despolarização e contração da musculatura ventricular, com consequente 
aumento pressórico dessa cavidade além da ATRIAL, o que culmina no FECHAMENTO DA VALVA MITRAL = 
PRIMEIRA BULHA CARDÍACA (TUM) – maior intensidade no foco MITRAL / nessa fase, há o relaxamento do 
átrio, diminuindo seu volume e a sua pressão → é chamada de contração isovolumétrica porque a sua força 
não é suficiente para expelir o sangue do ventrículo, sendo apenas para fechar valva!! 
 
4. Ejeção Ventricular Rápida: momento o qual a PRESSÃO VENTRICULAR supera a atrial, culminando na abertura 
das VALVAS SIGMOIDES AÓRTICAS – essa fase divide-se em 3 FASES: rápida, lenta e protodiástole de Wiggers 
– na protodiastólica, o súbito enchimento do ventrículo provoca ruídos, a TERCEIRA BULHA (TU) → mais 
audível com a campânula, por ser um ruído de baixa frequência 
 
➔ FIM DA FASE SISTÓLICA CARDÍACA 
5. Relaxamento Isovolumétrico: inicia com a SEGUNDA BULHA CARDÍACA = DIMINUIÇÃO PRESSÃO 
INTRAVENTRICULAR (TÁ) – audível o fechamento das VALVAS AÓRTICA E PULMONAR, portanto mais audível 
nos FOCOS DA BASE (aórtico e pulmonar)– nessa fase, há o fluxo sanguíneo para o AE procedente dos 
pulmões, associado a uma recuperação do tônus atrial → aumento pressão atrial // atenção – é 
isovolumétrico pois tanto a valva mitral como a aórtica estão fechadas na fase diastólica 
 
6. Enchimento Ventricular Rápido: o aumento progressivo da pressão intra-atrial e o relaxamento ventricular 
contribuem para a ABERTURA DA VALVA MITRAL, iniciando o esvaziamento do AE → ao fim dessa fase, os 
folhetos da valva mitral ficam parcialmente cerrados, devido à pequena ddp 
 
 
RESUMO: 
1ª Bulha – Fechamento das valvas MITRAL e TRICÚSPIDE, respectivamente – TUM / Essa bulha corresponde 
com o ictus cordis e com o pulso carotídeo – é a mais GRAVE e mais duradoura que a 2ª bulha / é melhor 
auscultada no FOCO MITRAL (maior intensidade) → MAIS AUDÍVEL NO FOCO DE PONTA 
 Alterações de Intensidade – avaliar no foco mitral e tricúspide – dentre os fatores que influenciam na 
intensidade, destaca-se a POSIÇÃO DAS VALVAS no início do fechamento, os NÍVEIS PRESSÓRICOS das cavidades 
cardíacas... → quanto aos FOLHETOS DAS VALVAS mitral e tricúspide, quanto mais BAIXOS estiverem, maior o 
trajeto a ser percorrido para que se fechem e, consequentemente, mais INTENSO O SOM → no ECG, quanto 
menor os espaço PR, isso significa que os folhetos estão baixos, causando uma bulha intensa, ou seja, CONDIÇÕES 
QUE DIMINUEM O ENCHIMENTO VENTRICULAR (taquicardia, hipertireoidismo, extrassístoles) são acompanhadas 
de HIPERFONESE!! 
 Timbre e tonalidade – na estenose mitral, há fibrose e consequente rigidez das valvas, produzindo um 
ruído MMAIS INTENSO e de TIMBRE METÁLICO 
 Mascaramento da 1ª bulha – pode ocorrer quando há sopro sistólico de regurgitação que inicia com 
a 1ª bulha, MASCARANDO-A até o fim da sístole 
 
2ª Bulha – Fechamento das valvas AÓRTICA e PULMONAR, 
respectivamente – TÁ / ouve-se o componente aórtico em todo o precordio, 
enquanto