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Resumão PEDIATRIA COMPLETO

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MEDCURSO – Pediatria 
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MEDCURSO – Pediatria 
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NEONATOLOGIA 3 
INFECÇÕES CONGÊNITAS 5 
ICTERÍCIA NEONATAL 7 
DOENÇAS HEMATOLÓGICAS 8 
DOENÇAS NEUROLÓGICAS 9 
ALEITAMENTO MATERNO 10 
CRESCIMENTO 13 
DESENVOLVIMENTO 13 
PUBERDADE 15 
DISTÚRBIOS DO CRESCIMENTO 16 
DESNUTRIÇÃO 17 
OBESIDADE 21 
DISTÚRBIOS CARENCIAIS DE MICRONUTRIENTES 22 
IMUNIZAÇÃO 25 
SÍNDROME DIARREICAS 33 
CONSTIPAÇÃO INTESTINAL 37 
SÍNDROMES EMÉTICAS 38 
DOR ABDOMINAL 39 
INFECÇÕES DA VIA AÉREA SUPERIOR 40 
INFECÇÕES DA VIA AÉREA INFERIOR 43 
SÍNDROMES ALÉRGICAS 48 
SÍNDROMES OBSTRUTIVAS DAS VIAS AÉREAS 49 
FIBROSE CÍSTICA 49 
DEFICIÊNCIA DE ALFA-1-ANTITRIPSINA 50 
INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO 51 
NEUROPEDIATRIA 55 
ONCOPEDIATRIA 59 
EMERGÊNCIAS EM PEDIATRIA 59 
DOENÇAS EXANTEMÁTICAS 61 
REUMATOLOGIA PEDIÁTRICA 64 
CARDIOLOGIA PEDIÁTRICA 66 
 
MEDCURSO – Pediatria 
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MEDCURSO – Pediatria 
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PEDIATRIA 1 
 
NEONATOLOGIA 
Reanimação neonatal: 
- RN a termo (37 a 42 semanas e 6 dias)? 
- Respirando ou chorando? 
- Tônus adequado? 
 
Se a resposta para as quatro perguntas forem positivas, a vitalidade é boa e a reanimação não é 
necessária. Este deve ter contato direto pele-pele com a mãe, podendo aguardar para clampear o cordão 
umbilical em até 1-3 minutos. Deve-se ainda prover calor através de uma sala pré-aquecida a 23-26°C, se- 
cando também o bebê e aspirando, se presente, as secreções de boca e nariz. Estabelecer amamentação 
dentro da 1ª hora pós nascimento. Nos recém natos tardios, pode-se fazer o retardo do clampeamento do 
cordão umbilical de 30-60 segundos, sendo benéfico segundo alguns estudos, ficando o recém nato à nível 
da placenta ou um pouco abaixo. 
No recém nato com mal estado geral (hipotônico e/ou sem respiração), sem boa vitalidade, deve-se 
clampear o cordão umbilical imediatamente e levar para a mesa de reanimação, com fonte de calor radi- 
ante. A necessidade de reanimação é avaliada através das medidas simultâneas da frequência respiratória 
e cardíaca, sendo, dentre essas, a cardíaca o principal determinante. A cor de pele e mucosas do RN não é 
mais utilizada para determinar condutas, uma vez que é subjetiva e lenta para alterar-se. O APGAR, por sua 
vez, é realizado não para instituir manobras, mas sim para avaliar sua eficácia e resposta. 
* Se tiver prematuro chorando e com bom tônus, não precisa clampear imediatamente do cordão. 
 
A reanimação: 
1. Aquecer, posicionar (leve extensão da cabeça), aspirar (se necessário) e secar em até 30 segundos. 
Avaliar FC e respiração. 
2. Se FC < 100, apneia ou respiração irregular (agônica, gasping) → VPP com máscara facial 
3. Reavaliar FC e respiração. 
4. Se FC < 100 = falha na ventilação → checar a técnica, IOT? 
5. Se FC < 60 → massagem cardíaca externa. Nunca começar logo de cara! primeiro ventila, checa a 
técnica, entuba, para depois massagear. Comprimir 60 segundo e reavaliar a criança. 
6. Se a FC >60, pode parar as compressões. Se FC < 60 → checar a técnica, epinefrina 
 
* Aquecer: sala de parto pre-aquecida 23-26ºC(nova diretriz), levar a criança para fonte de calor radiante. 
Se < 34 semanas, NÃO secar e colocar dentro de um saco de polietileno + toca 
* Aspiração: se tiver chorando, NÃO pode aspirar (pode fazer bradicardia vagal). Só aspira se tiver exces- 
so de secreção obstruindo a VA. Aspira primeiro a boca e depois as narinas (delicado!). 
* Secar: secar com uma compressa seca a cabeça, depois o corpo e então remover os campos úmidos. 
* Avaliar FC: palpação da base do cordão umbilical (não é a melhor forma) ou pela ausculta do precórdio 
(melhor) 
* VPP: iniciar com ambu e máscara facial na maior parte das vezes. Ventilar 40 a 60x/minutos (aperta sol- 
ta solta). Sempre fazer monitorização cardíaca (nova diretriz – para avaliar a FC) e oximetria de pulso 
no MSD (saturação de O2 pré-ductal). 
* Se < 34 semanas: já colocar o oxímetro de pulso nos passos iniciais (< 30 segundos) 
* Se ≥34 semanas: ventilar o bebe com O2 21% (ambiente). 
* Se < 34 semanas: ventilar com O2 a 30% (nova diretriz) – precisa ter um ventilador manual conec- 
tado a um blender 
* Massagem cardíaca externa: feita no terço inferior do externo, afundando 1/3 do diâmetro AP do tórax. 
Técnica: dois dedos ou 2 polegares (melhor – pressão sistólica maior; posicionar-se na CABEÇA da cri- 
ança, pois da espaço para uma outra pessoa fazer cateterismo umbilical). 
* A IOT precede a massagem cardíaca! Mas mesmo assim intercala-se com as compressões → 3 com- 
pressões:1ventilação. 
* Epinefrina: única vez por via traqueal, depois fazer EV na veia umbilical. 
* Fazer expansor de volume (SF 0,9% 10ml/kg) se palidez, evidências de choque, evidência de sangra- 
mento (DPP) – atenção: no choque em pediatria faz-se 20ml/kg, mas na reanimação é 10! 
* A avaliação da cianose é subjetiva. A saturação é avaliada pela oximetria!! 
 
Classificação do RN: 
- Idade gestacional: prematuro < 37 semanas, termo 37-42 semanas + 6 dias, pós termo ≥ 42 semanas 
- Peso: baixo peso < 2500g, muito baixo peso < 1500g, extremo baixo peso < 1000g 
MEDCURSO – Pediatria 
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- Peso x ID gestacional: pelos gráficos de Fenton 
- PIG: < p10: risco de hipoglicemia por falta de reserva 
- AIG: p10 - p90 
- GIG: > p90: DM gestacional → risco de hipoglicemia neonatal 
 
DOENÇAS NEONATAIS 
Distúrbios respiratórios: 
Doença da membrana hialina (síndrome do desconforto respiratório tipo I): 
- Etiopatogenia: ↓quantidade de surfactante alveolar → colapso alveolar → hopoxemia e hipercapnia 
- Surfactante: lipídio + proteína. Serve para ↓tensão superficial no interior dos alvéolos (não deixa colabar 
no final da expiração) 
- Fatores de risco: prematuridade, asfixia, sexo masculino, DM materno 
* Hormônios que atuam na maturação pulmonar: 
* Corticóide: acelera a maturação 
* Insulína: atrasa 
- Clínica: 
- Início nas primeiras horas, com piora progressiva nas primeiras 24hs 
- Taquipnéia 
- Retrações costais, gemido, batimento de asa nasal, cianose 
- Radiografia: 
- Infiltrado reticulogranular difuso (com broncograma aéreo): é a tradução radiográfica dos alvéolos 
atelectasiados, adjacentes a alvéolos aerados 
- Vidro fosco 
- Tratamento: 
- Oxigênio por capacete ou CPAP nasal (melhor) – o objetivo é manter a ESTABILIDADE alveolar, 
evitando o colapso do alvéolo. Pode ser necessário ventilação mecânica 
- Surfactante exógeno (intra traqueal) – não precisa fazer em todas as crianças (tem que estar in- 
tubado) 
- Antibiótico profilático (pode ter pneumonia associada) 
- Prevenção: corticóide para a mãe (betametasona ou dexametasona) → agem no feto acelerando a matu- 
ração pulmonar. Recomendado para gestantes entre 24 a 34 semanas com risco de parto na próxima se- 
mana. < 24 semanas não adianta; > 34 não tem necessidade 
 
Pneumonia/sepse neonatal: 
- O principal foco primário da sepse no período neonatal é a infecção pulmonar 
- Mecanismos de infecção: 
- Sepse precoce: manifestações < 48hs de vida 
- Via ascendente (bactéria colonizadora do trato genital materno) 
- Intraparto 
- Sepse tardia: manifestações > 48hs de vida 
- Nosocomial 
- Comunitária 
- Fatores de risco: 
- Ruptura prolongada das membranas (> 18hs) 
- Corioamnionite (líquido amniótico fétido) 
- Colonização materna por germes patogênicos (prevenção: swab vaginal) 
- Prematuridade (tanto para sepse precoce quanto para a tardia) 
- Clínica: 
- Pode haver período assintomático (incubação) 
- Desconforto respiratório: taquipnéia, cianose, batimento asa nasal 
- Doença sistêmica: distermia (febre ou hipotermia), alteração do estado de alerta, alteração cardio- 
circulatória, gatrointestinal (vômito, aumento no volume residual gástrico) 
- Exames: 
- Radiografia 
- Hemograma (neutrófilo imaturo/neutrófilo normal > 0,2 = sepse) 
- Marcador de atividade inflamatória (PCR) 
- Identificação do agente: hemocultura, punção lombar, urinocultura (infecção tardia) 
* Na sepse precoce

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