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Resumão REUMATOLOGIA COMPLETO

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ARTRITES IDIOPÁTICAS 2 
COLAGENOSES 6 
VASCULITES 11 
AMILOIDOSE 14 
FEBRE REUMÁTICA 15 
GOTA 17 
OSTEOATROSE 17 
ARTROPATIA DE CHARCOT 18 
ARTRITE INFECCIOSA 18 
POLICONDRITE RECIDIVANTE 18 
FIBROMIALGIA 18 
 
MEDCURSO – Reumatologia 
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REUMATO 1 
 
Provas de função reumática: 
- VHS (altura de plasma que fica após 1 hora de decantação) 
- PCR 
- Auto-anticorpos (da doença em questão): FR, FAN, anti-CCP, anti-RNP 
 
* Anemia grave pode ter VHS falsamente aumentado. 
* Condições inflamatórias aumentam o VHS – todas as hemácias apresentam uma carga negativa em sua 
superfície (repulsão entre si). Num processo inflamatório, o fígado libera proteínas de fase aguda (infla- 
matórias – PCR, fibrinogênio), que envolvem as hemácias, anulando suas cargas. Como consequência, 
as hemácias não apresentam a repulsão (o tamanho do plasma fica maior, e assim o VHS, pois as hemá- 
cias ficam mais juntinhas). 
* PCR é mais específico de inflamação que a VHS 
 
ARTRITES IDIOPÁTICAS 
São condições sistêmicas, de origem idiopática e com um marco principal de acometimento articu- 
lar. 
 
Artrite reumatóide (soropositiva): 
- Epidemiologia: mulher 25 a 55 anos 
- Antígeno de histocompatibilidade: HLA-DR4 (HLA-BRB1) 
 
Fisiopatologia: 
- Não se sabe como se origina, mas certamente o sistema imunológico participa na gênese e na perpetu- 
ação da patologia. 
- Anticorpos envolvidos: 
- Fator reumatóide: positivo em 70 a 80% dos casos. É uma IgM contra IgG self. Pesquisa: 
látex ou Waaler-Rose 
- Anti-CCP: exame de elevadíssima especificidade 
- TNF-alfa: citocina inflamatória (importante alvo terapêutico – infliximab, ) 
- AR é uma SINOVITE (inflamação do revestimento interno da articulação do tipo diartrose – entre 
ossos longos, como fêmur, falanges) – o processo inflamatório é crônico e ininterrupto → alteração 
estrutural da sinóvia → PANNUS ARTICULAR → destrói a unidade articular (osso e cartilagem) → 
deformidade articular (é uma poliartrite deformante) 
* Locais mais acometidos: mão, pé, punho e pronto!!! 
* Sinovite idiopática crônica deformante 
* A doença apresenta relação com linfócitos T CD4+ → doença regride na imunossupressão por HIV 
 
Padrão articular: 
- Acometimento aditivo – continua nas anteriormente envolvidas e aparece em novas 
- Evolução: insidiosa, aditiva e bilateral 
- Final: poliartrite simétrica periférica 
- Deformidade: 
- Mão: 
- Desvio ulnar dos dedos das mãos 
- Dedo em pescoço de cisne (flexão de IFD e extensão de IFP) 
- Dedo em abotoadura (extensão da IFD e flexão da IFP) 
- Joelho: 
- Cisto de Baker (herniação da sinóvia posteriormente) → bola na fossa poplítia que eventual- 
mente rompe → conteúdo desce pela panturrilha (fica aumentada e empastada – simula TVP) 
- ↑líquido sinovial: sinal da tecla 
- Punho: deformado. 
- Como a metacarpofalangiana também fica deformada = punho em dorso de camelo 
- Síndrome do túnel do carpo (pela compressão do n.mediano) – polegar, indicador, dedo mé- 
dio e 1/2 do quarto dedo (é principalmente uma alteração de sensibilidade – parestesia). 
Manobras: sinal de Phalen (uma mão contra a outra por 1 minuto) e Tinel + (percussão) 
* AR tem por hábito poupar o esqueleto axial – a coluna de modo geral é poupada, com exceção de C1 e 
C2 → pode evoluir com subluxação atlanto-axial (C1 desliza sobre C2) → compressão medular 
* Cricoaritenoidite: rouquidão, insuficiência respiratória aguda 
MEDCURSO – Reumatologia 
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* IFD NUNCA é acometida na AR (inflamação). Pode até ficar deformada, mas nunca vai ficar inflamada 
* IFD: psoriásica 
* Coluna lombar: nunca! 
* Anemia normo normo: anemia de doença crônica (pode ocorrer em AR) 
* Líquido sinovial: ↑neutrófilo e ↓complemento 
* Dor inflamatória: rigidez matinal > 1 hora que melhora com a movimentação 
 
Quadro clínico extra-articular (depende da quantidade de anti-CCP): 
- Poliartrite deformante 
- Nódulos subcutâneos indolores 
- Vasculites (em qualquer lugar do corpo) 
- Pele: nódulos principalmente na face extensora do braço e vasculites 
- Coração: nódulos (pode fazer circuito de reentrada), vasculite, pericardite (+ comum), aterosclerose 
- Pulmão: nódulos, vasculite, derrame pleural (↓glicose – tende a zero), síndrome de Caplan 
- Olhos: síndrome de Sjögren (xeroftalmia e xerostomia), episclerite 
 
* Manifestações extra-articulares dependem dos títulos de FR e anti-CCP 
* Qualquer doença inflamatória crônica acelera a aterosclerose. Atualmente, o que mais mata as mulheres 
com AR é a complicação vascular de aterosclerose 
* Síndrome de Caplan: associação entre AR e pneumoconiose dos mineradores de carvão 
* Principal causa de óbito: cardiovascular! 
 
* Regra mnemônica: PEGUEI NOJO DE VASCAÍNO 
* PE: pericardite 
* NO: nódulos 
* JO: sjögren 
* DE: derrame pleural (↓glicose – tende a zero) 
* VAS: vasculite 
* CA: síndrome de caplan (AR + pneumoconiose dos carvoeiros) 
 
Critérios diagnósticos (2010): ≥ 6 pontos 
- Articulação: 
- 1 grande: 0 
- 2-10 grandes: 1 
- 1-3 pequenas: 2 
- 4-10 pequenas: 3 
- > 10 (1 pequena): 5 
- Sorologia (FR e anti-CCP): 
- Ambos negativos: 0 
- Baixos títulos: 2 
- Altos títulos: 3 
- Reagente de fase aguda (VHS e PCR): 
- Ambos normais: 0 
- Aumentado: 1 
- Duração: 
- < 6 semanas: v0 
- ≥ 6 semanas: 1 
 
* Raio x de mão e punho deixou de ser critério, pois a erosão é tardia 
* Nódulos subcutâneos não fazem mais parte dos critérios diagnóstico 
 
Tratamento: 
- Não tem cura – intervir precoce e agressivamente para ↓complicações 
- Cirurgia: sinovectomia, próteses (casos mais avançados de grande deformidade) 
- Farmacológico: 
- Sintomáticos: (uso esporádico) 
- AINEs 
- Corticóide* (dose baixa – anti-inflamatória) 
MEDCURSO – Reumatologia 
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- Alteram a evolução da doença: 
- DARMDs (drogas anti reumáticas modificadoras de doença): metotrexate** (escolha), sulfas- 
salazina, hidroxicloroquina (anti-malárico) e leflunomida 
- Drogas biológicas: 
- Inibidor do TNF-alfa: infliximab, etanercep, adalimumab 
- Não-inibidor do TNF-alfa: rituximab (anti-CD20) 
 
* AINEs e corticóide: ponte até o DARMS fazerem efeito 
* Metotrexate – cuidado!: hepatotoxicidade (vacinar hepatite B) e causa deficiência de ácido fólico (anemia 
megaloblástica) 
* CD20 fica na superfície de linfócitos. O rituximab mata linfócitos, reduzindo a inflamação 
* Antes de prescrever drogas biológicas – RASTREAR TUBERCULOSE (porque reduzem o potencial 
imunológico, podendo reativar focos latentes) 
* Na prática: começa com AINE e corticóide em dose baixa (quando os sintomas estiverem intensos) + 
metotrexate com ácido fólico. Se não melhorar associar outros 
* Todos os portadores de AR devem receber vacina antipneumocócica (a cada 5 anos) e antiinfluenza (an- 
ual). Vacinar hepatite B se candidato a tratamento com drogas hepatotóxicas 
 
* Síndrome de FELTY: mulher com AR + esplenomegalia → anemia hemolítica, pancitopenia (neutropenia 
é o mais intenso). Problema: infecções bacterianas de repetição. Esfregaço: síndrome dos grandes linfóci- 
tos granulares. Tratamento: MTX 
 
Artrite idiopática juvenil: 
- Artrite crônica > 6 meses 
- Classificação: 
- Início sistêmico (doença de Still): > 1 articulação, febre, rash evanescente, linfadenopatia, hepatoe- 
spenomegalia, serosite (acometimento visceral é proeminente). Fenômeno de Koebner (estimula 
doença com trauma local) 
- Qualquer idade 
- Pior prognóstico 
- Oligoarticular (+comum): 1-4 articulações. Pode ser persistente ou estendida (acomete mais articu- 
lações após 6 meses) 
- 2-4 anos 
- Pode ser tratado com AINE em monoterapia 
- Poliarticular: pode ter FR positivo ou negativo 
- 2-4 e 10-14 anos 
- Psoriásica: atrite, psoríase, dactilite, pitting, parente 
- Entesite: lombalgia, HLA-B27, uveíte anterior aguda 
- Indiferenciada 
- Gatilhos: parvovirose, EBV, rubéola, micoplasma 
 
* Inicialmente acelera o crescimento do osso (assimetria do tamanho dos membros) e depois o processo 
inflamatório

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