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Quesstões de Direito Cvil I respondidas

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CURSO
: DIREITO
 
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NOTA OBTIDA
:
 9,50
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	2ª AVALIAÇÃO PARCIAL (AP2)
	Aluno(a): Bruno Mendes Vieira
	
	Disciplina: DIREITO CIVIL I
Considere a seguinte situação hipotética para responder as questões 01 e 02: 
O casal João Silva Sousa e Maria Silva Sousa possuem duas filhas: Socorro Pandemia Silva Sousa (completou 15 anos em maio de 2020) e Paloma Silva Sousa (com 18 anos recém completados em 28 de outubro de 2020). Socorro Pandemia foi adotada por João e Maria em julho de 2020 e ganhou o novo nome em homenagem ao atual cenário vivenciado. Já Paloma (filha biológica do casal) não gosta do nome que lhe foi atribuído pelos pais e adoraria chamar-se Júlia Silva Sousa, pois desde que assistiu ao filme “Uma linda Mulher” é fã da atriz Julia Roberts. 
01. Em face do caso acima apresentado, pergunta-se: Socorro Pandemia e Paloma podem requerer a alteração dos seus prenomes? Caso positivo, baseando-se em qual fundamento jurídico? (valor total da questão: 2,0 pontos)
R: Com base no Art. 56 da lei 6.015 de 31 de dezembro de 1973, Socorro Pandemia poderá requerer a mudança de seus prenomes duplos a partir de sua maioridade civil, como ela só tem 15 anos, ainda não é possível para ela requerer alteração. No caso de Paloma, ela já pode requerer a mudança, pois acaba de atingir sua maioridade civil, mas há um “porém” que explicarei na fase final dessa resolução. O artigo 56 da lei 6.015 deixa explícito o seguinte: “Art. 56. O interessado, no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil, poderá, pessoalmente ou por procurador bastante, alterar o nome, desde que não prejudique os apelidos de família, averbando-se a alteração que será publicada pela imprensa.” Mas para alteração de prenome é necessário estar dentro de quesitos que permitem a possibilidade de mudança, com isso saliento o artigo 58 da mesma lei: “Art. 58. O prenome será definitivo, admitindo-se, todavia, a sua substituição por apelidos públicos notórios.” Junto com isso explano as
possibilidades para alteração. 
Quando expuser seu portador ao ridículo ou situações vexatórias;
Quando houver evidente erro gráfico;
Quando causar embaraços comerciais e/ou morais; 
Com uso prolongado e constante de apelido notório;
Adoção;
Redesignação do estado sexual (com ou sem cirurgia).
Por fim, Paloma poderá requerer, mas não conseguirá a alteração, pois não se encaixa dentro dessas exigências, já Socorro Pandemia ao atingir sua maioridade conseguirá alterar, pois se encaixa dentro das exigências. 
02. Ainda considerando o caso hipotético acima, pergunta-se: Existe algum prazo para pleitear que as modificações nos seus prenomes sejam feitas? Fundamente. (valor total da questão: 2,0 pontos)
R: Sim, existe. O primeiro ano após ter completado os 18 anos, ou seja, um ano após atingir a maioridade civil, esse é o prazo. Fica explícito no Artigo 56 da lei 6.015 de dezembro de 1973 que diz o seguinte: “Art. 56. O interessado, no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil, poderá, pessoalmente ou por procurador bastante, alterar o nome, desde que não prejudique os apelidos de família, averbando-se a alteração que será publicada pela imprensa.” Portanto se Socorro Pandemia e Paloma perderem esse prazo, essas só poderiam fazer o requerimento de mudança de prenomes dentro dos parâmetros estabelecidos no Artigo 57 da mesma lei citada acima, que diz o seguinte: “Art. 57. A alteração posterior de nome, somente por exceção e motivadamente, após audiência do Ministério Público, será permitida por sentença do juiz a que estiver sujeito o registro, arquivando-se o mandado e publicando-se a alteração pela imprensa, ressalvada a hipótese do art. 110 desta Lei. “.
03. Imagine a seguinte situação hipotética e, ao final, responda ao que for perguntado: 
Donaldo Trampe da Silva declara: “vou vender a minha Fazenda no Município de Tapiocolândia para João Baidem de Souza se a vacina para a COVID-19 começar a ser distribuída na rede pública, em Fortaleza, até março de 2021”.
Diante do caso apresentado, pergunta-se: há algum elemento acidental do negócio jurídico? Em caso positivo, qual? Justifique. (valor total da questão: 2,0 pontos)
R: Sim, há um elemento acidental. O elemento acidental de “condição, que é o evento futuro e incerto que subordina o efeito jurídico, não afetando sua existência. Onde fica explícito quando analisamos por partes: Donaldo vende a fazenda a Baidem “se” (condição) “a vacina para a COVID-19 começar a ser distribuída na rede pública, em Fortaleza, até março de 2021” (evento futuro e incerto que subordina o efeito jurídico, não afetando sua existência). 
Este tipo de elemento acidental de condição se trata do tipo “suspensiva” que é enquanto não ocorrer a condição, o evento fica suspenso. Ou seja, a suspensão da venda da fazenda até acontecer a condição estabelecida.
04. No dia 29 de agosto de 2005, uma tempestade tropical que havia se formado nas Bahamas chegou ao litoral sul dos EUA, onde saltou da categoria um para a cinco, na escala Saffir-Simpson de furacões (em uma escala de um até cinco). A cidade mais atingida foi New Orleans, que computou a maioria das 1.800 vítimas do desastre, segundo autoridades locais. Até hoje, o local ainda guarda resquícios do Furação Katrina, com casas destruídas e abandonadas, como mostram algumas matérias jornalísticas disponibilizadas na internet.[footnoteRef:1] [1: Fontes:
- 7 fatos que você precisa saber sobre o furacão Katrina. Revista Galileu, 27/08/2015. Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2015/08/7-fatos-que-voce-precisa-saber-sobre-o-furacao-katrina.html>. 
- Furacão Katrina. Wikipedia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Furac%C3%A3o_Katrina>. 
- O vídeo do Jornal Nacional de 29/08/2005 aborda os 10 anos após a passagem do furacão Katrina pelos EUA, e resume todas suas consequências e atuais condições da cidade de Nova Orleans. Disponível em: <https://globoplay.globo.com/v/4430496/>. 
] 
Diante do quanto apresentado, responda: Qual a natureza jurídica de um furação, como o mencionado Katrina? Trata-se de ato jurídico ou fato jurídico stricto sensu (em sentido estrito)? De que modalidade (gênero)? Explique. (valor total da questão: 2,0 pontos)
R: A natureza jurídica de um furacão trata-se de um fato jurídico em sentido estrito, são atos que não tem intervenção do homem ou se tiver é irrelevante para que o fato aconteça, é também chamado de fato natural. A divisão de sua naturalidade é extraordinária, ou seja, fatos naturais inesperados. O seu gênero é de fato jurídico em sentido amplo, ou seja, todo acontecimento da vida que o ordenamento jurídico considera relevante no campo do direito.
05. Considere a seguinte situação hipotética: 
Juma Marruá e Joventino, colegas de faculdade no curso de Direito, resolveram abrir uma sexshop virtual tendo como nome Sex-tou Produtos Eróticos. Passados 6 meses do início das atividades, em 06 de fevereiro de 2020 assinaram o contrato social de constituição da sociedade empresária, apresentando-o para arquivamento na Junta Comercial competente em 13 de março de 2020. Entretanto, 3 dias depois, em face da pandemia, as atividades na Junta Comercial ficaram paralisadas por três meses. Mais tarde, em 23 de outubro, com a retomada dos atendimentos, Juma e Joventino retornaram ao mencionado órgão, tendo sido informados que o pleito de registro dos atos constitutivos não foi concedido. Foi alegado pela Junta que, no contrato social, não estavam contidas as informações descritas no art. 45 do Código Civil. Além disso, também apontou que não houve a apresentação da totalidade da documentação pessoal de Juma. No mesmo dia, contratam a profissional Camala Reuris para prestar uma consultoria na área de Marketing nas redes sociais. Não obstante, não pagaram o quanto acordado pela prestação do serviço, de modo que a referida consultora deseja ingressar na justiça para ver o seu direito ao recebimento do que lhe é devido assegurado. 
Levando em consideração os dados apresentados, responda: contra quem Camala deve