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Questões de Constitucional Respondidas

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CURSO:
 
DIREITO
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NOTA
 
OBTIDA:
 10,00
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	2ª AVALIAÇÃO PARCIAL (AP2)
	Aluno (a): Bruno Mendes Vieira
	
	Disciplina: DIREITO CONSTITUCIONAL I
	
	
	
Questões abaixo
Alisson, analista de renomada multinacional de área de telecomunicações, em reunião corporativa, afirmou que o mundo globalizado vem produzindo grandes inovações, daí porque se faria necessário o reconhecimento de novas profissões para o enfrentamento dos novos desafios. Feitas essas considerações, solicitou à diretoria da empresa que alterasse o plano de cargos e funções, incluindo as profissões de gestor de mídias sociais e gerente de marketing digital. Ocorre que o presidente da sociedade empresária, posicionando-se contra o pedido formulado, alegou impossibilidade jurídica ao lembrar que o exercício de qualquer atividade laborativa pressupõe a sua devida regulamentação em lei, o que ainda não havia ocorrido em relação às referidas profissões. Com base na teoria da eficácia das normas constitucionais, bem como na previsão constitucional da liberdade de trabalho, ofício ou profissão, responda: está correta a argumentação do presidente da sociedade empresária, ou o pedido de Alisson não encontra impedimento jurídico? Fundamente
R: É incorreta a argumentaão do presidente da sociedade empresária, com base no inciso XIII do Art. 5º da constituição que diz: “Art. 5. (...) Inc. XIII. – é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;” fica claro que Alisson não tem impedimento jurídico, pois o artigo e inciso aseeguram o livre exercício de qualquer trabalho. E por não ter norma regulamentando não há impedimento de exercício das profissões sugeridas a empresa. Vale ressaltar que essa norma tem eficácia contida, portanto por mais que não haja lei infrasconstitucinal regulamentando, a norma tem aplicação imediata e não impede a existência das profissões gestor de mídias sociais e gerente de marketing digital. Conclui-se que a argumentação do presidente da sociedade empresária é insustetável. 
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QUESTÃO 
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Considerando a necessidade de conter o avanço de organizações criminosas em algumas associações de moradores, o Estado “X” editou a Lei XX/2020, veiculando as normas a serem observadas para a confecção dos estatutos dessas associações e condicionando a posse da diretoria de cada associação à prévia autorização do Secretário de Estado de Segurança Pública, que verificaria a vida pregressa dos pretendentes. À luz da situação hipotética acima, responda: a exigência de que a posse da diretoria de cada associação de moradores seja antecedida de autorização do Secretário de Segurança Pública do Estado “X” é materialmente compatível com a Constituição da República? Fundamente. 
R: A lei XX/2020 é inconstitucional, com base no inciso XVIII do Art. 5º da Constituição Federal que deixa claro: “Art. 5º (…) Inc. XVIII – a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento;”.
Portanto não há compatibilidade, pois é vedada a interferência estatal em seu funcionamento.
Robson requereu a certa Secretária de Estado que fornecesse relação dos programas de governo desenvolvidos, nos últimos dois anos, em certa área temática relacionada aos direitos sociais, indicando-se, ainda, o montante dos recursos gastos. O Secretário de Estado ao qual foi endereçado o requerimento informou que a área temática indicada não estava vinculada à sua Secretaria, acrescendo que Robson deveria informar-se melhor e descobrir qual seria o órgão estadual competente para analisar o seu requerimento. Além disso, afirmou que todas as informações financeiras do Estado, especialmente aquelas relacionadas à execução orçamentária, estão cobertas pelo sigilo, não sendo possível que Pedro venha a acessá-las. Considerando a narrativa apresentada acima, responda: É correto o entendimento de que todas as informações financeiras do Estado estão cobertas pelo sigilo, o que impede que Robson tenha acesso ao montante de recursos gastos com programas de trabalho em certa área temática relacionada aos direitos sociais? Fundamente.
R: É incorreto. Robson tem o direito de saber as informações por ele requeridas porque se trata de uma área temática relacionada a direitos sociais e que não se relaciona a áreas ressalvadas cujo sigilo é imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. Isso com base no Art. 5° inciso XXXIII e na lei 12.527 de 18 de novembro de 2011 no seu Art. 11 que dizem: “CFRB: Art. 5º (…) Inc. XXXIII – todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei (lei 12.527 de 18 de novembro de 2011 logo abaixo deste artigo), sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;”
“Lei 12.527 de 18 de novembro de 2011 (…)
Art. 11. O órgão ou entidade pública deverá autorizar ou conceder o acesso imediato à informação disponível.
§ 1º Não sendo possível conceder o acesso imediato, na forma disposta no caput, o órgão ou entidade que receber o pedido deverá, em prazo não superior a 20 (vinte) dias:
I - comunicar a data, local e modo para se realizar a consulta, efetuar a reprodução ou obter a certidão;
II - indicar as razões de fato ou de direito da recusa, total ou parcial, do acesso pretendido; ou
III - comunicar que não possui a informação, indicar, se for do seu conhecimento, o órgão ou a entidade que a detém, ou, ainda, remeter o requerimento a esse órgão ou entidade, cientificando o interessado da remessa de seu pedido de informação.””
Portanto conclui-se que Robson não tem impedimento jurídico para tal requerimento, e amparado pela constituição e pela lei, deve exigir seu direito.
A Associação Beta, formada por colecionadores de obras artísticas regionais, observando que João, um de seus membros, supostamente teria infringido regras do respectivo Estatuto, designou comissão especial para a apuração dos fatos, com estrita observância das regras estatutárias. A Comissão, composta por membros de reconhecida seriedade, ao concluir os trabalhos, resolveu propor a exclusão de João do quadro de sócios, o que foi referendado pela Direção da Associação Beta. Questionada por João sobre o fato de não ter tido a oportunidade de contraditar os fatos ou apresentar defesa, a Associação apresentou alegação no sentido de que os trâmites processuais previstos no Estatuto foram rigorosamente respeitados, e ainda, tratando-se de uma instituição privada, a Associação Beta tinha plena autonomia para a elaboração de suas regras estatutárias, que, no caso, permitiam a exclusão de membro de seus quadros sem a necessária oitiva do acusado. Considerando a situação concreta descrita acima, responda: O direito à ampla defesa e ao contraditório podem ser alegados por João mesmo sem a previsão estatutária da Associação Beta? Fundamente.
R: O direito fundamental da ampla defesa e ao contraditório pode ser alegado por João, pois esse direito está garantido na nossa suprema constituição federal no seu Artigo 5º Inciso LV que diz: “Art 5º Inc. LV – aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;”.
A nossa constituição tem supremacia no ordenamento jurídico e não admite violação de nenhum direito fundamental garantido por ela, por mais que sejam estabelecidas em regras estatutárias ou outros regramentos inferiores, a constituição sempre será a defensora e garantidora dos direitos fundamentais e terá superioridade sobre os outros regramentos. Portanto é assegurado a João o direito a ampla defesa e ao contraditório mesmo sem a previsão estatutária. 
Josina da Silva é participante ativa da Associação dos Moradores do bairro “X”. Todos os dias, no fim da tarde, Josina e um grupo de associados reuniam-se na praça da cidade,