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Questões de Psicologia Jurídica Respondidas (2)

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NOTA OBTIDA: 10,00
CURSO: DIREITO
	2ª AVALIAÇÃO PARCIAL (AP2) 
	Aluno (a): Bruno Mendes Vieira
	
	Disciplina: Psicologia Jurídica 
1° Questão (Valor 2 ponto)
Em 2014 o Brasil se chocou com a morte de Bernardo Boldrini, o caso do Menino Bernardo. O caso se refere ao crime ocorrido em 4 de abril de 2014, quando Bernardo Uglione Boldrini foi assassinado por superdosagem do medicamento Midazolam. Esse fato aconteceu entre as cidades de Três Passos e Frederico Westphalen, no interior do Rio Grande do Sul. O menino foi morto aos 11 anos de idade, tendo seu corpo sido encontrado 10 dias depois, no dia 14 de abril de 2014, numa cova feita num matagal, no interior de Frederico Westphalen. Foram acusados e condenados pelo crime o pai Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, a amiga dela, Edelvânia Wirganovicz e o irmão desta, Evandro Wirganovicz. (adaptado da reportagem da revista Veja, 2014)
O trecho acima aborda uma temática bastante pertinente no campo da Proteção Integral de crianças e adolescentes: a violência. Levando em consideração o tema abordado no trecho acima e os conhecimentos adquiridos sobre as medidas protetivas expostas no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), responda os itens a seguir:
a) Discorra acerca da Lei (13.010/2014) conhecida como Lei Menino Bernardo problematizando sua importância na luta pela proteção de crianças e adolescentes: 
R- A Lei menino Bernardo 13.010/2014 tem fundamental e essencial importância na nossa sociedade, ela altera o estatuto da criança e do adolescente visando a proteção da dignidade física, psicológica e moral de nossas crianças e adolescentes, garantindo o direito de uma educação e convivência familiar sem maus tratos, sem crueldade e sem degradação. Sem ela nós teríamos uma sociedade com violência desenfreada e perigosa ao desenvolvimento das gerações atuais e das gerações futuras. Um de seus pontos mais marcantes é o seu o artigo 70-A acrescido ao ECA que diz: 
“Art. 70-A. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão atuar de forma articulada na elaboração de políticas públicas e na execução de ações destinadas a coibir o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante e difundir formas não violentas de educação de crianças e de adolescentes, tendo como principais ações:
I - a promoção de campanhas educativas permanentes para a divulgação do direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante e dos instrumentos de proteção aos direitos humanos;
II - a integração com os órgãos do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública, com o Conselho Tutelar, com os Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente e com as entidades não governamentais que atuam na promoção, proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente;
III - a formação continuada e a capacitação dos profissionais de saúde, educação e assistência social e dos demais agentes que atuam na promoção, proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente para o desenvolvimento das competências necessárias à prevenção, à identificação de evidências, ao diagnóstico e ao enfrentamento de todas as formas de violência contra a criança e o adolescente;
IV - o apoio e o incentivo às práticas de resolução pacífica de conflitos que envolvam violência contra a criança e o adolescente;
V - a inclusão, nas políticas públicas, de ações que visem a garantir os direitos da criança e do adolescente, desde a atenção pré-natal, e de atividades junto aos pais e responsáveis com o objetivo de promover a informação, a reflexão, o debate e a orientação sobre alternativas ao uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante no processo educativo;
VI - a promoção de espaços intersetoriais locais para a articulação de ações e a elaboração de planos de atuação conjunta focados nas famílias em situação de violência, com participação de profissionais de saúde, de assistência social e de educação e de órgãos de promoção, proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente.
Parágrafo único. As famílias com crianças e adolescentes com deficiência terão prioridade de atendimento nas ações e políticas públicas de prevenção e proteção.”
 Devemos comemorar essa lei como uma grande vitoriosa conquista em defesa de direitos fundamentais às nossas massas juvenis.
b) Cite três medidas protetivas que podem ser aplicadas sempre que uma criança ou adolescente tiverem seus direitos ameaçados ou violados:
R- Três interessantes medidas protetivas possíveis encontradas no Art. 101 do ECA são:
II - orientação, apoio e acompanhamento temporários;
III - matrícula e frequência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental;
V - requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, em regime hospitalar ou ambulatorial;
Percebemos que essas medidas são carregadas de humanidade e são um escudo que ampara dignamente os protegidos por elas.
2° Questão (Valor 2 ponto)
De acordo com o texto “A importância do Psicólogo Jurídico nas práticas de adoção” de Reis, Leite e Medanha (2010) “a adoção é o ato jurídico solene pelo qual, observados os requisitos legais, alguém estabelece, independentemente de qualquer relação de parentesco consanguíneo ou afim, um vínculo fictício de filiação, trazendo para sua família, na condição de filho, pessoa que, geralmente, lhe é estranha”. Discorra sobre três modalidades de adoção no Brasil, e aponte qual a importância da Psicologia Jurídica nessa área de atuação? 
R – Das modalidades de adoção no Brasil três das muitas possíveis são:
O Art. 41 parágrafo 1º da lei 8.069/90 discorre sobre a Adoção Unilateral que consiste em um(a) companheiro(a) de um dos pais biológicos adotar como seu filho(a) preservando a relação parental com o lado biológico.
A adoção Intuitu Personae consiste no consentimento e escolha de família adotante pelos pais biológicos, ou seja, a família biológica escolhe por quem a criança será adotada e dá o consentimento se sim ou não aos adotantes antes do pedido as autoridades judiciarias.
A adoção à brasileira, mesmo sua ilicitude sendo prevista no Art. 242 do CP, caracteriza-se pelo ato de alguém registrar como sendo o seu o filho que já é de outra pessoa. 
 
Umas das características mais importantes da atuação da psicologia jurídica na adoção é a facilitação do processo de transição com a ajuda em decisões jurídicas, a prevenção de crises no contexto familiar e ainda o acompanhamento familiar até a adaptação total do adotado a sua nova família.
3° Questão (Valor 2 ponto)
De acordo com o texto “Os Laços familiares no processo de guarda compartilhada” de Oliveira e Goulart (2016) diferencie guarda alternada de guarda compartilhada. 
R- A guarda alternada dá a possibilidade aos pais de alternarem o tempo que cada um ficará com seu filho entre dias, meses e até anos, ou seja, em um período o pai fica com o filho(a) e outro período a mãe fica com o filho(a) ou vice-versa.
A guarda compartilhada não tem alternação, pois ambos os pais se responsabilizam pelos filhos mesmo sem um relacionamento conjugal. segundo Oliveira e Goulart isso diminui possíveis traumas, incertezas, angustias e sofrimento que uma separação traria aos filhos e mesmo que seus pais não vivam juntos, o filho perceberá que a atenção a ele devida pelos dois não faltará.
4° Questão (Valor 2 ponto)
De acordo com Rodrigues e Jarger (2016) A alienação parental ainda é um assunto pouco conhecido por grande parte da população, porém é um problema bastante comum e recorrente que vem crescendo a cada dia nas famílias que se encontram em um ambiente de separação conjugal ou mesmo em famílias aparentemente estáveis, mas com recorrentes conflitos na conjugalidade. A partir do exposto explique o significado de Alienação Parental e cite três formas que exemplificam essa ação. 
R: A alienação parental consiste na interferência da formação psicológica da criança ou adolescente por parte dos genitores, avós ou