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Questões Comentadas Cespe - Gramática (Pacco)

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Vou deixá-los em paz . 
15. CERTO. O pronome oblíquo “lo” refere-se anaforicamente ao substanti-
vo “bem”. Lembre-se de que anáfora é a referência a um termo anterior.
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16. ERRADO. O pronome “lhe” de fato se refere a “homem”, entretanto 
não pode ser substituído por o. Este pronome exerce a função sintática 
de objeto direto; já o pronome “lhe” exerce contextualmente a função 
de objeto indireto. No trecho “inventar artefatos que lhe possibilitem, 
por exemplo, voar ou explorar o mundo subaquático”, a forma verbal 
“possibilitem” é transitiva direta e indireta. O pronome “lhe” é o objeto 
indireto; os verbos “voar” e “explorar” funcionam como o objeto direto. 
Portanto, se substituíssemos “lhe” por o, incorreríamos em erro gramati-
cal, uma vez que um verbo VTDI teria dois objetos diretos – o que seria 
totalmente incorreto.
17. CERTO. Os pronomes “se” e “si” foram usados em sua função reflexi-
va, ou seja, aquela em que o sujeito da oração pratica e recebe a ação. O 
uso repetitivo observado no período serve, estilisticamente, para reforçar 
a mensagem reflexiva, promovendo ênfase. Mas a retirada de “se” não 
causaria erro gramatical, uma vez que seu valor contextual é apenas esti-
lístico (aumento da expressividade).
18. ERRADO. A forma verbal “cerca” classifica-se, contextualmente, como 
transitiva direta. Exige, apenas, objeto direto. Sabe-se que “lhe” funciona 
como objeto indireto, portanto a substituição de “o” (objeto direto) por 
lhe tornaria o texto incorreto.
19. CERTO. O pronome pessoal de tratamento “você” é usado geralmente 
em referência ao interlocutor de uma mensagem, a pessoa com quem se 
fala. Modernamente, porém, esse pronome tem sido usado também com 
valor de “alguém”, “qualquer pessoa que...”, ou seja, expressando uma 
ideia de indeterminação, indefinição. É o que se observa no contexto.
20. CERTO. A substituição de “do” por daquilo pode ser feita contextual-
mente sem prejuízo gramatical ou semântico. Note-se que “o” na expres-
são “na raiz do que se pode chamar” não é artigo definido, e sim pronome 
demonstrativo, tanto que pode ser substituído por aquilo (também prono-
me demonstrativo) sem nenhuma alteração semântica ou erro gramatical.
21. ERRADO. Nesta questão, assim como na anterior, tem-se a substituição 
de um pronome demonstrativo por outro. A questão está errada por dizer 
que haveria prejuízo gramatical caso ocorresse a substituição de “dos” 
(preposição + pronome demonstrativo) por daqueles (preposição + pro-
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nome demonstrativo). Observe-se, mais uma vez, que “os’, na expressão 
“alívio dos que”, não é artigo (uma vez que não se refere a um substantivo), 
e sim pronome.
22. ERRADO. O pronome isso não retoma apenas parte do parágrafo, mas 
todo ele, a começar em “para ser democrático”.
23. ERRADO. O pronome relativo “cujo” estabelece relação sintático-se-
mântica entre “julgamento da Comissão de Anistia” e “resultado”. Ob-
serve que “o resultado” é do “julgamento”. Ressalta-se que cujo estabe-
lece relação de posse entre dois termos substantivos.
24. CERTO. No primeiro caso, o pronome relativo “que” exerce a função 
sintática de sujeito. No segundo, de adjunto adverbial. Para notar que são 
funções diferentes, basta observar que um está preposicionado e o outro 
não. Ressalta-se que o pronome relativo exerce a função sintática que 
o termo substituído exerceria se estivesse na oração em que o pronome 
relativo está.
25. ERRADO. No primeiro “que” destacado, tem-se um pronome relativo, 
que exerce a função sintática de sujeito. No segundo e terceiro casos, 
ocorrem duas conjunções integrantes, que não exercem funções sintáticas 
propriamente ditas. Servem, apenas, para introduzir orações subordina-
das substantivas. Portanto, o item está incorreto.
26. ERRADO. Na expressão “com que”, há um pronome relativo que subs-
titui a expressão antecedente “liberdade de escolha”. Tal pronome pode 
ser substituído contextualmente pela expressão com a qual sem que se 
incorra em erro gramatical, uma vez que a qual é também um pronome 
relativo e faz referência a um termo feminino. Note-se, ainda, que o uso 
da preposição “com” decorre da regência do verbo posterior: “contava”.
27. CERTO. De fato, há prejuízo gramatical. Apesar de ambas as expressões 
serem classificadas como pronome relativo, dos quais não pode substituir 
“cujos”, porque este pronome estabelece relação de posse entre dois 
termos substantivos – um anterior e outro posterior, o que não ocorre com 
os outros pronomes relativos (que substituem apenas um termo anterior). 
Observe-se, também, que “cujos” não está preposicionado e dos quais sim.
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28. ERRADO. Apesar de “os quais”, “cujos” e “que” serem todos prono-
mes relativos, a substituição do primeiro pelos outros contextualmente 
não pode ocorrer sem que se incorra em erro gramatical. Observe-se, por 
exemplo, que o pronome cujos estabelece relação de posse entre dois 
substantivos – um anterior e outro posterior, o que não ocorre com os 
outros pronomes relativos (que substituem apenas um termo anterior). 
Portanto, no lugar de “os quais” ou “que” não cabe “cujo” sem que se 
provoque erro gramatical ou alteração semântica.
29. ERRADO. No texto, “que” é um pronome relativo. Já a partícula quê 
(acentuada) classifica-se ora como substantivo ora como pronome inter-
rogativo. Veja-se: “Meu bem querer tem um quê de pecado...” (substantivo); 
“Eles se foram por quê?” (pronome interrogativo).
30. CERTO. O pronome relativo “onde” retoma contextualmente o termo 
“praças públicas”. Observe-se que tal pronome deve fazer referência a 
lugares – físicos ou imaginários.
31. CERTO. O pronome relativo cujo (e suas flexões) estabelece relação de 
posse entre dois substantivos distintos. Na expressão “área de tecnologia, 
cujo avanço permanente”, o pronome “cujo” estabelece uma relação que 
pode ser demonstrada claramente pela expressão o avanço permanente 
da área de tecnologia. E a expressão “o farmacoeconomista, cuja fun-
ção...” equivale semântica e sintaticamente a função do farmacoecono-
mista. A nosso ver, porém, o Cespe não deixou claro a que equivalên-
cia se referia. Há uma equivalência sintática e semântica, mas não uma 
equivalência formal, uma vez que não se podem substituir as expressões 
destacadas no texto pelas expressões sugeridas.
32. CERTO. No trecho “Cristovam Buarque desenhava um idílico mundo 
futuro, liberto das soberanias nacionais, em que tudo seria de todos...”, 
o pronome relativo destacado exerce a função de adjunto adverbial de 
lugar, retomando a expressão “mundo futuro” (que indica lugar). O 
pronome relativo onde caberia perfeitamente no lugar da expressão 
“em que”, uma vez que também indica lugar.
33. CERTO. Na expressão “Tivera uma peleteria numa cidade onde fazia um 
calor dos infernos ...”, o termo sublinhado exerce a função de adjunto 
adverbial de lugar. E o pronome relativo “onde” retoma esse antecedente.
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34. ERRADO. A questão afirma que a partícula “que” contextualmente é um 
pronome e exerce a função de sujeito. Isso não é correto. Tal partícula, no 
contexto, é uma conjunção integrante e introduz uma oração subordinada 
substantiva que funciona como complemento da forma verbal “disse”.
35. ERRADO. A gramática diz que o pronome indefinido “todo” tem um 
sentido se estiver seguido de artigo e outro se não estiver. A espressão 
todo o indica um ser, um lugar inteiro, completo. Já a expressão todo 
significa qualquer e dá ideia de vários seres. No trecho “10% da popula-
ção determinava os destinos de toda a cidade”, a expressão sublinhada dá 
ideia de a cidade inteira. Se retirássemos a partícula “a”, a ideia passaria 
a ser de qualquer cidade,