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Manual de Comunicacao Escrita Oficial do Parana

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Sem outro particular...
Circunscritos ao exposto...
Na correspondência tradicional, é comum a
despedida formar um único período com o fecho
do texto da carta.
Na certeza de contarmos com sua presença,
apresentamos a Vossa Senhoria nossas
atenciosas saudações.
Na expectativa de suas providências,
subscrevemo-nos atenciosamente.
Na correspondência moderna,
as fórmulas de despedida
restringem-se a algumas
palavras ou expressões,
caracterizadas pela sua
simplicidade e naturalidade.
Atenciosamente,
Atenciosas saudações,
Cordialmente,
Cordiais saudações,
Atualmente, há uma tendência
cada vez maior de se fechar o
texto propriamente dito com uma
frase independente, aparecendo
a despedida completamente
isolada:
Sua presença será para nós
motivo de profunda satisfação.
Cordialmente,
Nome.
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COMUNICAÇÃO ESCRITA OFICIAL
Manual de
do Estado do Paraná
(espaço para assinatura)
Nome,
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.
(espaço para assinatura)
Nome,
Ministro de Estado da Justiça.
Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente. Transfira
para essa página, ao menos, a última frase anterior ao fecho.
Observações
• Nas correspondências cerimoniosas dirigidas a altas autoridades (Governador, Ministro, etc.), pode-se
usar, na despedida, a fórmula Respeitosas saudações, uma vez que ela traduz exatamente a atitude
cabível (respeito) no trato com pessoas que ocupam esses cargos. Há, também, os que ainda costumam
apelar para aqueles fechos que já estão sendo banidos, tais como: Aproveitamos o ensejo para apresentar
a Vossa Excelência nosso protesto de elevada estima e distinta consideração. Trata-se de uma linguagem
arcaica e redundante em completa dissonância com a simplicidade, o dinamismo e o espírito de
permanente renovação que presidem o relacionamento empresarial e governamental.
• Se, numa situação especial (carta ou memorial a uma alta autoridade, por exemplo), for considerado
oportuno lançar mão desse tipo de fecho, deve-se lhe conferir, ao menos, uma roupagem mais moderna,
desvencilhando-o de seus termos arcaicos e redundantes: Aproveitamos a oportunidade para expressar
a Vossa Excelência nossa (elevada) consideração. Servimo-nos do ensejo para expressar a Vossa
Excelência nosso (elevado, respeitoso) apreço.
• Pode-se criar uma despedida original, descontraída e personalizada, desde que se harmonize com o
tom geral da carta. É preciso, no entanto, muito cuidado para não se tornar vulgar ou ridículo.
„ Lembretes
• Trate todas as pessoas com a máxima cortesia.
• Responda sem demora às correspondências recebidas.
• Antes de escrever, reuna todos os dados necessários.
• Vá diretamente ao assunto, pois os receptores são pessoas ocupadas.
• Seja claro e conciso, pois assim economizará o tempo do receptor e o seu próprio.
• Revele, em sua carta, que você tem em mente os interesses do destinatário.
• Seja original: evite as expressões rotineiras, vagas e confusas.
• Mostre simpatia e compreensão: evite controvérsias e antagonismos.
• Não se gabe de estar sempre com a razão: você também pode equivocar-se.
• Se é preciso apresentar queixas, evite o tom ofensivo que pode resultar em reações indesejáveis
e prejudiciais.
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• Em vez de censurar, peça explicações.
• Consulte seguidamente o dicionário, para certificar-se de que as palavras têm efetivamente o significado
que você lhes atribui.
• Examine cópias de cartas suas e de outros e procure encontrar-lhes uma redação melhor. Escreva para
expressar-se, não para impressionar.
• Não faça borrões nem rasuras, que ferem a apresentação da correspondência e depõem contra a
organização.
• Lembre-se: uma carta bem redigida assegura bons resultados.
3.2 PRONOMES DE TRATAMENTO
O uso de pronomes e locuções pronominais de tratamento tem larga tradição na língua portuguesa. De
acordo com Said Ali (1964, p.93-94), após serem incorporados ao português os pronomes latinos tu e vos, como
tratamento direto da pessoa ou pessoas a quem se dirigia a palavra, passou-se a empregar, como expediente
lingüístico de distinção e de respeito, a segunda pessoa do plural no tratamento de pessoas de hierarquia
superior. A partir do final do século XVI, esse modo de tratamento indireto já estava em voga também para os
ocupantes de certos cargos públicos. Vossa mercê evoluiu para vosmecê e, depois, para o coloquial você. E o
pronome vós, com o tempo, caiu em desuso. É dessa tradição que provém o atual emprego de pronomes de
tratamento indireto como forma de dirigirmo-nos às autoridades civis, militares e eclesiásticas.
3.2.1 Concordância com os pronomes de tratamento
Os pronomes de tratamento apresentam certas peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal
e pronominal. O verbo e os pronomes devem estar na terceira pessoa. Ex.: “Na expectativa de seu
comparecimento, apresentamos a Vossa Senhoria nossas atenciosas saudações”; “Vossa Excelência e sua
comitiva serão nossos convidados”.
É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução como seu núcleo sintático: “Vossa
Senhoria nomeará o substituto”; “Vossa Excelência conhece o assunto”.
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre da terceira
pessoa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não Vossa ... vosso...).
Quanto aos adjetivos que se referem a esses pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo
da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, se nosso interlocutor for
homem, o correto é Vossa Excelência está atarefado, Vossa Senhoria deve estar satisfeito; se for mulher, Vossa
Excelência está atarefada, Vossa Senhoria deve estar satisfeita.
Quanto à grafia (por extenso ou abreviada) das formas de tratamento: não há normas rígidas nesse
particular, à exceção da fórmula de tratamento para Presidente e Vice-Presidente da República. Quanto aos
demais destinatários (autoridades e particulares em geral), existem algumas recomendações internas a certos
órgãos. A forma por extenso demonstra maior respeito, sendo recomendável em correspondência mais formal
ou cerimoniosa.
Na correspondência interna e na externa mais informal, nada impede que se abrevie a forma de tratamento.
Na correspondência interna informal, isto é, aquela trocada sobre assuntos de rotina entre chefes de seções,
chega-se a omitir as formas de tratamento, substituindo-as pelos pronomes pessoais oblíquos da terceira pessoa.
Ex.: “Comunico-lhe que...”.
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Alguns autores não recomendam o uso, no corpo da correspondência, dos pronomes possessivos (seu,
sua) e das formas pessoais oblíquas (o, lhe) em substituição às formas de tratamento.
Outros, no entanto, não vêem nenhum inconveniente no emprego desses pronomes com a finalidade de
se evitar a repetição das formas de tratamento. O aconselhável parece ser que se empreguem as formas de
tratamento na introdução e no fecho, usando-se no corpo da correspondência, sempre que se fizerem necessárias,
as formas pronominais seu, sua, o e lhe.
Na comunicação oficial, quando quem a subscreve representa o órgão em que exerce suas funções,
será preferível o emprego da primeira pessoa do plural. Ex.: “Comunicamos a Vossa Senhoria...”; “Temos a honra
de convidar Vossa Excelência para....”; “Encaminhamos a Vossa Senhoria, em anexo,...”.
Quando o ato contiver assunto de responsabilidade exclusiva e pessoal de quem o assina, aí, então, caberá
o emprego da primeira pessoa do singular: Ex.: “Atesto, para fins de...”; “Em cumprimento ao despacho ...”;
“Certifico que...” (BELTRÃO,1993, p.72-75).
„„„„„ Dicas
• “Vossa” é empregado para a pessoa com quem se fala, a quem se dirige a correspondência. Ex.:
“Tenho a honra de convidar Vossa Excelência para...