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Bases da Oftalmologia I

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nubladas. Esse processo pode atingir os dois 
olhos e a identificação é o primeiro passo na abordagem à catarata. A compreensão do efeito da catarata 
na qualidade de vida do paciente e o discernimento médico de quando intervir também são muito 
importantes, pois são os aspectos diferenciais de uma consulta mais personalizada e humana. 
Diagnostico: é realizado pelo exame de biomicroscopia. Abaixo um vídeo mostrando o exame, quando a 
catarata é diagnosticada pelo especialista em catarata. 
Outros exames também podem ser solicitados como: 
• Tonometria; 
• Mapeamento de retina; 
• Microscopia especular; e 
• Biometria, que é o cálculo do número da lente que vai dentro do olho. 
O tratamento da catarata não precisa ser imediato, entretanto, é essencialmente cirúrgico e consiste na 
remoção do cristalino opacificado e sua substituição por uma lente intra-ocular. 
 
 
 
 
 
 
 
HM V – ESTAÇÃO OFTAMO- KATARINA ALMEIDA DIAS 
 
 
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GL AUCOMA 
Glaucoma não é uma doença única, mas 
sim um grupo de doenças que resultam na 
lesão no nervo óptico, o responsável por 
levar os estímulos visuais captados pelos 
olhos até o cérebro. Com o nervo óptico 
lesado, as imagens captadas pelos olhos 
não chegam cérebro e o resultado é a 
cegueira. 
O glaucoma é a principal causa de cegueira 
irreversível no mundo. A cegueira pela 
catarata é mais comum que pelo glaucoma, 
mas ela é uma causa de cegueira reversível. 
Sintomas 
O glaucoma do ângulo estreito ocasionalmente pode apresentar sintomas, como fisgada no olho, 
associada a olho vermelho, borramento temporário da visão e percepção de halos coloridos ao redor de 
luzes. Porém, na maioria dos casos, o glaucoma evolui lentamente, sem que o paciente perceba. O 
diagnóstico precoce só é feito em exame oftalmológico preventivo. 
TIPOS DE GLAUCOMA 
Existem diversos tipos de glaucoma, mas há quatro deles que são os mais comuns: 
Glaucoma primário de ângulo aberto - também conhecido como “glaucoma crônico simples” afeta 
geralmente as pessoas acima dos 40 anos e representa 80% dos casos. Ocorre aumento da pressão ocular 
que pode ser assintomático (não apresenta sintomas); 
Glaucoma primário de ângulo fechado - a principal característica é que há um aumento súbito da pressão 
intraocular, turvamento da visão e dor intensa neste olho afetado; 
 
Glaucoma congênito - é mais raro e acontece em recém-nascidos e crianças. Os sintomas são 
principalmente assimetria do tamanho dos olhos e diminuição do brilho ocular; 
 
Glaucoma secundário - é decorrente de outras doenças como diabetes, cataratas, entre outras. 
COMO DIAGNOSTICAR E TRATAR O GLAUCOMA? 
Existem dois sinais do glaucoma: a pressão intraocular acima da média e as alterações no nervo ótico, 
ambos perceptíveis somente ao exame do oftalmologista. Esses fatores podem contribuir no diagnóstico 
da doença. 
O tratamento do glaucoma varia de acordo com a manifestação no paciente. Geralmente o tratamento é 
clínico, realizados com colírios e medicamentos via oral. Em alguns casos é necessária a intervenção 
cirúrgica ou a laser. 
 
 
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RETINOPATIA DIABÉTICA 
A diabetes é uma doença complexa e progressiva que afeta os vasos sanguíneos do olho. Um material 
anormal é depositado nas paredes dos vasos sanguíneos da 
retina que é a região conhecida como "fundo de olho", 
causando estreitamento e às vezes bloqueio do vaso 
sanguíneo, além de enfraquecimento da sua parede – o que 
ocasiona deformidades conhecidas como micro-
aneurismas. Estes micro-aneurismas freqüentemente 
rompem ou extravasam sangue causando hemorragia e 
infiltração de gordura na retina. Existem duas formas de 
retinopatia diabética: exsudativa e proliferativa. Em ambos 
os casos, a retinopatia pode levar a uma perda parcial ou 
total da visão. 
» Retinopatia Diabética Exsudativa: ocorre quando as hemorragias e as gorduras afetam a mácula, que é 
necessária para a visão central, usada para a leitura. 
» Retinopatia Diabética Proliferativa: surge quando a doença dos vasos sanguíneos da retina progride, o 
que ocasiona a proliferação de novos vasos anormais que são chamados "neovasos". Estes novos vasos 
são extremamente frágeis e também podem sangrar. Além do sangramento, os neovasos podem 
proliferar para o interior do olho causando graus variados de destruição da retina e dificuldades de visão. 
A proliferação dos neovasos também pode causar cegueira em conseqüência de um descolamento de 
retina. 
Causas :O diabetes melittus é o fator desencadeante desta doença, na qual o corpo humano não pode 
fazer uso adequado de alimentos, especialmente de açúcares. O problema específico é uma quantidade 
deficiente do hormônio insulina nos diabéticos. 
 Tratamentos: O controle cuidadoso da diabetes com uma dieta adequada, uso de pílulas 
hipoglicemiantes, insulina ou com uma combinação destes tratamentos, que são prescritos pelo médico 
endocrinologista, são a principal forma de evitar a Retinopatia Diabética. 
• Fotocoagulação por raios laser: é o procedimento pelo qual pequenas áreas da retina doente são 
cauterizadas com a luz de um raio-laser na tentativa de prevenir o processo de hemorragia. O 
ideal é que este tratamento seja administrado no início da doença, possibilitando melhores 
resultados por isso é extremamente importante a consulta periódica ao oftalmologista. 
PTERÍGIO 
É uma pequena membrana avermelhada (fibro-vascular) que cresce sobre a córnea (parte anterior 
transparente do olho). Popularmente conhecida como “carne 
no olho”. O pterígio geralmente invade a córnea por seu lado 
nasal (lado mais próximos do nariz), mas também pode surgir 
do lado temporal (lado mais próximos da orelha) ou em outras 
localizações. 
A córnea é uma membrana transparente localizada na 
superfície do globo ocular e não apresenta vasos sanguíneos nem opacidades, o que possibilita a 
passagem da luz através dela. Já no caso do pterígio a membrana que alastra-se para a córnea apresenta 
vasos sanguíneos e tecido fibroso, podendo dificultar assim a visão por tornar a córnea opaca (leucoma) 
e causar a distorção da curvatura desta (astigmatismo) 
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Sintomas do Pterígio 
• Sensação de areia nos olhos; 
• Ardência; 
• Episódios de dor e coceira; 
• Olho vermelho; 
• Membrana que cresce em direção à íris. 
Tratamento 
O crescimento do pterígio é benigno, porém, quando seu desenvolvimento é contínuo, são indicados 
procedimentos cirúrgicos para evitar que a membrana chegue à pupila e afete a visão. Pessoas que se 
submetem à exposição solar excessiva podem voltar a ter pterígio, mesmo após a intervenção cirúrgica.