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Produção e interpretação de texto - Parte 2

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Produção e interpretação de texto – Parte 2
Na sequência, seguem-se algumas observações relacionadas aos erros corriqueiros ocorridos nas dissertações escolares, bem como os cuidados importantes de serem observados para atingir a qualidade necessária da sua redação dissertativa.
Concordância Nominal e Verbal
· “Fazem” dez anos. O verbo fazer, quando corresponde a passagem de tempo, é impessoal: Faz quatro anos. / Fazia 3 séculos. / Fez 20 dias.
· “Existe” muitas pessoas desempregas no Brasil. O verbo existir é pessoal, portanto, deve ser flexionado normalmente no plural. Existem muitas pessoas desempregadas no Brasil.
· “Houveram” diversos problemas. O verbo haver, no sentido de existir, também é invariável. Houve diversos problemas. / Havia muitos candidatos para a vaga de estágio. / Deve haver muitas pessoas naquela confraternização.
· “Aluga-se salões comerciais”. O verbo deve concordar com o sujeito passivo: Alugam-se salões comerciais. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se casas. / Procuram-se empregos.
· “Obrigado”, disse ela. Obrigado deve concordar com o gênero do emissor. Assim: “Obrigada”, disse ela. / Obrigado pela gentileza, disse ele.
· Perdi “meu óculos”. A concordância deve ocorrer no plural: meus óculos, os óculos. De forma análoga: Meus parabéns, meus pêsames, nossas férias, felizes núpcias.
· Comprei “uma” grama de ouro. Grama, unidade de medida, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas, duzentos gramas de presunto.
· “Tratam-se” de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores atletas. / Precisa-se de funcionários. / Conta-se com os amigos.
· “Fica” você com ela. Fica é imperativo do pronome tu. Assim sendo, para a terceira pessoa, o adequado é fique: Fique você com ela.
· A realidade das meninas “podem” mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Então, o correto é: A realidade das meninas pode mudar.
· Ela era “meia” boba. O termo meio, advérbio, é invariável: meio boca, meio inteligente.
· Ela foi uma das que “chegou” antes. Com relação a um dos que e uma das que, a concordância é no plural: Ela foi uma das que chegaram antes. (Das que chegaram antes, ela foi uma delas).
· Meio dia e “meio”. O correto é meio dia e meia, assim como nove e meia, dez e meia.
· Pintou a parede do seu quarto em tons “pastéis”. Nome de cor, quando expresso por substantivo, é invariável: Tons pastel, blusas cinza, gravatas creme, blusas rosa. Se o nome de cor for adjetivo, a concordância no plural é normal: calças azuis, fitas verdes, canetas pretas.
· Acordos “políticos-partidários”. Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários.
· Eles “tem” razão no que falam. No plural, têm é acentuado. Tem é a forma do singular. De forma análoga, o mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.
· Ela “mesmo” fez os pães. O termo mesmo, quando equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) fez os pães.
· Se eu “ver” você no parque... O correto é: Se eu vir você no parque.
· Já “é” 12 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam. Já são 12 horas. / Já é (e não “são”) uma hora, já é meio-dia, já é meia-noite.
· A gente “fomos” ao restaurante. Deve-se realizar a concordância normal com a terceira pessoa: a gente foi ao restaurante. O pessoal aplaudiu. A turma decidiu. Mas: A turma de alunos decidiu (ou decidiram).
· A temperatura na cidade chegou a 0 “graus”. Zero indica singular sempre: Zero grau, zero hora.
· “Causou-me” raiva suas palavras. De acordo com a norma culta: Causaram-se raiva suas palavras. Atenção: é frequente a concordância indevida quando o verbo se encontra antes do sujeito.