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Redes sociais: os 6 graus de separação e os 3 graus de influência

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Redes sociais: os 6 graus de separação e os 3 graus de influência

Descobertas científicas mostram que o número de intermediários que separam duas pessoas quaisquer e o alcance da influência social de um indivíduo ocorrem numa escala muito mais surpreendente do que, a priori, se poderia imaginar.


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Muito antes de Zuckerberg brincar de criar redes sociais virtuais, diversos pesquisadores já investigavam a natureza estática e dinâmica das redes sociais reais. Algumas das descobertas mais instigantes nesse campo mostram que as interações humanas promovem a emergência de propriedades bem curiosas:


1) Os 6 graus de separação

Descoberta por Stanley Milgram em 1967[1] e formalizada matematicamente por Watts e Strogatz em 1998[2] essa propriedade informa-nos que duas pessoas quaisquer estão separadas por um número extraordinariamente pequeno em relação ao tamanho da rede em que ambos estão presentes. Nos experimentos das cartas de Milgram ele notou que em média há 6 contatos intermediários que separam duas pessoas quaisquer. Em redes sociais como o facebook esse número médio é de cerca de 4 graus de separação[3]. É justamente em decorrência dessa pequena escala que emerge o outro nome popular: Teoria do Mundo pequeno.

[1] Stanley Milgram. "The small world problem." Phychology Today 1.1 (1967): 61-67.

[2] Watts, Duncan J., and Steven H. Strogatz. "Collective dynamics of ‘small-world’networks." nature 393.6684 (1998): 440.

[3] Backstrom, Lars, et al. "Four degrees of separation." Proceedings of the 4th Annual ACM Web Science Conference. ACM, 2012.



2) Os 3 graus de influência

Christakis e Fowler descobriram que a influência social de indivíduos estende-se não somente aos amigos (grau 1) e amigos dos amigos (grau 2), mas também aos amigos dos amigos dos amigos (grau 3) que podem ser indivíduos que você nem mesmo conhece. Como revisado no artigo [1] e no livro [2], a descoberta desse fenômeno ocorreu em uma série de investigações em redes reais sobre contágios comportamentais relacionados a obesidade, cooperação, tabagismo e positividade.

[1] Christakis, Nicholas A., and James H. Fowler. "Social contagion theory: examining dynamic social networks and human behavior." Statistics in medicine 32.4 (2013): 556-577.

[2] Christakis, Nicholas A., and James H. Fowler. Connected: The surprising power of our social networks and how they shape our lives. Little, Brown, 2009.