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Resumo Hipertireoidismo

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CONCEITOS IMPORTANTES 
Tireotoxicose: excesso de hormônios tireoidianos por outros processos (como medicamento ou processos •
inflamatórios), com ou sem hipertireoidismo. 
Hipertireoidismo: há uma hiperfunção, aumento na produção e liberação de hormonios tireoidianos. Todo •
hipertireoidismo leva à tireotoxicose. 
Idosos e crianças apresentam variações no quadro clinico, geralmente mais discretos. •
 
CLASSIFICAÇÃO TIREOTOXICOSE 
Associada ao Hipertireoidismo 1.
Secreção excessiva de TSH A.
Adenoma Hipofisário a.
Estímulo anormal da tireoide B.
Doença de Graves a.
Tumores Trofoblásticos b.
Induzida pelo iodo (Jod-Basedow) c.
Tecido tireoideo autônomo C.
Adenoma tóxico a.
Bócio multinodular tóxico b.
Não-associada ao hipertireoidismo 2.
Doença Inflamatória A.
Tireoidite Subaguda a.
Uso de amidarona b.
Fonte extratireoidea de hormônio B.
Factícia: ingerindo hormônio em dose supraelevada. a.
Estroma ovariano: desenvolvimento de tecido tireoidiano no ovário. b.
 
QUADRO CLÍNICO 
Agitação, irritabilidade e ansiedade. •
Bócio •
Piscar frequentemente. •
Exoftalmia bilateral e hiperemia conjunctival. •
Taquicardia, palpitação. •
Hipertensão divergente (Sistólica e diastólica muito discrepantes). •
Mão úmidas e tremor fino. •
Hipermenorreia e hiperdefecação. •
Hiperreflexia. •
 
DIAGNÓSTICO SINDROMICO 
Eixo Hipotalamo-Hipófise-Tireoide •
Hipertireoidismo Clínico Primário: TSH suprimido e T4/T3 altos. ◦
Hipertireoidismo Sub-Clínico Primário: TSH suprimido e T4/T3 normais. ◦
Hipertireoidismo Secundário: TSH normal e T4/T3 altos. ◦
 
 
ETIOLOGIA COM HIPERTIREOIDISMO 
Doença de Graves 1.
Doença Autoimune com estimuladores de receptor do TRAb A.
Estimulante 
O TRAb vai no receptor da tireoide onde o TSH iria se B.
encaixar, prejudicando o feedback negativo. 
Associa-se a outras doenças, como Tireoide de Hashimoto, C.
DM1, Anemia, Doença de Addison, Lúpus e Artrite 
Reumatóide. 
Forte fator genético. D.
O mesmo TRAb se liga aos receptores oculares, os inflama e causa Exoftalmia. E.
O TRAb causa bócio, dermopatia (aspecto de casca de laranja nas pernas), acropatia (baqueamento nos dedos F.
das mãos). 
Bócio Multinodular 2.
Em áreas carente de iodo, formam-se nódulos que com o passar do tempo ganham autonomia. A.
Na cintilografia, é típico encontrar os nódulos mais quentes. B.
Bócio Unimodular/Doença de Plummer 3.
Comum em idosos. A.
Nódulo hiperfuncionante maior de 3cm que causa tireotoxicose. B.
Tireotropinoma 4.
Muito raro. A.
Adenoma hipofisário produtor de TSH, resistente ao hormônio tireoidiano, produzindo mais TSH, mais T4 e B.
T3. 
Induzido pelo iodo (Jod-Basedow) 5.
Suplementação ou dieta inadequada, gerando funcionamento exacerbado da tireoide. A.
Tumores Trofoblásticos 6.
Quando os espermatozoides fertilizam óvulos sem núcleo e DNA, gerando altos níveis de HCG, aumentando a A.
produção do hormônio da tireoide devido sua semelhança. 
Arruma Ovarii 7.
Benigno e unilateral. A.
Causa hiupertireoidismo, ascite e derrame pleural. B.
Metástases 8.
Tireoglobulina alta. A.
 
EXAMES COMPLEMENTARES 
Dosagem TSH e concentrações séricas T4 e T3. 1.
Dosagem de anticorpos (TRAb, Anti TPO e Anti TG) - mesmo em caso negativo, não é possível descartar Doença de 2.
Graves. 
USG de Tireóide 3.
Cintilografia: com hipertireoidismo, a tireoide fica destacada (quente). Sem hipertireoidismo, fica fria. 4.
Ressonância Nuclear de Hipófise - TSH normal ou elevado. 5.
 
TRATAMENTOS 
Beta-bloqueador - controle de sintomas causados pelo receptores adrenérgicos. •
Tionamidas: Metmazol inibe a TPO e impede a formação do T3 e do T4. •
Radiodoterapia: evolução e resposta mais rápida (3 meses) do que as tionamidas. •
Cirurgia •
Em caso de Crise Tireotóxica, é preciso impedir a conversão para T3 usando: •
Tionamidas ◦
Propanolol ◦
Corticoide ◦
Iodeto ◦