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Este e-book foi produzido para solidificar seus conhecimentos 
sobre crenças, como elas são formadas e o que pode ser feito 
para reprogramá-las. Para mais informações, indicamos o livro 
Poder e Alta Performance® do PhD em coaching Paulo Vieira.
_________________________________________________________________________________
Sabe aquela amiga, gente boa, educada, esforçada, bem-
sucedida na carreira, mas que sempre acaba atraindo parceiros 
problemáticos? Ela não está destinada a sempre encontrar 
rapazes que a colocam para baixo, que não a valorizam ou a 
fazem sofrer. O que ela precisa, na verdade, é mudar as suas 
crenças limitantes. 
E aquele colega, otimista, que, apesar das adversidades, sempre 
acha que tudo dará certo? Ele costuma achar que a vida só traz 
boas oportunidades e deve ser grato por cada detalhe do dia. 
Essa pessoa possui a crença de que tudo vai dar certo, de que 
é possível. Neste caso, o que ele tem de diferente é a forma de 
encarar a realidade. Talvez nem tenha uma vida cheia de sorte, 
mas, por encarar assim, vê uma oportunidade em cada vivência. 
Assim como os resultados das pessoas acima, os seus também 
são determinados pelas suas crenças. Nas próximas páginas você 
aprender muito mais sobre isso.
O cérebro humano possui uma vasta rede de neurônios que 
se conecta a outras várias redes. É essa conexão que gera a 
programação mental, responsável pelo seu comportamento e 
por toda resposta dada aos estímulos recebidos. Nessa região 
você guarda tudo aquilo que aprendeu durante a sua vida, 
incluindo hábitos, estilo de vida e atitudes. Também podemos 
chamar essa programação mental de crenças.
Por exemplo, você cresceu ouvindo seus pais sempre falarem 
que é necessário trabalhar “duro”, pois “a vida é difícil mesmo”? 
Logo, devido à frequência desses estímulos, você, de fato, 
acabou assimilando essas informações como verdades. Sendo 
assim, como toda crença é autorrealizável, você produzirá essa 
realidade fazendo, inconscientemente, escolhas que atrairão 
resultados semelhantes ao que você acredita ser, merecer, ter.
PARA QUE UMA CRENÇA SEJA INSTAURADA, 
É NECESSÁRIO VIVENCIAR ESTÍMULOS 
(ATRAVÉS DA VISÃO, AUDIÇÃO E SENTIDO), 
SOB FORTE IMPACTO EMOCIONAL OU DE 
FORMA REPETIDA, FREQUENTE.
Você já vivenciou alguma situação traumatizante quando era 
criança? O que você ouvia, sentia e via frequentemente dos seus 
pais, dos seus avós ou de pessoas importantes para você? Entender 
isso é importante para que você conheça quais crenças guiaram todo 
o seu crescimento e quais delas regerão seus resultados futuros. 
Nossa existência é determinada pelas nossas maiores certezas e 
nossas convicções mais profundas - sejam sobre nós ou sobre o 
mundo que nos cerca. Em suma, o que fazemos, como nos vemos, 
com quem nos relacionamentos ou quem somos é determinado 
pelas nossas crenças. 
Vale lembrar que as crenças que nos foram inculcadas 
primordialmente do nascimento até os 12 anos determinam a 
vida que levamos hoje, pois é nessa fase que aceitamos com mais 
facilidade as informações como verdades. 
Perceba que as crenças que falamos aqui não se referem a credos 
religiosos, e sim a circuitos neurais - a extensa conexão entre redes 
de neurônios que estipulam a forma como você vai agir, se comportar 
e responder aos estímulos externos do mundo. 
Elas são completamente determinantes. É a sua crença que define 
se você é mais paciente ou impaciente, saudável ou doente e, 
principalmente, se é uma pessoa vencedora ou não. Mas lembre-se, 
elas podem ser mudadas.
Quais programações, quais visões definem seu comportamento, 
a forma como você encara o mundo ou o que você sente?
Para que você saiba como mudar as crenças que te prejudicam, 
é necessário saber como elas são produzidas.
TODA CRENÇA É ALIMENTADA PELAS IMAGENS 
QUE VIMOS, SONS E FALAS QUE OUVIMOS E PELAS 
SENSAÇÕES QUE SENTIMOS. ATRAVÉS DOS ATOS DE 
COMUNICAR, PENSAR E SENTIR.
Crenças são resultado da nossa vivência em família, da moral, 
dos valores e da ética que nos foram transmitidos durante os 
primeiros anos da nossa vida. Crenças são autorrealizáveis, 
contudo, isso não implica que seremos assim por toda a nossa 
existência. É completamente possível mudar este panorama.
EXERCÍCIO: Pegue um papel, anote as respostas das 
seguintes perguntas:
• O que você mais sentiu, ouviu ou falou quando mais novo? 
• Eram palavras de amor, de confiança e de validação? 
• Ou eram críticas frequentes, brigas e desentendimentos? 
Lembre-se de cada fase da sua vida, pontue mentalmente quais 
eram as principais palavras e mensagens recebidas, isso pode 
fazer a diferença no seu processo de mudança.
A GRANDE TOTALIDADE DAS CRENÇAS QUE FORMAM 
A IDENTIDADE DO INDIVÍDUO SÃO PRODUZIDAS ATÉ OS 
12 ANOS. AS INFORMAÇÕES QUE CHEGAM DEPOIS DA 
INFÂNCIA E DA PUBERDADE TAMBÉM VÃO FORMAR O 
SISTEMA DE CRENÇAS, MAS COM MENOS INTENSIDADE. 
DAÍ A CERTEZA DE QUE OS DOZE PRIMEIROS ANOS DE 
VIDA DE UMA CRIANÇA SÃO DETERMINANTES PARA A 
FORMAÇÃO DO INDIVÍDUO.
As crenças se formam através de dois processos: por meio da Matriz 
Passiva e da Matriz Ativa. Aqui, você entenderá detalhadamente 
como o processo ocorre. 
1. MATRIZ PASSIVA DE FORMAÇÃO DE CRENÇAS
Esse é um processo do qual não temos consciência. Um grande exemplo 
disso é o caso de uma criança após o nascimento. A informações 
chegam a ela de forma absoluta, semelhante a grandes verdades. Uma 
boa comparação é entre um CD virgem e uma criança recém-nascida: 
ambos estão prontos para receber toda a programação de forma 
passiva, sem criticar a importância ou a veracidade da informação, 
apenas a recebem e imprimem em seus arquivos. 
É muito importante lembrar que, ao nascer, a criança não possui crenças 
– por conseguinte, não possui filtros que selecionam as informações 
que lhe chegam. No entanto, dia a dia, após o nascimento, as crenças 
se formam e são fortalecidas na mente da criança.
De 6 a 8 anos, o primeiro bloco de crenças é sedimentado; aos 12 
anos, as crenças desse pré-adolescente estão completas, e nelas está 
impresso quem ela é, seu valor, suas capacidades, seu amor-próprio, 
sua autoimagem e tudo o mais que forma o caráter, a personalidade, 
a atitude, o estilo e o comportamento desse jovem e do adulto que 
ele se tornará
COMO FUNCIONA A MATRIZ PASSIVA
Acompanhe a matriz passiva de formação de crenças, vamos iniciar 
pelas informações sensoriais (visão, audição e sensação) que a 
criança recebe passivamente, sem ter como se defender delas por 
não possuir crenças, muito menos racionalidade para entender e 
analisar os estímulos. A repetição dos estímulos sensoriais (visão, 
audição e sensação) recebidos pela criança produz o senso comum, 
que é a primeira suposta compreensão do mundo que a cerca. 
Mantendo esses estímulos e essas informações sensoriais, o senso 
comum se fortalece e vira uma opinião, que etimologicamente 
significa “ideia confusa a respeito da realidade”.
A continuidade do recebimento dos estímulos transforma a 
opinião em uma convicção, que é algo real e factível. Se os mesmos 
estímulos forem mantidos, a convicção se transforma por fim em 
uma crença, que nada mais é do que o programa mental que rege 
nossa vida e nosso destino. E, como já falei várias vezes, toda 
crença é autorrealizável. Ela simplesmente vai acontecer; seja 
agora, amanhã, seja no futuro.
Outra característica da crença é que ela nos aproxima do que 
combina com ela. Assim, uma pessoa com crenças medíocres 
vai buscar pessoas medíocres para conviver. Pessoas medíocres 
também gostam de programas de TV, músicas e lugares medíocres. 
E essa combinação VAS retroalimenta e fortalece as crenças, 
reiniciando o ciclo de formação destas. Toda essa explicação foi 
para mostrar a importância da seletividade para formação de 
crenças. O ditado diz: “Diz-me com quem tu andas e direi quem 
tu és.” Ofereço um complemento a esse ditado: “Diz-me com 
quem tu andas, o que tu vês e assistes, o que ouves e a que tipo 
de sensação te expões, e eu direi quemtu és.” 
Diferentemente das crianças, você pode e deve se responsabilizar 
por tudo o que lhe chega, selecionando e buscando o que agrega 
e fortalece sua estrutura emocional.
2. MATRIZ ATIVA DE FORMAÇÃO DE CRENÇAS
A segunda forma de promover mudanças rápidas, mas agora com 
consciência, é mergulhar e interferir na matriz ativa de formação de 
crenças, primeiro comunicando (1) de forma positiva e vitoriosa, para 
em seguida alterar os pensamentos (2) e consequentemente alterar 
de forma positiva os sentimentos (3), os quais, se mantidos, gerarão 
novas crenças (4) que, por sua vez, produzirão novos resultados de vida.
Decerto a comunicação é o ponto mais fácil a mudar na matriz. Tenho 
visto muitas pessoas buscarem o sucesso profissional apenas através 
da capacitação intelectual, trabalham unicamente o lado esquerdo do 
cérebro com mais cursos, mais graduações e pós-graduações. 
Depois de finalizada a etapa de formação intelectual, descobrem que, 
apesar das oportunidades que surgiram (ou não), elas continuam 
realizando apenas as mesmas coisas que realizavam antes da 
maratona intelectual, e continuam recebendo praticamente os 
mesmos salários de antes. Diante do desafio e da frustração pelos 
resultados obtidos, alguns começam a perceber que apenas o 
conhecimento técnico/intelectual não os torna mais realizados. 
Descobrem que tantas informações, para terem valor, de fato, 
precisam ser colocadas em prática. 
Entretanto, para colocar esse cabedal de informações intelectuais em 
prática, essa pessoa precisa de iniciativa, coragem, empreendedorismo, 
trabalho em equipe, liderança. Ela precisa controlar suas emoções, 
administrar seus sentimentos, comunicar-se e relacionar-se melhor 
com os outros – enfim, ela precisa de crenças construtoras da 
inteligência emocional. Contudo, todos esses atributos não são 
ensinamentos intelectuais nem técnicos, eles não são ensinados nos 
bancos das universidades ou nos colégios. 
Eles foram e continuam a ser impressos em nossa mente através 
das experiências que tivemos e dos significados que demos a 
cada uma dessas experiências. Outras pessoas buscam o sucesso 
profissional dobrando ou quase triplicando a carga diária de 
trabalho, subtraindo o tempo que têm com a família. Elas deixam 
a saúde em segundo plano, alimentam-se de qualquer maneira e a 
qualquer hora, priorizam apenas as relações e ações profissionais, 
isso com a esperança de que apenas trabalhar muito seja a garantia 
de prosperidade.
Depois de algum tempo, em muitos casos, essa pessoa se vê 
cansada, fatigada e até dilacerada de tanto trabalho e, no entanto, 
o sucesso profissional tão almejado não veio, o sucesso que 
acreditava ser proporcional ao trabalho não aconteceu. Isso porque 
ela não mudou de dentro para fora.
“A certeza é que, para mudarmos qualquer aspecto externo 
de nossa vida (casamento, finanças, profissão, saúde, 
entre outros), precisamos mudar antes as nossas crenças e, 
consequentemente, mudar nossa vida.”
(Paulo Vieira)
Existem formas de potencializar as mensagens formadoras de crenças. 
Aqui você entenderá o que pode facilitar essa mudança e o que pode 
atrapalhar.
LINGUAGEM EXTERNA
A linguagem externa é composta por postura, gestos, voz, palavras, 
expressões faciais, e tudo o mais que outra pessoa pode ver, ouvir e 
sentir (sensação). E levando em conta o pressuposto que diz que mente 
e corpo fazem parte do mesmo sistema cibernético, quando alteramos 
a comunicação do corpo, alteramos também a mente e vice-versa.
Quando você for capaz de controlar sua fi siologia (comunicação 
externa), será capaz de modifi car seus pensamentos e sentimentos. 
E quem controla pensamentos e sentimentos, controla a própria vida.
(Charles M. Schulz – Tirinha Peanuts)
EXERCÍCIO: 
O que você vem comunicando através dos seus gestos, postura e 
semblante? Para que você ponha em prática o que foi aprendido 
neste tópico, sugerimos que você alinhe sua fisiologia à sua 
mudança (e se “policie” quando não estiver agindo da forma 
como gostaria). 
• PASSO 1: Qual o seu objetivo? (Exemplo: Ser rico)
• PASSO 2: Analise se sua comunicação não-verbal está coerente 
com o seu objetivo (Exemplo: Ajo como alguém rico, vivo de acordo 
com as minhas possibilidades e compartilho com o próximo sem 
medo da escassez?)
• PASSO 3: Sempre que notar não estar comunicando as coisas 
certas, não se culpe, volte e comece novamente. Em pouco 
tempo, você estará mudando não somente a sua postura, mas 
seus pensamentos e sentimentos também.
LINGUAGEM INTERNA
A linguagem Interna é composta pelos pensamentos, diálogos 
internos, imaginação, que, por sua vez, determinam nossos 
sentimentos e resultados. No CIS, temos ferramentas 
para alterar tanto a Comunicação Externa como também a 
Comunicação Interna.
“Tudo o que somos é resultado do que pensamos. 
A mente é tudo. 
Nós nos tornamos aquilo que pensamos.” 
(Buda)
“... tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que 
é justo, tudo o que é puro tudo o que é amável, tudo o que é de 
boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja 
isso o que ocupe o vosso pensamento.” 
(Filipenses 4:8)
O que você anda pensando? Seus diálogos internos são 
positivos? Ou você se sabota e sussurra para si mesmo diálogos 
amedrontados e inseguros? É algo como “vai, você consegue” 
ou “não adianta tentar, sou muito burro(a), não vou conseguir?”
EXERCÍCIO: 
Incentive o bom diálogo interno. Acorde pela manhã, olhe-se 
no espelho e diga mentalmente “eu sou vitorioso”, “eu vou 
conseguir”, “eu sou capaz”. Repita até que você o sinta como 
verdade. Sempre que se sentir desmotivado e desencorajado 
pela “voz interna” repita essas palavras. Caso queira ser mais 
específico, repita o oposto do que a voz lhe diz. 
Ex: Substitua o “Será que eu consigo mesmo ser aprovado nessa 
prova?” por “Eu conseguirei, sim, ser aprovado nessa prova”.
Agora que você sabe o que são crenças e como se formam, fica 
muito mais fácil mudá-las. Pesquisas afirmam que o cérebro 
humano consegue desenvolver novas conexões entre neurônios 
a partir de experiências e comportamentos, uma capacidade 
compreendida como plasticidade neural. 
Logo, novos estímulos são capazes de mudar as informações 
já armazenadas, comprovando que o cérebro pode sim se 
modificar através da aprendizagem e do treinamento. Isso 
implica que é possível desaprender um certo estilo de vida e 
aprender outro, transformando não apenas a sua maneira de 
pensar, como também de viver.
 
Para isso, você deve identificar as principais crenças presentes 
em você, como por exemplo, “eu nunca tenho dinheiro”, “eu 
não sei lidar com dinheiro”, e aplicar seguir a matriz ativa de 
formação de crença: escolha qual resultado deseja atingir, 
comunique em função disso, pense coisas que fortalecerão 
esse resultado, sinta bons sentimentos em prol disso e, por 
fim, após repetir isso com afinco, você terá uma nova crença.

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