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biológico contaminado. Em aplicações de inseticidas, não é 
necessário o uso de óculos de segurança, pois o uso das máscaras 
faciais completas fornece proteção total da face.
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA (EPR)
É de fundamental importância que os aplicadores de praguicidas 
utilizem equipamentos apropriados para a proteção respiratória. 
Esses equipamentos são denominados de máscaras, peças faciais, 
purificadores de ar ou respiradores.
Os principais requisitos no projeto e confecção de máscaras 
respiradoras são o conforto e a eficácia na proteção. Se um 
equipamento não for confortável, provavelmente não será utilizado.
Figura 3 - UNASUS - EPIs de proteção dermal
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Levando-se em consideração seu projeto, aplicação e capacidade 
protetora, os EPR são classificados em três categorias:
a) Purificadores de ar;
b) Provedores de ar;
c) Equipamentos autônomos.
Dentro dessas categorias, os provedores de ar e os equipamentos 
autônomos não serão abordados, pois são utilizados em ambientes 
críticos e não nas rotinas de controle de vetores.
CLASSIFICAÇÃO DOS RESPIRADORES
PURIFICADORES DE AR
Os equipamentos aplicadores de praguicidas usados na agricultura 
ou em saúde pública, necessitam fragmentar e impulsionar 
partículas para serem colocados em determinada superfície ou 
massa de ar.
Durante a execução dessas tarefas, o aplicador está sujeito a 
respirar uma grande quantidade dessas gotículas. O aparelho 
respiratório é conformado de tal maneira a evitar que as partículas 
maiores cheguem ao interior do pulmão, e fiquem retidas nas dobras 
nasais, pelos e secreções ali presentes. Esta proteção, entretanto, 
não tem eficácia contra uma fração especial de partículas pequenas, 
que podem chegar ao interior dos alvéolos. Os purificadores de ar 
devem ter a capacidade de extrair determinados contaminantes da 
atmosfera e só podem ser usados em ambientes que contenham 
quantidades aceitáveis de oxigênio respirável (acima de 20,9%). É de 
fundamental importância observar as limitações do equipamento 
quanto ao tipo de contaminantes presentes. Os purificadores podem 
ser usados com filtros mecânicos e químicos de várias categorias.
Os respiradores devem ser constantemente higienizados e 
descontaminados. A sua correta manutenção e guarda permite a 
utilização por cerca de três a quatro anos, dependendo da qualidade 
do produto. 
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EPIs usados pelo agente epidemiológico
1. Máscara semifacial
Indicada durante a preparação da calda e durante as aplicações de 
inseticidas residuais. Deve também ser utilizada durante o 
manuseio de caixas de temephos e a colocação do produto em 
frasco. Não é necessário o uso do equipamento durante a 
aplicação do larvicida.
2. Máscara facial completa
Indicada para uso durante a preparação da calda e nas aplicações 
de inseticidas espaciais (UBV e termonebulizações).
3. Luva nitrílica
Esse tipo de luva deve ser utilizado durante qualquer atividade que 
envolva o manuseio de inseticidas (preparação de caldas, 
abastecimento de equipamentos e aplicação residual/espacial). 
Não é necessário o uso de luvas durante a aplicação de larvicidas.
4. Capacete de aba larga
Esse tipo de capacete deve ser utilizado durante qualquer atividade 
que envolva o manuseio de inseticidas (preparação de caldas, 
abastecimento de equipamentos e aplicação residual/espacial). 
Esse equipamento poderá ser substituído pela touca árabe, que 
fornece uma proteção maior.
5. Protetor auricular
O protetor auricular é indicado para uso durante o manuseio de 
equipamentos motorizados, no momento de regulagens ou na 
aplicação de produtos.
6. Óculos de Segurança
Esse equipamento deve ser utilizado durante o manuseio de 
inseticidas, durante a preparação de caldas, abastecimento de 
equipamentos e aplicação de inseticidas (residual/espacial).
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7. Avental impermeável
O avental impermeável deve ser utilizado apenas durante a 
preparação de caldas e o abastecimento de equipamentos.
8. Calças e camisas de brim
Devem ser utilizadas em qualquer atividade que envolva ações de 
controle vetorial. Devem ser fornecidas em quantidade suficiente 
para permitir que o trabalhador use sempre uma peça limpa 
diariamente.
9. Calçados de segurança
Devem ser utilizados em qualquer atividade que envolva ações de 
controle vetorial. Devem ser fornecidas duas trocas anuais, o 
suficiente para permitir que o trabalhador use sempre uma peça 
limpa diariamente.
A Norma Regulamentadora 15 (NR 15) define regras claras quanto 
às atividades e operações insalubres que são realizadas em 
determinadas empresas, especialmente em indústrias.
São atividades que fornecem algum tipo de risco na saúde do 
trabalhador durante sua vida laboral, e que se desenvolvem acima 
de uma tolerância máxima permitida para cada caso. 
Atividades insalubres são:
• Ruídos, ruídos de impacto; 
• Exposição ao calor; 
• Nível de iluminação; 
• Radiações ionizantes e não-ionizantes; 
• Ar comprimido; 
• Frio;
• Umidade;
NR 15- ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES
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O principal objetivo desta norma é definir de forma específica os 
níveis de tolerância e aspectos técnicos para caracterização de uma 
atividade ou operação na condição de insalubre. Essa classificação 
feita nas empresas é determinante para ser definida função 
executada pelo trabalhador requer pagamento dos adicionais de 
insalubridade ou periculosidade.
As principais diretrizes estabelecidas pela norma regulamentadora 
nº15 no que se refere aos ambientes insalubres e periculosos.
1. As atividades e operações insalubres são classificadas de acordo 
com os limites de tolerância estipulados nos anexos 1,2,3,5,11 e 12 
desta norma regulamentadora.
 Anexo 1: Ruído contínuo ou intermitente.
 Anexo 2: Ruído de impacto.
 Anexo 3: Exposição ao calor.
 Anexo 5: Radiação ionizante.
 Anexo 11: Agentes químicos.
 Anexo 12: Poeiras minerais.
Cabe aos técnicos de segurança do trabalho e demais profissionais 
responsáveis por assessorar as empresas nessa área a verificarem 
o conteúdo desses anexos e fazer as medições e análises para 
verificar se a empresa tem alguma atividade ou operação que pode 
ser classificada como insalubre.
As atividades apontadas nos anexos 6, 13 e 14 també são definidas 
• Vibrações; 
• Agentes químicos; 
• Poeiras. 
• Agentes biológicos. 
OBJETIVO DA NR 15
SETE PRINCIPAIS REGRAS DA NR 15
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como insalubres.
 Anexo 6: Trabalho em ambiente sob ar comprimido, como 
mergulho.
 Anexo 13: Contato com outros agentes químicos 11 e 12, como 
arsênico, chumbo, carvão, mercúrio e outros. 
 Anexo 14: Trabalho com agentes contaminantes, como a coleta 
de lixo ou em redes de esgoto, com pacientes em isolamento por 
doenças infectocontagiosas e outros.
Obs.: essa norma entende como limite de tolerância o nível de 
intensidade ou concentração associado à natureza de cada 
atividade ou operação, o que determina até que ponto a saúde do 
trabalhador pode ser prejudicada.
2. De acordo com a NR 15, quando é confirmada a ocorrência de 
situação insalubre em determinada operação ou atividade, o 
trabalhador responsável pela execução deverá receber o adicional de 
insalubridade de acordo com as seguintes condições:
• Insalubridade de grau máximo – valor de 40% contabilizado 
sobre o valor do salário bruto;
• Insalubridade de grau médio – valor de 20% contabilizado sobre 
o valor do salário bruto;
• Insalubridade de grau mínimo – valor de 10% contabilizado 
sobre o valor do salário bruto.
3. A NR 15 menciona que o pagamento do adicional de insalubridade 
pode ser removido somente quando as causas da insalubridade são 
eliminadas. Para que isso ocorra, é necessário que as empresas:
• Adotem medidas específicas e de ordem geral que mantenham 
o local de trabalho de acordo com os limites de tolerância definidos 
nos anexos desta norma regulamentadora;
• Utilizem os equipamentos de proteção individual adequados 
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para cada função e riscos aos quais os trabalhadores estão 
submetidos.
4. De acordo com a

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