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Avaliação 1 TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO, ENSINO HIBRIDO E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA

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22/03/2021 📑 Avaliação 1
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Fonte da Figura: https://educacaoecovid.org/wp-content/uploads/2021/02/photo-1602541975165-
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📍 A diminuição de oportunidades de aprendizagem oferecidas pelas escolas, em
especial para crianças mais vulneráveis, é um dado preocupante, em especial frente
às evidências já produzidas por estudos que indicam que a frequência à pré-escola,
além de contribuir para o desenvolvimento das crianças em diversas dimensões e
estar associado a trajetórias educacionais mais longas, é um fator protetor
especialmente para crianças de origem socioeconômica mais baixa. Estes efeitos
mais duradouros são observados, em especial, para a frequência em escolas de
qualidade, medidas a partir de instrumentos de avaliação da qualidade dos
ambientes da educação infantil e/ou das interações entre professor-crianças
(Damiani et al., 2011, Campos et al., 2011; Peisner-Feinberg, et al, 2000; Sylva, et
al., 2010; Sammons, 2008, Tymms, et al, 2009, Nichd, 2006; Howes et al., 2008). No
momento em que as medidas de distanciamento social limitam as interações com os
professores e as oportunidades de aprendizagem oferecidas pelo atendimento da
educação infantil, o ambiente da aprendizagem em casa torna-se ainda mais crucial
para o desenvolvimento das crianças. Assim, podemos esperar que a desigualdade
de acesso ao apoio oferecido pelas escolas durante a pandemia, relatado por
diversos estudos tenha implicações para a ampliação das desigualdades
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diversos estudos, tenha implicações para a ampliação das desigualdades
educacionais já existentes antes da pandemia.
📍 Outro estudo, realizado nos Estados Unidos, observou que não há impacto nas
oportunidades de aprendizagem para crianças que frequentam a pré-escola, em
especial de famílias de baixa renda (Barnett; Jung, 2020). De um lado, as crianças
mais vulneráveis não tiveram menos acesso às atividades remotas e presenciais
oferecidas pelas escolas e, de outro, a opção remota permitiu o desenvolvimento de
atividades com experiências concretas, característica importante na aprendizagem
das crianças nessa faixa etária. O relatório do estudo, realizado com dados de um
survey de abrangência nacional com 945 domicílios, com crianças de 3 a 5 anos,
indicou que, antes da pandemia, 61% das crianças dessa faixa etária participavam de
programas de educação infantil. Com a pandemia, a participação foi reduzida: 30%
estavam participando de programas online e 8% no formato presencial. As
desigualdades no atendimento persistiram durante a pandemia, com menor
participação de crianças com pais de menor escolaridade tanto para o atendimento
no formato remoto como para o presencial.
📍 Os estudos supracitados analisaram dados de alunos no ensino fundamental. No
entanto, é razoável presumir que os efeitos observados em alunos entre 6 e 14 anos
não sejam semelhantes para crianças na educação infantil. Por exemplo, estudos
recentes observaram efeitos da pandemia e medidas de distanciamento social sobre
a rotina, bem-estar e desenvolvimento socioemocional, a partir do relato dos pais, em
crianças de 2 a 4 anos no Reino Unido e de até 6 anos na América Latina (Pascal et
al, 2020; Guerrero, 2021). O estudo realizado no Reino Unido também observou que
a maioria dos pais buscou diversos tipos de apoio durante o lockdown para
desenvolver atividades com seus filhos (ex: programas de TV educativos ou
aplicativos de celular focados em parentalidade). No entanto, somente 28% relataram
ter recebido apoio dos estabelecimentos de atendimento à educação infantil online e
este percentual foi mais elevado entre os pais de classe média se comparados com
os responsáveis da classe trabalhadora.
📍 Halterbeck et al., (2020) em relatório para a Sutton Trust Foundation estimaram o
impacto do fechamento das escolas no aprendizado e na renda futura dos
estudantes. Os resultados mais uma vez sugerem que meninos e meninas em
situação de vulnerabilidade não serão fortemente afetados pelo fechamento das
escolas. O impacto no aprendizado será maior para esse grupo com consequências
para aumento do abandono escolar e menor chance de mobilidade social.
📍 Em linhas gerais, os resultados dos estudos sugerem que o cenário atual, com
uma interrupção prolongada das atividades presenciais nas escolas, não irá
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aprofundar as desigualdades educacionais. Por exemplo, na Inglaterra, a revisão
sistemática produzida pela Education Endowment Foundation (EEF) sugere uma
reversão do cenário observado na última década, com um aumento das diferenças
considerando o grupo de crianças vulneráveis e não vulneráveis. Outro estudo
realizado na Holanda, analisou dados secundários de diferentes coortes de alunos
antes de depois da pandemia, o que permitiu um desenho de estudo robusto para
estimar os efeitos do fechamento das escolas (Engzell et al., 2020). No total, 350.000
alunos foram incluídos na análise e os resultados sugerem que os efeitos do ensino
remoto na aprendizagem dos alunos do ensino fundamental foram muito pequenos
(desprezíveis do ponto de vista pedagógico). Na Bélgica, Mandonado e De Witt
(2020) destacam um aumento das desigualdades educacionais no país diante do
fechamento das escolas. Isso significa que o impacto do fechamento das escolas é
mais severo para os alunos em situação de vulnerabilidade.
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✅ RESPOSTA CORRETA: 
✅ ITEM CORRETO PARA A QUESTÃO:
A diminuição de oportunidades de aprendizagem oferecidas pelas escolas, em especial para crianças mais vulneráveis, é um dado preocupante, em
especial frente às evidências já produzidas por estudos que indicam que a frequência à pré-escola, além de contribuir para o desenvolvimento das
crianças em diversas dimensões e estar associado a trajetórias educacionais mais longas, é um fator protetor especialmente para crianças de origem
socioeconômica mais baixa. Estes efeitos mais duradouros são observados, em especial, para a frequência em escolas de qualidade, medidas a partir
de instrumentos de avaliação da qualidade dos ambientes da educação infantil e/ou das interações entre professor-crianças (Damiani et al., 2011,
Campos et al., 2011; Peisner-Feinberg, et al, 2000; Sylva, et al., 2010; Sammons, 2008, Tymms, et al, 2009, Nichd, 2006; Howes et al., 2008). No
momento em que as medidas de distanciamento social limitam as interações com os professores e as oportunidades de aprendizagem oferecidas pelo
atendimento da educação infantil, o ambiente da aprendizagem em casa torna-se ainda mais crucial para o desenvolvimento das crianças. Assim,
podemos esperar que a desigualdade de acesso ao apoio oferecido pelas escolas durante a pandemia, relatado por diversos estudos, tenha implicações
para a ampliação das desigualdades educacionais já existentes antes da pandemia.
22/03/2021 📑 Avaliação 1
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