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TABELA CAUSAS ABDOME AGUDO - EPIDEMIO, FISIOPATO, CLÍNICA, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

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VICTORIA CHAGAS 
 APENDICITE NEFROLITÍASE GRAVIDEZ ECTÓPICA DIP TORÇÃO 
OVARIANA 
CISTOS 
OVARIANOS 
 
 
EPIDEMIO 
- Mais comum em homens e na 
2º e 3º década de vida 
- Abdome agudo mais comum 
- Mais comum em 
homens brancos entre 
40 -60 anos 
- Relacionado a hábitos 
de vida 
- Fatores de risco: gravidez 
ectópica prévia, DIP e cirurgia 
tubária prévia, tabagismo, >35 
anos... 
- Principal morte materno no 1º 
trim. 
- 85% são por IST’s 
- Fatores de risco: 
atividade sexual 
desprotegida, IST’s 
prévias, múltiplos 
parceiros... 
- 20-40 anos 
- Mais comum do 
lado direito do ovário 
- Fatores de risco: 
cistos, neoplasias, 
fertilização in vitro... 
- Cerca de 7% das 
mulheres terão um 
cisto 
- Entre 15 e 35 anos 
 
 
 
 
 
 
FISIOPATO 
- Obstrução do lúmen 
(hiperplasia linfoide, fecalito ou 
helmintos) → aumenta 
secreção de muco → eleva 
pressão → distensão → 
aumento nos estímulos de dor 
→ isquemia do apêndice por 
oclusão de pequenas veias → 
necrose e perfuração 
- Urina supersaturada → 
sais insolúveis → 
deposição e agregação 
de minerais → formação 
de cálculos 
- Óvulo fecundado → nidação em 
local extrauterino → distensão → 
dor 
- 95% as trompas uterinas 
- 5% → ovário, abdome, cicatriz 
cesárea e cervical. 
- Infecção no colo 
uterino (geralmente por 
Neiserria gonorrhoeae 
ou Chlamydia 
trachomatis) que não 
tratada, ascendeu para 
o trato genital superior 
→ dano epitelial → → 
cervicite → TG 
superior 
- Torção do ovário 
e/ou das tubas 
uterinas ao redor de 
seus suportes 
vasculares → 
bloqueando fluxo 
sanguíneo → 
isquemia → necrose 
→ peritonite 
- Disfunção 
hormonal ou falha 
ovariana → 
formação do cisto → 
rompimento → 
irritação peritoneal 
→ dor 
 
 
 
 
CLÍNICA 
- Inicialmente sinais 
inespecíficos e dor em região 
epigástrica ou mesogástria 
- Após 4-12 horas dor passa 
para fossa ilíaca direita 
- Sintomas associados: febre 
baixa típica, dor piorada com 
movimentação, anorexia, 
vômito e náuseas. 
- Cólica renal constante 
e sem fato de alívio 
- Sintomas que podem 
estar presentes: 
náuseas e vômitos 
- Sangramento vaginal, dor 
abdominal inferior, amenorreia. 
- Forma subaguda (70%) devido 
abortamento com sintomas 
menores. 
- Forma aguda (30%) devido 
rotura com sintomas fortes, 
náuseas, hipovolemia (palidez e 
taquicardia) e hemoperitônio. 
- Pode apresentar: Dor 
pélvica, corrimento 
purulento, dispareunia, 
disuria, náuseas e 
vômitos, metrorragia, 
febre e astenia. 
- Dor repentina, 
contínua e 
inespecífica 
- Irritação peritoneal e 
presença de massa 
anexial 
- Náuseas, vômitos e 
febre 
- Assintomáticos 
- Com rotura: cólicas 
abdominais, dor 
pélvica, dispareunia 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICO 
- Clínico 
- Ex. Físico: sinal de Blumberg, 
de psoas, do obturador e de 
Rovsing. 
- Exames complementares: 
Hemograma, USG, TC, RM e 
laparoscopia. 
- Clínico 
- Ex. Físico: sinal de 
Giordano negativo 
- Exame de urina 
- RX 
- USG 
- TC 
- Clínico + USGTV + BhCG 
- Ex. Físico: dor e defesa 
abdominal a descompressão e 
palpação. Sinal de laffont, Cullen e 
proust. 
 
- Clínico 
- Ex. físico: dor a 
palpação; tensão 
abdominal; ↓RHA 
- Hemograma, urina, 
PCR, pesquisa p IST’s 
- β-hCG 
- USG 
- Clínico 
- Ex. físico: Dor a 
palpação, massa 
abdominal palpável 
- β-hCG 
- USGTV com 
doppler 
- Hemograma 
- Clínico 
- β-hCG negativo 
- USGTV 
- Hemograma 
 
 
 
 
 
TRATAMENTO 
- Não complicada: 
apendicectomia + Profilaxia 
com Cefoxitina 2g IV 
- Complicada: apendicectomia + 
antibioticoterapia* por 5-10 dias 
→ cefalosporina 3ª geração 
como Cefotaxima 2g IV 12/12 
horas no 1 º dia + metronidazol 
(400 mg, 3x ao dia, durante 10 
dias VO ou 1,5g 1x ao dia IV) 
- Até 10 mm: 
paracetamol (máx. 4000 
mg/dia) e Terazosina 
(5mg/dia); aumento de 
ingestão de líquidos. 
- >10 mm: Uteroscopia 
ou nefrotolitomia; 
litotripsia extracorpórea 
ou laparoscopia. 
- Expectante: dosar BhCG até 
zerar 
- Medicamentoso → Metotrexado: 
1 dose 50-75mg/m² IV, repetir 
exame em 4-7 dias, se ↓ <15% 
aplica a segunda dose. 
- Cirúrgico: Salpingectomia ou 
salpingostomia 
- Ceftriaxona 500 mg 
1x + doxiciclina 100 mg 
2x ao dia por 14 dias + 
metronidazol 250 mg 
2x ao dia por 14 dias 
 
 
 
 
 
 
 
- Laparoscopia 
- Se só tiver torção, 
reverter, se tiver 
necrose fazer 
retirada de ovário 
 
 
 
 
 
 
- Casos leves: 
repouso físico + 
paracetamol (máx. 
4000 mg/dia) ou 
Ibuprofeno 600mg 3 
ou 4 vezes 
- Casos graves: 
laparoscopia