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Anatomia do olho completa (inervação, irrigação, músculos, ossos)

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superfície superior do nariz. 
● Artéria supratroclear, que supre a fronte. 
 
 
 
 
 
 
 
A drenagem venosa da órbita ocorre pelas: 
● Veia oftálmicas superior – recebe sangue 
ramos das artéria oftálmica e de veias que 
drenam a parte posterior do bulbo do olho. Após 
isso, elas saem da órbita pela fissura orbital e 
entram no seio cavernoso. 
● Veia oftálmica inferior – recebe sangue dos 
músculos e da parte posterior do bulbo do olho 
ao cruzar a órbita. Desemboca no seio cavernoso. 
 
Por levar fibras aferentes da retina aos centros 
visuais do cérebro, é responsável pela visão. 
Além disso, por ser circundado pelas meninges 
encefálicas, incluindo o espaço subaracnóideo, 
qualquer aumento da pressão intracraniana 
resulta em aumento da pressão no espaço 
subaracnóideo em torno do nervo óptico, o que 
pode resultar em dificuldade do retorno venoso 
 
 
 
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pelas veias da retina, causando edema de papila 
(papiledema). 
Ele sai da órbita pelo canal óptico acompanhado 
pela artéria oftálmica. 
Tem como função o movimento dos olhos, 
constrição da pupila e formato do cristalino. 
Ele sai pela superfície anterior do tronco 
encefálico entre o bulbo e a ponte. Após entrar 
na órbita se divide em superior e inferior. Esses 
ramos entram pela fissura orbital superior. 
● O ramo superior inerva os músculos reto 
superior e levantador da pálpebra superior. 
● O ramo inferior se divide em três ramos para 
inervar o músculo reto medial, reto inferior e 
oblíquo inferior. 
 
Tem como função girar o olho para baixo. 
Ele se origina na superfície posterior do 
mesencéfalo e passa em torno deste para entrar 
pela borda do tentório do cerebelo. 
É responsável pela movimentação lateral dos 
olhos, já que supre o músculo reto lateral. 
As fibras pós-ganglionares simpáticas se 
originam dos segmentos superiores da medula 
espinal torácica, principalmente T1. Elas 
entram na cadeia simpática por ramos 
comunicantes e sobem até o gânglio cervical 
superior, no qual fazem sinapse com fibras pós-
ganglionares simpáticas. 
No bulbo do olho, essas fibras inervam o músculo 
dilatador da pupila. 
Esse nervo recebe estímulos de estruturas na 
órbita e de outros ramos na face e couro 
cabeludo. Após entrar na órbita ele se divide em: 
● Nasociliar – se ramifica em: 
o Nervos ciliares longos, que causa 
dilatação pupilar. 
o Nervo etmoidal posterior, que supre as 
células etmoidais posteriores e seio 
esfenoidal. 
o Nervo infratroclear que supre pálpebras 
superior e inferior, saco lacrimal e a pele 
da metade superior do nariz. 
o Nervo etmoidal anterior, que supre a 
fossa anterior do crânio, cavidade nasal e 
a pele da metade inferior do nariz. 
● Lacrimal – leva fibras pós-ganlionares 
simpáticas e parassimpáticas para a glândula 
lacrimal, suprindo ela, a túnica conjuntiva e a 
parte lateral da pálpebra superior. 
● Frontal – recebe estímulos de fora da órbita. 
Ele se divide em: 
o Nervo supratroclear, que supre a túnica 
conjuntiva, a pele da pálpebra superior e 
a pele da parte medial inferior da fronte. 
o Nervo supraorbital, que supre a pálpebra 
superior, túnica conjuntiva, fronte e do 
posterior até o meio do couro cabeludo. 
 
O gânglio ciliar é um gânglio parassimpático do 
nervo oculomotor (III). Ele se associa ao ramo 
nasociliar do nervo oftálmico (V1) e é o local em 
que neurônios pré e pós-ganglionares 
parassimpáticos fazem sinapse no trajeto das 
fibras dessa divisão da parte autônoma do SNP 
até o bulbo do olho. 
O gânglio ciliar também é atravessado por fibras 
pós-ganglionares simpáticas e por fibras 
sensitivas em seu trajeto até o bulbo do olho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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• Raiz parassimpática – o ramo 
parassimpático leva fibras pré-ganglionares 
parassimpáticas, que entram no gânglio e 
fazem sinapse no gânglio com fibras pós-
ganglionares parassimpáticas. As fibras pós-
ganglionares parassimpáticas saem do 
gânglio por nervos ciliares curtos, que 
entram em torno do nervo óptico. No bulbo 
do olho as fibras parassimpáticas inervam o 
músculo esfíncter da pupila responsável pela 
constrição pupilar e o músculo ciliar, 
responsável pela acomodação da lente ocular 
para a visão para perto. 
• Raiz sensitiva – esse ramo vai do nervo 
nasociliar ao gânglio, levando fibras 
sensitivas, que atravessam o gânglio e 
continuam pelos nervos ciliares curtos até o 
bulbo do olho. Essas fibras são responsáveis 
pela inervação sensorial de todas as partes 
do globo ocular. 
• Raiz simpática – essas fibras sobem com a 
artéria carótida interna, saem do plexo que 
circunda a artéria no seio cavernoso e 
entram na órbita pelo anel tendíneo comum. 
Na órbita, elas entram no aspecto posterior 
do gânglio ciliar, atravessam o gânglio e 
seguem pelos nervos ciliares curtos até o 
bulbo do olho. As fibras pós-ganglionares 
simpáticas chegam ao bulbo do olho e 
inervam o músculo dilatador da pupila.
O bulbo do olho tem a forma de um globo e ocupa a parte anterior da órbita. 
É a principal estrutura da órbita, porque ele nos permite a visão. 
A camada mais superficial da convexidade é a córnea, que se projeta para fora e refrata e foca os detalhes 
da imagem. Posteriormente à córnea (de frente para trás) estão a câmara anterior, a íris e a pupila, a 
câmara posterior, a lente, a câmara postrema (vítrea) e a retina. 
• A câmara anterior é a área imediatamente 
posterior à córnea e anterior à parte colorida 
do olho (íris). A abertura central da íris é a 
pupila. 
• Posteriormente à íris e anteriormente à lente 
fica a câmara posterior. 
As câmaras anterior e posterior são contínuas 
uma à outra e se “unem” através da abertura 
pupilar. 
Elas estão cheias de um líquido (humor aquoso), 
que é secretado na câmara posterior e flui até a 
câmara anterior através da pupila e é absorvido 
pelo seio venoso da esclera até o anel de 
Schlemm, um canal venoso circular na junção 
entre a córnea e a íris. 
O humor aquoso supre de nutrientes a 
córnea e a íris, que são avasculares e 
mantém a pressão intraocular. 
 
 
 
 
 
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Se o ciclo normal de sua produção se 
alterar de modo que a quantidade de 
líquido aumente, a pressão intraocular 
vai aumentar e causar glaucoma. 
 
 
• A lente separa a parte anterior do bulbo do 
olho da parte posterior. Ele é um disco 
biconvexo transparente, fixado em músculos 
da parede externa do bulbo do olho. Essa 
fixação lateral permite à lente retração para 
manter a acuidade visual. 
Observação: o termo clínico para opacidade 
da lente é a catarata. 
• A porção posterior do bulbo do olho, ou seja, 
da lente à retina, são ocupados pela câmara 
posterior (vítrea), que é preenchida por 
uma substância gelatinosa transparente 
(humor/corpo vítreo). 
O bulbo do olho é formado por três paredes: 
A parede do globo ocular possui três camadas; 
com a esclera como camada mais externa 
(contínua à córnea), a coroide como camada 
vascular intermediária (contínua ao corpo ciliar 
e à íris) e a retina como camada mais interna. 
• Uma camada fibrosa externa – formada pela 
esclera, posteriormente, e córnea, 
anteriormente. 
• Uma camada vascular média – formada pela 
corioide, posteriormente. Também é contínua 
com o corpo ciliar e a íris, anteriormente. 
 
• Uma camada nervosa interna – consiste na 
parte óptica da retina, posteriormente, e na 
retina não visual, que recobre a superfície 
interna do corpo ciliar e da íris, 
anteriormente. 
A camada fibrosa do bulbo do olho consiste em 
dois componentes: 
• A esclera, que é uma camada opaca de tecido 
conjuntivo denso que pode ser vista 
anteriormente, através de seu revestimento 
conjuntival (o branco do olho). Ela é 
perfurada por numerosos vasos e nervos, 
incluindo o nervo óptico. 
• A córnea, é contínua com a esclera 
anteriormente. Ela cobre o sexto anterior da 
superfície do bulbo do olho e, por ser 
transparente, permite a