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AULA 16

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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD DISCIPLINA: MINERALOGIA 
 
NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 47/62 
Professor: Sérgio Alves dos Reis – sergio.ead.unec@gmail.com 
É grande a variação de umidade de um solo para outro, algumas argilas do 
México, por exemplo, apresentam umidade da ordem de 400%. A umidade é um ín-
dice muito expressivo, principalmente para os solos argilosos, que têm sua resistên-
cia dependente do teor de água presente nos mesmos. 
Na natureza não existem solos com teor de umidade igual a zero. Esta condi-
ção é apenas obtida em laboratório, mesmo assim, após um determinado período 
exposto ao tempo, a amostra irá absorver a umidade do ar. 
 
b) Peso específico (γg) e densidade (δ) das partículas sólidas 
O peso específico (γg) de uma partícula sólida é, por definição, o peso da 
substância que a forma, por unidade do volume que ocupa no espaço. O peso espe-
cífico da partícula é determinado pela razão entre seu peso (seco) e seu volume. 
 
É muito comum utilizar-se a expressão “peso específico” e utilizar como uni-
dade g/cm3. Trata-se de um erro compreensível: também é comum (e errado) res-
ponder à pergunta “Quanto você pesa?” com a resposta “X quilos”, já que quilogra-
ma é uma unidade de massa. Engenheiros não os devem cometer. 
Densidade (δ) ou densidade relativa de uma partícula é a razão entre seu pe-
so específico e o peso específico da água (γa) destilada e isenta de ar à 4º C. Como 
este último vale 1,000 g/cm3, a densidade e o peso específico são expressos pelo 
mesmo valor numérico. 
 
 
 
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Observação: Com base nestas definições clássicas, pode ser concluído que 
os índices peso específico e densidade dos grãos são valores aproximados: o peso 
varia conforme o local onde são determinados, principalmente quanto à altitude, e o 
volume conforme a temperatura e a pressão a que estiverem submetidos. Para apli-
cações normais da Mecânica dos Solos, tais variações são muito pequenas, poden-
do ser desprezadas. 
Como em um solo podem ocorrer partículas de natureza variada, em geral há 
mais interesse em determinar o peso específico médio das partículas sólidas que o 
compõem. Além disso, a fração mais fina dos solos costuma ter natureza diversa da 
de maior tamanho, já que é gerada mais por desintegração química (oxidação, hidra-
tação, carbonatação) que mecânica (ruptura e desgaste, causados por temperatura, 
atrito, etc.). Por isso, as normas sempre se referem à determinação do peso especí-
fico médio ou da densidade média das partículas menores que um tamanho especi-
ficado. Todas as normas exigem que o valor da densidade seja expresso com preci-
são de milésimos (três casas decimais). 
A ABNT adota o processo do picnômetro para a determinação da massa es-
pecífica das partículas menores que 4,8 mm, enquanto o DNIT (Departamento Naci-
onal de Infraestrutura de Transportes) o faz para a determinação da densidade das 
partículas menores que 2,0 mm. 
 
A densidade dos grãos depende principalmente dos seus constituintes mine-
ralógicos. Para os solos mais comuns, a densidade dos grãos varia de 2,650 a 
 
 
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2,900; valores menores em solos com elevados teores de matéria orgânica e maio-
res nos que tem óxidos de ferro. A presença de minérios ou metais com densidade 
muito elevada, como o ósmio (22,480) ou o ferro (7,880) pode aumentar muito o va-
lor de δ. 
Como exemplo de exceção, a vermiculita (solo rico em silicatos e óxido de fer-
ro) tem densidade na ordem de grandeza de 0,750. 
 
c) Peso Específico Aparente (γ) 
 O peso específico aparente de uma amostra de solo é determinado pela ra-
zão entre o peso total da amostra e seu volume. 
 
Existem vários processos para sua determinação. 
São chamados processos diretos àqueles em que uma amostra é colhida sem 
deformação, sendo então determinados sua massa e seu volume. Os principais são 
o do cubo esculpido e o do cilin-
dro de cravação. 
Nos processos indiretos, a 
amostra é retirada do solo e pe-
sada. Seu volume é determinado 
pelo volume da escavação (vo-
lume do buraco). A maneira es-
colhida para medir esse volume 
determina o equipamento e o 
nome do processo (processo do frasco de areia, do óleo grosso, do balão de borra-
cha). 
Em todos os casos, é determinado o teor de umidade das amostras, para que 
possa ser calculado o peso específico aparente seco.