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PILATES-NAS-PASTOLOGIAS-DA-COLUNA-VERTEBRAL_2018

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Este material foi elaborado e desenvolvido por:
Ft. Érika Cássia Barroso Batista 
Instrutora VOLL Pilates Group
CREFITO-3: 167261-F
PATOLOGIAS
DA COLUNA
VERTEBRAL
Pilates nas
SOBRE A AUTORA
Érika Barroso Batista é Mestre em Ciências da Reabilitação e especialista 
em Fisioterapia traumato-ortopédica Professora dos cursos do VOLL 
Pilates e proprietária do FisioStudio Pilates & Treinamento Funcional.
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PILATES NAS PATOLOGIAS DA COLUNA VERTEBRAL
01
INTRODUÇÃO
A postura ideal é definida como individual onde os critérios biomecânicos e fisiológicos determinam o mínimo de 
consumo energético e não origina sintoma de desconforto, por meio da sustentação máxima (Gardiner, 1995; Amandio, 
1996). A postura é o arranjo relativo das partes do corpo para cumprir uma atividade específica. Postura e o movimento 
estão intimamente relacionados, de modo que alterações na postura provocam alterações de movimentos e vice-versa. 
Tribastone (2001) considera a postura como resultado da interação recíproca de um tripé formado pelos seguintes fatores:
> Anátomo-mecânico;
> Neuromusculoesquelético funcional; e
> Psicomotor.
Na avaliação postural nos casos de dor, é importante diferenciar a contribuição das estruturas inertes e dinâmicas. 
As estruturas inertes ou estáticas são: ligamentos, fáscias, ossos e articulações. Já as estruturas dinâmicas são os 
músculos e suas inserções tendíneas, que mantém o corpo em uma postura ou movem o corpo de uma postura à outra. 
A avaliação postural pode ter duas vertentes: a primeira com tendência mais tradicional que avalia a etiologia (causa 
primária) da disfunção vertebral e a segunda, uma tendência mais contemporânea, avalia as deficiências apresentadas pelo 
aluno independente da sua patologia (Deliberato, 2007). 
Por meio das técnicas orientais que visam o relaxamento, a respiração, a concentração, o controle e a flexibilidade, 
somadas à técnica ocidental, que enfatizam a força e resistência muscular, surgiu a essência do método Pilates. Centrado 
em seis os princípios: centralização, concentração, controle, respiração, precisão e fluidez (Di Lorenzo, 2011). 
Os exercícios do método envolvem as contrações isotônicas (concêntricas e excêntricas) e isométricas, com ênfase 
no que Joseph Pilates denominou de powerhouse ou casa de força, composta pelos músculos diafragma, transverso do 
abdome, multífidos e assoalho pélvico. Estes músculos são responsáveis pela estabilização do corpo, de modo que os 
exercícios são facilmente transferidos para as atividades do dia a dia, dando funcionalidade ao aluno. De acordo com Silva 
e Mannrich (2009), durante os exercícios do Pilates a expiração é associada à contração do powerhouse e, durante a 
inspiração ocorre a ativação do diafragma. 
O Pilates enfatiza a estabilidade lombopélvica, a precisão de movimento, a mobilidade segmentada da coluna, a 
coordenação, o equilíbrio e o alinhamento dos segmentos (Smith e Smith, 2005). Durante os exercícios do Pilates é 
primordial a estabilização estática através da manutenção da coluna neutra, principalmente para os alunos portadores de 
disfunções na coluna vertebral, não esquecer do crescimento axial que promove a ativação dos músculos multífidos. As 
curvaturas primárias (cifoses torácica e sacral) e secundárias (lordoses cervical e lombar) atuam como uma mola 
dissipando forças compressivas e absorvendo choques, rebendo uma carga 10 vezes maior se a coluna fosse reta com fio 
de prumo (Comerford e Mottram, 2001). 
Anatomia e biomecânica da coluna
A coluna vertebral constitui um eixo ósseo que oferece resistência como um pilar de sustentação, favorecendo a 
eficiência estática, mas também a flexibilidade necessária para a movimentação do tronco. Joseph Pilates disse: “Se aos 
30 anos você está sem flexibilidade e fora de forma, você é um velho. Se aos 60 anos você é flexível e forte, você é um 
jovem”.
As estruturas ósseas dão estabilidade e mobilidade à coluna e protegem a medula espinal. A coluna vertebral é 
constituída de 33 ou 34 peças esqueléticas, sendo 7 vértebras cervicais, 12 vértebras torácicas, 5 vértebras lombares, 5 
vértebras sacrais (fundidas em uma peça única) e 4 ou 5 coccígenas (Figura 1). A porção anterior, composta pelos corpos 
vertebrais tem a função de suportar peso, aumentando de tamanho e volume distalmente. 
Figura 1: Coluna vertebral nos planos frontal e sagital com as curvaturas fisiológicas
PILATES NAS PATOLOGIAS DA COLUNA VERTEBRAL
02
Uma vértebra típica é composta pelo corpo vertebral, forame vertebral, dois pedículos, dois processos transversos, 
duas articulações zigapofisárias superiores e duas inferiores, duas lâminas e processo espinhoso posteriormente. (Figura 
2).
Figuras 2: Vista superior e lateral de uma vértebra típica
A articulação mais superior da coluna cervical é a atlanto occipital (CO-C1), seu principal movimento é a flexo-
extensão de 15° a 20°. A vértebra C1 (Atlas) e C2 (Áxis) não possuem corpos vertebrais e são as articulações da cervical 
com maior movimento de rotação (aproximadamente 50°), o processo odontóide de C2 atua como pivô da rotação e a 
estabilidade é dada pelo ligamento transverso do atlas (C1). A maior amplitude de flexão e extensão das articulações 
facetárias ocorre entre C5-C6, C4-C5 e C6-C7, nestes níveis é mais comum a ocorrência de patologias degenerativas em 
função do aumento da mobilidade. É na coluna cervical e lombar que ocorrem com frequência as doenças degenerativas. 
Apesar de existirem 7 vértebras cervicais, há 8 raízes nervosas, isto porque uma raiz emerge entre C0-C1. 
A coluna torácica apresenta uma discreta cifose fisiológica. As vértebras torácicas se distinguem por possuírem 
facetas no corpo vertebral e processos transversos que se articulam com as costelas. A mobilidade da torácica é limitada 
pelas costelas, estas protegem órgãos como coração e pulmão. Durante a inspiração as costelas são tracionadas para cima 
e para frente, aumentando o diâmetro ântero-posterior do tórax e durante a expiração ocorre a depressão das costelas, 
mecanismo conhecido como alça de balde. Um distúrbio respiratório pode alterar a configuração anatômica do gradil 
costal pela tênue relação das costelas com as vértebras torácicas e provocar desalinhamento postural na região. Cabe 
ressaltar, que durante a infância as costelas são mais elásticas e, à medida que envelhecemos, elas se tornam calcificadas e 
osteoporóticas, por isso o instrutor de Pilates que realiza o feedback tátil na caixa torácica dos idosos deve ter cuidado para 
evitar o risco de fratura(s) de costela(s) durante as aulas.
A coluna lombar provê suporte para a porção superior do corpo e transmite o peso desta área para a pelve e para os 
membros inferiores. Existe um importante ligamento na coluna lombar, o ligamento íliolombar, este conecta o processo 
transverso de L5 ao ílio posteriormente. Este ligamento estabiliza L5 com o ílio, limitando a deslocamento anterior de L5, 
caso o deslizamento aconteça, ocorre a espondilolistese, uma patologia descrita no último tópico. O segmento da lombar
com maior incidência de lesões ocorre entre L5-S1, neste nível vertebral ocorre maior descarga de peso do que em 
qualquer outro nível, também ocorre a transição do segmento móvel (L5) para o segmento fixo (S1), o que aumenta o 
estresse/compressão nessa região.
Nas patologias da coluna lombar, deve-se atentar também para a articulação sacroilíaca, pois se tornam rígida com 
a idade, ocorrendo em alguns casos até a anquilose. Embora os músculos pélvicos forneçam a estabilidade articulação 
sacroilíaca, esta não possui músculos que controlam diretamente seus movimentos. Em 2002, Richardson concluiu que a 
contração do transverso do abdome em co-contração com os multífidos diminui a frouxidão da articulação sacroilíaca, 
diminuindo a dor lombar. Quando há presença de