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Fibromialgia

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Fibromialgia
É uma doença nova, descrita pela primeira vez em 1904 como fibrosite e só reconhecida pela OMS em 1992.
É uma síndrome reumática complexa de origem desconhecida, cujas características principais são: dor difusa crônica não articular envolvendo músculos nos 4 quadrantes corporais; presença de tender points em locais pré-estabelecidos (18); sintomas associados como fadiga, distúrbios do sono, do humor, ansiedade e depressão.
Tem uma incidência na população mundial que varia de 0,2 a 6,6%, com predomínio do sexo feminino 6-10:1, com início entre 30-60 anos, podendo atingir também crianças e adolescentes.
Embora não exista um HLA específico, existe uma predisposição genética relatada na literatura de parentes de primeiro grau com chance 8x maior de desenvolver a doença.
Etiopatogenia
O que se sabe é que há um distúrbio na neuromodulação da dor, com amplificação do quadro álgico. A hipótese é que se está relacionado com os neurotransmissores excitatórios e inibitórios. Haveria uma hiperatividade dos excitatórios da dor fazendo com que haja amplificação da dor e deficiência dos neurotransmissores inibitórios da dor, fazendo com que haja uma confirmação da amplificação dessa dor.
NT excitatórios: substância P, glutamato, bradicinina; NT inibitórios: serotonina, encefalina, norepinefrina.
Exercício importante porque aumenta níveis de serotonina :DDD
Critérios classificatórios (1990) segundo o American College of Rheumathology (ACR)
· Dor espalhada superior a 3 meses;
· Dor crônica superior a 3 meses;
· Dor à palpação – pressão aproximada de 4kg/F em 11 de 18 tender points (TP);
· 	Não considera sintomas associados.
Em 2010, o ACR se reuniu para estabelecer novos critérios para a fibromialgia:
· Os TP e a dor difusa foram substituídas por um índice de dor difusa, uma escala de gravidade dos sintomas e um somatório dos diversos sintomas somáticos.
A fibromialgia começou a se enquadrar dentro da síndrome de amplificação sensorial (SAS):
· Índice de dor difusa (IDD)
	Tabela pré-estabelecida com várias regiões do corpo (19) e o indivíduo juntamente com o examinador, assinala as regiões que tem dor. 
· Gravidade dos sintomas
	Levam em consideração a fadiga, problemas cognitivos (diminuição da memória), sono não reparador (cansaço matinal) e sintomas somáticos (que pra terminar de preencher essa, tem que ver a outra kkkkk). A pontuação de cada vai de ausente à grave (0-3).
· Sintomas somáticos (41)
	Indivíduo assinala as alterações que possui e desses assinala de 1 a 3 (leve, moderado ou grave), assinalando depois na segunda tabela.
Diagnóstico – 3 condições abaixo
1. IDD: >7 e GS >5 ou IDD: 3-6 e GS >9;
2. Os sintomas apresentaram-se em nível similar por pelo menos 3 meses;
3. Paciente não apresenta outra desordem que possa explicar a dor.
Tratamento medicamentoso:
· Analgésicos: dipirona e paracetamol;
· Antidepressivos tricíclicos: amitriptilina e ciclobenzaprina;
· Benzodiazepínicos.
Tratamento coadjuvante:
1. Conscientização do paciente
· Informações sobre a fibromialgia para pacientes e familiares: mitos e verdades;
· Mudar a crença de que fibromialgia não tem cura;
· Atitudes positivas.
2. Atividade física regular
· Caminhada, natação, hidroginástica, esporte etc, exercícios aeróbicos de moderada intensidade.
3. Apoio psicológico
4. Apoio nutricional
5. Melhorar qualidade do sono
· Horário regular para dormir e despertar;
· Ir para cama somente na hora de dormir e estiver com sono;
· Ambiente saudável;
· Não consumir álcool, cafeína e medicamentos indutores de sono sem orientação médica;
· Jantar moderadamente e;
· Não assistir TV ou usar smartphones na cama.
Fisioterapia
1. Objetivos
· Alívio da dor;
· Melhora da condição musculoesquelética (flexibilidade, adm e força, caso tenha algum déficit);
· Relaxamento muscular;
· Reeducação postural;
· Melhora do condicionamento cárdio-respiratório;
· Melhora da qualidade de vida.
2. Tratamento
· Recursos analgésicos (não tem necessidade de usar recursos antiinflamatórios);
· Cinesioterapia;
· Condicionamento cardiovascular (exercícios aeróbicos).