A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
17 pág.
SP1- Proliferação celular, HPV E CÂNCER UTERINO

Pré-visualização | Página 3 de 5

celulares mais capazes de suportar 
o ambiente hostil. 
 
Conceito de displasia 
Displasia é um termo geral usado para designar o surgimento de anomalias durante o 
desenvolvimento de um órgão ou tecido corporal, em que ocorre uma proliferação 
celular que resulta em células com tamanho, forma e características alteradas. A 
displasia implica uma alteração inequívoca do programa de crescimento e 
diferenciação celular. 
Conceito de aplasia 
A aplasia é uma disfunção das células e tecidos que leva à interrupção do seu 
desenvolvimento. A aplasia surge após o nascimento e não é transmissível. As causas 
principais são tratamentos contra o câncer, infecções virais ou bacterianas, 
exposição à radiação e reação imunológica. 
Conceito de anaplasia 
As células indiferenciadas são também chamadas de anaplásicas. As células 
anaplásicas apresentam variação de tamanho e forma. O termo anaplasia significa, 
literalmente, “transformar-se para trás”, indicando uma reversão da diferenciação 
para um nível mais primitivo. Acredita-se, contudo, que a maioria dos cânceres não 
representa uma “diferenciação reversa” das células normais maduras, mas, de fato, 
surgem de células menos maduras com propriedades “semelhantes a células-tronco”, 
tais como as células tronco teciduais. 
 
3. Epidemiologia, fisiopatologia, quadro clínico, 
sintomas, diagnóstico, tratamento, vacinas do HPV. 
 
Epidemiologia: 
A prevalência de HPV geral na população feminina pesquisada foi de 54,6% e na 
masculina, de 51,8%. 
 Os dados revelam que a prevalência do HPV mostra-se maior na Região Nordeste, 
com 58,09%, e na região Centro-Oeste com 56,46%. Na Região Norte o índice é de 
53,54%, no Sudeste 49,92%, e na região Sul 49,68%. 
 A faixa etária de maior acometimento situa-se entre 20 e 40 anos, com o pico de 
incidência entre 20 e 24 anos, tanto na população feminina como masculina. É 
importante registrar que há estudos demonstrando que a prevalência de infecção 
pelo HPV é maior na raça branca que na raça negra, sendo encontrada também nos 
indígenas. 
 
Fisiopatologia: 
 Proteina E6 do HPV- Estima expressão de TERT 
Se liga a P53 
 Proteina E7 do HPV- Inativa os inibidores de CDK21 (P21) que inativam as 
ciclinas, consequentemente vai ter aumento das ciclinas 
Se liga a RB em vez das ciclinas CDK’s promovendo a progressão através do 
ciclo 
 
Sintomas: 
As verrugas aparecem após um período de incubação de 1 a 6 meses. 
Verrugas anogenitais visíveis em geral são pólipos minúsculos, flexíveis, úmidos, 
róseos ou cinzentos (lesões elevadas) que 
 Aumentam 
 Podem tornar-se pedunculadas 
 Têm superfícies ásperas 
 Podem ocorrer em agrupamentos 
As verrugas costumam ser assintomáticas, mas alguns pacientes têm coceira, 
queimação, ou desconforto. 
Em homens, as verrugas ocorrem geralmente abaixo do prepúcio, no sulco coronal, 
no meato uretral e no corpo do pênis. Podem ocorrer ao redor do ânus e no reto, em 
particular em homens homossexuais. 
Em mulheres, as verrugas ocorrem mais comumente na vulva, parede vaginal, cérvice 
e períneo; a região uretral e anal pode ser afetada. 
Os tipos 16 e 18 de HPV em geral provocam verrugas planas, endocervicais ou anais, 
de difícil visualização e diagnóstico clínico. 
Diagnóstico: 
- Avaliação clínica, algumas vezes incluindo colposcopia, anoscopia, ou ambas 
Verrugas genitais em geral são diagnosticadas clinicamente. Seu aparecimento 
normalmente as diferencia do condiloma plano da sífilis secundária (que é achatado 
nas extremidades) e de carcinomas. Porém, sorologias para sífilis devem ser 
realizadas no início e após 3 meses. Biopsias de verrugas atípicas, hemorrágicas, 
ulceradas, ou persistentes podem ser necessárias para excluir carcinoma. 
Verrugas anais e endocervicais podem ser visualizadas somente por meio de 
colposcopia e anoscopia. Aplicação de solução de ácido acético a 3 a 5% durante 
alguns minutos antes da colposcopia provoca o clareamento das verrugas e melhora a 
visualização e a detecção de verrugas pequenas. 
Médicos devem verificar se há lesões orais malignas potencialmente causadas pelo 
HPV durante exames de rotina da boca e cavidade oral. 
Testes de amplificação de ácido nucleico (NAAT) para DNA do HPV confirmam o 
diagnóstico e permitem a tipagem do HPV, mas seu papel no tratamento do HPV 
ainda não está claro. 
Tratamento: 
- Remoção mecânica (p. ex., por crioterapia, eletrocauterização, laser ou excisão 
cirúrgica). 
-Tratamento tópico (p. ex., com antimitóticos, cáusticos, ou indutores de 
interferona). 
Vacina contra o HPV: é a medida mais eficaz para prevenção contra a infecção. A 
vacina é distribuída gratuitamente pelo SUS e é indicada para: 
 Meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos; (2 doses) 
 Pessoas que vivem HIV; (3 doses) 
 Pessoas transplantadas na faixa etária de 9 a 26 anos; (3 doses) 
Disponível no SUS: 
 Vacina bivalente: 16 e 18 possui 2 doses 
 Vacina quadrivalente: 16, 18, 6 e 1 possui 2 doses 
 Vacina nonavalente: 16, 18, 6, 11, 31, 33, 45, 52 e 58, indicado para 
pacientes imunodeprimidos 3 doses (0, 2 e 6) 
Rede privada: A vacina quadrivalente está disponível para meninas e mulheres de 9 a 
45 anos e para meninos e homens de 9 a 26 anos. Além dela, a rede privada conta 
com a vacina bivalente, licenciada para todas as meninas e mulheres a partir de 9 
anos. 
 
4. Quais os exames ginecológicos e quando são 
realizados? (papanicolau, colposcopia, biópsia) 
 
Papanicolau, colpocitologia ou preventivo 
O Ministério da Saúde recomenda que mulheres que têm ou já tiveram vida sexual 
ativa, principalmente aquelas entre 25 e 64 anos, façam o exame regularmente. Os 
intervalos devem ser os seguintes: 
 Após o primeiro exame, o segundo deve ser feito depois de um ano; 
 Se os resultados forem normais, o próximo só precisa ser feito depois de três 
anos; 
 Se os resultados indicarem infecção por HPV ou lesão de baixo grau, é preciso 
repeti-lo após seis meses; 
 Se apontar lesão de alto grau, o médico é quem vai definir a melhor conduta. 
Pacientes imunossuprimidas: o exame citopatológico deve ser realizado neste grupo 
após o início da atividade sexual com intervalos semestrais no primeiro ano e, se 
normais, manter seguimento anual enquanto se mantiver o fator de imunossupressão. 
Mulheres HIV positivas com CD4 abaixo de 200 células/mm³ devem ter priorizada a 
correção dos níveis de CD4 e, enquanto isso, devem ter o rastreamento citológico a 
cada seis meses. 
Para que a amostra colhida seja satisfatória, a mulher não deve estar menstruada, não 
deve fazer duchas nem utilizar medicamentos intravaginais e tampouco manter 
relações sexuais nas 72 horas anteriores ao exame. Depois do parto, o ideal é aguardar 
entre seis e oito semanas para fazer a coleta. 
O exame é realizado com a mulher em posição ginecológica (deitada com as pernas 
afastadas uma da outra e os pés apoiados em um suporte). 
Após uma rápida inspeção visual, o ginecologista realiza a escamação da superfície 
externa e interna da região com uma pequena escova. Uma espátula e um cotonete 
também podem ser usados para a obtenção de material ao redor do colo uterino. 
Um instrumento chamado espéculo vaginal é introduzido na vagina para que o colo 
uterino seja visualizado adequadamente. Em seguida, amostras do tecido uterino são 
colhidas, primeiro com uma espátula especial e depois com uma escova endocervical. 
As células coletadas no exame são colocadas em uma lâmina de vidro para análise em 
laboratório especializado em citopatologia. 
Se durante a inspeção o ginecologista observar alguma área do colo do útero com 
alterações suspeitas, ele pode fazer uma biópsia da lesão e enviar junto com o material 
coletado do óstio cervical. 
Como o colo do útero não tem sensibilidade como a pele, normalmente o Papanicolaou 
não dói, mas pode causar desconforto pela necessidade de ajustar o espéculo. Mulheres 
na pós-menopausa com atrofia vaginal podem ter a vagina mais estreita e mais seca, 
o que pode levar a um incômodo maior. 
Gestantes também