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SP1- Proliferação celular, HPV E CÂNCER UTERINO

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podem se submeter ao exame, sem prejuízo para sua saúde ou a 
do bebê. 
Após a análise laboratorial do material coletado, o resultado da citologia cérvico-
vaginal (também denominado pelo laboratório como exame preventivo ou 
colpocitologia oncótica) é fornecido em cerca de 3 a 5 dias. 
O material coletado no exame preventivo pode ser usado para detectar não só a 
presença de células oncogênicas, mas também a presença do vírus HPV e de infecções 
ginecológicas como a candidíase, clamídia gonorréia, sífilis, tricomoníase e 
gardnerella. 
 
Colposcopia: 
A colposcopia funciona como se fosse um microscópio e permite a análise do colo do 
útero, a vagina e a vulva de forma ampliada e detalhada, por conta das lentes de 
aumento utilizadas no processo. É um exame que, em geral, é realizado junto com o 
exame de Papanicolau. 
É um exame capaz de analisar os tecidos desses órgãos e diagnosticar lesões benignas 
(inflamações), pré-malignas que antecedem o câncer e lesões malignas. 
Também pode ser identificado pelo exame doenças, como: inflamação do colo do 
útero, dor pélvica, pólipos benignos, sangramentos e verrugas genitais no colo do 
útero (geralmente causadas pelo vírus do HPV). 
Caso seja identificada lesões, biópsias podem ser realizadas durante o exame. 
Este exame é geralmente recomendado para mulheres que tem um resultado anormal 
do exame de papanicolaou ou para aquelas que durante o exame ginecológico foi 
notada alguma alteração. 
A colposcopia também é indicada quando é necessária uma biópsia do colo do útero 
ou quando há uma suspeita de Papiloma Virus. ( HPV ) 
Como é realizado: 
Colposcopia é um exame que permite visualizar a vagina e o colo do útero através de 
um aparelho chamado COLPOSCÓPIO. Estes exames são grandes aliados no 
diagnóstico e tratamento do HPV, Human Papiloma Virus, da vagina e do colo do 
útero. A colposcopia é indicada nos casos de resultados anormais do exame de 
papanicolaou para se identificar as lesões precursoras do câncer de colo de útero. 
Este aparelho permite o aumento de 10 a 40 vezes do tamanho normal. 
https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/vagina/
O exame é realizado no próprio consultório médico com a paciente na mesa de 
exame. Após colocar o espéculo vaginal o médico examina a vulva, a vagina e o colo 
do útero com o colposcópio. 
O exame não é muito diferente de uma consulta ginecológica comum, portanto, a 
paciente deverá retirar a roupa da parte inferior do corpo e se deitar na maca com as 
duas pernas afastadas, em posição ginecológica. 
Após a paciente se posicionar, é introduzido um espéculo vaginal (aparelho utilizado 
para manter a vagina aberta durante o exame) e posicionado o colposcópio cerca de 
30cm de distância dela. 
O aparelho permite ter uma visão muito ampliada da área e possui um filtro de cores 
que auxilia no diagnóstico de pequenos vasos sanguíneos anormais no colo do útero. 
Pode ser solicitado o uso de ácido acético, que é um líquido que permite o médico 
ter maior visibilidade de células anormais e sua localização e tamanho. 
Quando é necessário o uso desse ácido, a paciente pode sentir uma leve sensação de 
queimação ou ardência. 
Geralmente, após o ácido acético ser aplicado, é necessário o uso de uma outra 
solução diluída em iodo (chamada de solução de Lugol), que permite visualizar de 
maneira ainda mais clara essas anormalidades. 
É necessário que a paciente não esteja em seu período menstrual, pois o fluxo de 
sangue interfere nas imagens do exame e os resultados não são claros. 
Pacientes grávidas ou com suspeita de gravidez, podem fazer o exame normalmente, 
sendo necessário apenas informar ao médico. 
Para que não haja problemas com as imagens obtidas no procedimento, recomenda-
se que a paciente, nas 24 horas que antecedem o exame, não utilize duchas vaginais, 
medicamentos ou cremes na região, absorvente interno e não tenha tido relações 
sexuais. 
O exame deve ser realizado em mulheres que sejam ou já foram sexualmente ativas. 
Para mulheres virgens, a vulvoscopia é indicada, por permitir a ampliação feita por 
um microscópio e fazendo com que a virgindade não seja rompida. 
A periodicidade do exame pode variar de acordo com os resultados obtidos e os riscos 
que eles apresentam. Se houver presença de malefícios ou anormalidades, o médico 
pode pedir a realização da colposcopia anualmente para melhor acompanhamento. 
Em caso de o resultado ter sido normal duas vezes seguidas, o exame pode ser feito a 
cada três anos, de acordo com orientações feitas pelo seu médico. 
 
Teste Schiller positivo: 2ª fot. Realizar biópsia. 
Teste Schiller negativo: 1ª foto. Alto glicogênio 
Ác. acético: Área acetobranca. Áreas com atividades proteicas (área de mitose). 
(Área que não cora→ fazer biópsia) 
 
Biópsia: 
Existem vários tipos de biópsias que podem ser utilizadas para diagnosticar lesões 
pré-cancerígenas ou cânceres de colo do útero: 
 Biópsia com colposcópio: Nesse tipo de biópsia, em primeiro lugar o colo do 
útero é examinado com um colposcópio para detectar as áreas anormais. Em 
seguida com auxílio de uma pinça de biópsia é removida uma pequena porção 
da área anormal sobre a superfície do colo do útero. Esse procedimento pode 
causar cólicas leves, dor e algum sangramento. O procedimento é realizado 
com anestésico local. 
 Curetagem endocervical: (Raspagem endocervical) Às vezes a zona de 
transição (área em risco de infecção pelo HPV e pré-câncer) não pode ser 
visualizada com o colposcópio. Nesse caso, é realizada a curetagem 
endocervical através da inserção de uma cureta no canal do colo do útero. O 
tecido removido na curetagem é enviado para análise. Após esse 
procedimento, as pacientes podem sentir cólicas e ter algum sangramento. 
 Biópsia em cone: Nesse procedimento, também conhecido como conização, o 
médico remove uma amostra de tecido do colo do útero em forma de cone. A 
biópsia em cone pode também ser utilizada como tratamento para remover 
completamente muitas lesões pré-cancerígenas e alguns cânceres incipientes. 
Existem dois métodos comumente utilizados para as biópsias em cone: 
 Cirurgia de alta frequência. A cirurgia de alta frequência (CAF) ou LEEP (Loop 
electrosurgical excision procedure) ou, ainda, alça diatérmica; tem sido 
empregada como um método diagnóstico e muitas vezes terapêutico. A alça 
diatérmica é um instrumento ablativo constituído por um conjunto de eletrodo 
ativo acoplado a um filamento de tungstênio. O procedimento é realizado com 
anestesia local e pode ser feito em consultório. Após o procedimento a paciente 
pode ter cólicas leves e sangramento moderado que pode persistir por várias 
semanas. 
 Biópsia em cone a frio. Este método utiliza um bisturi cirúrgico ou um laser 
em vez de um fio aquecido para remover o tecido. O procedimento é realizado 
com anestesia e é feito em hospital. Após o procedimento, a paciente pode 
apresentar cólica e sangramento por algumas semanas. 
A realização de qualquer tipo de biópsia em cone não impedirá a maioria das mulheres 
de engravidar, mas em casos nos quais uma grande quantidade de tecido é removida, 
essas mulheres podem ter um risco aumentado de parto prematuro. 
Captura híbrida: é um exame molecular que consiste em retirar pequenas amostras 
das paredes da vagina e do colo do útero, para analisar a presença de DNA do HPV na 
célula. Este teste ajuda a identificar o HPV de baixo ou alto risco, quando 
Exame clínico: o ginecologista examina região íntima da mulher para identificar 
qualquer verruga, lesão ou alteração possivelmente causada pelo vírus HPV; 
Exames de sangue: podem ser úteis para identificar infecções e a presença de vírus 
dentro das células. Normalmente antes da realização do exame se sangue para HPV, o 
médico solicita abstinência sexual por 3 dias. 
 
5. Epidemiologia, diagnóstico, tratamento e 
estadiamento: Câncer uterino 
 
Epidemiologia: 
É o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama 
e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres