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SP1- Proliferação celular, HPV E CÂNCER UTERINO

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por câncer no Brasil. Prova 
de que o país avançou na sua capacidade de realizar diagnóstico precoce é que na 
década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram da doença invasiva. 
Ou seja: o estágio mais agressivo da doença. Atualmente 44% dos casos são de lesão 
precursora do câncer, chamada in situ. Esse tipo de lesão é localizada. 
Estimativas de novos casos: 16.340 (2016 - INCA). 
 
Diagnóstico: 
É uma doença de desenvolvimento lento que pode cursar sem sintomas em fase 
inicial e evoluir para quadros de sangramento vaginal intermitente ou após a relação 
sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada a queixas urinárias ou 
intestinais nos casos mais avançados. 
O exame preventivo do câncer do colo do útero (Papanicolaou) é a principal 
estratégia para detectar lesões precursoras e fazer o diagnóstico da doença. É 
fundamental que os serviços de saúde orientem sobre o que é e qual a importância 
do exame preventivo, pois sua realização periódica permite reduzir a mortalidade 
pela doença. 
Estadiamento: 
O estadiamento descreve aspectos do câncer, como localização, se disseminou, e se 
está afetando as funções de outros órgãos do corpo. Conhecer o estágio do tumor 
ajuda na definição do tipo de tratamento e a prever o prognóstico da paciente. 
Para determinar o estágio do tumor após um diagnóstico de câncer do colo do útero, 
os médicos tentam responder às perguntas: 
 Qual o tamanho do tumor? 
 O tumor atingiu estruturas próximas? 
 O tumor se espalhou para os linfonodos próximos ou para outros órgãos? 
As informações obtidas dos exames físicos e de imagens são usadas para determinar o 
tamanho do tumor, sua extensão, se invadiu os tecidos dentro e ao redor do colo do 
útero e se existe disseminação para outros órgãos (metástases). 
O sistema de estadiamento FIGO (International Federation of Gynecology and 
Obstetrics) é usado com frequência para tumores dos órgãos reprodutivos femininos, 
incluindo o câncer de colo do útero. Para o câncer do colo do útero, o estadiamento 
clínico é usado e baseia-se nos resultados do exame físico, biópsias, exames de 
imagem e em exames, como cistoscopia e proctoscopia. Se a cirurgia for realizada, 
um estadiamento patológico pode ser determinado a partir dos achados cirúrgicos, 
mas isso não altera o estadiamento clínico. 
Os estágios do câncer de colo do útero variam de 1 a 4, onde o estágio 4 significa que 
a doença está disseminada à distância. A nomenclatura de um estágio cancerígeno 
pode conter uma letra o que significa um estágio inferior. Tumores com estágios 
similares tendem a ter um prognóstico semelhante e geralmente são tratados da 
mesma maneira. 
 
 
Estadiamento III - complemento 
 
 
 
Tratamento: 
O tratamento para cada caso deve ser avaliado e orientado por um médico. Entre os 
tratamentos mais comuns para o câncer do colo do útero estão a cirurgia e a 
radioterapia. 
O tipo de tratamento dependerá do estadiamento da doença, tamanho do tumor e 
fatores pessoais, como idade e desejo de ter filhos. 
 
6. Existe alguma política pública sobre o câncer de 
colo de útero 
 
A Linha de Cuidado do Câncer do Colo do Útero tem a finalidade de assegurar à 
mulher o acesso humanizado e integral às ações e aos serviços qualificados para 
promover a prevenção do câncer do colo do útero, acesso ao rastreamento das lesões 
precursoras, ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado, qualificado e em 
tempo oportuno.