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Ano 1 nº 2 - novembro/dezembro de 2013
www.atlanticaeditora.com.br
estética
14 anos
TrATAmenTo dA pele
•	 Acne: peeling ultrassônico e a 
fotobioestimulação com led
•	 preenchimento facial e 
hidratação estética em 
portadores do vírus HIV/AIdS
•	 dermatite seborréica 
inflamatória do couro cabeludo
profISSão
•	 migração de profissionais da 
saúde para a área estética 
r
evista B
rasileira de estética 
< Volum
e 1 
< n
úm
ero 2 
< n
ovem
bro/d
ezem
bro de 2013
revista Brasileira de
pSIcologIA
•	 Simetria facial natural 
e percepção da beleza
•	 Avaliação da satisfação 
da imagem corporal em 
estudantes de estética
AlopecIA
•	 Aplicação transdermal 
de d-pantenol e laser 
de baixa potência
© ATMC - Atlântica Multimídia e Comunicações Ltda - Nenhuma parte dessa publicação pode ser 
reproduzida, arquivada ou distribuída por qualquer meio, eletrônico, mecânico, fotocópia ou outro, sem 
a permissão escrita do proprietário do copyright, Atlântica Editora. O editor não assume qualquer res-
ponsabilidade por eventual prejuízo a pessoas ou propriedades ligado à confiabilidade dos produtos, 
métodos, instruções ou idéias expostos no material publicado. Apesar de todo o material publicitário 
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ou endosso da qualidade ou do valor do produto ou das asserções de seu fabricante.
Atlântica Editora edita as revistas Fisioterapia Brasil, Fisiologia do Exercício, Enfermagem Brasil, 
Nutrição Brasil, Neurociências & Psicologia e Síndromes
I.P. (Informação publicitária): As informações são de responsabilidade dos anunciantes.
Presidente do Conselho Científico
Drª. Jeanete Moussa Alma
Conselho Científico
Prof. Dr. Marcos Moisés Gonçalves
Prof. Dr. Rafael Cusatis Neto
Prof. Dr. Marlus Chorilli
Prof. Dr. Francisco Romero Cabral
Profª. Drª. Fabiana Abraão
Grupo de Assessores
Prof. Ms. Décio Geraldo Minalli
Profª. Ms. Regina Célia da Costa Leão
Prof. Ms. Ricardo William Trajano
Conselheiros
Profª. Esp. Andréia Gomes Candido
Profª. Esp. Sonia Regina Ribeiro Castro Maturana
Profª. Esp. Marcia Regina Del Grandi 
Profª. Esp. Roberta Silva Jorge 
Profa. Ms. Vera Lucia Amengol 
Todo o material a ser publicado deve ser enviado para o seguinte endereço de e-mail:
artigos@atlanticaeditora.com.br
Diretor
Antonio Carlos Mello
mello@atlanticaeditora.com.br
E-mail: atlantica@atlanticaeditora.com.br
www.atlanticaeditora.com.br
Atlântica Editora 
e Shalon Representações
Praça Ramos de Azevedo, 206/1910
Centro 01037-010 São Paulo SP
Atendimento
(11) 3361 5595 /3361 9932
E-mail: assinaturas@atlanticaeditora.com.br
Assinatura
1 ano (6 edições ao ano): R$ 210,00
Editor executivo
Dr. Jean-Louis Peytavin
jeanlouis@atlanticaeditora.com.br
Editor assistente
Guillermina Arias
guillermina@atlanticaeditora.com.br
Direção de arte
Cristiana Ribas
cristiana@atlanticaeditora.com.br
estética
Revista Brasileira de
Sumário
Volume 1 < Número 2 < Novembro/Dezembro de 2013
EDITORIAL
Devagar e sempre!, Jeanete Moussa Alma ................................................................76
ARTIGOS ORIGINAIS
Acne vulgar: avanços na técnica combinada de limpeza 
de pele associada ao peeling ultrassônico e a fotobioestimulação 
com LED, Denise Brega Alvares, Valeria Brega Alvares Taborda, 
Jeanete Moussa Alma .............................................................................................77
Aplicação transdermal de D-pantenol e do laser de baixa potência 
no tratamento da alopecia androgenética, Vera Lucia Amengol de Lima, 
Luciano Júlio Chingui ...............................................................................................83
Fenômeno migratório de profissionais da saúde para a área estética 
na cidade de Campo Grande/MS, Joana Aguirre do Amaral, 
Jeanete Moussa Alma, Andreia Gomes Candido .........................................................93
Correlação entre simetria facial natural e percepção da beleza 
e impressões pessoais, Maria Eugênia Mayr de Biase, 
Michele Figueira Nunes, Jeanete Moussa Alma ........................................................108
Sustentabilidade estética: impactos produzidos pela atividade 
do profissional esteticista ao meio ambiente, Silene Mancini, 
Silvana Gaiba, Jeanete Moussa Alma ......................................................................116
Técnica combinada de preenchimento facial e hidratação estética 
em portadores do vírus HIV/AIDS, na melhora da qualidade de vida 
e imagem pessoal, Maria Regina Rodrigues da Cruz, 
Clementina Michielom de Augusto Isihi, Jeanete Moussa Alma .................................122
RELATO DE CASO
Uso do equipamento de alta frequência no tratamento da dermatite 
seborréica inflamatória do couro cabeludo, Alexandrina Rubio Barboza, 
Aline Lopes da Rocha Tenório, Juliana Roldi Ramos, Tatiane Moura da Silva ..............131
estética
Revista Brasileira de
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 201376
Devagar e sempre!
Profa. Dra Jeanete Moussa Alma 
Assim sempre foi a carreira Estética, 
não poderia ser diferente com nossa primei-
ra Revista Cientifica. Começamos a receber 
trabalhos de outros Estados, é o caso do 
Espírito Santo, Minas Gerais e Maranhão. 
Nosso sonho é que em poucas edições 
tenhamos trabalhos de todos os estados 
brasileiros. Vocês poderão notar que nos-
sos artigos são bastante ecléticos, vão dos 
relatos de casos aos que se preocupam 
com as questões legais da profissão. Essa 
diversidade é extremamente salutar. Mos-
tra que as esteticistas estão preocupadas 
com o aprimoramento de suas técnicas, 
mas também não esquecem das questões 
legais e políticas. Alias, a Editora Atlântica e 
nosso corpo científico estão elaborando uma 
edição extra ou especial com as melhores 
profissionais do país, de todas as regiões, 
com protocolos super bem elaborados e em-
basados na ciência. A nova era da Estética 
chegou e a Revista Brasileira de Estética 
se coloca absolutamente a disposição. 
Boa leitura a todos, e, não se esqueçam, 
estamos a disposição para publicar bons 
artigos. Mande o seu, e um grande abraço.
EDITORIAL
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 77
ARTIGO ORIGINAL
Acne vulgar: avanços na técnica combinada 
de limpeza de pele associada ao peeling 
ultrassônico e a fotobioestimulação com LED
Acne vulgaris: advances in the combined technique of facial 
skin cleansing associated with ultrasonic peeling and LED 
photobiostimulation
Denise Brega Alvares*, Valeria Brega Alvares Taborda**, Jeanete Moussa Alma, D.Sc.***
*Pós-Graduanda em Estética da Universidade Gama Filho, São Paulo/SP, Esteticista do Centro de 
Dermatologia Estética e Laser de Bauru (Delcentro), **Dermatologista, Doutoranda em Biologia Oral, 
Diretora do Centro de Dermatologia Estética e Laser de Bauru (Delcentro), ***Esteticista, Fundadora 
do Primeiro Curso Superior em Estética no Brasil, Fundadora do Primeiro Curso de Pós Graduação em 
Estética no Brasil, Coordenadora do programa de Pós Graduação da Universidade Gama Filho, Coor-
denadora do programa de Pós Graduação da Universidade Estácio de Sá, Supervisora de Estágio do 
Curso de Estética e Cosmética da Universidade Santana/Unisantanna - Artigo originalmente publicado 
em Salusvita 2012;31(1) 
Endereço para correspondência: Denise Brega Alvares, Rua Saint Martin, 18-19 Bauru SP, E-mail: 
alvaresdenise@hotmail.com
 | Resumo
A limpeza de pele é um procedimento comum na prática diária em estética. Algumas das técnicas 
difundidas de forma empírica entre os profissionais da área de estética não são padronizados e nem 
estão descritas na literatura científica; outras técnicas estão descritas na literatura científica descon-
examente. Os autores propõem uma técnica combinada que busca associar práticas de domínio público 
a novas opções tecnológicas. Com o objetivo de padronizá-la como opção mais abrangente e avançadado que a limpeza de pele tradicional, a técnica combinada foi otimizada pelo uso de micropipetas de 
vidro em associação ao peeling ultrassônico e a fotobioestimulação com LED, visando a aumentar sua 
eficiência e proporcionar melhores resultados.
Palavras-chave: acne vulgar, higiene da pele e métodos.
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 201378
 | Introdução
A acne vulgar, considerada a doença 
mais comum de pele, manifesta-se pela 
presença de comedões abertos e fechados 
(grau I) (Figura 1), e um número variável de 
lesões inflamatórias, como pápulas e pús-
tulas (grau II), como nódulos e pseudocistos 
(grau III) ou como abscessos e fístulas 
(grau IV) [1] que indubitavelmente afetam 
a autoimagem e a autoestima dos indiví-
duos [2,3]. O tratamento medicamentoso 
da acne deve ser orientado por um médico 
dermatologista; complementarmente à 
extração dos comedões geralmente se faz 
necessária e deve ser realizada por uma 
esteticista habilitada. 
Na prática, a limpeza de pele pode ser 
indicada em todos os graus de acne [4], 
pois tem ação importante no esvaziamento 
de lesões inflamatórias (pústulas) e princi-
palmente nas lesões não inflamatórias (co-
medões abertos), evitando a evolução para 
pústulas [5]. Procura-se, portanto, eliminar 
com traumas mínimos as lesões pustulo-
sas e comedogênicas, preservando a pele 
normal ao redor. A remoção dos comedões 
promove melhoria imediata e acentua a 
satisfação do paciente, pois a extração 
com princípios de antissepsia elimina as 
lesões inflamatórias da acne e reduz o grau 
de comprometimento clínico [6]. 
Atualmente a desvantagem evidente é 
que a extração da forma mais comumente 
realizada, através da expressão digital, 
pode proporcionar danos na pele normal 
contígua dos comedões [7], com o risco 
de prejudicar a cicatrização ou geração de 
cicatrizes inestéticas. Modelos distintos 
de extratores de comedões metálicos 
utilizados amplamente durante a limpeza 
de pele mantêm o risco de traumas, bem 
como reduzem a eficiência da limpeza de 
pele, aumentam o tempo e o custo do pro-
cedimento [6].
Figura 1 - Comedões abertos de acne 
vulgar grau I (videodermatoscopia).
O objetivo dos autores é apresentar 
uma opção mais abrangente e avançada 
do que a limpeza de pele tradicional, a 
técnica combinada, que foi otimizada pelo 
 | Abstract
The facial skin cleansing is a common daily procedure in aesthetics practice. some of the techniques 
empirically widespread among professionals in aesthetics are not standardized and are not described in 
literature. Other techniques are described separately in the literature. The authors propose a combined 
technique that seeks to involve practices in the public domain to new technological options. Aiming to 
standardize it as a most comprehensive and advanced option than the traditional skin cleansing, they 
combine technique and optimize them by using glass micropipettes in association with ultrasonic peel 
and LED photobiostimulation in order to both increase efficiency and provide better results.
Key-words: Acne vulgaris, skin cleansing and methods.
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 79
uso de micropipetas de vidro em associa-
ção esfoliação (peeling) ultrassônico e a 
fotobioestimulação com LED, visando a 
aumentar sua eficiência e proporcionar 
melhores resultados.
 | Material e métodos
Descrevemos a técnica combinada no 
tratamento complementar da pele com acne 
vulgar que usa aparelhos e dispositivos 
para extração de comedões, microdrena-
gem de pústulas, esfoliação ultrassônica 
e fotobioestimulação com LED, conforme 
as fases abaixo:
•	 1ª fase: Inicia-se a técnica com an-
tissepsia da pele com sabonete an-
tisséptico, gel de limpeza ou espuma 
(Dermotivin Salix foam, Galderma, 
Hortolândia/SP).
 � 2ª fase: Após a antissepsia da pele, 
realiza-se o peeling ultrassônico, 
(TriaSystem, Industra Mecânica Fina, 
Indústria e Comércio Ltda, São Carlos/
SP), que através do transdutor ultras-
sônico flexional, com frequência de 
25.000 vezes por segundo (25 kHz), 
promove a dilatação dos óstios foli-
culares (poros), fluidifica a secreção 
sebácea (sebo), estimula a atividade 
hipersecretora e sudorípara (Figura 2). 
O aparelho é composto por cerâmicas 
piezoelétricas que são responsáveis 
pela conversão de energia elétrica 
suprida pelo gerador no ultrassom que 
irá promover a cavitação e a limpeza 
[8,9]. A cavitação acústica é o fenô-
meno explorado pelos sistemas de 
limpeza ultrassônicos [10] e refere-se 
à formação de cavidades vazias ou 
preenchidas com gazes ou vapores em 
meio líquido.
Figura 2 - Aparelho de peeling ultrassô-
nico utilizado na fase 2.
•	 3ª fase: A seguir, aplica-se uma loção 
adstringente e emoliente (loção hipo-
alergênica facial de trietanolamina, 
Vitaderm Hipoalergênica, São Paulo/SP) 
e um creme amolecedor de comedões 
(Payot, Melfe Cosméticos Indústria e 
comércio Ltda, São Paulo, SP, Brasil). 
Utiliza-se o tradicional vaporizador-
-umidificador de ozônio (DGM Eletrôni-
ca, Santo André/SP), que além de ser 
bactericida, umedece a pele e evita a 
pressão excessiva ao remover [11], 
na próxima etapa, os comedões, com 
micropipetas extratoras descartáveis. 
No caso da face, protegem-se os olhos 
previamente com algodão embebido em 
soro fisiológico e direciona-se por 15 mi-
nutos o jato do aparelho vaporizador de 
ozônio ao centro da área a ser tratada.
 � 4ª fase: Para facilitar a extração dos co-
medões utiliza-se um dispositivo alterna-
tivo que aumenta a eficácia da limpeza 
de pele estética tradicional, melhora os 
resultados e diminui o risco de traumas 
imediatos e hipercromias indesejáveis. 
Uma técnica ainda não publicada, mas 
desenvolvida pelos autores adapta tu-
bos capilares descartáveis como micro-
pipetas extratoras de comedões (tubos 
capilares de vidro para microhematócrito 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 201380
sem heparina, Perfecta Ind. e Com. de 
Lâminas de Vidro Ltda, São Paulo/SP) 
de 75 mm de comprimento,1mm diâ-
metro interno, 1,5mm diâmetro externo 
(Figura 3 e 4). Um dos autores (VBAT) 
padronizou em sua clínica há 15 anos 
o uso de micropipetas descartáveis 
(tubos de vidro capilares para microhe-
matócrito)como o um instrumento para 
extração de comedões e microdrenagem 
de pústulas durante procedimentos de 
limpeza de pele, por ser prático, leve, de 
fácil manuseio, acessível, de baixo cus-
to, descartável e com menor chance de 
traumatizar a lesão tratada e menor ris-
co de disseminar uma possível infecção.
Figura 3 - Extração de comedões aber-
tos com tubos capilares descartáveis 
(técnica de micro - drenagem de Tabor-
da). Fase 4 da técnica combinada.
Figura 4 - Representação da retirada 
do comedão aberto com micropipeta 
extratora descartável (tubo capilar de 
vidro) na técnica de microdrenagem de 
Taborda.
 � 5ª fase: Na finalização utiliza-se a 
fotobioestimulação com aparelho de 
LED, Multiwaves, Industra Mecânica 
Fina, Indústria e Comércio Ltda, São 
Carlos/SP) (Figura 5). No tratamento 
coadjuvante da acne associa-se a fo-
tobioestimulação com LED de 405nm 
(aplicação de cabeça azul), com ação 
bactericida, seguida da fotobioesti-
mulação com LED de 940 nm (cabeça 
infravermelha) de ação anti-inflama-
tória e cicatrizante, efeitos descritos 
na literatura internacional [12-18]. 
O espectro de luz utiliza uma baixa 
intensidade de energia, o q uegarante 
um tratamento não-ablativo. Diferen-
temente dos lasers, que utilizam um 
processo fototérmico, a fotobioestimu-
lação com LED atua em um processo 
fotobioquímico, onde os resultados 
ocorrem como efeito direto da irradia-
ção luminosa (fotobioestimulação) e 
não por conta do aquecimento. A tera-
pia com luz azul (405 nm) atua através 
da fotossensibilidade das porfirinas 
produzidas pelo Propionibacterium 
acnes, a principal bactéria causadora 
da acne vulgar [19]. A ativação da pro-
toporfirina IX, absorvida através da luz 
azulna presença de oxigênio, produz 
oxigênio atômico, que destrói as bac-
térias do P. acnes [20,21]. O pico de 
absorção de protoporfirina IX acontece 
em 410 nm, ou seja, comprimento de 
onda do LED azul, explicando sua ação 
bactericida, importante no tratamento 
da acne. Indica-se a aplicação da luz 
azul durante 10 minutos (efeito bacteri-
cida) e 15 minutos da luz infravermelho 
(efeito anti-inflamatório e cicatrizante).
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 81
Figura 5 - Fotobioestimulação com apa-
relho de LEDs (luz azul, 405nm) na fase 
5 da técnica combinada.
 � 6ª fase: Segue-se uma máscara suavi-
zante (Adcos Clean Solution de endorfina 
e arnica, Indústria e Comércio Ltda, 
Serra/ES) que contribui para diminuir o 
eritema e atua em sinergismo com os 
LEDs. Para prevenir infecções contíguas, 
aplica-se uma solução tópica de eritro-
micina 2% (Stiefel, Guarulhos/SP) nas 
áreas das extrações dos comedões [22]. 
Para finalizar aplica-se um protetor solar 
físico-químico com amplo espectro (UvA 
e UvB) em veículo apropriado ao tipo de 
pele tratada, preferencialmente em gel 
ou emulsão (oil free) não comedogênica.
 | Discussão
Existem três formas de extração dos 
comedões e drenagem de pústulas: manual 
(por expressão digital), com agulhas descar-
táveis e com dispositivos metálicos (dife-
rentes modelos patenteados de extratores 
metálicos de comedão). A forma de extração 
mais comumente realizada é a extração 
manual com as pontas dos dedos envoltos 
em algodão ou gaze, onde a força ao ser 
exercida em apenas 2 pontos, traumatiza 
excessivamente a pele normal ao redor do 
comedão ou pústula, o que aumentar o des-
conforto e a dor, e aumenta o risco de infec-
ções, discromias e cicatrizes indesejadas. 
Os extratores metálicos são dispositivos 
reutilizáveis disponíveis para a extração de 
comedões abertos cuja superfície metálica 
de contato com a pele ao redor do orifício 
extrator causa um trauma que é rapidamente 
percebido através do eritema resultante. Ao 
contrário, utilizando-se a micropipeta de vidro 
extratora descartável proposta pelos autores 
o trauma é consideravelmente reduzido, já 
que se trata de um dispositivo tubular, leve e 
com superfície mínima de contato com a pele 
normal para exercer pressão circular limita-
da a pele justaposta ao comedão, portanto 
preservando a integridade da pele sadia. A 
micropipeta extratora descartável preserva 
a pele normal ao redor das lesões dos 
comedões, sendo mais seguro e evitando 
complicações como inflamações, infecções, 
escoriações, hemorragias, hipercromias e 
cicatrizes na pele tratada.
 | Conclusão
Após o exposto acredita-se que se 
trata de uma técnica para limpeza de pele 
menos agressiva e potencialmente mais 
segura, onde o profissional preocupa-se 
com a integridade da pele sadia otimizando 
os resultados. O peeling ultrassônico já 
prepara a pele para continuidade do trata-
mento, fluidificando o sebo e retirando os 
restos celulares
que normalmente obstruem os óstios 
foliculares. O dispositivo extrator descar-
tável para extração não traumática de 
comedões e microdrenagem de pústulas 
apresenta como maior vantagem, sobre os 
já existentes, exercer o mínimo trauma so-
bre a pele ao redor dos comedões, evitando 
efeitos indesejáveis como infecção, discro-
mias ou formação de cicatrizes inestéticas 
indesejáveis. Adicionalmente, o aparelho de 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 201382
LED utilizado, potencialmente, tem efeito 
bactericida e anti-inflamatório.
 | Agradecimentos
Ao Dr. Paulo Taborda, dermatologista, 
sempre me orientando em todos os mo-
mentos com muito saber. 
 | Referências
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Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 83
ARTIGO ORIGINAL
Aplicação transdermal de D-pantenol e do 
laser de baixa potência no tratamento da 
alopecia androgenética
Transdermal application of D-panthenol and low power laser 
therapy in androgenic alopecia
Vera Lucia Amengol de Lima, M.Sc.*, Luciano Júlio Chingui, M.Sc.**
 *Mestre em Saúde Pública, Universidade Americana em Assunção. Pós Graduada em Reabilitação do 
Sistema Músculo Esquelético, Especialista em Dermoestética e Cosmética Aplicada pela Universidade 
Ceuma/MA, Coordenadora do programa de Pós Graduação em Dermoestética e Cosmética Aplicada na 
Universidade Ceuma/MA, Doutoranda pela Universidade Americana em Assunção, **Mestre em Fisio-
terapia pela Universidade Metodista de Piracicaba, especialista em acupuntura pela ABA (Associação 
Brasileira de Acupuntura), doutorando em Fisioterapia pela UFSCar, docente do curso de Fisioterapia 
da Faculdade Anhanguera e do programa de pós-graduação em Dermoestética e Cosmética Aplicada da 
Universidade Uniceuma/MACorrespondência: Vera Lucia Amengol de Lima, E-mail: veraamengol@yahoo.com.br
 | Resumo
A ciência tem se preocupado em compreender os diferentes eventos fisiológicos envolvidos na queda 
de cabelo, e assim desenvolver terapias capilares mais efetivas. No decorrer dos anos, a indústria de 
produtos cosméticos, através de pesquisas, vem buscando alternativas para o tratamento de alopecia 
procurando entender as causas que levam à queda do cabelo, e consequentemente desenvolvendo 
produtos cujos princípios ativos se apliquem a esses fenômenos de forma eficiente, dentre estes res-
saltamos o D-pantenol. O Laser de baixa potência vem sendo utilizado para tratamento da alopecia 
androgenética desde 2003, são estimulantes metabólicas que atuam no interior das células e au-
mentando sua atividade por conta de uma maior produção de Adenosina Trifosfato (ATP), componente 
responsável pela maior energia celular. Por meio de pesquisa do tipo exploratória descritiva avaliam-se 
os efeitos da aplicação do laser de baixa intensidade no tratamento de alopecia androgenética no 
processo de crescimento capilar com comprimento de onda entre 660 a 690 nm (laser vermelho) e 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 201384
 | Introdução
O cabelo é a única estrutura corpórea 
capaz de se renovar completamente, sem 
deixar cicatrizes. Os cabelos são estetica-
mente importantes na harmonia facial em 
todas as fases da vida. De modo geral, 
também oferece outras possibilidades ao 
indivíduo, como mostrar sua personalidade, 
seu estilo de vida, um determinado padrão 
de comportamento que ele está adaptado 
às tendências da moda. Do ponto de vista 
funcional eles conservam o encargo de 
emoldurar o rosto, servindo como um car-
tão de apresentação pessoal de todos os 
indivíduos [1].
Para Dawber [2], os cabelos têm 
como função a proteção do couro cabe-
ludo contra agressões diversas, é con-
siderado um complemento estético com 
potencial de influenciar a autoestima e 
aspectos psicológicos inclusive os se-
xuais das pessoas.
Diante disso, as preocupações com 
as características da beleza estética têm 
crescido intensamente nos últimos anos, 
observando-se grandes mudanças com 
os efeitos do envelhecimento sobre os 
diversos sistemas, entre eles o sistema 
tegumentar onde se encontram a pele e os 
pelos. Entre os grandes alvos das interven-
ções estéticas está a pele da facial. Nesse 
mesmo contexto a perda de cabelos, tem 
se configurado atualmente como um dos 
maiores problemas estéticos tanto para 
homens como para mulheres.
A alopecia é o nome dado à queda 
temporária ou definitiva, de forma geral ou 
parcial do cabelo [3]. De acordo com pon-
derações de Sucar et al. [4], é importante 
elucidar que existem vários tipos de alope-
cia, entre os quais os mais frequentes são: 
androgenética, areata, eflúvio telógeno, uni-
versal, por tração, por produtos químicos, 
carência nutricional dentre outras. O seu 
desenvolvimento gera um distúrbio psicos-
entre 790 a 830 nm (laser infravermelho), com potencia real do emissor de 100 mW, e da aplicação 
transdermal de D-pantenol.
Palavras-chave: laser, d-pantenol, tratamento da alopecia.
 | Abstract
The science has been concerned with understanding the different physiological events involved in hair 
loss, and thus develop more effective therapies. The cosmetics industry over the years, through research, 
is looking for alternatives for the treatment of alopecia, seeking to understand the causes that lead 
to hair falling, and consequently developing products whose active ingredients are applied efficiently 
to these phenomena. Among these we emphasize D-panthenol. The low-intensity laser has been used 
for treatment of androgenic alopecia since 2003. They are metabolic stimulants, acting within the 
cells and increasing their activity because of an increased production of Adenosina Trifosfato (ATP), a 
component responsible for most cellular energy. Through exploratory research descriptive we assessed 
the effects of applying low-intensity laser in the treatment of androgenic alopecia in the process of hair 
growth: energy (LILT - Low Intensity Laser Treatment), wavelengths between 660-690 nm (red laser) 
and between 790 to 830 nm (infrared laser), with real power of the transmitter de 100 mW, and the 
application of transdermal D-panthenol. 
Key-words: laser, D-panthenol, alopecia therapy.
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 85
social que leva os pacientes a busca de 
alternativas para reverter esta alteração [1].
Conforme estudo de Pereira [5], entre 
todas as formas de alopecia, a androgené-
tica é a mais comum e se manifesta tanto 
nos homens como nas mulheres, apesar 
de ser relativamente menos comum no 
sexo feminino. Nesse sentido a alopecia 
androgênica se constitui como uma grande 
preocupação para a beleza tanto masculina 
como feminina [6].
Nesse sentido, a cosmetologia e a 
biofísica têm desenvolvido recursos eletro-
-foto-térmicos que possam influenciar o 
crescimento capilar. Dentre eles encontra-
-se os lazeres que são fontes únicas de 
luz estabelecidas no processo de emissão 
estimulada. Existe um arsenal de trabalhos 
publicados, que comprovam o potencial de 
regeneração tecidual nos tratamentos de 
patologias consideradas insolúveis dentre 
elas podemos citar a calvície androgenética 
conhecida como calvície [7-9].
Associados a esses recursos encon-
tra-se os princípios ativos utilizados em 
cosméticos como o D-pantenol que se 
destinam a auxiliar na redução da queda 
do cabelo [2].
Esta pesquisa teve como objetivo ava-
liar os efeitos da aplicação laser de baixa 
intensidade, de energia (LILT – Low Intensity 
Laser Treatment) com o comprimento de 
onda entre 660 a 690 nm (laser vermelho) 
e entre 790 a 830 nm (laser infraverme-
lho), com uma potencia real do emissor: 
100 mw, e da aplicação transdermal de 
D-pantenol nos tratamentos de alopecia 
androgenética através da corrente galvâ-
nica, no processo de crescimento capilar. 
Revisão de literatura
Quando se ouve comentar a respeito de 
laser, ficamos a imaginar a eficiência da luz, 
como também as amplas possibilidades 
de tratamentos tanto para intervenções 
médicas quanto para estética, odontologia, 
fisioterapia, dentre outros seguimentos que 
tem relação com a biomedicina. 
O uso da luz como agente terapêutico 
vem desde a antiguidade. Ela foi usada no 
Egito, Índia e China para tratar doenças da 
pele, como a psoríase, vitiligo e o câncer 
com a exposição do paciente ao sol [10].
Os lasers são definidos como fontes 
de luz coerente que podem ser focalizadas 
em pequenas áreas de tecido e fornecem 
grande intensidade de energia. Segundo o 
autor, é uma luz comum de alta intensidade 
com características diferentes, pois apre-
sentam as seguintes propriedades: coerên-
cia, monocromaticidade e colimação [10].
A luz coerente permite aos lazeres 
sejam focados no local marcado, ou seja, 
apresentam todos os feixes de luz na mes-
ma fase no espaço e tempo, monocromá-
tica, a luz laser é pura e composta de uma 
única cor, e o efeito colimado apresenta 
todas as ondas sempre paralelas entre 
si, não havendo dispersão, ou seja, são 
capazes de percorrer longas distâncias sem 
aumentar seu diâmetro [6,7,9]. 
Os precursores dos lasers foram os 
MASERs (Microwave Amplication by Sti-
mulated Emission of Radiation), que são 
lasers que funcionam no intervalo de ondas 
do micro-ondas. Os cientistas Charles H. 
Townes (Estados Unidos) e Alexandre M. 
Prokhorov (União Soviética), ganharam o 
Premio Nobel na década de 50 utilizando 
a teoria da mecânica quântica, ao explicar 
a interação da energia radiante [7].
Einstein, em 1917 apresentou em seu 
trabalho Zur Quantum Thoria der Strahing 
(a teoria quântica da radiação) e teorizou 
a possibilidade da emissão estimulada da 
radiação. Todavia a aplicabilidade deste 
fato só veio ocorrer em 1951 com a am-
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembrode 201386
plificação de micro-ondas descritas por 
Townes [9].
Daí o surgimento do primeiro laser, em 
julho de 1960, por Theodore H. Maiman, 
depois que Townes e Arthur L. Schawlow 
seguiram o mesmo princípio utilizado no 
desenvolvimento do MASER, estenderam-
-na para o espectro visível da radiação. 
Dessa forma, Theodore H. Maima encontrou 
as condições físicas ideais para o funcio-
namento do primeiro laser, que foi um de 
rubi [11].
Tal fato ocasiona vários efeitos como: 
efeito energético que é explicado pelo fator 
anti-inflamatório a nível local reduzindo a 
inflamação, provocando a reabsorção de 
exsudatos e favorecendo a eliminação de 
substâncias alógenas; efeito anti-inflama-
tório, produzido pelo estimulo à micro cir-
culação, garantindo um aporte eficiente de 
elementos nutricionais e defensivos para a 
região lesada; anti-edematoso, se dá pela 
ação fibrinolítica: proporciona a resolução 
efetiva do isolamento causado pela coagu-
lação do plasma, que determina o edema 
duro [12]; e efeito cicatrizante, incremento 
á produção de adenosina trifosfato (ATP): 
o laser eleva a produção de ATP [13], 
proporcionando um aumento da atividade 
mitótica e aumento da síntese de proteína, 
por intermédio da mitocôndria [11].
Laser terapia
Como o próprio nome diz, é uma tera-
pia, e como qualquer tratamento terapêuti-
co, a reação dos organismos varia muito de 
pessoa para pessoa. A terapia com luz laser 
de baixa intensidade deve seguir os seguin-
tes parâmetros: escolha do comprimento 
de onda adequado, densidade de energia, 
densidade de potência, tipo de regime de 
operação do laser, número de sessões e 
características ópticas do tecido [14].
A associação do laser a quaisquer téc-
nica preconizada é a mais nova proposta 
para os tratamentos capilares. Tal afirma-
ção tem fundamentação científica levando-
-se em conta cinco efeitos do laser nestas 
terapias: a) Incremento energético para a 
célula geradora do cabelo; b) Desgranula-
ção do mastócito cuja função específica 
é a ativação do folículo pilo sebáceo; c) 
Otimização [11].
Grandezas físicas dos lasers
Irradiância é o termo definido como 
densidade de potência (DP), que é definida 
como sendo a potência óptica útil do laser 
em Watts, dividida pela área irradiada ex-
pressa em cm2 [15].
A fluência é definida como quantidade 
de energia necessária para ativar um deter-
minado número de moléculas, essa porção 
estimula o tecido cada vez que o excitem 
com uma dose satisfatória de laser [16].
O comprimento de onda é uma caracte-
rística extremamente importante, pois é ela 
quem define a profundidade de penetração 
no tecido alvo [9].
Dosimetria
Almeida e Figueiredo [17], explicam 
que, a aplicação da radiação infravermelha 
próxima é sua maior penetração nos teci-
dos; e que o laser infravermelho é seguro e 
eficiente, emitindo comprimentos de onda 
entre 700 e 900 nm, sendo geralmente usa-
do comprimentos de 820 nm e 830 nm na 
banda infravermelha, portanto invisível, sua 
potência de pico varia entre 20 e 100mw 
e contínuo em seu método de operação. A 
incidência deve ser sempre perpendicular 
para diminuir a reflexão e a região irradiada 
deve estar isenta de barreiras como suor, 
cremes, entre outros.
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 87
Dentre as contra indicações do uso do 
laser, estão: região dos olhos, pelo risco de 
lesões à retina; pacientes com carcinoma 
ativo ou suspeitado, tecidos tumorais ou 
pré-tumorais não podem ser irradiados, 
gestantes (profissionais e pacientes), im-
plantes eletrônicos (marca passo) [7].
Aspectos anatomo-funcional do cabelo
Segundo Peyrefitte, Chivot e Martini 
[18] e Harrison [19], os cabelos são inva-
ginações do epitélio superficial formada por 
uma massa de queratina constituída por 
três camadas de células; cutícula, córtex 
e medula, a cutícula que é a camada mais 
externa formada por escamas com as bor-
das voltadas para cima. A segunda camada 
que é o córtex, esse é o componente de 
maior importância para o cabelo, pois é no 
córtex onde se localiza a matriz, estrutura 
responsável pela síntese proteica. 
O córtex representa 90% do peso do 
cabelo, e é constituído por fibras longas de 
queratina pigmentada. Por último encontra-
-se uma camada bem mais interna com 
função pouco esclarecida [18].
Dawber e Vanneste [2] afirmam que:
A estrutura que forma o cabelo no ser humano 
é chamada folículo piloso ou pilos sebáceos, 
em quantidade aproximada de cinco milhões. 
Um aspecto relevante a ser observado é o 
fato de que cada folículo piloso obedece a 
seu próprio ciclo de desenvolvimento, nasce, 
cresce, executa sua função e morre este fato 
ocorre em 3 fases claramente definidas, aná-
gena, catágena e telógena.
Segundo Kede e Sabatovich [21], a 
fase anágena (fase de crescimento) é a 
fase mais longa do ciclo. Nesta fase os 
ceratinócitos proliferam rapidamente devido 
à intensa atividade mitótica, e o folículo 
anágeno penetra mais profundamente, no 
nível subcutâneo. A duração desta fase é 
de 2 a 7 anos. Normalmente cerca de 80 a 
85% dos folículos estão nessa fase 
A segunda fase, catágena (fase estacio-
nária), cerca de 2% dos fios dos cabelos do 
couro cabeludo estão nesta fase. É a fase 
da regressão. A atividade celular é reduzida 
e o bulbo entra em processo de atrofia as 
mitoses na matriz param de proliferar e o 
folículo mais inferior entra em regressão e 
o cabelo deixa de ser produzido. Esta fase 
dura cerca de três semanas. Nesta etapa há 
o rompimento da ligação papila-bulbo [19].
A fase elógena (fase terminal, de 
queda) é um estado terminal onde os fios 
finalmente se desprendem do folículo já 
completamente atrofiado se desintegra do 
folículo e cai. Dura cerca de 3 a 6 meses, 
a papila se reconstitui formando uma nova 
base germinal [20].
Na parte inferior do folículo piloso 
encontra-se o bulbo que é a parte mais 
espessa e profunda. O bulbo contém a 
matriz germinativa chamada papila dermal 
altamente vascularizada, responsável pela 
transmissão de toda informação necessária 
para a multiplicação e diferenciação das 
células da matriz, desta forma regulando o 
ciclo de vida do cabelo [2].
Vale ressaltar, que toda vez que o 
folículo piloso retorna à fase anagena, as 
células da papila dérmica (os fibroblastos 
especializados) que se encontram nessa 
área formam uma nova matriz extracelular, 
que dá inicio a formação de um novo fio [5].
Tratamento
O objetivo do tratamento de alopecia 
é cuidar do foco do problema utilizando o 
tratamento adequado dependendo do diag-
nóstico clinico para avaliação das causas 
que desencadearam o problema [21].
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 201388
Pantenol
O pantenol, quimicamente conhecido 
pelo nome de d-pantenol, é um álcool. Ele 
é um precursor da vitamina B5, conhecida 
pelo nome de ácido pantatênico, quando 
aplicado topicamente, penetra na pele e 
nas unhas, transformando-se em ácido 
pantatênico e regenerando as células epite-
liais com rapidez. Sua absorção cutânea é 
rápida, atinge o sangue e liga-se às proteí-
nas séricas (beta-globulinas). Além de sua 
ação cicatrizante, tem ação anti-seborréica 
para o folículo piloso e ação umectante e 
estimulante do metabolismo epitelial [22].
 | Indicações
Segundo o autor, a provitamina de 
ácido pantatênico (Vitamina B5) é utilizada 
em formulações cosméticas especialmente 
para o tratamento de cabelos, pele e unhas. 
Irritações, fissuras, estrias cutâneas em 
rosto, mãos e abdome, dermatite actínia, 
escaras por decúbito.
Iontoforese
A aplicação transdermal de drogas é 
uma técnica não invasiva que permite que 
os princípios ativos sejam transferidos para 
o interior do tecido subcutâneo garantindo 
uma ação controlada, precisa e localizada 
[23].
Com o advento da eletroterapia di-
versos métodos de permeação cutânea 
foram desenvolvidos, entre os quais pode 
se destacar a iontoforese, técnica que 
utiliza corrente contínua com intensidade 
em miliampère(mA) e a iontoforese, que 
utiliza ondas ultrassônicas com a mesma 
finalidade [24].
Nesse sentido, pode-se conceituar a 
Iontoforese como sendo 
[...] a transmissão iônica pela pele intacta, 
possibilitando introdução de substâncias tera-
pêuticas para o interior da pele por intermédio 
de corrente elétrica contínua. Dessa maneira, 
trata-se de uma técnica de aplicação tópica, 
cujos efeitos podem ser locais, minimizando 
efeitos indesejáveis e ou sistêmicas [25]. 
De acordo com Barry [26], a relevante 
vantagem da iontoforese em relação à 
absorção cutânea passiva é o fato de que 
com a ionização além da difusão passiva, 
simultaneamente há um incremento na 
penetração da droga em decorrência dos 
mecanismos de eletro pulsão, eletrosmo-
se e pelo aumento da permeabilidade da 
cutânea.
O mecanismo de eletro pulsão decorre 
da interação entre droga e o campo elétrico, 
sabe-se que o campo elétrico gerado pela 
corrente promove repulsão iônica impul-
sionando íons de polaridade semelhante 
a do eletrodo sob o qual são colocados; a 
eletro osmose é o movimento intradérmico 
de água que ocorre do ânodo em direção ao 
cátodo, esse movimento promove arraste 
componentes neutros e iônicos nele diluí-
dos; o aumento da permeabilidade intrínse-
ca da pele é outro relevante efeito gerado 
pelo campo elétrico da corrente [27].
Sendo a eletro repulsão o principal 
fenômeno responsável pela transferência 
do princípio ativo para interior da pele, essa 
técnica permite a transferência tanto de 
drogas com valência tanto positiva quanto 
negativa. Evidentemente a eletro repulsão 
só ocorre quando a droga é colocada sob o 
eletrodo que apresente a mesma polaridade. 
Assim, drogas de valência positiva devem 
ser exclusivamente colocadas sob ânodo, ao 
passo que as de valência negativa, devem 
ser aplicadas no cátodo [26].
Dessa maneira, a iontoforese constitui-
-se com alternativa viável para transferência 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 89
de princípios ativos pela pele. Para tanto 
se elege a corrente contínua, cujo efeito 
de eletro repulsão é superior às correntes 
pulsadas, como a melhor alternativa para 
realizar a ionização. Esse fato decorre do 
fluxo eletrônico unidirecional e constante 
no decorrer de todo o período de aplica-
ção. Contudo, a aplicação da iontoforese 
deve obedecer a critérios racionais para a 
escolha dos parâmetros físicos durante a 
aplicação, em especial a amplitude, que 
deve ser de no máximo 5 mA [28]. 
A iontoforese é evidentemente uma 
técnica eficaz e muito utilizada na prática 
da estética. Seus efeitos têm trazido melho-
rias no tratamento do Fibro Edema Gelóide 
(celulite) e da lipodistrofia localizada, rugas, 
flacidez e outras doenças relacionadas à 
estética [27].
Considerando esses importantes 
achados científicos, a iontoforese com D-
-pantenol pode ser um importante recurso 
no tratamento de alopecia [23].
 | Material e métodos
A pesquisa foi do tipo descritiva explo-
ratória. O estudo foi realizado no período 
de janeiro a dezembro de 2010, baseado 
no levantamento de aplicação transdermal 
do princípio ativo cosmético de D-pantenol 
em associação da irradiação de laser de 
baixa potência entre 660 a 690 nm (laser 
vermelho) e entre 790 a 830 nm (laser 
infravermelho). 
Programa Tricoterapêutico a Laser da 
paciente foi efetuado conforme o questioná-
rio detalhado da Anamnese em 24 sessões 
e foi dividido em três fases. 
Na 1ª fase do tratamento intensivo 
foram realizadas 24 sessões, uma vez por 
semana, com duração de 6 meses (janeiro 
a junho de 2010). O protocolo consistiu na 
lavagem do cabelo com xampu de jaborandi. 
Em seguida foi efetuada alta frequência com 
intuito de estimular a circulação sanguínea, 
posteriormente foi aplicado um ionto pré-laser 
(D-pantenol), seguida da irradiação com laser 
vermelho com comprimento de onda de 660-
690 nm cuja dosimetria nas três primeiras 
aplicações foi de 4 J (joule), Fluência 140 J/
cm2 logo após 2 J, Fluência 70 /cm2, por fim, 
aplicou-se um tônico com D-pantenol. 
A segunda fase foi a de manutenção 
imediata para o processo de recuperação 
capilar dos novos fios. Esta fase iniciou-
-se após 4 meses (novembro de 2010 a 
janeiro de 2011), perfazendo um total de 
12 sessões. Realizou-se uma aplicação a 
laser uma vez por semana, com duração, 
em média, de 30 minutos, sendo que a 
dosimetria utilizada foi a mesma da pri-
meira etapa. 
Finalmente, a última etapa. Após o 
estabelecimento do processo de recupera-
ção capilar, entrou-se na manutenção em 
caráter definitivo, sendo que uma vez por 
ano o cliente comparecerá a clínica para 
reavaliação e manutenção mínima de 12 
sessões a cada 15 dias. 
 | Resultados e discussão
Figura 1 - Antes
Fonte: arquivo pessoal
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 201390
Figura 2 - Depois
Fonte arquivo pessoal
Figura 3 - Antes
Fonte arquivo pessoal
Figura 4 - Depois 
Fonte: arquivo pessoal
Figura 5 - Antes
Fonte: arquivo pessoal
Figura 6 - Depois
Fonte: arquivo pessoal
A análise fotográfica, bem como a 
inspeção visual in loco revelam diferenças 
significativas entre as condições antes 
e depois das aplicações. Nesse sentido, 
esses resultados comprovam que a asso-
ciação de D-pantenol e do laser de baixa 
potência leva a uma diminuição percentual 
elevada da queda de cabelo se comparada 
aos demais tratamentos capilares.
Esses achados são ratificados em 
recentes publicações que descrevem com 
clareza que a radiação a laser gera aumento 
significativo na síntese de ATP, importantes 
efeitos relacionados ao incremento de sín-
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 91
tese proteica, além de melhora importante 
na vascularização [29-31].
 | Conclusão
Apesar do pequeno número de publica-
ções existentes sobre os lasers de baixa 
intensidade no tratamento das quedas 
capilares, estudos têm provado cada vez 
mais que este tipo de método pode ser 
um excelente complemento para os trata-
mentos convencionais da queda de cabelo.
Nesse sentido, esse trabalho conclui que 
a associação entre a permeação transcutâ-
nea de D-pantenol e a irradiação com laser de 
baixa intensidade é de relevante valor cientí-
fico, à medida que propõe uma maneira não 
invasiva para o tratamento desse distúrbio 
capilar com base nas ponderações anteriores 
o presente trabalho teve como objetivo ava-
liar os efeitos da à aplicação dos efeitos do 
laser de baixa intensidade, de energia (LILT 
– Low Intensity Laser Treatment) e aplicação 
transdermal de D-pantenol nos tratamentos 
de alopecia androgenética.
Os resultados obtidos neste estudo 
demonstraram que a terapia a laser cons-
titui uma alternativa importante para o 
crescimento capilar. Evidentemente faz-se 
necessária a realização de outros estu-
dos, principalmente in vivo, para melhor 
compreensão dos efeitos inerentes às 
respostas aqui encontradas.
Ainda, vale elucidar que esta técnica 
aliada a um diagnóstico correto pode pos-
sibilitar um aumento da cura da calvície an-
drogenética com maiores taxas de adesão 
ao tratamento pelos pacientes.
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2003.
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 93
ARTIGO ORIGINAL
Fenômeno migratório de profissionais da 
saúde para a área estética na cidade 
de Campo Grande/MS
Migration of health workers to aesthetics 
field at Campo Grande/MS
Joana Aguirre do Amaral*, Jeanete Moussa Alma, D.Sc.**, Andreia Gomes Candido***
*Esteticista, Presidente da Associação de Profissionais Esteticistas de Mato Grosso do Sul, Presiden-
te do Sindicato Laboral de Mato Grosso do Sul, Pós Graduada em Estética Integral pela Universidade 
Gama Filho, **Esteticista, Fundadora do Primeiro Curso Superior em Estética no Brasil, Fundadora do 
Primeiro Curso de Pós Graduação em Estética no Brasil, Professora Doutora pela UNIFESP/Escola Pau-
lista de Medicina, Coordenadora do programa de Pós Graduação da Universidade Gama Filho, Coorde-
nadora do programa de Pós Graduação da Universidade Estácio de Sá, Supervisora de Estágio do Curso 
de Estética e Cosmética da Universidade Santana/UNISANTANNA, ***Tecnóloga em Estética, Docente 
do Curso de Maquiagem do Centro Técnico Mesame, Técnica da Linha Fenza, Docente do Curso de 
Estética da Universidade Gama Filho
Endereço para correspondência: Jeanete Moussa Alma, E-mail: contato.especiariascosmeticas@gmail.
com, drajeanetemoussaalma@gmail.com 
 | Resumo
Bastante procurada nos últimos anos, a prática estética, desenvolvida por esteticistas, preenche uma 
lacuna importante entre saúde e beleza, Igualmente tradicional a outras profissões da saúde, nota-se 
que, empiricamente, há uma migração crescente de profissionais da área da saúde para a área estética. 
Praticas profissionais que classicamente eram atribuídas as profissionais esteticistas agora são desem-
penhadas por vários outros segmentos. O presente estudo investigou 140 questionários aplicados as 
profissionais da área da saúde durante um evento de estética e constatou que na realidade não esta 
havendo um fenômeno de migração e sim uma invasão, uma tentativa de desconstrução do perfil da 
profissional esteticista com a finalidade de se apropriar de suas atribuições. Praticas historicamente 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 201394
 | Introdução 
Segundo a Enciclopédia e Dicionário 
Porto editora, Fenômeno é uma ocorrência 
que se observa em uma determinada si-
tuação. Já o sentido de migração está em 
trocar de região, país, estado ou até mesmo 
domicílio. Migrar faz parte do direito de ir 
e vir. Logo quando se aplica a expressão 
Fenômeno Migratório em relação à prática 
profissional, nos referimos ao ato de deixar 
a atividade que se exerce e abraçar um novo 
exercício profissional [1]. E é isso que o pre-
sente estudo busca mostrar a forma pela 
qual a estética tem recebido profissionais 
de várias áreas, em especial os da saúde 
e analisar a forma pela qual essa transição 
ocorre e quais os fatores possíveis que 
levaram a esta situação.
A carreira Estética tem recebido uma 
grande projeção nos últimos anos, em 
parte devido às mudanças ocorridas na 
sociedade com relação à forma pela qual 
as pessoas interagem umas com as outras 
e com os diversos ambientes, sejam eles 
profissionais ou pessoais [2].
O advento da internet, dita e muda 
comportamentos, as pessoas estão mais 
visuais, as informações circulam com uma 
velocidade maior. Além disso, o aumento 
da longevidade faz com que as pessoas 
pleiteiem viver mais e melhor [3].
Neste contexto o Esteticista recebe 
posição de destaque, as técnicas e práticas 
estéticas, preenchem uma lacuna importan-
te entre a área da saúde e da beleza [4]. Os 
profissionais da saúde possuem uma busca 
incessante na manutenção da vida e no res-
gate de pessoas que por diversos motivos 
tem seu estado geral comprometido. No 
que se refere à área do embelezamento, o 
foco da cura não é observado, visto que os 
clientes buscam serviços de beleza para se 
sentirem mais jovens e mais bonitos [5]. 
Os procedimentos estéticos não 
invasivos, desenvolvidos pelas Esteticis-
de responsabilidade da esteticista vem sendo desenvolvida com outras nomenclaturas por profission-
ais de áreas correlatas. Além disso, utiliza-se do escudo da estética para desenvolver procedimentos 
invasivos o que caracteriza uma ilegalidade e um possível problema de saúde publica.
Palavras-chave: estética, fenômeno migratório, invasão.
 | Abstract
Searched a lot in the last years, the aesthetics practice, developed for beauticians, fills an important 
blank between beauty and health, also traditional as other health professions. Empirically we can 
observe that there is a migration of people working in the health area to aesthetics working area. The 
professional practice that classically was tribute to beauticians, now are developed for several others 
working correlated areas. This study investigated 140 questionnaires, applied to health area profes-
sionals during an aesthetics event and concluded that: there is not a migration phenomenon but yes, 
an invasion, a tentative of deconstruction of aesthetics professional profile, intending took off their 
attributions. Practices which was historically beauticians responsibility, noware being developed with 
other nomenclature, for other correlated professional areas; even, they use the protection of aesthetics 
to invasive proceedings, which characterize an illegality and a possible public health problem.
Key-words: aesthetics, migration phenomenon, invasion.
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 95
tas, cumprem um importante papel, pois 
permitem a promoção do embelezamento 
alicerçado em preceitos que privilegiam a 
saúde [4]. 
Posto isso, podemos afirmar que para 
atender essa demanda de embelezamento 
preocupada com a saúde, o perfil da pro-
fissional Esteticista precisou se aprimorar, 
abandonando seu caráter de formação 
“aprendiz” para uma formação sistemati-
zada no âmbito acadêmico e à luz da lei, 
tornando-se definitivamente encarada como 
profissão [5-7].
A estética como a conhecemos hoje, 
existe no Brasil há apenas 63 anos [8], tal 
pratica trazida por Anne Marie Klotz (1950) 
que também fundou a primeira escola de 
curso livre sofreu varias alterações. Atual-
mente, contamos com cursos de nível mé-
dio, superior e pós-graduação lato sensu, 
reconhecidos em nível federal, estadual 
e municipal [8-13]. Torna-se necessário 
lembrar que antes de Madame Klotz, há 
registros desde 1920 de práticas profissio-
nais estéticas que podem ser encontradas 
no artigo de Natalia Barros, onde se evi-
dencia que a profissão de estética existe 
há tanto tempo quanto muitas carreiras 
consideradas clássicas na área da saúde, 
e em alguns casos há mais tempo [14].
A exemplo disso citamos trecho do arti-
go publicado no site do Conselho Regional 
de Fisioterapia e Terapia Ocupacional 3 que 
textualmente expressa [15]:
“...No Brasil, a Fisioterapia iniciou-se dentro 
da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, 
em 1929, mas foi só em 1951 que foi criado 
o primeiro curso para formação de fisiotera-
peutas, na época denominados técnicos, com 
duração de um ano....”
Tão tradicional quanto qualquer outra 
carreira, as profissionais Esteticista, fazem 
parte de um mercado ascendente em âm-
bito mundial, sendo que para bem desem-
penhar essa profissão torna-se necessário 
não somente um bom treinamento sobre 
a utilização de equipamentos e produtos, 
mas também um grande embasamento 
teórico que justifique as aplicações de suas 
técnicas [16,17]. 
Todas estas constatações seriam 
absolutamente normais em qualquer seg-
mento profissional que pretende crescer e 
evoluir. Mas na carreira estética o que se 
pode notar, empiricamente, é uma migra-
ção crescente de profissionais da área da 
saúde para a área estética, observa-se que 
práticas profissionais que classicamente 
eram atribuídas as profissionais esteticis-
tas agora são desempenhadas por vários 
outros segmentos, que reivindicam a ex-
clusividade destes procedimentos [18,19].
A exemplo disso podemos citar a dre-
nagem linfática, um dos procedimentos 
mais populares e procurados nos centros 
estéticos, trazida para o Brasil em 1969 
pela esteticista Waldtraud Ritter Winter, 
que aprendeu com o próprio criador da 
técnica, Dr. Emil Vodder, e que hoje a 
fisioterapia insiste em pleitear sua exclusi-
vidade tentando impedir que profissionais 
esteticistas a desempenhem [15,20,21].
Segundo a própr ia Professora 
Waldtraud Ritter Winter, em entrevistas 
e em sua publicação Drenagem Linfática 
Manual [21]:
“O primeiro grupo de profissionais a interes-
sar-se pela drenagem linfática de Vodder não 
foi o dos fisioterapeutas, nem o dos médicos. 
As palestras de Vodder chamaram a atenção 
das esteticistas que viram no método um 
meio para potencializar seus tratamentos 
estéticos. Provavelmente porque as esteti-
cistas tinham menos preconceitos e mais 
intuição....”
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 201396
Outra prática comum adotada por pro-
fissionais da saúde, segundo Dra Jeanete 
Moussa Alma em entrevista concedida a 
essa pesquisadora é:
“.....uma tentativa clara de desconstrução do 
perfil profissional da Esteticista, pois não se 
contentam em atribuir uma nova nomencla-
tura para o que fazemos a dezenas de anos, 
mas querem nos impedir de exercer nossa 
profissão, ora nos chamam de leigas, ora 
dizem que nossa formação superior não é 
suficiente...”
Descrito e pontuado este cenário, po-
demos observar que a carreira estética não 
é nova, quanto a sua existência, mas é rela-
tivamente jovem quanto a sua organização 
e legalização. E é a partir desta constatação 
que podemos observar mais um fator que 
merece nota quando se pretende entender 
o motivo pelo qual tantas outras carreiras 
se interessam e migram para a estética, 
este quesito é justamente a questão da 
organização política da carreira e da capa-
cidade de aglutinação das lideranças.
Segundo Esteticista Dra Jeanete Mous-
sa Alma:
“existem pessoas com muita vontade e pou-
co conhecimento e pessoas completamente 
despreparadas para defender a questão da 
esteticista. Há também um pequeno gru-
po, graças a Deus, que infelizmente criam 
notícias, arrumam processos, mentem sobre 
questões legais e fazem com que a confu-
são se instale no meio da estética. São pes-
soas que prestam um desserviço a profis-
são, mas tenho certeza que estas entrarão 
sim para a historia mas de forma negativa, 
serão sempre lembradas como as deturpa-
doras da estética, aquelas que atrapalharam 
nossa evolução”
O presente estudo buscou levantar 
as opiniões de profissionais antigas da 
área por meio de entrevistas, cruzar os 
dados obtidos de questionários aplicados 
a profissionais da área da saúde e assim 
iniciar a discussão sobre esse fenômeno de 
migração de profissionais da saúde para a 
área estética na cidade de Campo Grande 
em Mato Grosso do Sul. 
 | Material e métodos
Coleta de dados
O presente estudo foi elaborado a par-
tir de levantamento histórico bibliográfico, 
em literatura pertinente, entrevistas com 
lideranças de instituições representativas 
das esteticistas do Estado do Mato Grosso 
do Sul/Campo Grande, e questionário com 
16 perguntas fechadas, entregue a 140 
profissionais de distintas áreas da saú-
de e que declaradamente atuam na área 
estética, presentes no 12º Congresso da 
Beleza e Saúde, promovido pela APECSUL 
(Associação Profissional dos Esteticistas 
e Cosmetólogos do Mato Grosso do Sul) 
entre os dias 17 a 20 de maio de 2013 
no Pavilhão de Exposições Albano Franco. 
Todos os participantes das entrevistas e 
questionários foram devidamente esclare-
cidos sobre o cunho cientifico da pesquisa 
e aceitaram participar após assinado termo 
de consentimento e esclarecimento. 
Organização dos dados
Após aplicação do questionário, todos 
os dados foram organizados em tabelas e 
posteriormente transformados em gráficos 
para analise à luz da estatística, fornecendo 
subsídios para a discussão e conclusão.
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 97
 | Resultados
Os 140 entrevistados, foram dividi-
dos em 12 grupos, sendo 10 carreiras da 
área da saúde, um grupo que ainda esta 
cursando e outras profissões da saúde 
que não se enquadram nas 10 carreiras 
elencadas. Abaixo tabela com o total de 
entrevistados.
Tabela I - Formação profissional dos en-
trevistados que atuam na área Estética 
oriundos de cursos na área da saúde.
Formação na área da 
Saúde
%
Valor 
absoluto
Fisioterapeuta 15% 21
Nutricionista 1% 2
Biomédico 0% 0
Odontólogo 11% 15
Fonoaudiólogo 4% 6
Médico Dermatologista 6% 9
Educador Físico 1% 1
Terapeuta Ocpcacional 19% 26
Enfermeiro 19% 26
Psicólogo 9% 12
Cursando 7% 10
Outros 9% 12
Podemos observar na tabela II, que 
26% das profissionais pesquisadas estão 
formadas a menos de dez anos.
Tabela II - Tempo de formação dos pro-
fissionais pesquisados 
Tempo de Formado %
Valor abso-
luto
Não respondeu à pesquisa 9% 12
até um ano 21% 29
de 1 a 3 anos 16% 22
de 3 a 6 anos 12% 17
de 6 a 9 anos 26% 37
mais de 10 anos 16% 23
Quanto a atuação profissional em 
sua área deorigem, pode-se observar 
que mais de 50% das profissionais jamais 
atuaram.
Tabela III - Atuação na área de forma-
ção.
Atuou em sua área 
de formação
%
Valor 
absoluto
Não respondeu 16 22
Sim 17 24
Não 67 94
Quando inquiridas sobre o motivo pelo 
qual migraram para a área estética respon-
deram o contido na tabela IV.
Tabela IV - Motivo pelo qual migraram 
para a área da Estética. 
Motivo da migração %
Valor 
absoluto
Não respondeu à pesquisa 5% 7
sempre gostou da área da 
estética
75% 105
Facilidade e flexibilidade de 
horário
1% 1
Remuneração satisfatória 10% 14
Responsabilidade é menor 0% 0
Possui familiares que já atu-
am na área da estética
9% 13
Muito embora 85% das entrevistadas 
declararam possuir formação na área 
estética, contra 12% que declaram não 
ter formação alguma e 3% se negaram 
a responder, pode-se observar que esta 
formação é bastante inespecífica, como 
demonstrado na tabela V.
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 201398
Tabela V - Tipo de curso declarado 
como formação na área estética. 
Tipo de curso %
Valor 
absoluto
Não respondeu à pesquisa 1% 1
curso livre 43% 60
curso técnico regular 8% 11
Tecnólogo 7% 10
pós graduação em dermato 
funcional
36% 50
pós graduação em área 
correlata
1% 1
pós graduação em estética 0% 0
treinamento de empresas 5% 7
pequenos cursos específicos 0% 0%
Das que fizeram algum tipo de curso, 
75% declaram ter feito mais de 100 horas 
sendo que 12% fizeram cursos entre 30 e 
100 horas, 12% se recusaram a responder 
e 1% cursos com até 10 horas.
Visto que mais de 50% declaram atuar 
em sua área de formação e na área esté-
tica, e se apresentar aos pacientes como 
sendo profissional de ambas as profissões, 
quando perguntados sobre sua participação 
em organismos e instituições de defesa, 
regulamentação e normatização da profis-
são os resultados se mostram bastante 
discrepantes, como se pode observar na 
tabela VI. 
Tabela VI - Demonstrativo acerca das 
profissionais da área da saúde inscritas 
em seu conselho de origem e no conse-
lho de Biomedicina.
Inscrição no conse-
lho profissional
Área de forma-
ção na saúde
Área 
estética
Não respondeu 1% 1%
Sim 65% 35%
Não 34% 64%
Quanto aos procedimentos desenvol-
vidos por esses profissionais da área da 
saúde que migraram para a área estética, 
solicitou-se que respondessem quais eram 
comumente empregados pelos mesmos e o 
resultado encontra-se resumido na tabela VII.
 | Discussão
Muito embora o respeito e limite entre 
as atuações pareça ser um comportamento 
esperado e desejável entre profissionais, 
sobretudo com nível superior, tal postura 
nem sempre é observável.
Investigando a literatura cientifica 
pertinente, não se encontrou estudos que 
discutam a questão da migração ou inva-
são, de uma forma racional e honesta, há 
vários artigos informais, em revistas e sites 
da internet que versam sobre o assunto.
Um que nos chamou atenção, entre 
muitos que refletem queixas de profissio-
nais médicos, é o texto do Dr Carlos Bayma 
que publica em seu blog um artigo intitulado 
“Limites entre profissões da saúde: ética e 
profissionalismo são básicos”, no referido 
artigo o que se destaca é a questão da 
ética, ou da falta dela, quando algumas 
profissões, segundo ele, fazem uso de 
termos que podem confundir ou induzir os 
pacientes a erro, sobre isso Bayma diz [22]:
 “É curioso observar a proliferação de vários 
termos combinados, às palavras estética e 
dermatologia como dermaticista® - “titulo 
exclusivo e registrado por uma escola técnica 
que atua em estética facial/corporal, pré e 
pós operatório”, dermatofuncional – “área de 
atuação do fisioterapeuta no campo da estéti-
ca”, “biomédico estético”- “área da biomedici-
na que atua nas disfunções na estética facial, 
corporal e no envelhecimento”, e enfermagem 
em dermatologia – “profissionais da enfer-
magem que atuam no segmento da estética 
e da dermatologia. O direito de divulgar uma 
habilitação e a capacitação para o trabalho, 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 99
Tabela VII - Resumo dos procedimentos reconhecidos pelos Conselhos Federais dos 
profissionais oriundos da área da saúde, e aqueles desenvolvidos mesmo sem aval 
do Conselho Profissional.
Procedimento
Reconhecido pelo 
Conselho profissional 
de origem
Procedimentos desempenha-
dos independentemente do 
aval do Conselho
%
Valor 
absoluto
%
Valor 
absoluto
limpeza de pele 24% 34 87% 122
drenagem linfática 70% 98 81% 114
massagem relaxante 54% 75 82% 115
massagem redutora 25% 35 67% 94
depilação com luz pulsada 5% 7 48% 67
aplicação de botox 2% 3 36% 50
aplicação de preenchimento 4% 5 19% 27
carboxiterapia 6% 8 39% 54
mesoterapia 21% 29 31% 44
bandagem corporal quentes e fria 29% 40 38% 53
gessoterapia 21% 29 51% 71
radiofrequência 24% 33 63% 88
peelings superficiais e médio 19% 26 64% 89
esclerose de vasos 1% 2 2% 3
intradermoterapia 1% 2 6% 23
micropigmentação 5% 7 1% 1
tratamento de estrias 35% 49 79% 110
microdermoabrasão 12% 17 18% 25
tratamentos voltados a acne 22% 31 84% 118
queimados 47% 66 30% 42
argiloterapia 15% 21 64% 89
 maquiagem 12% 17 51% 71
eletrolipoforese com agulhas 5% 7 16% 22
ionização de grandes superfícies 37% 52 16% 22
 ultra som 46% 65 26% 36
eletrocoagulação 4% 5 1% 1%
peelings de cristal e diamante 31% 43 72% 101
vácuoterapia 25% 35 46% 65
endermologia 21% 30 16% 23
laser de baixa potência 7% 10 32% 45
laser de alta potência 0% 0% 44% 62
entre outros aspectos, não pode ultrapassar 
os limites éticos, seja entre profissionais mé-
dicos ou entre as outras categorias da saúde. 
E para o médico é vetada a divulgação de es-
pecialidades ou área de atuação não reconhe-
cida pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) 
ou pela Comissão Mista de Especialidades, 
que é o caso de Medicina Estética”....
Bayma mostra certa perplexidade e 
faz alusão a aplicação da expressão der-
maticista. Além disso, também critica o 
exercício da chamada Medicina Estética, 
reiterando que não é uma especialidade 
médica reconhecida.
Em nosso questionário, várias pro-
fissões parecem estar envolvidas com o 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013100
Fenômeno Migratório para a área da es-
tética. Dos 140 questionários 19% foram 
respondidos por Enfermeiros e 19% por 
Terapeutas Ocupacionais; 15% fisioterapeu-
tas; 11% Odontólogos; 9% Psicólogos e 9% 
de indivíduos de diversas carreiras da área 
da saúde, mas que não identificaram sua 
carreira de origem; 6% Dermatologistas; 
4% Fonoaudiólogos; 1% de Educadores 
Físicos; 1% de Nutricionistas; e o que nos 
chamou muito atenção foram os 7% ainda 
estão cursando alguma profissão da área 
da saúde mas que já desenvolvem praticas 
das Profissionais Esteticistas.
Do total de entrevistados, 26% estão 
formados entre 6 e 9 anos, seguidos dos 
21% que se formaram a menos de 1 ano, 
tal fato nos chama a atenção pois pessoas 
que estão a muito tempo ou a pouquíssimo 
tempo formados migram praticamente da 
mesma forma e na mesma proporção , mos-
trando que a Carreira Estética atrai aqueles 
que já atuam a tempo significativo na área 
e aqueles que sequer tentaram atuar em 
sua área de origem. O que mais intriga é 
a resposta quanto à atuação em sua área 
profissional de origem, 67% jamais atuou 
em sua carreira e 75% declara ter migrado 
por sempre ter gostado da área estética, no 
entanto não encontramos a resposta do mo-
tivo pelo qual esses indivíduos escolheram 
outras áreas da saúde para se formar sendo 
que o curso de estética existe desde 2001.
Quando questionados sobre sua for-
mação na área estética 85% declara ter 
formação especifica em estética, mas ao 
averiguarmos o questionamento seguinte 
que é sobre qual seria esta formação 43% 
possuem cursos livres.
Segundo site da Secretaria de Educa-
ção do Estado de São Paulo [24], que se ba-
seia Lei nº 9.394/96 Decreto nº 5.154/04; 
Deliberação CEE 14/97 (Indicação CEE 
14/97)Parecer 285/04 cursos livres são:
“É uma modalidade de educação não-formal 
de duração variável, destinada a proporcio-
nar ao trabalhador conhecimentos que lhe 
permitam reprofissionalizar-se, qualificar-se 
e atualizar-se para o trabalho. Não há exigên-
cia de escolaridade anterior. De acordo com 
LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional , os cursos livres enquadram-se na 
categoria de educação profissional de nível 
básico, esses cursos não têm regulamenta-
ção, sendo livres sua oferta e sua organiza-
ção. Não existe a obrigatoriedade de carga 
horária, disciplinas, tempo de duração, diplo-
ma ou certificado anterior. Os cursos livres 
não conferem títulos, isto é, os órgãos que 
regulamentam profissões não reconhecem os 
cursos livres como habilitação para tal.”
Muito embora se baseie em um decreto 
e em uma lei, os cursos livres não possuem 
validade no âmbito da legalidade, quer dizer 
existe uma lei que diz que tal modalidade 
existe, mas não conferem titulo, ou seja, 
não possui validade para prestar concursos 
ou pleitear a execução de procedimentos 
[24]. Não é incomum encontrarmos esco-
las e sites das mesmas defendendo os 
cursos livres inclusive citando a Lei por 
nos discutida. É interessante se observar 
como as profissionais esteticistas acabam 
não se apercebendo das manobras que 
utilizam este expediente. Talvez pela falta 
de experiência em pesquisar aquilo que é 
vinculado.
Além dos cursos livres, as profissionais 
da saúde indicam como formação em Estéti-
ca a Pós-Graduação em Dermato-Funcional. 
Neste caso especifico podemos afirmar 
que apenas 21 das 140 entrevistas, o que 
representa 36% das respostas, recorreram 
a este tipo de curso, pois invariavelmente 
a Dermato-Funcional não aceita alunos 
que não sejam fisioterapeutas para tal 
pós-graduação, obrigando os interessa-
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 101
dos a entrarem com recursos legais afim 
de se matricularem nestes cursos. Aqui 
possuímos duas questões que merecem 
nota; a primeira é o fato do impedimento 
que alguns conselhos Regionais impõe as 
instituições de ensino, mesmo não respal-
dadas legalmente, pois a Lei de Diretrizes e 
Bases da Educação Brasileira é clara [25]. 
Segundo o site posgraduando.com 
[26,27], a pós-graduação garante alguns 
direitos desde que observadas as peculia-
ridades da área:
“O termo pós-graduação é utilizado nos cursos 
realizados após o término da graduação, seja 
esta um bacharelado, um tecnológico ou uma 
licenciatura. Lato sensu designa todo curso 
que se segue à graduação e destinado ao aper-
feiçoamento e a especialização em uma área 
certa e limitada do saber ou da profissão. Com 
um curso de pós-graduação loto sensu não se 
pode atuar em uma área diferente da qual o 
individuo se formou. O que determina a área 
de atuação é a graduação. A pós-graduação 
não irá autorizar você a exercer funções que 
dependam de habilitação por meio da gradua-
ção. Qualquer pessoa portadora de um diploma 
de graduação (bacharelado, licenciatura ou 
tecnológico) pode cursar uma pós-graduação 
lato sensu (especializações) e/ou stricto 
sensu (mestrados e doutorados) em qualquer 
área, quantas vezes quiser. Para exercer as 
atividades de uma profissão de nível superior 
regulamentada por lei é preciso ser portador de 
diploma de graduação naquela área e registro 
no conselho regional daquela profissão”.
A segunda questão é que Dermato-
-Funcional não é Estética, mesmo que na 
pratica os profissionais desta área se for-
mem e atuem como Esteticistas as próprias 
resoluções n°. 394/2011 e 362362, de 
20 de maio de 2009 publicada no DOU nº. 
112, Seção 1, em 16/6/2009, páginas 
41/42 e que Reconhece a Fisioterapia 
Dermato-Funcional como especialidade 
do profissional Fisioterapeuta, delimita o 
caráter reabilitativo de tal especialidade 
[28]. Nos chama a atenção que mesmo 
levantadas as questões quanto a legalidade 
de se formar em uma determinada área e 
atuar em outra, as profissionais procuram 
fazer uma pós-graduação em sua área de 
formação original com um conteúdo idêntico 
as praticas estéticas.
Mesmo declarando apreciar a área 
estética para a sua atuação profissional, 
apenas 8% cursaram o técnico em estética 
e 7% o tecnólogo.
Por estarmos discorrendo sobre especia-
lidades e formação, é interessante observar 
que no caso da fisioterapia se tem resolu-
ções para se tentar justificar a migração, já 
a carreira de terapia Ocupacional não possui 
nenhuma resolução especifica e mesmo as-
sim encontramos profissionais que atuam na 
área. O mesmo se observa com Psicólogos 
e Nutricionistas cujos conselhos não reco-
nhecem qualquer prática na área estética. A 
Conselho de Nutrição [29] fala sobre dietas e 
controles no âmbito alimentar, já o Conselho 
de Psicologia [30] é claro quanto a atuação 
do psicólogo que de maneira alguma é no 
tratamento direto da pele ou qualquer outra 
parte estética do corpo .
No caso de profissionais de fonoaudio-
logia, o Conselho Federal, admite por meio 
da Resolução CFFa nº 352, e dispõe sobre 
a atuação profissional em Motricidade 
Orofacial cm finalidade estética, para seus 
inscritos, literalmente o conselho delibera 
que [31]:
“...Art. 1º - A atuação em Motricidade Oro-
facial com finalidade estética é campo da 
fonoaudiologia;
Art. 2º - A atuação fonoaudiológica em Motri-
cidade Orofacial com finalidade estética visa 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013102
avaliar, prevenir e equilibrar a musculatura da 
mímica facial e/ou cervical, além das funções 
orofaciais, buscando a simetria e a harmonia 
das estruturas envolvidas, do movimento e da 
expressão, resultando no favorecimento...”
Quanto a enfermagem, o Conselho 
Federal, por meio do parecer COREN-SP 
038/2012 – CT PRCI no 98.430/2012 
Tickets nºs 256.706, 256.845, 259.895, 
277.900, 278.088, 280.659, 281.486, 
281.868, 283.018, 283.449, 286.285, 
287.406, 289.704, 93.250, 293.651, 
296.235 e 300.125, cujo assunto é a reali-
zação de depilação com luz intensa pulsada 
ou com laser de alta potência; peeling facial 
com laser de alta potência; esclerose de 
microvarizes com laser de alta potência ou 
luz intensa pulsada e carboxiterapia aplica-
da por profissional cabeleireiro Enfermeiro, 
conclui [32]: 
....”Diante do exposto, não cabe ao Enfermei-
ro e aos demais profissionais de Enfermagem 
a execução da depilação com luz intensa 
pulsada ou com laser de alta potência, bem 
como realizar peeling facial com laser de 
alta potência, esclerose de microvarizes com 
laser de alta potência ou luz intensa pulsada 
e carboxiterapia.Os profissionais de Enferma-
gem que atuam na área de estética poderão 
desenvolver os procedimentos relacionados 
aos cuidados dos clientes/pacientes no pré, 
intra e pós-procedimento, de acordo com a Le-
gislação Profissional e Código de Ética de En-
fermagem, não devendo assumir a aplicação 
dos métodos de intervenção em estética, pois 
a técnica de realização desses procedimentos 
está diretamente ligada à responsabilização 
pelos resultados e atividade fim da profissão 
do executor, no caso do médico. Além disso, 
a Portaria CVS-15/99 determina de forma 
clara que os “procedimentos em estética 
constituem-se em intervenções, executadas 
por profissional médico...”
Alem deste parecer o COREN, possui 
questões pontuais quanto a drenagem 
linfática, aplicável quando o paciente se 
encontra em leito hospitalar, e outros pro-
cedimentos que se assemelham aos que a 
esteticista desempenha, mas sem sombra 
de dúvida não com a mesma finalidade. Ao 
procurarmos nas paginas eletrônicas do 
Conselho Federal e dos Regionais de Enfer-
magem, notamos que tais órgãos não estão 
propensos a liberar os seus profissionais 
para a prática.
O mesmo observamos no Conselho 
Federal de Odontologia, que passou por vá-
rios momentos de liberação e impedimento 
para que os seus profissionais atuassem 
na áreaestética minimamente invasiva, e 
não faz menção a nenhuma pratica que seja 
desenvolvida pelo profissional esteticista. 
Por meio da resolução CFO-112/2011 
resolve [33]:
“...Baixa normas sobre a utilização do uso da 
toxina botulínica e ácido hialurônico 
Art. 1º. Proibir o uso do ácido hialurônico 
em procedimentos odontológicos até que se 
tenha melhores comprovações científicas e 
reconhecimento da sua utilização na área 
odontológica. Art. 2º. Proibir o uso da toxina 
botulínica para fins exclusivamente estéticos 
e permitir para uso terapêutico em procedi-
mentos odontológicos. Art. 3o. Esta Resolução 
entrará em vigor na data de sua publicação na 
Imprensa Oficial, revogadas as disposições 
em contrário...”
O Conselho Federal de educação física 
em sua Resolução CONFEF nº 201/2010 
dispõe sobre o Pilates como modalidade 
e método de ginástica e dá outras provi-
dências. Rio de Janeiro, 18 de maio de 
2010 [34], e esta é a única menção que 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 103
se encontra nos sites da Educação Física 
ao pesquisar por estética, que a nosso ver 
é um equivoco chamar a pratica de Pilates 
de pratica Estética.
Recentemente, mais precisamente em 
22 de maio de 2013, o Conselho Federal de 
Farmácia publica a Resolução Nº 573 que 
dispõe sobre as atribuições do farmacêuti-
co no exercício da saúde estética e da res-
ponsabilidade técnica por estabelecimen-
tos que executam atividades afins. O texto 
causa espanto, pois quase a totalidade que 
é pleiteada como atividade do farmacêutico 
pertence ao profissional esteticista. O que 
se afirma pode ser observado no texto da 
referida resolução [35].
“...Art. 1º – Reconhecer a saúde estética 
como área de atuação do farmacêutico. 
Parágrafo único – Na área de saúde estéti-
ca, o farmacêutico poderá ser o responsável 
técnico por estabelecimentos nos quais se 
utilizam técnicas de natureza estética e recur-
sos terapêuticos para fins estéticos, desde 
que não haja a prática de intervenções de 
cirurgia plástica, devendo estar regularmente 
inscrito no Conselho Regional de Farmácia de 
sua jurisdição...”
Não satisfeitos em determinar que a 
responsabilidade do oficio da esteticista 
passe a ser de sua responsabilidade, o 
Conselho de Farmácia vai além em seu ar-
tigo II, como se pode observar no parágrafo 
abaixo [35]:
“...Art. 2º – Constituem técnicas de natureza 
estética e recursos terapêuticos utilizados 
pelo farmacêutico em estabelecimentos de 
saúde estética: 
I – avaliação, definição dos procedimentos 
e estratégias, acompanhamento e evolução 
estética; 
II – cosmetoterapia; 
III – eletroterapia; 
IV – iontoforese; 
V – laserterapia; 
VI – luz intensa pulsada; 
VII – peelings químicos e mecânicos; 
VIII – radiofrequência estética; 
IX – sonoforese (ultrassom estético). 
Parágrafo único – O farmacêutico deve certi-
ficar-se de que o estabelecimento pelo qual 
assumirá a responsabilidade técnica encontra-
-se legalmente constituído e autorizado para 
o desempenho de suas atividades, especial-
mente junto ao Sistema Nacional de Vigilância 
Sanitária (SNVS). 
Art. 3º – Caberá ao farmacêutico, quando 
no exercício da responsabilidade técnica em 
estabelecimentos de saúde estética: 
I - atuar em consonância com o Código de 
Ética da Profissão Farmacêutica; 
II – apresentar aos órgãos competentes a 
documentação necessária à regularização da 
empresa, quanto à licença e autorização de 
funcionamento; 
III - ter conhecimento atualizado das normas 
sanitárias vigentes que regem o funcionamen-
to dos estabelecimentos de saúde estética; 
IV – estar capacitado técnica, científica e pro-
fissionalmente para utilizar-se das técnicas de 
natureza estética e dos recursos terapêuticos 
especificadas no âmbito desta resolução; 
V – elaborar Procedimentos Operacionais Pa-
drão (POPs) relativos às técnicas de natureza 
estética e recursos terapêuticos desenvolvi-
dos, visando garantir a qualidade dos serviços 
prestados, bem como proteger e preservar a 
segurança dos profissionais e dos usuários; 
VI – responsabilizar-se pela elaboração do pla-
no de gerenciamento de resíduos de serviços 
de saúde, de forma a atender aos requisitos 
ambientais e de saúde coletiva; 
VII – manter atualizados os registros de 
calibração dos equipamentos utilizados nas 
técnicas de natureza estética e recursos 
terapêuticos; 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013104
VIII – garantir que sejam usados equipamen-
tos de proteção individual durante a utilização 
das técnicas de natureza estética e recursos 
terapêuticos, em conformidade com as nor-
mas de biossegurança vigentes; 
IX – cumprir com suas obrigações perante o 
estabelecimento em que atua, informando ou 
notificando o Conselho Regional de Farmácia 
e o SNVS sobre os fatos relevantes e irregula-
ridades que tomar conhecimento. 
Art. 4º – Consideram-se para os fins desta 
resolução as definições de termos (glossário) 
contidas no Anexo. 
Art. 5º - Esta resolução entrará em vigor na 
data de sua publicação, revogando-se as 
disposições em contrário...
Ora, não bastasse uma simples ob-
servação do conteúdo programático do 
curso de Graduação em Farmácia, que 
não contempla disciplinas que tratem 
da aplicação de eletroterapia, o que já 
compromete os itens III a VI , e VIII e IX 
da resolução, também podemos observar 
que no item II, que versa sobre a chamada 
“cosmoterapia”, que segundo o anexo 
contido na resolução é definido como 
aplicação de cosmético. Aqui há uma cla-
ra deturpação do oficio do Farmacêutico 
que classicamente é o responsável pela 
manipulação de cosméticos.
Ressaltamos aqui que não somente 
o Farmacêutico pleiteia uma atividade que 
não foi devidamente aprendida em sua 
graduação, como também alertamos para 
o fato de que cursos como Psicologia, 
Fonoaudiologia, Enfermagem, Nutrição, 
Educação Física, Terapia Ocupacional, 
Odontologia e Medico Dermatologista, 
igualmente não possuem em sua grade 
curricular de Graduação disciplinas que 
ensinem a prática estética. 
Algumas carreiras como Odontologia 
e Médico dermatologista, não pleiteiam 
propriamente o ofício estético, mas acabam 
por fazer uso das práticas profissionais das 
esteticistas sem o devido preparo.
Muito embora entre nossos pesquisa-
dos não haja nenhum Biomédico, julgamos 
importante discutir a nova especialidade 
reconhecida pelo conselho que é a Biome-
dicina Esteta por meio da resolução 197 de 
21/02/2011 e 214 [36]. Tal especialidade 
reconhece que seus profissionais poderão 
fazer uso de técnicas minimamente invasi-
vas com finalidade estética. Observamos 
também que na normativa 01 de 10 de 
abril de 2012, além dos procedimentos 
invasivos há algumas práticas também de-
senvolvidas pelas esteticistas, no entanto 
precisamos ressaltar que estes não refle-
tem sequer 1% dos procedimentos que a 
mesma normativa atribui aos Esteticistas.
E finalmente, deixamos para discutir 
as questões de numero 15 e 16 de nosso 
questionário, que nos causam bastante 
preocupação. As questões versam sobre o 
tipo de procedimento desenvolvido pelos pro-
fissionais com e sem o aval de seus respec-
tivos conselhos. Não iremos nos aprofundar 
quanto a procedimentos como limpeza de 
pele, massagem relaxante e redutora, ban-
dagem corporal quentes e fria, gessoterapia, 
tratamento de estrias, tratamentos voltados 
a ácne, argiloterapia, eletrocoagulação, 
vácuoterapia e endermologia que muito em-
bora sejam reconhecidos pela normativa 01 
do conselho de Biomedicina como práticas 
desempenhadas pelas esteticistas; apre-
sentam declaradas nas respostas muitos 
profissionais que mesmo não possuindo em 
seu conselho nada que os respalde para o 
desempenho destas práticas declaram de 
forma muito tranquila que o fazem.
No entanto as práticas acima citadas 
podem ate ser encaradas como menos pre-
judiciais aos pacientes, por não possuírem 
caráter invasivo.Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 105
O que nos causa muita preocupação, 
são os procedimentos invasivos tais como 
o laser de alta potência desempenhado 
por 62 dos entrevistados, eletrolipoforese 
com agulhas por 22 profissionais, intrader-
moterapia por 23, carboxiterapia por 54, 
preenchimento com acido hialurônico por 
27, aplicação de botox por 50 indivíduos.
Nota-se que não somente há uma 
apropriação indébita dos procedimentos 
das Profissionais Esteticistas, como tam-
bém atrás desta invasão se esconde uma 
pratica profissional altamente perigosa, 
com procedimentos invasivos que não são 
praticas da profissional esteticista. Entre as 
carreiras pesquisadas somente o Medico 
Dermatologista e os Biomédicos possuem 
formação e resoluções que respaldem es-
sas técnicas, além de possuir disciplinas 
no roll de sua graduação que apresentam 
de forma cientifica e segura a execução 
destes procedimentos. Observe no Gráfico 
1 a declaração das profissionais sobre 
procedimentos invasivos.
Gráfico 1 - Representação sobre os pro-
cedimentos invasivos declarados como 
aceitos pelos conselhos profissionais 
de origem e aqueles desempenhados 
independentemente do reconhecimento 
do Conselho.
Afim de respondermos nossa hipótese, 
que é sobre a existência do chamado Fenô-
meno Migratório por parte de profissionais 
da área da saúde para a área estética, 
concluímos que tal fenômeno não existe. O 
que pode-se observar é a INVASÃO da área 
estética promovida por outros profissionais 
da área da saúde. 
Não reconhecemos que a aplicação 
das praticas descritas em nossas entrevis-
tas como uma migração, o que se observa 
é uma apropriação das técnicas estéticas 
de forma indébita, pois os profissionais 
pesquisados tentam através de semântica 
disfarçar e renomear procedimentos classi-
camente de responsabilidade da esteticista 
e desenvolver outros procedimentos que 
não são respaldados legalmente para as 
profissionais desta área.
Poderíamos chamar de Fenômeno 
Migratório, o fato de possuirmos vários 
outros profissionais interessados em se 
formar no bojo da estética em seus cursos 
de nível médio, superior e pós, o que não 
observamos.
 Muito embora a questão do ingresso 
ao Conselho de Biomedicina por parte 
das profissionais esteticistas ainda seja 
polemico, pois não é apoiada por todas 
as profissionais, é ele que ora vigora para 
nossa carreira e em sua normativa é clara 
sobre nosso exercício profissional.
Por outro lado, o Conselho não tem se 
mostrado eficaz em coibir essas praticas 
e fazer valer sua normativa e a legislação 
que nos regulamenta.
Quanto a legislação que regulamenta 
a carreira estética, notamos que também 
não há consenso entre as profissionais. 
De forma equivocada algumas lideranças 
insistem em dizer que a carreira estética 
não esta regulamentada, pois a falta de 
especificidade na determinação do roll de 
atividades causa um sentimento de falta 
de limite. Esse limite talvez seja dado pelo 
Conselho de Biomedicina, que tem tentado 
regulamentar nossa atividade, mas essa 
inclusão também é polemica.
Observamos que a invasão é sus-
tentada por falta de uma legislação mais 
específica, a existência de um conselho pro-
fissional mais atuante e pela falta de união 
entre as profissionais. Talvez esta falta de 
união esteja respaldada na deficiência que 
possuímos de lideranças. 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013106
 | Conclusão
Não existe um fenômeno migratório 
para a Carreira Estética, o que constatamos 
é uma invasão da área estética. 
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Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013108
ARTIGO ORIGINAL
Correlação entre simetria facial natural e 
percepção da beleza e impressões pessoais
Correlation between facial symmetry and natural perception 
of beauty and personal impressions
Maria Eugênia Mayr de Biase, M.Sc.*, Michele Figueira Nunes**, Jeanete Moussa Alma***
*Especializanda do Curso de Pós Graduação em Estética da Universidade Gama Filho, Mestre em Ciên-
cias da Saúde – FMUSP, **Fisioterapeuta, docente do curso de Tecnologia em Estética e Cosmetologia 
do Centro Universitário Sant’Anna, ***Esteticista, Funadadora do Primeiro Curso Superior em Estetica 
no Brasil, Fundadora do Primeiro Curso de Pós Graduaçao em Estetica no Brasil, Professora Doutora 
pela UNIFESP/Escola Paulista de Medicina, Coordenadora programa de Pós Graduação da Universidade 
Gama Filho, Coordenadora programa de Pós Graduação da Universidade Estácio de Sá, Supervisora de 
Estagio do Curso de Estética e Cosmética da Universidade Santana/UNISANTANNA
Correspondência: Maria Eugênia Mayr de Biase, Rua Voluntários da Pátria, 421, 02011-000 São Paulo 
SP, E-mail: mariamayr1@hotmail.com
 | Resumo
A estética facial e corporal ainda é uma área de pesquisa pouco explorada no Brasil, poucos artigos 
se preocupam em fazer um levantamento das características estéticas da população brasileira. A per-
cepção de beleza e atratividade ainda é pouco estudada. O objetivo deste estudo é verificar a relação 
entre a percepção de beleza, expressão facial e simetria facial natural. Participaram da pesquisa 308 
pessoas, sendo 197 (64%) do sexo feminino e 111 (36%) do sexo masculino, com idade média de 
30,1, moda 25 e mediana de 28 anos. Na primeira etapa do projeto foram selecionados 21 modelos, 
escolhidos por conveniência numa turma de alunos do curso de Tecnologia em Estética e Cosmética 
do Centro Universitário Sant’Anna. Todos foram fotografados no mesmo ambiente e horário com ilumi-
nação natural. Na segunda etapa do estudo cada um dos 308 participantes recebeu um questionário 
estruturado e uma cópia das fotos para responder sobre suas impressões a respeito de cada uma das 
modelos identificadas apenas pelo número. A caracterização da amostra é demonstrada por estatística 
descritiva e os dados analisados através do programa Bioestat 5.0 com testes escolhidos pelas 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 109
 | Introdução
A Frase “A beleza está nos olhos de 
quem vê” citada por Rodrigues [1] dá o tom 
em qualquer discussão sobre beleza e mos-
tra o quão complicado será tentar definir o 
que é ou não belo. Para Camargos, Duarte 
e Mendonça [2] a beleza provavelmente não 
é apenas questão de opinião. 
Del Campo apud Rodrigues [1] aler-
tou sobre o caráter de mutabilidade dos 
padrões de beleza. Não há segundo ele 
um padrão clássico de beleza ideal ou 
um padrão único que sempre esteve em 
voga.
O padrão de beleza vigente nos planos 
de tratamento e diagnósticos estéticos é 
resultado de referências e normas advindas 
desde a era grega aos tempos atuais [1].
Segundo Silva [3] vivemos atualmente 
uma cultura fitness que muito se asseme-
lha aos conceitos de eugenia, do início 
do século passado. Atualmente velhice, 
obesidade e feiura devem ser, no mínimo, 
atenuadas, enquanto a beleza se torna a 
representação máxima de positividade, um 
imperativo para as mulheres. 
Atualmente dá-se muita importância 
à beleza e aparência das pessoas. Cada 
vez mais os traços externos influenciam 
características da amostra, número e tipo de variáveis. Após a análise dos dados verificamos que as 
fotos mais simétricas não foram as mesmas classificadas como bonita/muito bonita, as fotografias 
ranqueadas nas posições de 1 a 6 como sendo as mais simétricas foram apontadas como pouco 
bonitas/não bonitas. Os resultados apontam claramente a relação entre as impressões negativas e a 
percepção das fotos como pouco bonitas ou não bonitas. Especialmente as fotos que provocaram a 
impressão de tristeza foram associadas a menos beleza.
Palavras-chave: simetria facial, beleza, imagem.
 | Abstract
The facial and body aesthetic is still an unexplored area of research in Brazil, few surveys of the aes-
thetic characteristics of the population are performed. The perception of beauty and attractiveness is 
still poorly studied. The aim of this study was to investigate the relationship between the perception 
of beauty, facial expression and facial symmetry natural. 308 people participated in the survey, with 
197 (64 %) females and 111 (36 %) male, mean age 30.1, 25 fashion and median of 28 years. In the 
first stage of the project were selected 21 models, chosen for convenience in a class of students of 
Technology in Aesthetic and Cosmetic Sant’Anna University Center. All were photographed in the same 
environment and time in natural lighting. In the second stage of the study each of the 308 participants 
received a structured questionnaire and a copy of the photos to answer about their impressions of each 
face identified only by number. The sample and data was analyzed using by the BioStat 5.0 with tests 
chosen by the characteristics of the sample, number and type of variables. After analyzing the data we 
found that the pictures were not more symmetrical classified the same as pretty/beautiful, photographs 
ranked matches in positions 1-6 as the most symmetrical been identified as some beautiful/not beauti-
ful. The results clearly indicate the relationship between the perception of negative impressions and 
photos as less beautiful or not beautiful. Especially the photos that caused the impression of sadness 
were associated with less beauty. 
Key-words: facial symmetry, beauty, image.
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013110
julgamentos e regras de comportamentos, 
inclusive podendo levar a discriminações e 
problemas de não aceitação daqueles que 
não se enquadram nos padrões ditados 
pela sociedade [4].
Möbius e Rosenblat apud Camargos, 
Duarte e Mendonça [2] demonstraram 
que indivíduos mais belos obtinham mais 
sucesso, num experimento que simulava 
o mercado de trabalho. Enquanto Kleidler 
[5] afirma que a aparência facial tem forte 
influência na formação da auto-estima do 
indivíduo, e é determinante para o desenvol-
vimento de relações interpessoais positivas 
e para imprimir uma imagem profissional de 
sucesso e competência.
O rosto é o primeiro foco de contato entre 
duas pessoas, e transmite não apenas beleza 
ou falta dela, mas também oferece informa-
ções sobre a identidade individual – sexo, 
etnia, juízo de idade [juventude e velhice], 
semelhança e estética, sua interação [hostil 
– amistosa],desejos e estados emocionais 
[raiva, tédio, aversão, tristeza, alegria etc] [2].
Camargo, Duarte e Mendonça [2] 
afirmam ainda que o rosto não pode ser 
destacado de seu tempo e espaço, “O 
rosto fala apenas aquilo que é autorizado 
a falar”. Dentro de um contexto cultural. 
Como observamos previamente atualmente 
a beleza é um imperativo para o sucesso 
social e até profissional. 
Um dos vieses de avaliação da beleza 
é a simetria. Silva [3] em seu ensaio sobre 
a cultura fitness coloca a mulher como alta, 
magra, bronzeada, sarada, sendo a beleza 
um imperativo para corpos que respiram 
magreza, juventude e simetria. 
“O olho prefere a simetria” afirmava Darwin 
citado por Camargo, Duarte e Mendonça [2]. 
Biólogos evolucionistas contempo-
râneos também predizem que a simetria 
facial deve ser atraente, já que representa 
qualidade genética [6].
Os rostos são mais atraentes quanto 
mais simétricos, livres de imperfeições e 
com expressão agradável [7].
Assim a simetria facial aparentemente 
é um fator importante para determinar a 
percepção da beleza. 
Embora Camargo, Duarte e Mendonça 
[2] afirmem que os primeiros experimentos 
realizados para determinar a influência que 
a simetria pode exercer sobre os julgamen-
tos foram decepcionantes e Ferrario et al 
apud Santos e Ferraz [8] avalie que a ana-
lise da estrutura craniofacial humana seja 
naturalmente assimétrica em alguns graus. 
Carvalho et al. [9] num estudo para 
analisar a assimetria nasal em pacientes 
de pré-operatório de rinoplastia, com 100 
pacientes e 101 controles encontraram 
assimetrias em até 99% dos controles.
A ausência de simetria não significa 
necessariamente ausência de beleza e 
isso é verdadeiro em cenários naturais, na 
arte ou até mesmo em rosto humanos [6]6. 
Não só a simetria é preditor de beleza, 
também sua textura e padrão. Um dos prin-
cipais ingredientes da beleza é uma pele 
impecável [2].
Estudos sobre quais as características 
e relações faciais são importantes nos jul-
gamentos da atratividade são essenciais, 
pois podem elucidar elementos básicos 
a serem trabalhados quando se pretende 
intervir na aparência facial, seja em nível 
estético ou funcional [4]. 
 No entanto a estética facial e corpo-
ral ainda é uma área de pesquisa pouco 
explorada no Brasil, poucos artigos se 
preocupam em fazer um levantamento das 
características estéticas da população bra-
sileira. A percepção de beleza e atratividade 
ainda é pouco estudada. 
O objetivo deste estudo é verificar 
a relação entre a percepção de beleza, 
expressão facial e simetria facial natural. 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 111
 | Material e métodos
Participaram da pesquisa 308 pes-
soas, sendo 197 (64%) do sexo feminino 
e 111 (36%) do sexo masculino, com idade 
média de 30,1, moda 25 e mediana de 28 
anos. Os participantes são estudantes do 
Centro Universitário Sant’Anna, escolhidos 
aleatoriamente, foram abordados em diver-
sos ambientes da instituição, tais como 
portaria, laboratórios, salas de aula etc. 
Como critério de exclusão os participantes 
não poderiam reconhecer e/ ou identificar 
nenhuma das modelos analisadas e idade 
menor de 16 anos. 
Na primeira etapa do projeto foram 
selecionados 21 modelos, escolhidos por 
conveniência numa turma de alunos do curso 
de Tecnologia em Estética e Cosmética do 
Centro Universitário Sant’Anna. Cada modelo 
apresenta características fenotípicas dife-
rentes, entre os modelos há loiras, morenas 
de pele clara e escura, negras e orientais. To-
dos foram fotografados no mesmo ambiente 
e horário com iluminação natural. As fotos 
foram obtidas com uma máquina profissional 
com os modelos sentados numa maca com 
uma cortina preta ao fundo. Nenhuma das 
fotos sofreu qualquer tratamento. As ima-
gens obtidas foram impressas em grupos 
de 4 fotos por página, em papel A4 com 
impressão colorida, na impressão cada foto 
recebeu um número de 1 a 21.
Na segunda etapa do estudo cada um 
dos 308 participantes recebeu um ques-
tionário estruturado e uma cópia das fotos 
para responder sobre suas impressões a 
respeito de cada uma das modelos identi-
ficadas apenas pelo número. 
Na análise dos dados cada foto foi co-
locada teve suas duas hemifaces medidas 
digitalmente, foram estabelecidas as medi-
das bilaterais de acordo com o esquema da 
figura 1, após foi estabelecida a simetria 
entre as duas hemifaces de cada modelo, 
através do cálculo da razão entre elas e do 
cálculo da correlação entre essas razões, 
assim se pode determinar o quanto cada 
modelo apresentava de simetria entre suas 
hemifaces e estabelecer um ranking entre 
as modelos de 1 a 21. 
A caracterização da amostra é de-
monstrada por estatística descritiva e os 
dados analisados através do programa 
Bioestat 5.0 com testes escolhidos pelas 
características da amostra, número e tipo 
de variáveis. 
O teste do qui-quadrado foi escolhido 
por ser um teste não paramétrico aplicável 
a variáveis qualitativas e amostras grandes. 
A correlação de Pearson foi aplicada para 
estabelecer o nível de simetria entre as 
duas hemifaces, sendo um teste adequado 
para estabelecer a relação entre diferentes 
razões, nesse caso a razão entre cada uma 
das medidas avaliadas em cada hemi-face. 
Esquema das medidas analisadas: 
Figura 1
Figura 2
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013112
 | Resultados
Após a análise dos dados verificamos 
que as fotos mais simétricas não foram 
as mesmas classificadas como bonita/
muito bonita, as fotografias ranqueadas 
nas posições de 1 a 6 como sendo as mais 
simétricas foram apontadas como pouco 
bonitas/não bonitas. Como é possível ve-
rificar na Tabela I. 
Os resultados apontam claramente a 
relação entre as impressões negativas e a 
percepção das fotos como pouco bonitas 
ou não bonitas. Especialmente as fotos que 
provocaram a impressão de tristeza foram 
associadas a menos beleza.
Enquanto as impressões positivas, es-
pecialmente a simpatia foram associados 
à percepção das fotos como bonitas ou 
muito bonitas. 
O teste do χ² resultou nos valores 
expostos na tabela, com grau de liberali-
dade igual a 2, portando rejeita H0, com 
p = 0,0001 para todas as fotos. A simila-
ridade entre as hemifaces é descrita pela 
correlação de Pearson, todos os valores de 
r com p = 0,0001. O ranking de posições 
das fotos em relação a simetria aparece 
na segunda coluna indicando a posição de 
cada uma delas. 
O teste do χ² resultou nos valores ex-
postos na tabela, com grau de liberalidade 
igual a 3, portando rejeita H0, com p = 
0,0001 para todas as fotos, exceto foto 
19 que tem p = 0,0118.
 | Discussão
As variáveis analisadas nesse estudo 
foram qualitativas, obtidas através da res-
Tabela I - Percepção da beleza x simetria.
foto Simetria/Ranking
bonita/muito 
bonita
pouco boni-
ta/não bonita
não respon-
deu
total χ²
r de Pearson F % F % F % F %
1 7ª. 0.9968 191* 62.01 96 31.17 21 6.82 308 100 141,396
2 4ª. 0.9972 96 31.17 189* 61.36 23 7.47 308 100 134,851
3 9ª. 0.9935 26 8.44 258* 83.77 24 7.79 308 100 352,545
4 5ª. 0.9972 36 11.69 246* 79.87 26 8.44 308 100 300,649
5 18ª. 0.9922 181* 58.77 103 33.44 24 7.79 308 100 120,045
6 15ª. 0.9936 68 22.08 238* 77.27 2 0.65 308 100 288,805
7 10ª. 0.996 148** 48.05 136 44.16 24 7.79 308 100 91,117
8 8ª. 0.9965 142** 46.10 145 47.08 21 6.82 308 100 97,487
9 3ª. 0.9976 95 30.84 211* 68.51 2 0.65 308 100 213,591
10 9ª 0.9962 27 8.77 260* 84.42 21 6.82 308 100 361,838
11 6ª. 0.9969 56 18.18 229* 74.35 23 7.47 308 100 238,487
12 1ª. 0.9987 42 13.64 247* 80.19 19 6.17 308 100 306,942
13 11ª. 0.9953 45 14.61 240* 77.92 23 7.47 308 100 277,916
14 19ª. 0.9902 80 25.97 206* 66.88 22 7.14 308 100 172,39
15 21ª. 0.9858 10 3.25 256* 83.12 42 13.64 308 100 348,494
16 3ª. 0.9953 141* 45.78 105 34.09 62 20.13 308 100 30,474
17 20ª. 0.9902 82 26.62 181* 58.77 45 14.61 308 100 96,318
18 14ª. 0.9942 127 41.23 139* 45.13 42 13.64 308 100 54,474
19 14ª 0.9928 159* 51.62 100 32.4749 15.91 308 100 59,032
20 2ª 0.998 21 6.82 239* 77.60 48 15.58 308 100 275,11
21 13ª 0.9947 37 12.01 227* 73.70 44 14.29 308 100 226,097
*Resultado significativo; **Resultado significativo para bonito quando analisadas separadamente as classificações.
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 113
posta aos questionários aplicados após a 
observação das fotos. A aquisição das fotos 
seguiu metodologia semelhante aquela 
utilizada por Oliveira [10], em seu trabalho 
sobre a importância da simetria facial na 
escolha de parceiros Seres Humanos, como 
também no estudo apresentado por Coet-
zee et al. [11], cujos participantes estavam 
sentados a uma certa distância da câmera, 
e foram solicitados para olhar diretamente 
para a câmera, manter expressão neutra 
e tiveram o cabelo puxado para trás para 
revelar características faciais.
Tabela II – Impressão sobre a pessoa 
fotografada.
Fo-
tos
G1 G2 G3 NR
To-
tal
χ²
1 137* 65 63 43 308 66,182
2 62 114* 100 32 308 52,87
3 192* 60 18 38 308 240,468
4 49 149* 71 39 308 96,727
5 166* 27 74 41 308 152,286
6 139* 59 90 20 308 98,519
7 77 70 121* 40 308 43,558
8 117* 52 100 39 308 54,519
9 67 111* 108 22 308 68,078
10 36 86 154* 32 308 126,182
11 38 133* 103 34 308 93,273
12 20 185* 65 38 308 215,299
13 20 193* 55 40 308 241,013
14 66 123* 83 36 308 51,351
15 19 171* 64 54 308 167,506
16 43 74 122* 69 308 42,26
17 191* 29 29 59 308 232,831
18 63 34 154* 57 308 108,753
19 99* 69 80 60 308 10,987
20 38 129* 90 51 308 65,844
21 136* 69 45 58 308 64,026
G1 = características positivas (serena, simpática 
e alegre); G2 = características negativas (irôni-
ca, arrogante, agressiva, antipática, triste); G3 
= características neutras (infantil, melancólica, 
sensual, intelectual, ingênua, indiferente, tímida); 
*indica os valores significativos.
A Tabela I nos mostra sobre a percepcao 
da Beleza x Simetria, o resultado é signifi-
cativo estatisticamente com p = 0,0001 
sendo que diferente do que pensavamos 
a face mais proxima da Simetria nao foi 
classificada como Bonita ou Muito Bonita. 
Neste estudo nem todos os participantes 
responderam sobre todas as modelos isto 
ocorreu porque quem analisava as fotos das 
modelos não poderia reconhecê-las. 
O que mostrou em nosso estudo foi 
que a face que mais se aproxima da Sime-
tria facial na resposta de 247 indivíduos 
ao questionário foi não percebida como 
bonita e sim como não bonita e pouco 
bonita.
O resultado da Tabela I concorda com o 
estudo de Fukusima e Silva [4] que mostrou 
que a simetria facial pela reflexão das hemi-
faces não foi um fator de forte influência na 
atratividade das faces. Fukusima e Silva [4] 
sugeriram que a simetria lateral não pode 
ser um fator de análise isolado da face. 
Estudos sobre quais as características e 
relações faciais são importantes nos jul-
gamentos da atratividade são essenciais, 
pois podem elucidar elementos básicos 
a serem trabalhados quando se pretende 
intervir na aparência facial, seja em nível 
estético ou funcional. 
Os resultados observados nesse es-
tudo se alinham a esse pensamento, uma 
vez que os modelos que nos questionários 
foram apontados como Bonita ou Muito Bo-
nita foram associados a impressões positi-
vas, especialmente a expressão Simpática. 
Mesmo sendo solicitado a cada modelo 
manter uma expressão neutra, cada rosto 
transmite impressões diferentes. Ficou 
demonstrado que rostos que transmitiam 
expressões faciais mais leves e positivas 
foram associadas à beleza enquanto os 
modelos que apresentaram semblantes 
tristes foram vistos como pouco bonitos. No 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013114
ponto de vista estatístico podemos concluir 
que expressões tristes, antipáticas, arro-
gantes que agrupamos como impressões 
negativas correlaciona-se com a percepção 
de ser Pouco Bonita ou não Bonita e estes 
resultados podem ser verificados na Tabe-
la II que nos mostra a Impressão sobre a 
pessoa fotografada, cada rosto avaliado 
foi associado a impressões sugeridas, no 
Grupo 1 características Positivas (alegre, 
simpática e serena), o Grupo 2 carac-
terísticas Negativas (irônica, arrogante, 
agressiva, antipática e triste) e o Grupo 
3 impressão das características neutras 
(infantil, melancólica, sensual, intelectual, 
ingênua, indiferente e tímida). 
Diferente de vários estudos que apon-
tam a ligação entre o padrão de beleza e a 
Simetria Facial. Como mostra o estudo de 
Senna et al. [12], segundo ele a estrutura 
da face é complexa. Não é um simples 
cilindro, tal como o pescoço, ou um he-
misfério geométrico. O rosto da juventude 
é multifacetado, geometricamente falando.
Para Koscinski [7] os rostos são mais 
atraentes quanto mais simétricos, livres de 
imperfeições e com expressão agradável. 
Essa ideia de que o rosto mais atraente é 
não só mais simétrico, mas também possui 
uma expressão agradável é reproduzida 
aqui e fica demonstrada na tabela II. 
Oliveira [10], também pode associar a 
atratividade com a simetria facial e levanta 
como fator importante para a percepção 
de beleza a proximidade da face com a 
média das simetrias encontradas na própria 
população. Tendo em vista a pluralidade 
fenotípica da população brasileira, nossa 
amostra de modelos cobria a maior parte 
das possibilidades diante da miscigenação 
brasileira. Mas cada rosto em si apresenta 
características únicas e numa população 
como a nossa a que se pensar como seria 
a face que mais se aproxima da média? 
No caso de rosto humanos, a beleza 
não está somente em, rosto simétricos, 
mas também em outros aspectos físicos, 
psicológicos e sociais [7]. A afirmação de 
Koscinski [7] se alinha com o pensamento 
de Camargo, Duarte e Mendonça [2] para 
quem o rosto por sua vez, não se revela 
apenas como componente de elementos 
orgânicos: está inserto na vida cotidiana, 
nas relações de produção e troca, é um 
meio de comunicação, pois, por meio de 
signos ligados à linguagem, expressões, 
sinais, instituições à qual pertence permite 
sua ligação com outro rosto. O rosto e sua 
simetria, sua textura e seus padrões se 
tornam lugares onde se instituem ideias, 
emoções e linguagens, sendo uma intera-
ção sensoriomotora dos sentidos a ação: 
nesse jogo o rosto fala e é também falado 
pelos outros, sendo um múltiplo lugar 
de significações, que a cultura permite 
revelar. 
Dessa forma os resultados obtidos 
aqui refletem de certa forma esse aspecto 
de interação entre o rosto e a cultura, com 
sua linguagem, sinais, expressões etc. 
Uma vez que mesmo utilizando expres-
sões neutras ao obter as fotos, cada face 
suscitou uma serie de impressões sobre 
a expressão facial e essas impressões se 
correlacionam com a percepção da beleza 
e não a simetria por si. 
 | Conclusão
Não foi possível estabelecer uma cor-
relação entre a simetria facial natural e a 
percepção de beleza. 
Verificou-se a relação entre a impres-
são passada pelas expressões faciais e 
a percepção de beleza nas fotografias. 
Sendo as fotos associadas a impressões 
negativas associadas a menos beleza, 
especialmente expressões tristes e aque-
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 115
las associadas a impressões positivas, 
especialmente a simpatia percebidas como 
mais belas. 
 | Agradecimentos
Às alunas do curso de Tecnologia em 
Estética e Cosmética do Centro Universitá-
rio Sant’Anna por participarem do estudo 
como modelos e auxiliarem na coleta de 
dados.
 | Referências
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do sorriso em função do enquadramento 
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conhecimento e variações das normas 
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4. Fukus ima SS, S i l va LM, Faces 
simétricas por reflexão das hemifaces 
não são mais atraentes que as faces 
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2009;23(3):466-75.
5. Kreidler MAM, Rodrigues CD, Souza 
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Anthropological Review 2007;70:45-79.
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da fonoaudiologia na estética facial: 
relato de caso clínico. Rev CEFAC 
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9. Carvalho B et al. Rinoplastia e assimetria 
facial: Análise de fatores subjetivos e 
antropométricos no nariz caucasiano. Int 
Arch Otohinolaryngol 2012;16(4):445-
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10. Oliveira AR. O papel da simetria facial 
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[Monografia]. Faculdade de Ciências da 
Educação e Saúde; 2013. p.9.
11. Coetzee V, Faerber SJ, Greeff JM, Lefevre 
CE, Re DE, Perrett DI. African Perceptions 
of Female Attractiveness Plos One 
2012;7(10).
12. Senna A, Abbenante D, Tremolizo 
L, Campus G, Strohmenger L. The 
relationship between facial skeletal class 
and expert-rated interpersonal skill: an 
epidemiological survey on young Italian 
adults. BMC Psychiatry 2006;6(41).
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013116
ARTIGO ORIGINAL
Sustentabilidade estética: impactos produzidos 
pela atividade do profissional esteticista 
ao meio ambiente
Sustainable aesthetics: impacts of professional 
activity on environment
Silene Mancini*, Silvana Gaiba, D.Sc.**, Jeanete Moussa Alma, D.Sc.***
*Administradora, formada pela Faculdade Campos Salles, Docente de Estética no SENAC - (Serviço 
Nacional de Aprendizagem Comercial), **Bióloga, BSc., MSc., PhD – Professora Colaboradora da 
Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), BA e pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo 
– UNIFESP, ***Esteticista, Fundadora do Primeiro Curso Superior em Estética no Brasil, Fundadora do 
Primeiro Curso de Pós Graduação em Estética no Brasil, Professora Doutora pela UNIFESP/Escola Pau-
lista de Medicina, Coordenadora do programa de Pós Graduação da Universidade Gama Filho, Coorde-
nadora do programa de Pós Graduação da Universidade Estácio de Sá, Supervisora de Estágio do Curso 
de Estética e Cosmética da Universidade Santana/UNISANTANNA
Endereço para correspondência: Silene Mancini, Rua Pirassununga, 681/52, E-mail: silenebmv@bol.com.br
 | Resumo
Introdução: A promoção do consumo sustentável depende da conscientização, e contribuição de todos. O 
papel do profissional esteticista é prestar serviços de alta qualidade ao público e o aumento da procura 
de serviços e profissionais dessa área gera maior descarte de produtos recicláveis. Objetivo: Avaliar o 
conhecimento sobre a sustentabilidade no ramo da estética. Metodologia: Pesquisa bibliográfica junto 
a diversas fontes e distribuição de questionários contendo dez questões com apenas 2 alternativas 
(sim e não) no evento Internacional Beauty Fair realizado em São Paulo/SP em Setembro de 2013. 
Resultados: O conjunto de observações desta pesquisa mostrou que 98,47% dos entrevistados dis-
seram conhecer o termo sustentabilidade e 51,9% se consideravam praticantes. Sendo que 51,9% 
não sabem quantos anos são necessários para o plástico se decompor e 54,97% não observavam 
quantos produtos descartavam por mês. Verificou-se que 78,62% consideram como lixo hospitalar o 
lixo descartado pelo profissional esteticista, apesar de 75,57% usavam corretamente seus produtos, 
96,18% declararam estarem aptas a promoverem mudanças nos seus padrões de consumo, 89,31% 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 117
 | Introdução
Após a Revolução Industrial, o aumento 
na produção de rejeitos pela sociedade, o 
avanço urbano no mundo contemporâneo 
associado à força poluidora das atividades 
industriais, superaram a capacidade de 
regeneração dos ecossistemas e a reci-
clagem dos recursos naturais renováveis, 
elevando os níveis de exaustão dos demais 
recursos naturais não renováveis. O meio 
ambiente demonstra que sistemas susten-
táveis são possíveis [1]. 
Partindo do princípio de que o con-
sumo sustentável está de acordo com o 
desenvolvimento sustentável (que se dá 
de forma que garanta o atendimento das 
necessidades das gerações atuais, sem 
comprometer o atendimento das neces-
sidades das futuras gerações) podemos 
verificar que a nossa responsabilidade 
ecológica pode constituir tanto um fator de 
crescimento econômico quanto de queda 
de uma instituição [2]. 
Atualmente os consumidores estão 
rejeitando produtos que utilizam processos 
nocivos ao meio ambiente, como acontece 
nos países industrializados (Europa e EUA), 
aumentando o investimento de produtos eco-
logicamente corretos no mercado mundial [3].
Entretanto, não basta apenas dispor de 
novos produtos e tecnologias, mas, também, 
de uma reestruturação como um todo, que 
como prevê a ISO 14000, contemple todas 
as fases envolvidas na produção desde a 
concepção, passando pela escolha da matéria 
acreditam que demonstrar uma “consciência sustentável” as diferencia no mercado e 97,7% estão 
dispostas a contribuírem com o meio ambiente. Conclusão: Apesar dos profissionais Esteticistas 
demonstrarem interesse e disposição para contribuírem com o meio ambiente, faz-se necessário o 
desenvolvimento de projetos de gestão e sustentabilidade para que todos os profissionais que atuam 
nessa área possam contribuir com o meio ambiente.
Palavras-chave: desenvolvimento sustentável, sustentabilidade, meio ambiente, profissional esteticista.
 | Abstract
Introduction: The promotion of sustainable consumption depends on the awareness and contribution of 
all. The role of the esthetician professional is to provide high quality services to the public. The increase 
of demand for services and for professionals in this area causes greater disposal of recyclable products. 
Objective: To evaluate the knowledge of sustainability in the esthetics market. Methodology: Literature from 
many sources and distribution of questionnaires containing ten questions with only two alternatives (yes or 
no) in the International Beauty Fair Show September 2013 in São Paulo/SP, Brazil. Results: The number 
of survey observations showed that, 98.47% of interviewed said that they knew the term sustainability 
and 51.9% considered themselves practitioners, but 51.9% do not know how many years are required for 
decomposing plastic, and 54.97% did not observe how discarded products per month. It was found that 
78.62% considered as medical waste trash discarded by the professional esthetician, while 75.57% used 
their products correctly, 96.18% reported being able to promote changes in their patterns of consump-
tion, 89.31% believe that demonstrate a “sustainable consciousness” differentiates them in the market 
and 97.7% are willing to contribute to the environment. Conclusion: Despite Professional Estheticians 
show interest and disposition to contribute to the environment, it is necessary to develop and manage a 
sustainability project for all professionals working in this area, so they can contribute to the environment.
Key-words: sustainable development, sustainability, environment, esthetician professional.
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013118
prima, uso de energia, processo produtivo, em-
balagem, até a eliminação pós-consumo [4].
A promoção do consumo sustentável 
depende da conscientização dos indivíduos 
da importância de tornarem-se consumi-
dores responsáveis e suas ações para 
alcançar o consumo sustentável devem ser 
promovidas no nível micro e macro, ou seja, 
desde o lar ou local de trabalho ou estudo 
até as empresas e instâncias públicas, 
nacionais e internacionais[4,5]. 
Para alcançar esses resultados, o 
ponto de partida é a conscientização, a 
sensibilização a respeito da grandiosidade 
do problema da degradação dos recursos 
ambientais do planeta e suas consequên-
cias sobre a saúde e o modo de vida dos 
seres humanos.
O grande desafio que se coloca para os 
cidadãos, as empresas e os governos é a 
busca por ações no sentido de promover o 
consumo e a produção sustentáveis. Medidas 
complementares de ordem cultural, política, 
jurídica, econômica, científica, artística, 
institucional, dentre outras, devem ser am-
plamente promovidas e divulgadas a fim de 
consolidar no Brasil a consciência e a prática 
da produção e do consumo sustentáveis [6].
A nova gestão empresarial tem como 
princípio básico a sustentabilidade e a 
inovação, por exemplo, produzir o plástico 
de maneira sustentável é promover a ree-
ducação ambiental em nossa sociedade, 
estimulando a consciência do seu uso 
correto e manuseio [7]. 
Uma maneira dos cidadãos participarem 
desse processo de conscientização é a 
reciclagem. Trata-se de um comportamento 
que aumenta a consciência ecológica na 
comunidade despertando os cidadãos para 
mudanças de atitudes em prol do meio 
ambiente [3,5].
É natural que quem começa a reciclar 
um dado material logo irá adotar a 
reciclagem de outros materiais contribuindo 
para a melhoria do meio ambiente e da 
qualidade de vida em geral. A reciclagem 
é também uma atividade que envolve um 
grande número de pessoas permitindo uma 
rápida transmissão de ideias e conceitos 
associados a essa atividade a um grande 
público em pouco tempo [3,5].
No Brasil, a história da estética ligada 
a profissão de esteticista teve início na 
década de 50, pela brasileira Anne Marie 
Klotz, filha de pais franceses e nascida em 
Natal/RN. Considerava-se uma precursora 
de uma importante profissão para o equi-
líbrio físico, mental, espiritual e social do 
indivíduo. Para ela a esteticista enviava 
energia ao seu cliente em forma de pen-
samentos de alegria, paz e gratidão [8].
Atualmente o papel do esteticista é 
prestar serviços de alta qualidade ao pú-
blico, com o objetivo de melhorar e manter 
a aparência externa e as funções naturais 
da pele, influenciando-os ao relaxamento e 
ao bem-estar físico e mental. Hoje a área 
de atuação profissional da estética é con-
siderada integrante da área da saúde. A 
atenção e a assistência à saúde abrangem 
todas as dimensões do ser humano como 
biológica, psicológica, social, espiritual, 
ecológica e são desenvolvidas por meio de 
atividades diversificadas, dentre as quais 
a estética está inserida [8].
Considerando que um único profissio-
nal esteticista execute um procedimento 
de limpeza de pele por semana o descarte 
aproximado no final do mês seria de 250 
g de algodão, 4 pares de luvas, 8 toucas 
descartáveis, 4 lençóis descartáveis, 4 
máscaras descartáveis, gazes e ainda 
existem os profissionais que agregam ao 
protocolo chinelos descartáveis. Todo esse 
material somado aos protocolos corporais 
que também se utilizam de descartáveis e 
mais os produtos (embalagens plásticas) 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 119
resultam um montante considerável de um 
único profissional produzindo um grande 
impacto ao meio ambiente.
O conceito de sustentabilidade cor-
porativa vem se agregando a empresas 
como uma ferramenta indispensável para o 
equilíbrio econômico e ambiental. Com o au-
mento pela procura de cursos em estética e 
consequentemente aumento no número de 
profissionais nessa área, prioriza-se a qua-
lidade de educação, saúde e orientação a 
comunidade com foco na responsabilidade 
sócio ambiental [6]. Sendo assim o objetivo 
desse trabalho é avaliar o conhecimento 
sobre a sustentabilidade estética.
 | Material e métodos
Nesse trabalho foi realizado pesqui-
sa bibliográfica junto a diversas fontes, 
incluindo artigos científicos e consulta na 
web bibliografia e para a obtenção dos 
dados foram distribuídos 131 questioná-
rios contendo dez questões com apenas 2 
alternativas (sim e não) distribuidos em um 
evento Internacional, Beauty Fair, realizado 
em São Paulo/SP em Setembro de 2013. 
O público alvo dos questionários foram 
profissionais de Estética.
Figura 1 - Questionário utilizado nessa 
pesquisa. 
1. Você já escutou falar em sustentabilidade?
Sim ( ) Não ( )
2. Você se considera um praticante de susten-
tabilidade?
Sim ( ) Não ( )
3. Você já observou quantos potes plásticos de 
produtos você descarta por mês?
Sim ( ) Não ( )
4. Você sabe quantos anos são necessários 
para o plástico se decompor?
Sim ( ) Não ( )
5. Quando você pratica um protocolo, usa cor-
retamente a quantidade de creme ou sobra na 
sua cubeta?
Sim ( ) Não ( )
6. A lata de lixo do seu espaço é comum para 
todo tipo de descarte?
Sim ( ) Não ( )
7. Você acredita que demonstrar uma “consci-
ência sustentável”, diferencia você no mercado 
de trabalho e poderá trazer-lhe mais clientes?
Sim ( ) Não ( )
8. Você sabia que lixo de Estética é considerado 
como lixo hospitalar ? RSS-RDC 306/04
Sim ( ) Não ( )
9. Você se considera apta a promover mudan-
ças no seus padrões de consumo?
Sim ( ) Não ( )
10. Você esta disposta a contribuir com o meio 
ambiente através da disseminação e orientação 
para o uso eficiente de recursos naturais e a 
proteção da Natureza?
Sim ( ) Não
 | Resultados
Figura 2 - Percentagem das respos-
tas (Sim e Não) de cada questão dos 
profissionais de estética entrevistados 
durante o evento Internacional, Beauty 
Fair que aconteceu em São Paulo no pe-
ríodo de 07 a 10 de setembro de 2013.
89,31
54,245,8
24,43
Questão 1
Questão 2
Questão 3
Questão 4
Questão 5
Questão 6
Questão 7
Questão 8
Questão 9
Questão 10
0 20 40 60 80 100
98,47 1,53
51,9 48,1
45,03 54,97
51,9 48,1
75,57
10,68
78,62 21,38
96,18
97,7
3,82
2,3
Sim Não
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013120
 | Discussão
O desenvolvimento sustentável é 
aquele que atende às necessidades do 
presente sem comprometer a possibilidade 
de as gerações futuras atenderem as suas 
próprias necessidades [9]. Foi observado 
nesse trabalho que apesar de 98,47% dos 
entrevistados responderem que conhecem 
o termo sustentabilidade apenas 51,9% se 
consideram praticantes da sustentabilidade. 
Caminhar para um desenvolvimento susten-
tável significa que devemos minimizar os 
impactos que ocorrem sobre a qualidade do 
ar, da água e outros recursos naturais, a fim 
de manter o ecossistema equilibrado [6]. 
Verificamos também que 51,9% dos 
entrevistados nem sabem quantos anos 
são necessários para o plástico se de-
compor. Os plásticos constituem uma das 
classes de materiais com menor índice 
de reciclagem [10]. Estes materiais são 
divididos em duas grandes categorias: os 
termoplásticos que são os que podem ser 
moldados várias vezes por ação de tempe-
ratura e pressão, por isso são recicláveis, e 
os termofixos que sofrem reações químicas 
em sua moldagem as quais impedem uma 
nova fusão, portanto não são recicláveis. 
Os projetos de reciclagem são muito 
comuns em países desenvolvidos, mas 
ainda incipientes no Brasil. e acordo com 
o Ministério do Meio Ambiente, cerca de 
um terço do lixo doméstico é composto por 
embalagens que tiveram vida útil apenas 
uma vez, já as descartadas pela indústria 
e comércio estima-se que pelo menos 25 
mil toneladas de embalagens são jogadas 
no lixo sem passar por reciclagem [9].
O polietileno verde é uma resina ter-
moplástica produzida a partir do etanol de 
cana de açúcar brasileiro e foi chamado de 
plástico verde devido a sua contribuição ao 
desenvolvimento sustentável uma vez que 
substitui a utilização de matérias primas 
fósseis e ajuda na redução das emissões 
de gases de efeito estufa.
Entretanto ainda não existem métodos 
comprovados que meçam os impactos am-
bientais de um produto “verde” ou ecologi-
camente correto em relação a outro. Sendoassim, podemos dizer que produto “verde” 
é aquele que causa menos impacto ao meio 
ambiente do que seus alternativos [11].
Dentre os entrevistados 54,97% des-
conhecem quantos produtos descartam 
por mês sem reciclar. O grande número de 
eventos que são realizados em todo mundo 
alertam as populações sobre a importância 
da preservação do meio ambiente. Isso 
faz com que todas as comunidades do 
nosso planeta tenham consciência de que 
os recursos naturais são finitos e que sua 
preservação é necessária [6].
Os profissionais esteticistas colaboram 
com o meio ambiente, pois observamos nes-
sa pesquisa que 75,57% dos entrevistados 
durante a realização de um protocolo utilizam 
corretamente os produtos (cremes). 
Mais da metade da população brasi-
leira preocupam-se com sua aparência, e 
esta preocupação vem crescendo consi-
deravelmente nos últimos anos [12]. Com 
o aumento da procura dos serviços e de 
profissionais que agregam cada vez mais a 
área da estética, aumenta também o número 
de descarte de produtos (potes de cremes) 
e outros materiais como lixo de estética 
que 78,62% dos entrevistados consideram 
como lixo hospitalar. Com o agravamento 
do acúmulo do lixo urbano nas grandes 
cidades, é de se esperar que as empresas 
que fabricam e que compram embalagens 
auxiliem na resolução do problema. 
Ao contrário do que muitas pessoas 
pensam agregar valores sustentáveis ao 
trabalho do profissional esteticista não ne-
cessariamente acresce o custo do produto 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 121
final. Dos entrevistados 96,18% declararam 
estarem aptas a promoverem mudanças 
nos seus padrões de consumo e 89,31% 
acreditam que demonstrar uma “consciên-
cia sustentável” as diferencia no mercado. 
Foi importante verificar que 97,7% 
dos entrevistados estão dispostos a con-
tribuírem com o meio ambiente através 
de disseminação e orientação para o uso 
eficiente de recursos naturais e proteção 
à natureza. Apesar das profissionais este-
ticistas demonstrarem mais sensibilidade 
e disposição a contribuírem com o meio 
ambiente, faz-se necessário o desenvolvi-
mento de um projeto informativo com as 
normas de biossegurança para que todos 
os profissionais que atuarem nessa profis-
são sejam intermediadores entre a indústria 
cosmecêutica e o cliente para que atuem 
como disseminadores desses valores e que 
esta classe juntamente com seus clientes 
e as indústrias formem um montante signi-
ficativo perante outras industrias de outros 
seguimentos para que realmente todos 
juntos haja contribuição ao meio ambiente 
e redução de resíduos sólidos.
 | Conclusão
Embora as profissionais esteticistas se 
mostrem dispostas a contribuírem com o 
meio ambiente, elas não possuem ciência 
do que é sustentabilidade.
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Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013122
ARTIGO ORIGINAL
Técnica combinada de preenchimento facial 
e hidratação estética em portadores do vírus 
HIV/AIDS, na melhora da qualidade de vida 
e imagem pessoal
Combined technical of facial filling and aesthetic 
hydration in patients with HIV/AIDS, improving quality 
of life and personal image
Maria Regina Rodrigues da Cruz*, Clementina Michielom de Augusto Isihi, M.Sc.**, 
Jeanete Moussa Alma, D.Sc.***
*Enfermeira, Pós Graduada em Estetica Integral pela Universidade Gama Filho, **Enfermeira, Mestre e 
supervisora do ambulatório do Instituto de Infectologia Emilio Ribas, ***Esteticista, Fundadora do Primeiro 
Curso Superior em Estética no Brasil, Fundadora do Primeiro Curso de Pós Graduação em Estética no Brasil, 
Professora Doutora pela UNIFESP/Escola Paulista de Medicina, Coordenadora do programa de Pós Gradua-
ção da Universidade Gama Filho, Coordenadora do programa de Pós Graduação da Universidade Estácio de 
Sá, Supervisora de Estágio do Curso de Estética e Cosmética da Universidade Santana/UNISANTANNA
Endereço para correspondência: Jeanete Moussa Alma, E-mail: contato.especiariascosmeticas@gmail. com, 
drajeanetemoussaalma@gmail.com
 | Resumo
O tratamento para o vírus HIV/AIDS, os antirretrovirais, depois de certo tempo, desenvolve no portador 
lipodistrofia, ou seja, acumulo ou falta de gordura no corpo, em lugares indesejáveis. Para resolução destes 
problemas são realizados cirurgias plásticas e preenchimento facial. Devido a sua importância, tem se tornado 
uma grande ferramenta de saúde publica, trazendo benefícios para sociedade e paciente. Com a melhora 
na qualidade de vida, ou seja, melhorando a autoestima dos portadores do vírus HIV\AIDS e lipodistrofia. O 
preenchimento facial deverá ser feito pelo profissional médico, que está capacitado a realizar o procedimento, 
trazendo melhor qualidade de vida, para os portadores de lipoatrofia facial, melhorando o aspecto físico e 
emocional desses pacientes. Objetivos: Levantar os dados da população estudada; verificar se ocorreu melhora 
física psíquica dos pacientes que foram submetidos ao preenchimento facial, relacionado com procedimento 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 123
estético, através de um questionário elaborado com nove perguntas fechadas diversas, sobre HIV, preenchi-
mento facial e mudança de vida, o grau de satisfação de cada um deles. Metodologia: Trata-se de um estudo 
prospectivo, com pesquisa de campo exploratória e analítica, com abordagem qualitativa e, levantamento 
bibliográfico. O estudo foi realizado no ambulatório do Instituto de Infectologia Emilio Ribas (IIER) pertencente 
a Secretaria de Estado da Saúde.. A população pesquisada foi constituída de sete pacientes (sexo masculino 
4/ feminino 3) portadores do vírusHIV\AIDS e lipodistrofia facial, que realizaram preenchimento facial com 
polimetilmetaclilato no período entre janeiro a abril de 2012. Resultados: Percebemos que 60% dos sujeitos 
da pesquisa apresentaram idade entre 41 a 50 anos, seguido com a mesma proporção de 20% entre 31 a 40 
anos e 51 a 60 anos. Em relação ao estado civil, 42,87% eram casados, 28.57% solteiros, 14,28% viúvos. 
Quanto ao tempo de diagnóstico de infecção por HIV/AIDS, percebe-se que, com maior proporção 57,14% 
dos sujeitos tem o diagnóstico de HIV por mais de 15 anos, seguido de 14,85% entre 10 a 14 anos. Quando 
falamos de tratamento antirretroviral, 42,85%faziam uso de antirretrovirais entre 10 a 14 anos, seguido de 
28,57% com mais de 15 anos e de mesma proporção entre 5 a 9 anos. Sabe que ocorrem mudanças em 
todos os aspectos da vida do indivíduo, com a descoberta de ser portador do vírus HIV. Pesquisamos entre 
nossa população qual é a maior incidência de alterações desta natureza. Com 57,14% houve mudança física, 
seguido de 42,57% mudança física e psíquica. Com o advento dos tratamentos estéticos para portadores de 
lipodistrofia em pacientes HIV/AIDS, pesquisamos qual foi a mudança sentida após o preenchimento facial. 
Percebemos que a grande maioria sentiu os efeitos benéficos do tratamento com o preenchimento facial. 
Em relação ao trabalho estético, percebe-se que o número de indivíduos, 42,85% que fez hidratação facial 
relata que houve uma melhora significativa na aparência.
Palavras-chave: metacrilato, estética, creme de ureia, lipodistrofia, HIV/AIDS. 
 | Abstract
Treatment for HIV/AIDS, namely the antiretroviral drugs, after a certain time, develops lipodystrophy, i.e., ac-
cumulation or lack of body fat in undesirable places. For solving these problems are performed plastic surgery 
and facial filling. Due to its importance, has become a major public health tool, bringing benefits for society 
and the patient. The treatment improves lipodystrophy and the self-esteem of patients virus HIV\AIDS. The 
facial filling should be done by the medical professional who is qualified to perform the procedure, bringing a 
better quality of life for people with facial lipoatrophy, improving the physical and emotional side. Objectives: To 
raise the data of the population studied; to verify that physical improvement of psychic occurred patients who 
underwent facial filler, related to aesthetic procedure, through a questionnaire drawn up with nine closed ques-
tions, about HIV, facial filling and change of life, the degree of satisfaction for each of them. Methodology: This 
is a prospective study, with a qualitative approach and bibliographical survey. The study was performed at the 
clinic of the Institute of infectious diseases Emilio Ribas (REII) in the Health State Department of São Paulo/
SP. The population consisted of seven patients (male 4 and female 3) virus carriers with facial lipodystrophy, 
HIV\AIDS, who performed facial filling with polimetilmetaclilato between January and April 2012. Results: 60% 
of the patients were 41 to 50 years old, 20% 31 to 40 years old and 20% 51 to 60 years old. In relation to 
marital status, 42.87% were married, 28.57% single, 14.28% widowed. As to the diagnosis of infection by HIV/
AIDS, 57.14% of patients had the HIV diagnosis for more than 15 years, followed by 14.85% between 10 to 14 
years. 42.85% made use of antiretroviral drugs between 10 to 14 years, followed by 28.57% with more than 15 
years and the same proportion between 5 to 9 years. Knowing that changes occur in all aspects of life of the 
individual, with the discovery to be with the HIV virus, we researched among our population which is the higher 
incidence of changes of this nature. For 57.14% there was physical change, followed by the 42.57% physical 
and psychic change. With the advent of aesthetic treatments to patients with lipodystrophy we observed in our 
study population which was the change after filling facial. We realized that the vast majority felt the beneficial 
effects of treatment with facial filling. In relation to aesthetic work, 42.85% who did facial moisturizing reports 
that there was a significant improvement in appearance.
Key-words: methacrylate, aesthetic, urea cream, lipodystrophy, HIV/AIDS.
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013124
 | Introdução
A identificação do Vírus da Imunode-
ficiência Humana (HIV) e da síndrome da 
imunodeficiência adquirida (AIDS) ocorreu 
há pouco mais de vinte anos, porém, o 
número de pessoas infectadas e doentes 
vem aumentando neste período [1].
Segundo dados da Organização Mun-
dial de Saúde (OMS), estima-se que numa 
projeção global teremos em breve 40 mi-
lhões de pessoas vivendo com o vírus [2]. 
No Brasil, até dezembro de 2002 foram 
notificados 257,780 casos de AIDS, esti-
mando-se que existem aproximadamente 
de 600,000 portadores do HIV.
O HIV é um retrovírus que causa no 
organismo disfunção imunológica crônica 
e progressiva devido ao declínio dos níveis 
de linfócitos CD4, sendo que quanto mais 
baixo for o índice desses, maior o risco do 
indivíduo desenvolver a doença. O período 
entre a aquisição do HIV e a manifestação 
da doença pode durar alguns anos [3].
A síndrome da imunodeficiência adqui-
rida é uma doença como outra qualquer, 
podendo atingir qualquer ser humano, 
sendo assim, a população deve permitir ao 
individuo com HIV a possibilidade de se as-
sumir como portador de uma enfermidade, 
e não decretar sua morte civil [4].
Com a chegada dos antirretrovirais, 
para o tratamento dos indivíduos com 
HIV/AIDS, está havendo um consequente 
aumento no tempo de sobrevida destes, 
porém, seu alto custo e inúmeros efeitos 
colaterais associados à inexistência de 
cura para a doença têm direcionado inves-
tigações sobre o impacto qualitativo dessa 
terapêutica na qualidade de vida [5,6].
Nos últimos anos os estudos sobre 
qualidade de vida nessa população têm 
avaliado não só a dimensão física, mas, 
também, os aspectos psicossociais e emo-
cionais, apontando novas estratégias de 
tratamento que são capazes de atuar em 
tais aspectos e proporcionar melhoram na 
qualidade de vida dessas pessoas [7,8].
Acreditava-se que o avanço tecnológico 
poderia ser uma solução concreta para 
os principais problemas relacionados às 
doenças crônicas, tornando a mensuração 
da qualidade de vida uma tarefa inútil [9].
Todavia, a inexistência de cura para 
a maioria das doenças crônicas tem mos-
trado que a mensuração da qualidade de 
vida é indispensável para a avaliação de 
estratégias de tratamento e custo/bene-
fício, tornando-se instrumento importante 
para direcionar a distribuição de recursos e 
a implementação de programas de saúde, 
os quais, por sua vez, podem privilegiar 
não só os aspectos físicos da clientela, 
mas também aqueles relacionados às di-
mensões psíquicas e sociais, permitindo 
à equipe de saúde apresentar cuidado 
integral [9,10]. O termo qualidade de vida é 
bastante abrangente, estando diretamente 
relacionado às experiências individuais, 
num dado momento dentro de um contexto 
sociocultural [10].
Epidemiologia
No Brasil, no inicio dos anos 80, a 
epidemia atingia principalmente indivíduos 
homo\bissexuais masculino, branco e de 
classe media alta, habitantes das grandes 
metrópoles. Progressivamente, homens he-
terossexuais, mulheres e crianças de todas 
as classes sociais foram sendo atingidos.
Em dezembro de 2003, estimava a 
Organização Mundial de Saúde (OMS) haver 
cerca de 40 milhões de pessoas vivendo 
com HIV|AIDS em todo o mundo, sendo 37 
milhões de adultos e cerca de 2,5 milhões 
de crianças com menos de quinze anos. 
Estima-se que no ano de 2003 ocorreram 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 125
aproximadamente cinco milhões de novas 
infecções, sendo 4,2 milhões de adultos 
e 700,000 milhões em crianças, estima-
-se, também, que em 2003 ocorreram 
três milhões de mortes em consequência 
da AIDS, sendo 2,5milhões de adulto e 
500,000 milhões de crianças abaixo de 
quinze anos [2]. 
Tratamento
A carga viral e um predito da probabi-
lidade queda de CD4. Beneficio da terapia 
antirretroviral altamente ativa já foi clara-
mente demonstrada em pacientes com 
doença sintomática avançada e naqueles 
que, de apesar de assintomáticos, apresen-
tam imunodeficiência acentuada expressa 
na contagem de linfócitos (T-CD4+abaixo 
de 200\mm³) [4].
Atualmente, em nosso país, estão 
disponíveis quatro classes de antirretro-
virais, mais potente, menos tóxico e com 
posologia confortável, em esquemas que 
tornam possíveis apenas uma ou duas 
doses diárias.
Nos primeiros anos de utilização da 
TARV, apenas 40 a 60% das pessoas em 
tratamento apresentavam supressão máxi-
ma da replicação viral (carga viral inferior a 
50 copias\ml) após um ano de tratamento. 
Estudos mais recentes mostram, indicam 
que o sucesso vira lógico do primeiro 
esquema situa-se em torno de 80%, com 
redução na proporção de falha viro lógica 
e, por conseguinte, melhoras imunológicas 
e clínica [4].
Em pessoas assintomáticas com 
contagem de linfócitos T-CD4+ acima de 
350 cel\mm³ não se recomenda iniciar o 
tratamento, já que os benefícios não estão 
suficientemente claros para contrabalançar 
potenciais riscos da terapia antirretroviral 
[4].
O tratamento deve ser recomendado 
em indivíduos assintomáticos, com conta-
gem de linfócitos T CD4 entre 200 e 350 
cel/mm³. Quanto mais próxima de 200 
células\mm³ estiver à contagem de T-CD4, 
maior é o risco de progressão para AIDS. 
Especialmente se associado à carga viral 
plasmática elevada (maior que 100.000 
cópias mm\³) [4].
A presença de sintomas ou manifesta-
ções clínicas associadas á imunodeficiên-
cia relacionada ao HIV, mesmo quando não 
definidoras de AIDS, sugere a necessidade 
de iniciar o tratamento antirretroviral, inde-
pendentemente dos parâmetros imunológi-
cos, devendo esta decisão ser considerada 
individualmente [4].
Lipodistrofia
Nos dias atuais, observamos um maior 
controle do HIV, com o uso de terapia an-
tirretroviral, porem os portadores do vírus 
HIV\AIDS continuam susceptíveis a uma sé-
rie de consequências físicas, psicológicas e 
sociais. Uma delas e a lipoatrofia facial, ou 
seja, perda de gordura na face, causando 
enrugamento e envelhecimento precoce, 
afinamento dos braços e pernas, tornando 
a pele elástica e permitindo a visualização 
de músculos e vaso sanguíneo superficiais 
implica em baixa estima, falta de motivação 
para o trabalho, afastando estes indivíduos 
do convívio social [11].
Mudanças na imagem corporal podem 
ser extremamente perturbadoras em ter-
mos de bem estar psicossocial, afetando a 
qualidade de vida e aumentando o estigma 
da doença [12].
A patogenia dessa síndrome é ampla-
mente desconhecida, embora os efeitos 
da terapia antirretroviral no surgimento 
da lipodistrofia têm sido descritos [13]. 
Adicionalmente, têm sido relatados que a 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013126
adequada adesão à terapia antirretroviral 
pode estar fortemente associada com 
o risco aumentado para a ocorrência da 
lipodistrofia.
Acreditando que a aparência é a porta 
de entrada para a sociedade, foi criado o 
material metacrilato, [composto de microes-
feras de polimetilcrilato suspensos em gel 
mineral] que é um considerado um preen-
che dor definitivo por não ser reabsorvido 
pelo organismo [14].
Além de ser empregado em correção 
de rugas e sulcos da face, também e usado 
para cicatrizes de face. Consiste na inser-
ção de substâncias sob a área a ser tratada 
elevando e diminuindo a profundidade.
Creme de ureia
E uma substancia própria do organis-
mo, que também existe na camada mais 
externa da pele humana (estrato córneo) e 
que contribui para a regulação do equilíbrio 
da água da pele, aumentando a umidade 
no estrato córneo e diminuindo a perda da 
água da pele.
Quando utilizamos a ureia, tem ação 
hidratante e estimulante da regeneração 
celular (cicatrizante). Não é indicada porque 
atravessa facilmente a barreira placentária 
e também aumenta a absorção de outras 
substancias ativas em 3%,porem está libe-
rada pela ANVISA.
A ureia é um componente essencial a 
ser incluído na formula de um bom hidra-
tante. Há décadas, vem sendo utilizadas 
para o tratamento cosmético da pele seca. 
Possui importantes indicações clínicas, 
como ação antimicrobiana e anti-inflama-
tória. As características particulares da 
ureia lhe conferem a capacidade de gerar 
um tipo de hidratação denominada ativa, 
mantendo a pele hidratada por um período 
mais prolongado. É capaz de se ligar a 
moléculas de água dentro das células e 
possibilitar o aumento da hidratação por 
um tempo mais prolongado. Outro bene-
ficio é poder gerar compostos sob a pele 
que, quando expostos a um ambiente com 
alta umidade.
É importante considerar também que 
a quantidade de ureia deve ser adequada 
para cada tipo de pele ou alteração que 
possa ocorrer. Essa quantidade pode ser 
apresentada em diferentes concentrações, 
variando de 3% a 20%.
Hipótese de diagnóstico
O uso prolongado da terapia antirre-
troviral desenvolve no portador de HIV/
AIDS a lipodistrofia, levando o individuo a 
alterações psicológicas. O objetivo dessa 
pesquisa é observar o grau de satisfação 
de clientes, sobre a melhora na qualidade 
de vida e imagem pessoal com a técnica 
combinada de preenchimento facial e hidra-
tação estética.
Justificativa
O vírus HIV\ AIDS tem aumentado 
muito na população em geral, em todas 
as faixas etárias nos últimos anos. E a 
adesão ao tratamento também, mas com 
o uso dos antirretrovirais, cada vez mais 
acontece a perda de gordura na face desses 
portadores. 
Pude perceber que a lipoatrofia facial 
deixa os indivíduos com baixa estima, 
falta de motivação para o trabalho e con-
vívio em sociedade.Com a pesquisa de 
campo, através de questionário, respon-
dido pelos pacientes, pretendo levantar 
a importância deste tratamento para eles 
e o que mudará em suas vidas, através 
deste método.
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 127
Objetivo
Identificar a prática e os materiais 
usados neste procedimento pelo profissio-
nal médico, que realizou o preenchimento 
facial. Avaliar o grau de importância do 
procedimento para os pacientes lipodis-
tróficos. Identificar o grau de satisfação 
pessoal do paciente após o procedimento.
Verificar a melhoraria qualidade de vida na 
vida destes clientes.
 | Material e métodos
População e casuística
A população pesquisada foi constituída 
de sete pacientes portadores do vírus HIV\
AIDS e lipodistrofia facial, que participaram 
do preenchimento facial com metametilcli-
lato e maiores de idade.
Tipos de pesquisa
Pesquisa de campo exploratória e 
analítica, com abordagem qualitativa, atra-
vés de questionário com nove perguntas 
fechadas, sobre HIV|AIDS e lipodistrofia e, 
revisão literário levantamento bibliográfico 
compreendeu consulta a livros e bases de 
dados eletrônicos Literatura latino-ameri-
cana e do caribe em ciências de saúde. 
(LILACS) e Cientifica Eletronic Library Online 
(Scielo), onde foram selecionados artigos 
nacionais, utilizando as palavras chaves: 
HIV\AIDS, doenças crônicas, lipodistrofia, 
preenchimento facial, metacrilato.
Locais de estudo
O estudo foi realizado no Instituto de 
Infectologia Emilio Ribas (IIER), hospital 
público, em São Paulo, no ambulatório.
Períodos de estudo
O período compreendido para o estudo 
foi às quintas férias das onze às treze horas 
no período de março a abril de 2012.
Procedimentos éticos
Aos participantes foram fornecido o 
termo de consentimento livre e esclarecido 
em duas vias aprovado pelo comitê de éti-
ca e pesquisa do Instituto de Infectologia 
Emilio Ribas.Foram convidados a participar 
através de convite verbal no prédio dos am-
bulatórios do Instituto de Infectologia Emilio 
Ribas. Onde foi aplicado um questionário 
com perguntas fechadas (anexo 1). O estu-
dofoi realizado pela própria pesquisadora 
com recursos próprios.
Instrumento
O instrumento utilizado para coleta de 
dados foi elaborado pela autora, compreen-
dendo um questionário com nove questões, 
sendo constituído por questões fechadas.
com objetivo de verificar a qualidade do 
preenchimento facial para estes pacientes 
com HIV\AIDS que desenvolveram lipo-
distrofia. As informações do questionário 
foram codificadas e digitadas pela pesqui-
sadora em forma de gráficos.
 | Resultados
Figura 1 - Idade da amostra.
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013128
Conforme figura 1, percebemos que 
a população do estudo atingiu com maior 
proporção de 60% para pacientes de 41 a 
50 anos, seguido com a mesma proporção 
de 20% para pacientes com 31 a40 anos 
e 51 a 60 anos.
Figura 2 - Estado civil dos participantes.
Na figura 2 nota-se que com maior por-
centagem de 42,87% pacientes casados, 
seguido de 28.57% de solteiros, 14,28%e 
com a mesma proporção para paciente 
viúvo e outros.
Figura 3 - Tempo que esta infectado 
pelo virus HIV.
Quanto ao tempo de descoberta do 
vírus HIV/AIDS, percebe-se que, com maior 
proporção de 57,14% dos clientes tem 
o vírus por mais de 15 anos, seguido de 
14,85% de 10 a 14 anos, os demais 0%.
Figura 4 - Tempo que o paciente se 
trata. 
Quanto ao tempo de tratamento com 
os antirretrovirais, percebe-se que: com. 
42,85% de clientes têm de 10 a 14 anos 
de uso dos medicamentos, seguidos de 
28,57% de 05 a 9 anos e com mesma 
proporção com mais de 15 anos.
Figura 5 - Consequências após a desco-
berta da infecção HIV.
Quanto ao tempo de descoberta do 
vírus, 28,57% sofreram preconceito da 
sociedade, com mesma proporção não 
trabalhavam, e estão trabalhando, com 
14,28% sofreram preconceito de familia-
res, com mesma proporção trabalhavam 
e continuam trabalhando, e 14,28%foram 
despedido após descoberta do vírus.
Figura 6 - Alterações decorrentes da 
descobertas do vírus HIV.
Sabe que ocorrem mudanças em todos 
os aspectos da vida do indivíduo, com a 
descoberta de ser portador do vírus HIV. 
Pesquisamos entre nossa população qual 
é a maior incidência de alterações desta 
natureza. Na figura 6 demonstramos quais 
as principais.Com 57,14% houve mudança 
física, seguido de 42,57% mudança física 
e psíquica.
15
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 129
Quanto ao tempo de tratamento com 
os antirretrovirais, percebe-se que: com. 
42,85% de clientes têm de 10 a 14 anos 
de uso dos medicamentos, seguidos de 
28,57% de 05 a 9 anos e com mesma 
proporção com mais de 15 anos.
Figura 5 - Consequências após a desco-
berta da infecção HIV.
Quanto ao tempo de descoberta do 
vírus, 28,57% sofreram preconceito da 
sociedade, com mesma proporção não 
trabalhavam, e estão trabalhando, com 
14,28% sofreram preconceito de familia-
res, com mesma proporção trabalhavam 
e continuam trabalhando, e 14,28%foram 
despedido após descoberta do vírus.
Figura 6 - Alterações decorrentes da 
descobertas do vírus HIV.
Sabe que ocorrem mudanças em todos 
os aspectos da vida do indivíduo, com a 
descoberta de ser portador do vírus HIV. 
Pesquisamos entre nossa população qual 
é a maior incidência de alterações desta 
natureza. Na figura 6 demonstramos quais 
as principais.Com 57,14% houve mudança 
física, seguido de 42,57% mudança física 
e psíquica.
15
Figura 7 - Mudanças após o preenchi-
mento.
Com o preenchimento facial, feito pelo 
profissional medico, com 57,14% relataram 
que melhorou muito a aparência, seguido 
de 28,57% que houve pouca melhora, se-
guido com14, 28% que ficaram confiantes 
e seguro com a melhora. 
Figura 8 - Sentimento demonstrado 
após hidratação facial.
Em relação ao trabalho estético, no de-
senho da figura 8, percebe-se que o número 
de indivíduos foi: com 42,85% que fizeram 
hidratação facial relataram que houve uma 
melhora na aparência, seguido de 42,85% 
que não participou da hidratação, somente 
fez preenchimento facial, 14,28%não senti-
ram diferença com a hidratação.
 | Discussão
A participação dos pacientes na pes-
quisa foi difícil, pois o preenchimento é 
realizado uma vez por semana, somente às 
quinta-feiras. O cliente saia da sua residên-
cia somente para fazer este procedimento 
chegando ao ambulatório no momento do 
procedimento e alegava não ter tempo para 
responder o questionário. Devido a isso, o 
trabalho de campo foi bastante difícil. A pes-
quisa só foi possível devido sete pacientes 
dos trinta abordados aceitaram a participar. 
O volume de polimetilmetacrilato foi variável 
de acordo com o sexo, sendo que o volume 
injetado no sexo masculino foi o dobro do 
sexo feminino. (10 ml para mulheres e 20 
ml para homens).
Relacionando o tempo de uso de an-
tirretrovirais, evidenciou que, os pacientes 
que faz uso prolongado destes, são mais 
propensos a desenvolver lipodistrofia,
Os pacientes após 60 dias de preen-
chimento facial teve que se submeter a 
novo procedimento, não sendo suficiente 
somente uma aplicação, sendo usado me-
tacrilato de 30%.
O procedimento transcorreu sem 
nenhuma intercorrências intra ou pós-
-operatória.
A correção da lipodistrofia facial, mes-
mo nos casos de necessidade de reapli-
cação, obteve altos índice de satisfação, 
resgatando a alto estima, tornando-se 
confiantes e mais seguro.
Quanto aos possíveis efeitos os adver-
sos do metacrilato, necessitamos de um 
período mais prolongado para chegarmos a 
uma conclusão definitiva, porem para corre-
ção da lipodistrofia facial nos portadores do 
vírus HIV/AIDS é uma droga bastante eficaz.
O metacrilato feito pelo o medico e a 
hidratação estética feita pela esteticista 
relacionado, trouxe bons resultado para 
os pacientes, ajudando pacientes a con-
seguirem mais autoconfiança e melhora 
da qualidade de vida e imagem pessoal, 
levando estes indivíduos para melhor con-
vívio na sociedade.
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013130
 | Referências
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2008;61(2).
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 131
RELATO DE CASO
Uso do equipamento de alta frequência 
no tratamento da dermatite seborréica 
inflamatória do couro cabeludo
Use of high frequency equipment in the treatment of 
inflammatory seborrheic dermatitis of the scalp
Alexandrina Rubio Barboza*, Aline Lopes da Rocha Tenório*, Juliana Roldi Ramos**, 
Tatiane Moura da Silva, M.Sc.***
*Tecnóloga em Estética e Cosmética pela Universidade Vila Velha UVV, **Tecnóloga em Estética e 
Cosmética pela Universidade Vila Velha UVV e esteticista no Bem Estar Pilates, ***Fisioterapeuta, 
Mestre em Ciências Sociais PUC/UVV e docente da Universidade Vila Velha
Correspondência: Juliana Roldi Ramos, Rua Anchieta, 376 Vila Capixaba 29148-001- Cariacica ES
 | Resumo
Diante da inserção dos profissionais de estética em cuidados capilares e a expansão dos estabelecimentos 
que se dedicam aos seus cuidados e a prevenção de alterações indesejáveis, torna-se relevante conhecer 
os efeitos de um dos recursos utilizados como um meio para recuperar a saúde do couro cabeludo. Foi re-
alizada uma pesquisa experimental em duas pacientes que apresentavam dermatite seborréica inflamatória 
do couro cabeludo, utilizando o equipamento de alta frequência (baseado na sua ação fungicida), 3 vezes 
por semana, totalizando 10 sessões de tratamento. A evolução das lesões escamosas e do eritema foi 
analisada por fotografias semanais, tendo suas características registradas em imagens. Através da análise 
qualitativa da evolução das lesões no couro cabeludo com a utilização do equipamento de alta frequência, 
evidenciou-se uma diminuição do eritema e uma significativa diminuição das áreas de escamação. Os 
resultados, apesar da amostra pequena, revelaram uma ação efetiva do equipamento na diminuição das 
lesões provenientes da dermatite seborréica, porém são necessárias mais pesquisas para padronização 
do tempo de aplicação e da potência, tornando o tratamento mais confiável e vantajoso.
Palavras-chave: dermatite seborréica, alta frequência, malassezia. 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013132
 | Abstract
Before the insertion of aesthetic professionals in hair care and growth of establishments that are devoted to 
their care and prevention of unwanted changes, it becomes important to know the effects of a resource used 
as a means to recover the scalp health. We performed an experimental study in two patients with inflamma-
tory seborrheic dermatitis of the scalp, using high-frequency equipment (based on its fungicidal action), three 
times a week, with a total of ten sessions. The evolution of squamous intraepithelial lesions and erythema 
was assessed weekly by photographs, with images recorded in its characteristics. Through qualitative analysis 
of the evolution of lesions on the scalp with the use of high frequency equipment, we observed a reduction of 
erythema and a significant reduction in the areas of scaling. The results, despite the small sample, showed an 
effective action of the equipment in reducing injuries from seborrheic dermatitis, but more research is needed 
to standardize the application time and power, making treatment more reliable and profitable.
Key-words: seborrheic dermatitis, high frequency, malassezia.
 | Introdução
Em todos os tempos e em todas as 
culturas o cabelo foi e é um importante 
ornamento pessoal. Os cabelos são 
fundamentais para a imagem pessoal 
que queremos transmitir. Quando afe-
tados por alterações, atingem tanto a 
auto-estima das mulheres, quanto a dos 
homens [1].
Um grande contingente da população 
mundial convive com os sinais e sintomas 
desagradáveis das dermatoses de natureza 
inflamatória que afetam o couro cabelu-
do, sendo a dermatite seborréica a mais 
importante, por acometer de 2 a 5% da 
população geral [2]. Costuma trazer grande 
desconforto gerado pela associação entre 
prurido e alteração estética [3].
A apresentação clínica da dermatite 
seborréica é variada e inclui associação de 
diferentes quadros, com diversos graus de 
extensão e severidade. As lesões são papu-
loescamosas, eritematosas ou amareladas, 
com margens bem definidas e distribuição 
simétrica, recobertas por escamas gorduro-
sas, atingindo áreas de maior concentração 
e atividade das glândulas sebáceas [3]. 
As leveduras do gênero Malassezia são 
apontadas como principal agente etiológico 
da dermatite seborréica, com mecanismo 
ainda desconhecido [4]. 
As terapias de tratamento são orien-
tadas para a eliminação e remoção de 
escamas e crostas, inibição da colonização 
de fungos, controle de infecção secundária 
e redução do eritema e do prurido [5]. São 
empregados agentes anti-inflamatórios, 
antimicrobianos, com tratamento tópico 
baseado principalmente no uso de antifún-
gicos em xampus, pomadas e cremes [6].
A utilização do aparelho gerador de alta 
frequência tem sido realizada há anos com 
finalidades antissépticas, bactericidas, fun-
gicidas e germicidas pelos profissionais que 
trabalham com tratamentos faciais de lim-
peza e ou tratamento de pele [7]. O primeiro 
gerador de alta frequência foi desenvolvido 
por Werner Von Siemens na Alemanha em 
1857 e através da utilização deste equipa-
mento Kleinmann conduziu seus primeiros 
estudos sobre a ação do ozônio em bactérias 
e germes e depois em mucosas de animais e 
humanos segundo 1ª Conferência [8].
A eficácia do gerador de alta frequência 
já foi constatada no tratamento da psoría-
se, doença que se assemelha à dermatite 
seborréica [9]. Mas não há relatos na lite-
ratura de sua utilização no tratamento da 
dermatite seborréica.
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 133
Diante da inserção dos profissionais 
de estética em cuidados capilares e a 
expansão dos estabelecimentos que se de-
dicam aos seus cuidados e a prevenção de 
alterações indesejáveis, torna-se relevante 
conhecer os efeitos de um dos recursos 
utilizados como um meio para recuperar a 
saúde do couro cabeludo. O trabalho objeti-
va avaliar se o equipamento emissor de alta 
frequência promove a redução das lesões 
desencadeadas pela dermatite seborréica 
inflamatória do couro cabeludo, baseado na 
ação fungicida do equipamento no combate 
ao agente causal da doença.
 | Material e Métodos
Área de estudo
O trabalho foi realizado na Policlínica 
do Centro Universitário Vila Velha, município 
de Vila Velha, estado do Espírito Santo, 
em pacientes com dermatite seborréica 
inflamatória no couro cabeludo. 
Critério de inclusão dos pacientes
Participaram deste estudo duas pa-
cientes com idade entre 30 e 60 anos, que 
passaram por uma triagem com a dermato-
logista Juliana Rocha Nogueira, CRM-ES nº 
8183. Somente pacientes encaminhados 
com diagnósticos clínicos de dermatite 
seborreica inflamatória do couro cabeludo 
participaram da pesquisa. Após avaliados, 
tomaram conhecimento sobre o tratamento 
proposto, objetivos e os riscos e os benefí-
cios do tratamento e assinaram o termo de 
consentimento livre e esclarecido. 
Critério de exclusão dos pacientes
Não participaram da pesquisa pacientes 
menores de 30 anos; pacientes que não 
tinham condições físicas e/ou mentais para 
o desenvolvimento da pesquisa; aqueles 
que não passaram pela triagem ou que não 
tiveram seus diagnósticos compatíveis com 
dermatite seborréica inflamatória no couro 
cabeludo, pacientes que estavam em uso de 
outros recursos cosméticos (como xampus, 
pomadas e cremes) ou terapêutico para 
atenuação das lesões e os que apresen-
taram as contra-indicações para o uso do 
equipamento, que são o uso de marca-passo 
cardíaco, que pode sofrer algum tipode in-
fluência em seu funcionamento; gestantes, 
principalmente nos três primeiros meses, 
pois pode haver problemas na formação do 
feto; pacientes com distúrbios de sensibili-
dade, pois pode haver lesões pelo fato do 
cliente não relatar incômodo diante de uma 
aplicação; pacientes portadores de pinos 
ou placas metálicas na área da aplicação; 
diabéticos descompensados; epiléticos e 
pacientes portadores de neoplasias.
Procedimentos realizados na pesquisa
O trabalho foi aprovado pelo Comitê 
de Ética e Pesquisa em Seres Humanos da 
Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP) 
sob o parecer no H 102/CEP2010.
Numa avaliação preliminar, foi levada 
em conta, principalmente, a existência de 
dermatite seborréica inflamatória no couro 
cabeludo. A pesquisa foi conduzida pela 
metodologia de aplicação do equipamento 
de alta frequência, modelo Plus fabricado 
pela Tone Derm®, utilizando eletrodo em 
forma de pente, com movimentos leves de 
pentear sobre o couro cabeludo por cinco 
minutos, com intensidade no nível oito do 
potenciômetro. O equipamento utilizado 
na pesquisa foi validado por um técnico 
autorizado e as monitoras participantes 
da pesquisa que aplicaram o equipamento 
foram previamente treinadas para padroni-
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013134
zação da técnica de aplicação minimizando 
o erro individual. 
Foi realizada uma avaliação médica 
com os pacientes, levando em conta pontos 
como, a existência de eritema e escamas no 
couro cabeludo. Antes do início do tratamen-
to as lesões foram fotografadas, tendo suas 
características registradas em imagens. 
Cada paciente foi tratada recebendo 
três aplicações semanais do equipamento 
de alta frequência no local da lesão, num 
período de quatro semanas consecutivas, 
totalizando dez sessões, com tempo médio 
de aplicação no couro cabeludo de cinco mi-
nutos. Ao longo da realização das sessões 
foi realizada uma avaliação semanal da 
evolução do quadro, através de registros 
fotográficos após o início do tratamento. 
Avaliação dos resultados
A extensão das lesões descamativas 
e eritematosas foi devidamente fotografa-
da para que assim fosse possível realizar 
uma análise comparativa entre os registros 
referentes a cada etapa do tratamento. 
Esta comparação teve caráter qualitativo 
exploratório [10]. 
 | Resultados
A avaliação da percepção visual da evo-
lução das lesões permitiu identificar que, 
após três aplicações do equipamento de 
alta frequência houve um alívio do eritema 
em torno das lesões e uma diminuição das 
escamas, tendo os resultados mantidos até 
a finalização das dez sessões. 
Equipamento de alta frequência e o 
eritema das lesões
Voluntária de 33 anos, apresentando 
lesões decorrentes da dermatite na região 
retro auricular com psoríase associada. As 
áreas eritematosas tratadas com o equipa-
mento de alta frequência após três sessões 
(Fig. 1) apresentaram uma diminuição.
Figura 1 - Lesão eritematosa tratada 
com o equipamento de alta frequência: 
antes do início do tratamento (à esquer-
da) e três sessões após (à direita).
As áreas eritematosas tratadas com o 
equipamento de alta frequência após as dez 
sessões (Fig. 2) apresentaram diminuição, 
mas ainda nota-se uma pequena hiperemia. 
Figura 2 - Lesão eritematosa tratada 
com o equipamento de alta frequência, 
antes do início do tratamento (à esquer-
da) e após dez sessões (à direita).
Equipamento de alta frequência e as 
lesões escamosas
Voluntária de 60 anos, apresentando 
lesões decorrentes da dermatite na região 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 135
retro auricular com psoríase associada. 
As lesões escamosas tratadas com o 
equipamento de alta frequência após três 
sessões (Fig. 3) e após dez sessões (Fig.4) 
evidenciaram uma diminuição de área. 
Figura 3 - Lesão escamosa tratada com 
o equipamento de alta frequência, an-
tes do início do tratamento (à esquerda) 
e três sessões após (à direita).
Figura 4 - Lesão escamosa tratada com 
o equipamento de alta frequência, an-
tes do início do tratamento (à esquerda) 
e dez sessões após (à direita).
 | Discussão
A dermatite é uma doença inflama-
tória, papulodescamativa, eritematosa e 
gordurosa, que afeta principalmente as 
áreas ricas em glândulas sebáceas do 
couro cabeludo, face e tronco. Desenvolve-
-se de maneira crônica, com períodos de 
exacerbação e remissão, relacionados, 
sobretudo, ao estresse e alterações cli-
máticas [3].
Os equipamentos de alta frequência 
possuem um dispositivo eletrônico que 
consta de vários circuitos transistorizados 
que transformam, retificam e posterior-
mente produzem correntes alternadas de 
alta frequência a partir da corrente elétrica 
de uso doméstico que se é provida através 
da rede, como relata Winter [11]. 
Um gerador de alta frequência apre-
senta normalmente um porta-eletrodo e 
diversos eletrodos de vidro que podem 
conter em seu interior um vácuo parcial (ar 
rarefeito) ou um gás (Néon, Chenon, Argon). 
A passagem de ondas eletromagnéticas 
provoca uma ionização das moléculas de 
gás, as quais, sobre o forte impacto energé-
tico, tornam-se fluorescentes. Uma de suas 
principais ações é a formação de ozônio 
sobre a superfície a qual é aplicado [11].
O uso do aparelho de alta frequência 
na superfície da pele provoca a formação 
de ozônio (O3), que por ser uma substân-
cia instável se decompõe rapidamente 
em oxigênio molecular (O2) e em oxigênio 
atômico (O). A ação desinfetante do ozônio 
reside na grande agressividade do oxigênio 
nascente, liberado durante a decomposição 
do ozônio [12]. Lake et al. [13] relatam que 
o mecanismo antimicrobiano, do ozônio, 
ocorre por lise da membrana dos agentes 
após oxidação, que segundo Almeida et al. 
[14] e Cardoso et al. [15] é devido ao seu 
alto potencial oxidativo (2,07 V).
O ozônio tem sido considerado um 
microbicida eficaz, agindo sobre vírus, 
fungos e bactérias [16]. Em um estudo de 
caso, Moura et al. [9] avaliaram o efeito 
fungicida do gerador de alta frequência de 
mesmo modelo sobre lesões de psoríase 
utilizando eletrodo tipo cogumelo, em um 
período de 30 dias consecutivos, 2 vezes 
ao dia por 10 minutos, na intensidade no 
nível 8 do potenciômetro, onde a paciente 
foi instruída sobre o manuseio do aparelho. 
Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013136
Após análise, houve diminuição do eritema, 
descamação e da extensão das lesões. 
Neste estudo, o equipamento de alta 
frequência mostrou-se eficaz na diminuição 
do eritema, um sinal inflamatório da dermatite 
seborréica. Tendo a atividade anti-inflamatória 
do equipamento relatada por Borges [12] de-
vido a sua ação fungicida. O mecanismo da 
resposta inflamatória da dermatite seborréica 
permanece desconhecido, sendo uma das 
possíveis causas a ativação dos linfócitos 
T pela Malassezia e seus subprodutos [5]. 
Também houve uma significativa diminuição 
das áreas de escamação. Isto sinaliza que 
o equipamento de alta frequência atuou nos 
distúrbios de proliferação celular.
 | Conclusão
Os resultados deste trabalho ainda que 
baseados em amostragem pequena revela-
ram que o equipamento de alta frequência 
propiciou uma melhora significativa nas 
lesões provenientes da dermatite sebor-
réica, entretanto, entende-se que se fazem 
necessárias novas pesquisas para verificar 
sua eficácia e utilidade em tratamentos 
estéticos e assim ampliar e divulgar novas 
técnicas de tratamento. Estudos são ne-
cessários para padronização do tempo de 
aplicação e potência adequada, para tornar 
o tratamento mais rápido e vantajoso. 
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