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Introdução ao Sistema Endócrino - tipos de hormônios

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Introdução ao Sistema Endócrino 
A fisiologia endócrina está ligada à manutenção do 
equilíbrio corporal. Essas ações são exercidas através de 
mediadores químicos chamados de hormônios. 
O sistema endócrino possui 3 componentes básicos: 
• Glândulas endócrinas: não possuem ductos, 
secretam seus produtos químicos no espaço 
intersticial, não tem conexão anatômica e estão 
distribuídas pelo corpo 
• Hormônios: substância química não nutriente 
capaz de conduzir informação entre duas ou mais 
células 
• Órgão alvo: que contêm células que expressam 
receptores específicos e que exibem uma resposta 
biológica 
 
COMUNICAÇÃO CELULAR 
Nosso corpo utiliza quatro métodos básicos de 
comunicação célula a célula. Nessa introdução é 
importante saber: 
Que a comunicação local de célula a célula utiliza a 
sinalização química e elétrica para coordenar funções e 
manter a homeostasia. 
Nisso incluímos a comunicação de longa distância, que 
utiliza a combinação de sinais químicos e elétricos 
conduzidos pelas células nervosas e sinais químicos 
transportados pelo sangue. 
Receptores 
Os receptores podem ser receptores de membrana ou 
receptores intracelulares 
 
Um ligante pode ter mais de um receptor, exemplo a 
adrenalina, que pode se ligar a diferentes isoformas do 
receptor adrenérgico. 
TIPOS DE INTERAÇÕES HORMONAIS 
SINERGISMO 
No sinergismo, o efeito da interação dos hormônios é 
maior do que sua soma. Algumas vezes, hormônios 
diferentes possuem o mesmo efeito no corpo, embora 
eles possam atingir esse efeito por meio de diferentes 
mecanismos celulares. Um exemplo é o controle 
hormonal dos níveis de glicose no sangue. O glucagon 
sintetizado no pâncreas é o principal hormônio 
responsável pela elevação dos níveis de glicose no 
sangue, mas não é o único hormônio que tem esse 
efeito. O cortisol aumenta a concentração de glicose no 
sangue, assim como a adrenalina. 
O sinergismo não está limitado aos hormônios. Ele pode 
ocorrer com quaisquer duas (ou mais) substâncias 
químicas no corpo. 
PERMISSIVIDADE 
Um hormônio permissivo permite que outro hormônio 
exerça todo o seu efeito. Na permissividade, um 
hormônio não consegue exercer por completo seus 
efeitos a menos que um segundo hormônio esteja 
presente, mesmo que este não tenha ação aparente. Os 
mecanismos moleculares responsáveis pela 
permissividade ainda não são bem compreendidos na 
maioria dos casos. 
ANTAGONISTAS 
Em algumas situações, duas moléculas trabalham uma 
contra a outra, uma diminuindo a eficácia da outra. Esta 
tendência de uma substância se opor à ação de outra é 
chamada de antagonismo. O antagonismo pode ocorrer 
quando duas moléculas competem por um mesmo 
receptor. Quando uma molécula se liga a um receptor, 
mas não o ativa, esta molécula atua como um inibidor 
competitivo, ou antagonista, para a outra molécula. 
 
BIOQUÍMICA DOS HORMÔNIOS 
Os hormônios são divididos em três principais classes 
químicas: hormônio peptídico/proteico, hormônios 
esteroides e hormônios derivados de 
aminoácidos/amínicos: 
• Os hormônios peptídicos/proteicos são compostos 
de aminoácidos unidos; 
• Os hormônios esteroides são todos derivados do 
colesterol; 
• Os hormônios derivados de aminoácidos, também 
chamados de hormônios amínicos, são 
modificações em um único aminoácido, triptofano 
ou tirosina. 
Hormônios peptídicos / proteicos 
Esses hormônios variam desde pequenos peptídeos de 
apenas três aminoácidos até grandes proteínas e 
glicoproteínas. Os hormônios peptídicos são solúveis 
em água e, portanto, geralmente se dissolvem com 
facilidade no líquido extracelular ao serem 
transportados por todo o corpo. A síntese e o 
empacotamento dos hormônios peptídicos ocorrem 
em vesículas secretoras delimitadas por membranas. Se 
ligam a receptores de membranas. 
1) O RNA mensageiro nos ribossomos une 
aminoácidos, formando uma cadeia peptídica, 
chamada de pré-pró-hormônio. 
 
Hormônios peptídeos são 
produzidos como pré-pró-
hormônios grandes e 
inativos, que incluem uma 
sequência-sinal, uma ou 
mais cópias do hormônio e 
fragmentos peptídicos 
adicionais. 
2) A cadeia é direcionada para dentro do lúmen do RE 
por uma sequência-sinal de aminoácidos. As 
enzimas no RE retiram a sequência-sinal, gerando 
um pró-hormônio inativo. 
3) O pró-hormônio passa do RE para o aparelho de 
Golgi. 
4) Vesículas secretoras contendo enzimas e o pró-
hormônio brotam do aparelho de Golgi. As enzimas 
clivam o pró-hormônio, formando um ou mais 
peptídeos ativos mais os fragmentos peptídicos 
adicionais. 
5) As vesículas secretoras liberam o seu conteúdo por 
exocitose no espaço extracelular. 
6) O hormônio entra na circulação para ser 
transportado até o seu alvo. 
 
A cadeia peptídica do pró-hormônio da insulina dobra-
se sobre si mesma com o auxílio de ligações dissulfeto 
(S—S). O pró-hormônio é clivado, originando insulina e 
peptídeo C. 
 
 
O peptídeo C é usado para monitorar a produção de 
insulina e para ajudar a determinar a causa de níveis 
baixos de glicose no sangue. 
As células β do pâncreas sintetizam a insulina, e a 
armazenam em vesículas secretoras no citoplasma. 
Quando os níveis de glicose no sangue aumentam, 
como após uma refeição, as células β liberam insulina 
por exocitose. As células β possuem dois tipos de canais 
que ajudam a controlar a liberação de insulina. Um 
deles é um canal de Ca2++ dependente de voltagem. 
Esse canal fica fechado no potencial de repouso da 
membrana da célula. O outro é um canal de K+ de 
vazamento (o canal está normalmente aberto) que se 
fecha quando o ATP se liga a ele. A glicose que alcança 
a célula se difunde para dentro dela com a ajuda de um 
transportador GLUT-2. 
 
 
Hormônios derivados de aminoácidos / amínicos 
São moléculas pequenas criadas a partir do triptofano 
ou da tirosina, ambos contendo anéis carbônicos em 
seus grupos R (radical). O hormônio da glândula pineal, 
melatonina, é derivado do triptofano, mas os outros 
hormônios derivados de aminoácidos – as 
catecolaminas e os hormônios tireoidianos – são 
sintetizados a partir da tirosina. Apesar do precursor 
comum, os dois grupos de hormônios derivados da 
tirosina têm pouco em comum. As catecolaminas 
(adrenalina, noradrenalina e dopamina) são neuro-
hormônios que se ligam a receptores na membrana das 
células, assim como ocorre com os hormônios 
peptídicos. Os hormônios tireoidianos são uma 
combinação de duas moléculas de tirosina com átomos 
de iodo, o que não torna esses hormônios tireoidianos 
solúveis. 
 
Transporte dos Hidrossolúveis no sangue 
Circulam livremente no líquido extracelular e sangue ou 
acoplados a proteínas carregadoras. 
Degradação: 
• Alguns possuem meia - vida curta; Ex: insulina 5 a 
8 minutos. 
• Quando acoplados a proteínas carregadoras a 
meia vida aumenta. Ex: T3 (2 dias) e T4 (5-7 dias). 
• Fígado: degrada hormônios 
• Na célula: internalização do complexo hormônio-
receptor e degradação por lisossomos. 
 
Hormônios esteroides 
Hormônios esteroides são derivados do colesterol. 
Diferentemente dos hormônios peptídicos, que são 
produzidos em tecidos distribuídos por todo o corpo, os 
hormônios esteroides são produzidos apenas em alguns 
órgãos. O córtex da glândula suprarrenal, a porção 
externa da glândula suprarrenal, produz diversos tipos 
de hormônios esteroides. 
 
Os esteroides são lipofílicos e se difundem facilmente 
através de membranas, tanto para fora da sua célula 
secretora quanto para dentro das células-alvo. Essa 
propriedade também indica que as células que 
secretam esteroides não podem armazenar esses 
hormônios em vesículas secretoras. Se ligam a 
receptores intracelulares ou citoplasmáticos. 
Assim como o seu precursor, o colesterol, os hormônios 
esteroides não são muito solúveis no plasma e em 
outros líquidos corporais. Por essa razão, a maioria das 
moléculas de hormônios esteroides encontrados no 
sangue estão ligados a proteínas carreadoras: 
 
1) A maioria dos esteroides hidrofóbicos está ligada a 
proteínas