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Mediadores químicos e o sistema nervoso autônomo

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como mediadores do relaxamento da musculatura lisa 
(principalmente vascular), que resulta da liberação de óxido nítrico das 
células endoteliais vizinhas. 
 
M4 e M5: SNC 
Seu papel funcional não está bem esclarecido, embora camundongos 
desprovidos desses receptores mostrem alterações comportamentais. 
 
Quando os receptores M1 ou M3 são ativados, o receptor sofre 
uma mudança conformacional e interage com uma proteína G, designada 
Gq, a qual, por sua vez, ativa a fosfolipase C. Isso leva à produção de 
segundos mensageiros trifosfato (1,4,5) de inositol (IP3) e diacilglicerol 
(DAG). O IP3 causa aumento no Ca2+ intracelular. O cálcio, então, pode 
estimular ou inibir enzimas ou causar hiperpolarizacão, secreção ou 
contração. O DAG ativa a proteinocinase C, uma enzima que fosforila 
inúmeras proteínas no interior da célula. 
 
Quando ocorre ativação do subtipo M2 no músculo cardíaco 
estimula a proteína G, denominada Gi, a qual inibe a adenililciclase e 
aumenta a condutância do K+. O coração responde diminuindo a 
velocidade e a força de contração. 
 
 
Vias de síntese, armazenamento, liberação e degradação da 
acetilcolina e agentes farmacológicos que atuam sobre essas via: 
 A colina é transportada até a terminação nervosa colinérgica pré-
sináptica por um cotransportador de Na± colina de alta afinidade. Este 
pode ser inibido pelo hemicolínio. A enzima citosólica colina 
acetiltransferase catalisa a formação da acetilcolina (ACh) a partir da 
acetil coenzima A (AcCoA) e colina. A ACh recém-sintetizada é 
acondicionada (juntamente com ATP e proteoglicanos) em vesículas para 
seu armazenamento. O transporte da ACh para o interior da vesícula é 
mediado por um antiportador de H+–ACh (pode ser inibido pelo 
vesamicol). As vesículas que contêm ACh fundem-se com a membrana 
plasmática quando os níveis intracelulares de cálcio aumentam em 
resposta a um potencial de ação pré-sináptico, liberando o 
neurotransmissor na fenda sináptica. A toxina botulínica impede a 
exocitose das vesículas pré-sinápticas, bloqueando, assim, a liberação 
de ACh. A acetilcolina difunde-se na fenda sináptica e liga-se a 
receptores pós e pré-sinápticos. Os receptores de acetilcolina são 
divididos em nicotínicos e muscarínicos. Os nicotínicos são canais 
iônicos regulados por ligantes, permeáveis a cátions, enquanto os 
muscarínicos são acoplados à proteína G e alteram as vias de 
 
 
sinalização da célula, incluindo a ativação da fosfolipase C (PLC), a 
inibição da adenilciclase (AC) e a abertura dos canais de K+. Os 
receptores nicotínicos pós-sinápticos e os receptores muscarínicos M1, 
M3 e M5 são excitatórios; os receptores muscarínicos M2 e M4 pós-
sinápticos são inibitórios. Os receptores nicotínicos pré-sinápticos 
intensificam a entrada de Ca2+ no neurônio pré-sináptico, aumentando, 
assim, a fusão das vesículas e a liberação de ACh. Os receptores 
muscarínicos M2 e M4 pré-sinápticos inibem a entrada de Ca2+ no 
neurônio pré-sináptico, diminuindo, assim, a fusão das vesículas e a 
liberação de ACh. A acetilcolina na fenda sináptica é degradada pela 
acetilcolinesterase (AChE) ligada à membrana em colina e acetato. 
Existem numerosos inibidores da AChE; os anticolinesterásicos 
clinicamente relevantes são, em sua maioria, inibidores competitivos da 
enzima. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É bastante coisa né? Mas é importante entender algumas coisas básicas 
nessa via, principalmente lembrar-se da acetilcolinesterase. 
 
Principais mecanismos do bloqueio farmacológico: inibição da captação 
da colina, inibição da liberação de ACh, bloqueio dos receptores pós-
sinápticos ou dos canais iônicos e despolarização pós-sináptica 
persistente. 
 
Duas famílias de receptores, designadas α e β, são classificadas com 
base nas suas respostas aos agonistas adrenérgicos epinefrina, 
norepinefrina e isoproterenol: 
@waleska112 
Med IX - UFOB 
Adrenoceptores α 
norepinefrina ≥ epinefrina > isoprenalina (isoproterenol) 
Os adrenoceptores α são subdivididos em dois grupos, α1 e α2, com 
base nas suas afinidades por agonistas e α-bloqueadores: 
 
Receptor α1-adrenérgico 
Estes receptores estão presentes na membrana pós-sináptica dos 
órgãos efetores e intermedeiam vários dos efeitos clássicos envolvendo 
contração de músculo liso. Estão acoplados à fosfolipase C ativada pela 
proteína G, resultando na formação do segundo mensageiro IP3 e de 
DAG. O IP3 inicia a liberação de Ca2+ do retículo endoplasmático para o 
citosol, e o DAG ativa outras proteínas no interior da célula. 
 
Receptor α2-adrenérgico 
São encontrados tanto em neurônios pré-sinápticos quanto nas células 
pós-sinápticas. Nas terminações de nervos simpáticos pré-sinápticos e 
controlam a liberação de norepinefrina. Quando um nervo simpático 
adrenérgico é estimulado, parte da norepinefrina liberada “retorna” e 
reage com os receptores α2 na membrana pré-sináptica 
(retroalimentação). 
Estão negativamente acoplados à adenilil ciclase e reduzem a formação 
de AMPc, assim como inibem canais de Ca 2+ e ativam canais de K+. 
 
Os receptores α1 e α2 são classificados adicionalmente em α1A, α1B, 
α1C e α1D, e em α2A, α2B e α2C. 
 
Adrenoceptores β 
Isoprenalina (isoproterenol) > epinefrina > norepinefrina 
São divididos em três subclasses, denominadas β1, β2 e β3. As três 
ativam uma proteína G estimuladora, a Gs. Esta ativa a adenilciclase, 
provocando aumento dos níveis intracelulares de AMPc. Esse aumento 
ativa proteinoquinases (particularmente a proteinoquinase A), que 
fosforilam proteínas celulares, incluindo canais iônicos. 
 
Receptor β1- adrenérgico 
Estão localizados principalmente no coração e nos rins. Nos rins, são 
encontrados principalmente nas células justaglomerulares renais, onde 
a ativação do receptor provoca a liberação de renina. A estimulação dos 
receptores β1 cardíacos provoca aumento tanto no inotropismo (força 
da contração) quanto no cronotropismo (frequência cardíaca). Ambos os 
efeitos contribuem para o aumento do débito cardíaco. 
 
Receptor β2-adrenérgico 
São expressos no músculo liso, no fígado e no músculo esquelético. No 
músculo liso, sua ativação estimula a proteína Gs, a adenilciclase, o AMPc 
e a proteinoquinase A. 
Esta fosforila diversas proteínas contráteis, particularmente a 
quinase da cadeia leve de miosina. A fosforilação desta diminui 
sua afinidade com cálcio-calmodulina, ocasionando relaxamento 
do aparelho contrátil. 
Nos hepatócitos, a ativação da cascata de sinalização da Gs desencadeia 
uma série de eventos de fosforilação intracelulares, que resultam em 
ativação da glicogênio-fosforilase e catabolismo do glicogênio (ou seja: 
vai aumentar níveis plasmáticos de glicose). 
 
Receptor β3-adrenérgico 
São expressos especificamente no tecido adiposo. A estimulação desses 
receptores β3 ocasiona aumento da lipólise. 
 
 
As catecolaminas são os principais transmissores da sinalização 
simpática. 
Vias de síntese, armazenamento e liberação das catecolaminas 
As catecolaminas endógenas (dopamina, norepinefrina e epinefrina) são 
todas sintetizadas a partir da tirosina. A etapa limitadora de velocidade 
no processo de síntese, a oxidação da tirosina citoplasmática em di-
hidroxifenilalanina (L-DOPA), é catalisada pela enzima tirosina 
hidroxilase. A seguir, a descarboxilase de L-aminoácidos aromáticos 
converte a L-DOPA em dopamina. O transportador vesicular de 
monoaminas (TVMA) transloca a dopamina (e outras monoaminas) para 
dentro das vesículas sinápticas. Nos neurônios adrenérgicos, a 
dopamina-β-hidroxilase intravesicular converte a dopamina em 
norepinefrina (NE). Em seguida, esta é armazenada na vesícula até sua 
liberação. Nas células da medula suprarrenal, a norepinefrina retorna ao 
citosol, onde a feniletanolamina-N-metiltransferase (PNMT) converte a 
norepinefrina em epinefrina. A seguir, esta é transportada de volta à 
vesícula para seu armazenamento (não ilustrado). A α-metiltirosina