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Anotações - Introdução ao Direito Tributário

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Conceito 
É o instrumento jurídico que busca a equidade e a segurança jurídica 
 
SISTEMA TRIBUTÁRIO 
Sistema tributário é um conjunto de normas e leis que regulam esse ramo doo direito 
financeiro – é composto por, além de normas constitucionais, por normas estaduais e 
decretos municipais. 
O direito tributário é um ramo do direito autônomo, pois, ele tem um objeto próprio e normas 
próprias que não se aplicam a outros ramos do direito, porém, não são raras as vezes em que 
o direito tributário se utiliza de normas que regem outros ramos do direito. 
 
RECEITAS 
As receitas podem ser: 
 Originárias 
 Derivadas 
1. Sanções 
2. Tributos 
 
CONCEITO DE TRIBUTOS 
 Não há uma definição de tributo no texto constitucional, porém, há um conceito 
implícito 
 A definição de tributo encontra-se no art. 3º do CTN, que diz que tributo é toda 
prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que 
não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade 
administrativa plenamente vinculada. 
1. Prestação pecuniária – a relação jurídico-tributária é formada por um sujeito ativo 
e um sujeito passivo em uma relação jurídica que gira em torno de uma prestação 
pecuniária. O sujeito passivo tem como obrigação a entrega de dinheiro ao sujeito 
ativo. 
A obrigação só surge se estiver prevista em lei e, ao realizar o pagamento de 
tributo, a obrigação está extinta. 
Obs. Em princípio não é permitido o pagamento de tributos por intermédio de 
bens móveis (você não pode entregar mercadorias como forma de quitação 
ordinária dos tributos), porém, de acordo com a lei 104/01, a dação em pagamento 
passou a ser admitida como uma forma de pagamento de tributos – entregando 
imóveis – mas deve haver regulamentação posterior na lei de ordinária pelo ente 
tributante 
2. Compulsória: se o fato gerador for realizado, o contribuinte é obrigado a pagar o 
tributo – irrelevância do caráter volitivo 
Caso eu incorra no fato gerador, eu não tenho outra opção a não ser realizar o 
pagamento do tributo 
3. Não constitui sanção: o tributo não pode ser uma pena imposta a alguém em 
razão do descumprimento de um mandamento legal 
4. Instituída em lei 
5. Cobrado mediante atividade plenamente vinculada 
 
ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS 
As espécies tributárias são os impostos, taxas e contribuições de melhoria – art. 145 – os 
empréstimos compulsórios e as contribuições – arts. 148 e 149 – e a Contribuição para o 
Custeio do serviço de iluminação pública – COSIP. 
 Impostos – Atende necessidades gerais da sociedade 
 Taxas – Ocorre para remuneração de serviços públicos que podem ser definidos e 
mensurados 
 Contribuições – Atendimento de finalidades de grupo específicos (ex. Contribuição 
que os advogados pagam à OAB) 
 Empréstimos compulsórios – Despesas extraordinárias (estado de guerra) 
 
IMPOSTOS 
 Buscam o custeio de gastos gerais, que não podem ser individualizados 
 Todos contribuem com os impostos, de forma proporcional a sua situação financeira 
 O fato gerador é uma situação de terceiros (é uma situação que independe de 
atividade estatal, demonstra apenas a riqueza do contribuinte) 
 Especificidades: 
1. A arrecadação da receita dos impostos não pode ser vinculada para gastos 
específicos, tem que ser usado para despesas gerais – fato gerador não vinculado 
2. Regime jurídico mais rigoroso 
3. Materialidades discriminadas exclusivamente no texto constitucional 
 A capacidade contributiva se sobrepõe a capacidade econômica 
 O IPVA não se aplica a helicópteros, pois, de acordo com o STF, a IPVA só incide sobre 
veículos automotores terrestres 
 Os impostos da UF estão previstos no art. 153 da CF, os Estados têm seus impostos 
previstos no 155 e os municípios têm seus impostos previstos no art. 156 
 
TAXAS 
 O fato gerador das taxas é vinculado ao exercício do poder de polícia ou pela 
utilização de serviços públicos específicos e divisíveis 
 A ideia da taxa não é a capacidade contributiva, mas sim, a equivalência do custo 
causado pelo cidadão com a taxa que ele terá de pagar 
 Poder de polícia é a atividade do poder público de uma fiscalização que limita o 
exercício de direitos e liberdades individuais para garantir o interesse público, como 
exemplos: 
1. Alvará 
2. Taxa de abertura de estabelecimento 
 O que se configura serviço público específico e divisível: 
1. Específico pois é possível determinar quem é o beneficiário do serviço 
1.1. Serviço de fornecimento de energia elétrica e serviço de limpeza pública não 
são serviços específicos e não podem ser tributados por taxa 
2. Divisível é aquele que você consegue dividir em unidades de prestação, por 
exemplo, no serviço de emissão de passaporte é possível medir o custo da 
emissão de 1 passaporte 
 As taxas não podem ter base de cálculo própria de impostos 
1. Base de cálculo própria de imposto é aquela que tem como objetivo mensurar a 
capacidade contributiva do contribuinte 
2. Súmula vinculante 29, STF: a base de cálculo de taxa tem que ter uma base de 
cálculo relacionada à atividade estatal – a taxa não pode ter uma base de cálculo 
idêntica à de imposto, ela tem que ter em vista que ela busca remunerar o serviço 
2.1. – O valor cobrado reflete o valor do serviço público prestado ou perdeu de 
vista o valor para se basear na riqueza do contribuinte? 
CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA 
 A contribuição de melhoria decorre do custo de obra pública que causou valorização 
de um imóvel 
 Você só paga se você efetivamente teve como benefício uma valorização do seu 
imóvel e no limite individual do que a obra resultar para cada imóvel beneficiado 
 Pode ser cobrada contribuição de melhoria pela obra da pavimentação asfáltica 
 
EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS 
 Apenas a união tem competência para instituir empréstimo compulsório 
 Este tributo só pode ser instituído por meio de lei complementar 
 O fato gerador do tributo não é vinculado às despesas extraordinárias, mas sua 
arrecadação é vinculada a aplicação para fazer frente a tais despesas 
1. Despesas decorrentes de calamidade pública ou guerra externa – tem vigência 
imediata; 
2. Investimento público de caráter urgente e de relevante interesse social – não tem 
vigência imediata, tem que esperar até o ano seguinte. 
 Todo o dinheiro arrecadado pelos empréstimos compulsórios terá que ser utilizado 
para custear a despesa que fundamentou sua instituição 
 O depósito judicial não pode ser considerado um empréstimo compulsório, pois é 
facultativo 
CONTRIBUIÇÕES 
 Tributo de competência exclusiva da União 
 Finalidade prevista constitucionalmente 
 Refere-se a um grupo (noção de parcialidade), que se beneficia da atuação estatal ou 
da especial despesa 
1. Intervenção 
2. Dominio econômico 
 Serve como instrumento de ação do poder público 
 Divide-se entre contribuições sociais e específicas 
1. Sociais: 
1.1. Tratadas na Constituição Federais no art. 195 
1.2. Há doutrinadores que dizem que as contribuições sociais são um tipo 
específico de tributo 
1.3. Destinação para custeio da seguridade social 
1.4. PIS e Cofins, CSLL, INSS 
2. Específicas: 
2.1. tratadas na constituição federal no art. 149 
2.2. CIDE: 
2.2.1. Tem como finalidade a intervenção estatal no estado para buscar 
restabelecer o seu equilíbrio 
2.2.2. Não há fato gerador previsto na CF 
2.2.3. A intervenção pode se dar de forma normativa, por meio do fato 
gerador escolhido pelo órgão tributador, ou pela destinação da 
arrecadação a um fundo revertido em prol do grupo alcançado 
2.2.4. Intervenção normativa tem o efeito direto – o legislador escolhe qual 
é o fato gerador e, toda vez que essa situação ocorrer, vou te que 
pagar. Não há vínculo a um fundo, o próprio débito desestimula, por 
exemplo, a compra de tecnologia importada e prefira a nacional 
2.2.5. Intervenção pela destinação da arrecadação tem efeito indireto 
2.3.