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TRABALHO FARMACO (1)

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celulares são qualitativamente diferentes com diferentes ligantes, levando a crer na existência de mais de um – provavelmente muitos – estados R* (por vezes, referido como agonismo tendencioso). A ligação das arrestinas aos GPCRs inicia o processo de sinalização da Map-quinase, de modo que os agonistas que induzem a “dessensibilização” GRK/arrestina vão terminar parte da sinalização GPCR, mas também poderão ativar a sinalização através das arrestinas, o que pode continuar mesmo depois de o composto receptor/arrestina ter sido internalizado
RAMPs
As proteínas modificadoras da atividade dos receptores (RAMPs, do inglês receptor activity-modifying proteins) constituem uma família de proteínas de membrana que se associam a vários GPCRs e alteram suas características funcionais. Descobertas em 1998, quando se verificou que o receptor funcionalmente ativo de um neuropeptídio, o peptídeo relacionado com o gene da calcitonina (CGRP) consiste em um complexo formado por um GPCR – chamado receptor semelhante ao receptor de calcitonina (CRLR, do inglês calcitonin receptor-like receptor) – que, por si, não apresenta atividade, e outra proteína de membrana (RAMP1).
Surpreendentemente, o CRLR, quando acoplado a outra RAMP (RAMP2), demonstrou uma farmacologia bem diferente, sendo ativado por outro peptídeo, a adrenomedulina.
A especificidade ao agonista é conferida pela RAMP associada, assim como pelo próprio GPCR. Surgiram mais RAMPs e, até o presente, quase todos os exemplos implicam receptores peptídicos, exceto no caso do receptor sensível ao cálcio.
Sinalização independente das proteínas G
Ao usarmos a expressão “receptores acoplados à proteína G” para descrever a classe de receptores caracterizada por sua estrutura hepta-helicoidal, estamos negligenciando o fato de que as proteínas G não são o único vínculo entre GPCRs e os vários sistemas efetores que regulam. Nesse contexto, é importante a sinalização mediada através de arrestinas ligadas ao receptor, e não através de proteínas G. As arrestinas podem agir como intermediários na ativação do GPCR da cascata de MAP-quinase.
O simples dogma em que se apoiam muitos de nossos conhecimentos atuais sobre os GPCRs, como um gene GPCR – uma proteína GPCR – um GPCR funcional – uma proteína G – uma resposta está dando sinais de mudança. Em particular:
• um gene, através de splicing alternativo, edição de RNA etc., pode dar origem a mais de uma proteína de receptor;
• uma proteína GPCR pode associar-se a outras, ou a outras proteínas como as RAMPs, e dar origem a mais de um tipo de receptor funcional;
• diferentes agonistas podem afetar o receptor de diversas maneiras e produzir respostas qualitativamente diferentes.
• a via de transdução de sinal não requer impreterivelmente uma proteína G e demonstra interações com receptores ligados à tirosina quinase;
		Os receptores acoplados à proteína G são moléculas evidentemente versáteis e aventureiras ao redor das quais gira boa parte da farmacologia moderna, e ninguém deve imaginar que tenhamos chegado ao fim da história.
REFERENCIAS 
RANG & DALE: farmacologia / H. P. Rang (et al) : (Tradução Gea consultoria) Editorial. 8 ed. Rio de Janeiro: Elsevier. 2016
Fonte: http://www.encuentros.uma.es/encuentros83/nmda.html
Fonte: http://www.rise.duke.edu/phr150/Performance/images/steroid_response.jpg
Fonte: http://diabesitydigest.com/targets.php?id=62
Fonte: http://www.biochem.uni-erlangen.de/MouseDB/db/multprot/glyr.html
Fonte: Rang & Dale, 2011.
Fonte: http://www.rise.duke.edu/phr150/Performance/images/steroid_response.jpg