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QUESTÕES RESPONDIDAS-LABORATÓRIO DE PRÁTICAS FUNCIONAIS

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em baixa especificidade, 
a determinação da atividade da desidrogenase láctica total não é mais 
recomendada para 
o diagnóstico ou acompanhamento do paciente com lesão cardíaca. 
 
Mioglobina 
A mioglobina é uma proteína constituinte das células dos músculos 
esquelético e cardíaco. A determinação no soro pode ser útil para 
descartar o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio, uma vez que 
possui elevado valor preditivo negativo. Por ser uma proteína presente 
no citoplasma e de baixo peso molecular, é liberada para a circulação 
precocemente após lesão isquêmica da fibra miocárdica. Concentrações 
elevadas são observadas 1 a 2 horas após o início da dor, atingindo o pico 
em 12 horas e, em geral, normalizando 24 horas após um episódio único. 
Esta curva contribui para que a determinação seriada seja útil no 
diagnóstico de re-infarto em pacientes com dor precordial recorrente. 
Elevação de mioglobina circulante não é específica de lesão cardíaca, 
ocorrendo no trauma da musculatura esquelética e na insuficiência renal, 
por exemplo. Os métodos de dosagem mais amplamente utilizados 
incluem turbidimetria e nefelometria, sendo o limite de referência até 
0,15 µg/mL de soro. 
 
Troponinas - cTnT e cTnI 
Troponinas são proteínas estruturais envolvidas no processo de 
contração das fibras musculares esqueléticas e cardíacas. 
O complexo troponina é composto por três proteínas: troponina T, 
troponina I e troponina C. Como existem diferenças antigênicas entre 
as troponinas dos músculos esqueléticos e cardíacos, o uso de anti-
soros específicos permite a identificação e quantificação de cada uma 
delas. As troponinas T (cTnT) e I 
(cTnI) são consideradas como os marcadores bioquímicos mais específico
s e sensíveis para o diagnóstico de lesão isquêmica do miocárdio. 
 
A elevação dos níveis de cTnI no soro ocorre entre 4 e 6 
horas após a dor precordial, atinge um pico em 12 horas 
e permanece elevada por 3 a 
10 dias após um evento isquêmico único. Ocorre um segundo pico de 
menor intensidade, entre o terceiro e o quarto dia após o infarto. 
 
Uma diferença significativa entre as troponinas e a isoenzima CK-MB é 
que esta só se eleva após lesão isquêmica irreversível, enquanto as 
troponinas, por terem menor peso molecular e 
por apresentarem uma fração livre 
no citoplasma celular, são liberadas mesmo em situação de isquemia 
reversível, caracterizada clinicamente por angina instável. 
 
Os estudos realizados em grupos específicos de pacientes com dor 
precordial e avaliados nas primeiras 24 
horas, descreveram maior índice de diagnóstico de eventos cardíacos 
quando o critério era a elevação da troponina T, mesmo com CK-MB 
dentro dos intervalos de referência. 
 
 
As troponinas podem ser dosadas no soro por imunoensaios com anticor
pos monoclonais dirigidos contra sítios antigênicos específicos e são consi
derados como limites de referência, para a troponina T a concentração de 
0,1ng/mL e para a troponina I, 0,26ng/mL. Insuficiência renal 
terminal, insuficiência cardíaca congestiva, sepse, miocardite, taquicardia 
supra-ventricular 
e mixedema podem se acompanhar de elevações dos níveis séricos de 
troponinas. 
 
Importância da coleta seriada de amostras 
Os resultados das dosagens dos níveis sangüíneos dos marcadores 
cardíacos são altamente dependentes do tempo decorrido entre o início 
dos sintomas e a coleta da amostra. Considerando o fato de que os 
pacientes são atendidos em tempos variados após o início do evento 
isquêmico, independentemente do marcador em questão, devem ser 
coletadas amostras seriadas, em geral, na admissão, 3, 6 e 9 horas. A 
necessidade de coletas seriadas se impõe, mesmo em se tratando de 
marcadores com elevada especificidade, como a cTnI, uma vez que 
existem outras condições, além do infarto agudo do miocárdio, que 
podem se associar à variações na sua concentração no sangue. Dosagens 
seriadas de cTnI, resultados do eletrocardiograma e a condição clínica são 
necessários para o diagnóstico diferencial entre infarto agudo do 
miocárdio e outras doenças cardíacas. 
 
Como nenhum dos marcadores possui todas as características desejáveis, 
a NACB - National Academy of Clinical 
Biochemistry propõe o uso de dois marcadores para 
o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio: 
a mioglobina, como marcador precoce e uma das troponinas (cTnI ou cTnI
) como definitivo. 
 
 
 
 
Enzimas Marcadoras da Função Pancreática 
Amilase 
 Enzima da classe das hidrolases que catalisa a hidrólise do amido e 
glicogênio ingeridos na dieta. A amilase sérica é secretada, 
fundamentalmente, pelas glândulas salivares (forma S) e células acinares 
do pâncreas (forma P). Por meio do ducto pancreático chega ao duodeno. 
No intestino, a amilase hidrolisa os carboidratos em seus componentes, 
os açúcares. Havendo uma lesão das células acinares (como na 
pancreatite) ou ocorrendo uma obstrução no fluxo do ducto pancreático 
(como no carcinoma pancreático), a amilase fluirá para o sistema linfático 
intra-pancreático e peritônio e, por drenagem, atingirá os vasos 
sanguíneos. Outras fontes potenciais de amilase sérica são os órgãos de 
reprodução e o fígado. A amilase tem massa molecular entre 40.000 e 
50.000 daltons e é facilmente filtrada pelo glomérulo renal. 
 
Hiperamilasemia 
 
Pancreatite aguda: os níveis de amilasemia aumentam após 2-12 h 
do início do episódio de dor abdominal que é constante, intenso e 
de localização epigástrica com irradiação posterior para o dorso. 
A atividade amilásica retorna ao normal entre o terceiro e o quarto 
dia. Os valores máximos são quatro a seis vezes maiores do 
que os valores de referência e são atingidos entre 12-72 h. A magnitude 
da elevação não se correlaciona com 
a severidade do envolvimento pancreático e também cerca de 20% 
dos casos de pancreatite podem apresentar amilase normal. 
 
Amilase Urinária 
 A hiperamilasúria (quase sempre) é um reflexo das elevações séricas da 
amilase. Como os rins filtram rapidamente a amilase sanguínea, as 
doenças pancreáticas provocarão um consequente aumento da amilase 
urinária. Enquanto os níveis de amilase sérica regridem mais rapidamente 
para os valores de referência, os níveis de amilase na urina permanecem 
elevados por mais tempo (5 a 7 dias) após o início dos sintomas. Este 
dado é muito importante para o diagnóstico de pancreatite em pacientes 
cujos sintomas permanecem por 3 dias ou mais. Assim, amilase urinária 
está frequentemente aumentada na pancreatite, atingindo valores mais 
elevados e que persistem por períodos maiores. 
8) 
Qual enzima é 
utilizada para 
o diagnóstico de 
intoxicação por 
agrotóxicos 
organofosforados? 
 
 
-Colinesterase (CHE).  
-Pseudocolinesterase (sCHE).  
 
Referências: https://www.ufrgs.br/alimentus1/pao/ingredientes/ing_enzimas_ativida
de.htm 
 
http://www.fcfar.unesp.br/alimentos/bioquimica/enzimas.htm 
 
https://www.cesadufs.com.br/ORBI/public/uploadCatalago/1128361602
2012Bioquimica_aula_10.pdf 
 
https://www.fleury.com.br/medico/artigos-cientificos/marcadores-
bioquimicos-de-lesao-cardiaca 
 
https://d3eaq9o21rgr1g.cloudfront.net/aula-
temp/212878/00000000000/curso-45170-aula-00-
v1.pdf?Expires=1599081777&Signature=e22Vh-
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Ep9Ds78RtbHbRZT3q0UsMnN5HwT8bA5wIE10OakSHg__&Key-Pair-
https://www.ufrgs.br/alimentus1/pao/ingredientes/ing_enzimas_atividade.htm
https://www.ufrgs.br/alimentus1/pao/ingredientes/ing_enzimas_atividade.htm
http://www.fcfar.unesp.br/alimentos/bioquimica/enzimas.htm
https://www.cesadufs.com.br/ORBI/public/uploadCatalago/11283616022012Bioquimica_aula_10.pdf