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Modelos mentais 
Mais recentemente, Stuart K. Card, Thomas P. Moran e Allen Newell 
descrevem, no livro A psicologia da interação humano-computador, o que chamam 
de modelo de processador de interação humano (MPIH). Esse modelo ou sistema 
possui três subsistemas: o sistema perceptual (SP), o sistema motor (SM) e o 
sistema cognitivo (SC), além de três processadores: o perceptual (PP), o motor (PM) 
e o cognitivo (PC). A partir das informações sensoriais obtidas pelos órgãos dos 
sentidos – neste caso, visão e audição –, são formadas a memória da imagem visual 
(MIV) e a memória da imagem auditiva (MIA). O sistema cognitivo recebe uma 
informação a partir do processador perceptual, que é codificada simbolicamente na 
memória de curta duração (MCD) ou memória de trabalho (MT) e, para responder 
(com o sistema motor), utiliza informação que foi anteriormente armazenada na 
memória de longa duração (MLD). O processador motor ativa o corpo (músculos, 
nervos, etc.) nessa resposta. Assim, o modo básico de operar do MPIH é o ciclo 
reconhece-age do processador cognitivo. 
 Outro modelo desenvolvido pelos mesmos autores é o GOMS (goals: metas, 
operators: operadores, methods: métodos e selection rules: regras de seleção). Nele, 
a relação do usuário com o computador é reduzida a suas ações elementares (que 
podem ser físicas, cognitivas ou perceptuais) e, assim, uma interface pode ser 
estudada de maneira acurada. As metas constituem o que um usuário deseja realizar 
num sistema (algo que pode implicar em submetas). Operadores são as ações que 
determinado sistema permite ao usuário realizar (apertar um botão, clicar num link). 
Para realizar a meta, são necessários procedimentos que chamaremos de métodos, e 
quando há mais de um método possível para a realização de uma meta, são 
necessárias regras de seleção. Existe, portanto, um conjunto de metas, um conjunto 
de operadores, um conjunto de métodos para alcançar as metas e um conjunto de 
regras para a seleção dos métodos. Um exemplo simples que ilustra esse processo 
encontra-se na edição de um texto. Digamos que alguém deseja modificá-lo 
deletando três palavras. Essa é a meta. Como o usuário irá operar? Clicando com o 
botão direito do mouse na terceira palavra e apertando o botão delete até que o 
 
 
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texto tenha sido apagado. Porém, esse não é o único método para a tarefa. Outra 
possibilidade é clicar com o botão direito do mouse no texto, arrastar o cursor por 
sobre as três palavras e deletá-las todas ao mesmo tempo com um único clic no 
botão delete. Desse modo, notamos que deve haver uma seleção do método a ser 
utilizado. 
 Existem variações do modelo GOMS que não abordaremos por uma questão 
de tempo. Não obstante, o que importa destacar acerca desse modelo e seus 
derivados é a capacidade de mensurar a eficiência das interfaces pelo tempo de 
duração das ações e, também, pelo conforto proporcionado por cada ação.

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