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Aula 01
Rodadas - Tópicos Específicos e
Aprofundados p/ Delegado de Polícia
2020
Autores:
Akhenaton Nobre, Beatriz V. P.
Pestilli, Fernando Bezerra, Ivo
Martins, Lhais Navarro Hamid,
Luísa Petermann, Paulo Bilynskyj,
Oto Andrade, Rodrigo Souza
Aula 01
15 de Fevereiro de 2020
21855372886 - JANAINA DE TANDUI MORAES D AVILA RODRIGUES DA
Sumário 
Temas para Delegado ........................................................................................................................... 2	
Questões Objetivas Comentadas ........................................................................................................ 98	
Questão Discursivas Comentadas ...................................................................................................... 129	
Peça Prática .................................................................................................................................... 154	
Considerações Finais ........................................................................................................................ 158	
 
 
Akhenaton Nobre, Beatriz V. P. Pestilli, Fernando Bezerra, Ivo Martins, Lhais Navarro Hamid, Luísa Petermann, Paulo Bilynskyj, Oto Andrade, Rodrigo Souza
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RODADA DE TEMAS - DELEGADO 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
Olá pessoal! Aqui é Akhenaton Nobre, professor do Estratégia Carreira Jurídica, e, na disciplina 
de Direito Administrativo, vamos discutir dois assuntos que embora pareça já ser batido e não 
atual, continuam a sendo uns dos assuntos mais recentes e discutidos no direito administrativo, 
que certamente será explorado em provas objetivas e dissertativas nos concursos de Delegado de 
Polícia, a Responsabilidade Civil do Estado e Reparação do Dano em razão da 
Responsabilidade Civil do Estado. 
Vamos lá! 
1 – RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO 
O tema é disciplinado na inteligência do artigo 37, §6º da Constituição Federal. Trata-se de tema 
relevante que, mais recentemente, foi discutido em sede de repercussão geral pelo Supremo 
Tribunal Federal. 
Art. 37, § 6º, CF. As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado 
prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa 
qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável 
nos casos de dolo ou culpa. 
A Constituição Federal em sua inteligência não prevê responsabilidade objetiva para pessoas 
físicas, mas apenas e tão somente para as pessoas jurídicas, consagrando tal ponto um dogma 
constitucional. 
A Constituição Federal prevê dois sujeitos que respondem objetivamente, quais sejam: 
ÄPessoas Jurídicas de Direito Público: - A responsabilidade jurídica objetiva é 
INCONDICIONADA. Qualquer comportamento pode dar azo a responsabilidade (prestação de 
serviço, execução de obra pública, exercício do poder de polícia, atos correlatos a função de 
polícia judiciária e etc). 
Ä Pessoas Jurídicas de Direito Privado que prestam serviços públicos: A responsabilidade 
jurídica é CONDICIONADA a execução de serviços públicos; 
Ä Exemplo: sociedades de economia mista; empresas publicas e subsidiárias exploradoras 
de atividade econômica NÃO respondem objetivamente nos termos do Art. 37, §6º da CF. 
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Podemos citar também como exemplo uma empresa contratada para executar obra pública. 
Como a obra pública não é serviço público, a empresa NÃO responderá de forma objetiva, uma 
vez que não está submetida ao Art. 37, §6º, CF. 
 STF: A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de 
serviço público é objetiva relativamente a terceiros usuários e não usuários do serviço, 
segundo decorre do art. 37, § 6º, da Constituição Federal. RE 591874 (repercussão 
geral) 
Questão importante: Responsabilidade dos Notários 
O notário/tabelião é um particular em colaboração, isto é, pessoa física qualificada como agente 
público. 
O profissional notarial exerce função publica por delegação, nos termos da Constituição, após 
aprovação em concurso de provas ou de provas e títulos, pois vale lembrar que antigamente, 
remontando a um Brasil colonial, os cartórios eram familiares e passados de geração em geração 
familiar. 
A Lei 8935/1994, alterada posteriormente pela Lei 13.286/2016 trouxe em seu artigo 22 que os 
notários e oficiais de registro são civilmente responsáveis por todos os prejuízos que causarem a 
terceiros, por culpa ou dolo, pessoalmente, pelos substitutos que designarem ou escreventes que 
autorizarem, assegurado o direito de regresso. 
Assim, nos termos da lei, os tabeliães, oficiais e registradores responderão subjetivamente pelos 
danos que causarem a terceiros. 
O STF, porém, entende em sentido contrário. 
"O Estado responde objetivamente pelos atos dos tabeliões registradores oficiais que, 
no exercício de suas funções, causem danos a terceiros, assentado o dever de regresso 
contra o responsável, nos casos de dolo ou culpa, sob pena de improbidade 
administrativa" RE842846 DE 27/2/2019 
Hipóteses que ensejam a Responsabilidade Civil do Estado 
Ä Condutas Comissivas: são condutas em que o estado pratica uma Ação e o Estado produz um 
dano, sendo que responderá objetivamente independente se a ação foi legal ou ilegal. 
STJ: A Administração Pública pode responder civilmente pelos danos causados por seus 
agentes, ainda que estes estejam amparados por causa excludente de ilicitude penal. 
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STJ: A existência de lei específica que rege a atividade militar (Lei n. 6.880/1980) não 
isenta a responsabilidade do Estado pelos danos morais causados em decorrência de 
acidente sofrido durante as atividades militares 
Ä Condutas Omissivas: aqui o Estado não faz, e em decorrência do não fazer do Estado é gerado 
um dano. Nessa hipótese, o estado responde subjetivamente, embora haja doutrina e 
jurisprudência entendimentos que mesmo na omissão a responsabilidade do Estado é OBJETIVA, 
como Hely Lopes e algumas decisões já proferidas pelo Supremo Tribunal Federal. 
STF. 2ª Turma. ARE 897890 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 22/09/2015. (...) A 
jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que as pessoas jurídicas de direito 
público respondem objetivamente pelos danos que causarem a terceiros, com 
fundamento no art. 37, § 6º, da Constituição Federal, tanto por atos comissivos quanto 
por atos omissivos, desde que demonstrado o nexo causal entre o dano e a omissão do 
Poder Público. (...) 
STF. 2ª Turma. RE 677283 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 17/04/2012. - 
Assim, o Estado responde de forma objetiva pelas suas omissões, desde que ele tivesse 
obrigação legal específica de agir para impedir que o resultado danoso ocorresse. A 
isso se chama de "omissão específica" do Estado. (STF. Plenário. RE 677139 AgR-EDv-
AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 22/10/2015). - Dessa forma, para que haja 
responsabilidade civil no caso de omissão, deverá haver uma omissão específica do 
Poder Público 
STJ: A responsabilidade civil do Estado por condutas omissivas é subjetiva, devendo 
ser comprovados a negligência na atuação estatal, o dano e o nexo de causalidade. 
STJ: Há responsabilidade

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