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Aula 19_Sistema de transmissão de EE

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Dra. Juliana Alencar Firmo de Araújo
LEGISLAÇÃO BRASILEIRA
Sistema de Transmissão de Energia Elétrica
juliana.araujo@unilab.edu.br
A Rede Básica de Transmissão do Sistema Interligado Nacional
– SIN teve sua origem determinada pelo art. 17 da Lei nº 9.074,
de 07/07/1995, sendo regulamentada pelo Decreto nº 1.717,
de 24/11/1995.
Até o advento desta lei, todas as linhas de transmissão e as
respectivas subestações, independentemente da tensão,
compunham o ativo imobilizado da atividade de transmissão
das concessionárias.
INTRODUÇÃO
Ficou a cargo do órgão regulador, por determinação do art.17, da
citada lei, em estabelecer, dentre as instalações de transmissão, as
que se destinariam à formação da Rede Básica do Sistema
Interligado, bem como as de âmbito próprio do concessionário de
distribuição e as de interesse exclusivo das centrais geradoras.
Tomando por base a relação elaborada conjuntamente pelo Grupo
Coordenador da Operação Interligada – GCOI e Grupo Coordenador
de Planejamento do Sistema – GCPS, sob a coordenação da
Eletrobrás, o DNAEE publicou a Portaria nº 244, de 28/06/1996.
→ Relacionando as instalações de transmissão que deveriam
integrar a Rede Básica, definindo assim a sua primeira
configuração.
Resolução nº 245, de 31/07/1998.
→ Emitida pela ANEEL pela necessidade de revisar a composição
da Rede Básica estabelecida inicialmente pela Portaria DNAEE
nº244/1996, de forma a adequá-la à reestruturação do setor
elétrico brasileiro.
→ De caráter normativo, com as respectivas regras de
classificação das instalações de transmissão para fins de
composição da Rede Básica.
LEGISLAÇÃO SOBRE O SISTEMA DE TRANSMISSÃO
Publicação da Resolução nº 166/2000.
→ Relacionando as instalações de transmissão componentes da Rede
Básica incluindo as denominadas “Demais Instalações de
Transmissão – DIT”, que se encontrava em operação até
31/12/1999.
Publicação da Resolução nº 167/2000.
→ Definindo as receitas anuais permitidas dessas instalações
(inclusive as Demais Instalações de Transmissão) relacionadas na
Resolução 166/2000, estabelecendo-se assim o equilíbrio
econômico-financeiro inicial desses contratos.
Resolução nº 433 de 10/11/2000.
→ Revogou a Resolução ANEEL nº 245/1998;
→ Fixou os requisitos para classificação de instalações de transmissão,
estabelecendo que integram a “Rede Básica” as linhas de transmissão, os
barramentos, os transformadores de potência e os equipamentos com
tensão igual ou superior a 230 kV integrantes do sistema interligado, com
exceção das seguintes instalações e equipamentos:
a) Instalações de transmissão, incluindo as linhas de transmissão, transformadores de
potência e suas conexões, quando destinadas ao uso exclusivo de centrais
geradoras ou de consumidores, em caráter individual ou compartilhado.
b) Instalações de transmissão de interligações internacionais e suas conexões,
autorizadas para fins de importação ou exportação de energia elétrica.
c) Transformadores de potência com tensão secundária inferior a 230 kV, inclusive a
conexão.
Essa definição vigorou até a publicação da 
Resolução ANEEL nº 067, de 08/06/2004.
Resolução nº 067/2004
→ Em seu art. 3º, trouxe novos critérios para classificação de instalações de
transmissão que integram a Rede Básica do SIN.
a) Linhas de transmissão, barramentos, transformadores de potência e
equipamentos de subestação em tensão igual ou superior a 230 kV.
b) Transformadores de potência com tensão primária igual ou superior a 230 kV
e tensões secundária e terciária inferiores a 230 kV, bem como as respectivas
conexões e demais equipamentos ligados ao terciário, a partir de 01/07/2004.
..... Resolução nº 067/2004
→ Estabeleceu no seu art. 4º, que não integram a Rede Básica e serão
classificadas como Demais Instalações de Transmissão – DIT, as Instalações
de Transmissão que atendam aos seguintes critérios:
a) Linhas de transmissão, barramentos, transformadores de potência e
equipamentos de subestação, em qualquer tensão, quando de uso de centrais
geradoras, em caráter exclusivo ou compartilhado, ou de consumidores livres,
em caráter exclusivo.
b) Interligações internacionais e equipamentos associados, em qualquer tensão,
quando de uso exclusivo para importação e/ou exportação de energia elétrica.
c) Linhas de transmissão, barramentos, transformadores de potência e
equipamentos de subestação, em tensão inferior a 230 kV, localizados ou não
em subestações integrantes da Rede Básica.
Resolução nº 068, de 08/06/2004
→ Com as alterações introduzidas pela Resolução Normativa nº 312,
de 06/05/2008, estabeleceu:
• os procedimentos para a implementação de reforços nas Demais
Instalações de Transmissão – DIT, não integrantes da Rede Básica;
• a expansão das instalações de transmissão de âmbito próprio, de
interesse sistêmico, das concessionárias ou permissionárias de
distribuição, face à sua obrigação de participarem do planejamento
setorial e da elaboração dos planos de expansão do sistema elétrico,
implementando e fazendo cumprir, em sua área de concessão, as
recomendações técnicas e administrativas deles decorrentes.
Resolução nº 320, de 10/06/2008
A ANEEL estabeleceu os critérios para classificação de instalação de
transmissão como de Interesse Exclusivo de Centrais de Geração pra
Conexão Compartilhada – ICG para o acesso à Rede Básica do Sistema
Interligado Nacional de centrais de geração a partir de fonte eólica,
biomassa ou pequena centrais hidrelétricas.
Assim, são classificadas como ICGs as instalações de transmissão, não
integrantes da Rede Básica, destinadas ao acesso de centrais de geração
em caráter compartilhado à Rede Básica, definidas por chamada pública
a ser realizada pela ANEEL e licitadas em conjunto com as instalações de
Rede Básica para duas ou mais centrais de geração, considerando os
barramentos, linhas de transmissão, transformadores de potência inferior
a 230 kV e suas conexões, bem como os equipamentos de subestações
não classificadas como instalações de Rede Básica.
A Rede Básica, por meio do livre acesso ao sistema de
transmissão e de distribuição, possibilitará a comercialização
direta entre produtores e consumidores, independente de suas
localizações no sistema elétrico interligado, contribuindo, assim,
para a redução de custos e modicidade das tarifas ao
consumidor final.
Atualmente, as concessionárias de transmissão detêm, para fins de
remuneração, três tipos de instalações:
a) As classificadas como Rede Básica, composta por instalações com
tensão igual ou superior a 230 kV, de uso compartilhado, e por
transformadores de potência com tensão primária igual ou superior a
230 kV e tensões secundária e terciária inferiores a 230 kV.
b) As instalações com tensão de 230 kV e acima, porém classificadas
como instalações de conexão (de uso exclusivo de um consumidor ou
de um gerador, por exemplo).
c) As instalações com tensão menor que 230 kV, classificadas como
Demais Instalações de Transmissão.
A Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão – TUST será abordada
posteriormente.
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