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como calouro, recebe um impacto que marca de forma 
inesquecível sua vida. A necessidade de adquirir novos 
conhecimentos e novas amizades e a expectativa de ver o 
mundo de maneira inovadora aumenta suas esperanças de 
um futuro melhor para si e para a sociedade. A universidade, 
munida de seus aspectos positivos e negativos, pode se 
tornar um local de boas oportunidades. Isto se torna real 
desde que os alunos participem com interesse das 
atividades oferecidas, que são constantes e em grande 
quantidade. Para isso, é de extrema importância que o 
aluno esteja sempre atento para percebe-las e preparado 
para selecionar aquelas de maior interesse e que lhe traga maior vantagem. 
 
Muita coisa muda na passagem do Ensino Médio para o universitário. Talvez a forma de 
trabalhar os conhecimentos seja a mais importante dessas mudanças. Nesta nova fase, a 
cobrança é grande para adquirir um aprendizado com autonomia, responsabilidade e 
conforme seus interesses e potencialidades. A liberdade que o aluno deve ter para 
desenvolver suas informações deve ser usada de maneira progressiva, com 
discernimento e maturidade. A maior diferença entre o Ensino Médio e o universitário diz 
respeito à relação professor-aluno. Na vida universitária, o professor se torna mais 
orientador do que fiscalizador. 
 
Na maioria das empresas atuais, a necessidade de atualização dos conhecimentos de um 
Engenheiro é contínua. Cerca de uma década é o tempo suficiente para tudo que se 
aprende num curso de graduação seja considerado ultrapassado. Por isso, a 
aprendizagem é dinâmica, ou seja, você deve continuamente renovar sua formação, 
durante a graduação e após ela. 
 
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A ciência e a tecnologia vêm sofrendo uma evolução num ritmo acelerado. E a expectativa 
é que, dentro de dez anos, o total de conhecimentos na sociedade dobrará. Isso 
acarretará um problema ao profissional que permitir o seu aprendizado se tornar obsoleto. 
Um recém Engenheiro hoje, provavelmente ainda será atuante no mercado de trabalho 
dentro de 30 ou 40 anos, o que o levará ao encontro de conhecimentos bem distintos dos 
adquiridos durante a sua formação. 
 
As previsões ditas anteriormente confirmam a ideia de que o domínio e controle da 
informação são capacidades necessárias para um Engenheiro de futuro. Assim, não há 
outra saída, quem pretende ser um indivíduo ativo na sua maturidade profissional tem que 
saber adquirir seus estudos com eficiência. Para que isso aconteça, imagina-se que seja 
fundamental saber usar adequadamente os recursos disponíveis para conseguir um bom 
aprendizado. Apenas essa perspectiva já deve servir de motivo para aprender a estudar. 
 
Um curso de Engenharia tem como uns dos seus principais objetivos incentivar a 
criatividade, fornecer ferramental básico para que enfrente os problemas técnicos com os 
quais se depara na profissão, empurrar o Engenheiro a adotar uma postura consciente e 
crítica para com a sociedade. 
 
Para alcançar estes objetivos, deve-se estar atento, durante a sua formação, com uma 
série de recomendações sobre como proceder para tirar o melhor proveito possível dos 
estudos e trabalhos. Isso levará, logo cedo, a perceber que sempre existem melhores 
maneiras de resolver problemas, sejam eles do tipo que forem. 
 
Na Figura 1.1 estão resumidas algumas recomendações e propostas para melhorar o 
desempenho nos estudos, otimizando procedimentos de trabalho. As propostas, que 
representam um método de estudo, fazem parte de uma proposta maior de 
comportamento diante de situações novas com as quais o engenheiro quase sempre irá 
se deparar. Para isso, recomenda-se um bom aproveitamento das oportunidades que a 
escola oferece, pois nela, pode-se treinar a capacidade de enfrentar e de construir 
soluções consistentes e apropriadas para resolver problemas. 
 
O método consiste em três etapas de procedimentos que estão presentes, de qualquer 
forma, no ato de estudar. As etapas de estudo, indicadas na Figura 1.1, devem ser 
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seguidas na ordem em que estão apresentadas. Embora raramente esta lógica de 
procedimentos seja percebida, o processo de estudo acontece aproximadamente dessa 
forma. 
 
 
Figura 1.1 – Etapas do método de estudos 
Fonte: Autor 
 
Um ponto primordial a ser destacado é que as recomendações, destacadas na Figura 1.1, 
têm como compromisso abreviar procedimentos julgados adequados para o estudo de 
qualquer área da Engenharia. Talvez estas indicações para um processo de formação não 
se enquadrem para outras áreas, aí, cabe a cada profissional procurar conhecer melhor 
seu curso. 
 
 PREPARAÇÃO. A preparação é aspecto importante para se ter sucesso nos 
estudos. Por isso, é necessário se ter cuidados com a preparação de um ambiente 
arejado, iluminado, silencioso enfim agradável para o estudo. A preparação 
psicológica facilita um bom entendimento. 
 
 CAPTAÇÃO. Após a preparação, pode-se iniciar a fase da captação. Ela é, 
normalmente, confundida com o próprio estudo, esta é a fase de construção dos 
conhecimentos. No entanto, estudar é algo mais vasto que as fases ditas 
anteriormente. Captar não é a única coisa que constitui o estudo. Este é também 
internalizar, construir novos saberes. O aluno que estuda Engenharia tem que ser 
capaz de absorver os conhecimentos e organiza-los de maneira lógica e 
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permanente na mente. Ele deve processar e construí-los sistematicamente e com 
firmeza. 
 
Início de verbete 
A captação ocorre quando houver internalização de conhecimentos trabalhados por um 
professor em sala de aula, trabalho de conhecimentos através de leituras e de reflexões 
pessoais e participação em experiências, observações, visitas técnicas e discussões em 
grupo. 
 
Fonte: Bazzo e Pereira (2006) 
 
Fim de verbete 
 
Esta fase do processo de estudo pode ser identificada em termos gerais por três formas: 
Audição, Leitura, e Observação. 
 
 PROCESSAMENTO. Logo quando o estudante tem contato com um novo 
conhecimento, ele tem o dever de processar tudo para que isto se transforme em 
sua nova cultura, forma de ver e interpretar o mundo. Para confirmar se a nova 
habilidade foi realmente processada, ela deve estar associada a sua linha de 
raciocínio e o aluno deve saber aplica-la em vários contextos. 
 
Mas, naturalmente que quando se lê um livro, quando se participa de uma aula ou quando 
se faz uma visita técnica a uma empresa, já está realizando o processamento das 
informações. No entanto, para alcançar uma boa assimilação dos conteúdos e uma 
fixação rápida dos assuntos são necessários alguns procedimentos complementares. 
Como exemplos tem-se: 
 
 Leituras de textos; 
 Revisões das aulas; 
 Fazer esquemas das aulas; 
 Fazer resumos das aulas. 
 
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Atividade 2 (Atende ao objetivo 2) 
Cite a principal diferença entre o Ensino Médio e o universitário no que diz respeito à 
relação professor-aluno. 
 
8 linhas para resposta 
 
Resposta Comentada 
Nesta nova fase, o professor passa a ser mais orientador do que fiscalizador. Você é 
cobrado a direcionar e programar com mais liberdade, autonomia e responsabilidade o 
seu aprendizado, dosando-o de acordo com suas potencialidades ou interesses. Essa 
maior liberdade, entretanto, deve ser usufruída progressivamente, com maturidade e 
discernimento. 
 
Fim de Atividade 2 
 
3- Pesquisa Tecnológica 
 
Após o surgimento das ciências moderna e do aparecimento do que se convencionou 
chamar tecnologia - o que aconteceu mais ou menos a partir do século XVII, a sociedade 
mudou significativamente. O mesmo aconteceu com a Engenharia. A aplicação das 
ciências

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