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Cavalos - EQUIDEOCULTURA 1

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Cavalos - EQUIDEOCULTURA 1

EQUIDEOCULTURA 
 
 
 
Cavalos são muito sensíveis a micotoxinas. 
Classificação dos Equideos: 
Filo Chordata, Classe Mammalia, Ordem Perissodactyla, 
Sub-ordem Hippoidea, Família Equidae, Gênero Equus. 
Espécies: Cavalo doméstico – Equus caballus, Asnos – 
Equus asinus, Zebras – Equus Burqueli, Equus grevy, 
Equus quagga. 
 
Utilidades históricas: transporte, caçadas, guerras, 
tração, correios. 
 
Origem: 
- Eohippus: período Eoceno – 55 milhões de anos; Dorso 
arqueado, nariz em forma de focinho, semelhante a cães 
com quatro dedos funcionais dianteiros e três dedos 
funcionais traseiros. 
 
 
- Mesohippus: 35 milhões de anos, 50 cm de altura com 
pernas compridas e finas e 3 dedos, sendo o do meio 
mais longo. 
 
 
 
 
- Miohippus: 30 milhões de anos, Período oligoceno, 
altura de 60 a 70cm, com 3 dedos funcionais sendo o 
médio mais forte. 
 
 
- Merychippus: 26 milhões de anos, período mioceno, 
1m de altura, três dedos sendo os laterais não 
funcionais, arcada dentária adaptada para consumo de 
folhas tenras. Alimentação: pastagens. 
 
 
- Pliohippus: 5 milhões de anos, período plioceno, um 
dedo, rudimentos (castanhas), arcada dentária para 
consumo de folhas. 
 
 
Przewalski: Equus ferus przewalski, cavalo selvagem da 
Mongólia com 1,30m. 
 
 
Tarpan: Equus gmelini, ancestral dos cavalos orientais. 
 
 
 
Cavalo da floresta e cavalo de Tundra: Equus cabalus 
ocidentalis. Originou os cavalos fleumáticos e pesados 
para tiro usados na Europa central. 
 
 
Os dedos laterais se transformaram em ossos laterais 
das patas e deixaram com que o casco central, grande e 
robusto, sustentasse o peso do animal. Houve influência 
da temperatura, clima, altitude, solo e alimentação. 
 
Domesticação dos Equinos: 
Jumento no Egito e Ásia – antes do cavalo. 
Representações datando de 2000 a.C. 
Cavalo de sela (a partir do E. gmelini) desenvolvido na 
Pérsia e Mesopotâmia, usado como montaria a partir de 
750 a.C. 
Árabes foram os primeiros a formar uma raça 
aperfeiçoada de cavalos domésticos e até hoje é 
utilizada para imprimir características em outras raças, 
como energia, nobreza, inteligência e boa conformação. 
 
 
 
 
 
1534 – Martin Afonso de Souza – Brasil – província de 
São Vicente (SP); 
1535 – Coelho Duarte – Pernambuco; 
1549 – Tomé de Souza, Bahia; 
1541 – Cavalos abandonados por Pedro de Mendonza na 
Argentina povoam o RS; 
Manadas semi-selvagens são domesticadas pelos índios 
GUAIACURUS no Paraguai e Mato Grosso. 
 
As raças desenvolvidas no Brasil, através do ALTER: 
REAL: Mangalarga e Campolina. 
 
 
CARACTERÍSTICAS DOS EQUINOS 
Temperatura corporal: 37,5 – 38,5°C. 
Frequência cardíaca: 32 – 44 batimentos/min. 
Respiração normal movimentos por min (animal em 
descanso): 8-16 min. 
Altura de 0,66m (pônei Shetland) a 1,74 (Kladruber) 
 
 
 
Peso médio de 60 a 1200kg. 
Tempo de vida médio de 30 anos e de vida útil de 4 a 20 
anos. Gestação de 11 meses ou 336 dias. 
Alimentação: forragens, grãos e ração. 
Tamanho médio, cabeça fina e alongada, pescoço 
musculoso e pernas delicadas. Olhos grandes e vivos, 
orelhas pontudas e móveis, narinas muito abertas. 
Corpo bastante arredondado, pelos curtos e lisos, 
alongando-se na cauda e crina. São animais gregários 
(de bando) e se mostram ativos durante o dia. 
Casco único constituído de 3 camadas superpostas de 
diferente qualidade. 
Possuem 6 incisivos na mandíbula e no maxilar, 2 
centrais (pinças), 2 intermediários (os medianos) e 2 
laterais (cantos), isso permite avaliar a idade do animal. 
Possuem estômago simples, pequeno em relação ao 
tamanho do animal, variando a capacidade entre 12-14 
litros no animal adulto. 
Ceco volumoso, com capacidade de aproximadamente 
30 litros e até 1,25m de comprimento. 
São representados hoje por um pequeno número de 
espécies, sendo os cavalos, os jumentos, as zebras e os 
seus híbridos. 
 
Espécies: 
- Caballus (cavalo doméstico), Asinus (jumento) e zebra 
(zebra). 
 
 
 
 
 
Bardoto híbrido de espécies diferentes como Equus 
asinus x Equus caballus; estéril 
 
 
 
Zebróide híbrido de zebra; zebra cruzada com qualquer 
outro animal do gênero Equus. 
 
ESTUDO DO EXTERIOR DOS EQUINOS 
Ezoognósia é a parte da zootecnia que trata da 
conformação exterior e das aptidões do animal. 
Utilizada em resenhas para fins de julgamento das 
aptidões de cada raça. 
 
Beleza ou Harmonia relaciona-se com o sentido 
utilitário. Desempenho do trabalho que se exige. 
- Absoluta: quando desejável em qualquer animal, sem 
importar sua aptidão, raça ou idade. Requisito essencial 
para todos os casos. Ex.: visão e aprumos. 
- Relativa: quando desejável somente em certos casos. 
Ex.: pescoço pesado para animais de tração, boa 
andadura nos cavalos de sela, para demais raças não 
precisa. 
 
Defeito é antagônico à harmonia, também pode ser 
absoluto ou relativo. 
- Absolutos: são os defeitos que não se compensam, 
inutilizando o animal sob muitos aspectos. Ex.: membros 
defeituosos, garupa estreita, etc. 
- Relativos: são os defeitos que se compensam, segundo 
a utilização do animal e prejudicam somente num 
aspecto secundário. 
- Congênitos: defeitos hereditários que se manifestam 
ao nascer ou logo após que prejudicam o animal sob o 
ponto de vista reprodutivo e de produção. Ex.: hérnia 
umbilical, cascos deformados, etc. 
- Adquiridos: adquiridos no decurso de sua vida. Ex.: 
taras ósseas (taras - sinais externos de lesão que 
deprecie o animal; taras ósseas ocorrem nos ossos 
longos dos membros com protuberâncias ósseas) 
Saúde: atitudes firmes e vivacidade são sinais de saúde. 
A temperatura, pulsação e respiração também mostram 
sinais de saúde (temp. 37,5-38,5°C, 32-44 bpm, 8-
16resp.min) 
 
Constituição: resulta do conjunto e das relações mútuas 
entre as suas partes. Depende do comportamento do 
indivíduo diante das condições do ambiente. O animal 
que suporta condições adversas possui boa constituição, 
caso contrário sua constituição é má. 
 
Boa constituição 
Robusta: cabeça larga, olhos expressivos, focinho 
grande, ventas bem abertas. Pescoço, tórax e peito 
amplos. Musculatura desenvolvida. Ossatura forte e 
seca. 
 
 
Seca: notável refinamento, regiões, ossos e articulações 
delicadas, secas, leves, elegantes, porém fortes. 
Aprumos regulares. Movimentos fáceis, vivos, enérgicos 
e elegantes. 
 
 
 
Má constituição 
Grosseira: olhos encovados e pálpebras grossas, ossos 
volumosos e articulações mal definidas, falta de 
harmonia, movimentos pouco energéticos. 
 
Débil: cabeça estreita, olhos apagados e orelhas finas, 
pescoço longo e fraco, ossatura débil, articulações 
salientes, aprumos irregulares, pele fina e pelos mal 
assentados, má simetria. 
 
Temperamento: condição de organização nervosa, que 
se traduz na sua reação psíquica às condições do 
ambiente. Característica de alta herdabilidade. 
- Sanguíneo, vivo ou enérgico: animal vivo, bom animal 
de sela. 
- Linfático ou calmo: animal lento, bom animal de tiro. 
- Nervoso: agitado, animal sanguíneo muito acentuado, 
animais de corrida. 
- Indolente: calmo em demasia, linfático em grau 
exagerado. 
 
Disposição: indica a índole do animal. Revelada pelo seu 
comportamento, pode ser boa ou má. 
 
Qualidade: dada pela estrutura do organismo, apreciada 
através do refinamento geral do indivíduo. 
 
Estrutura: acusada pelo desenvolvimento ósseo e 
muscular do animal. Engloba a constituição, qualidade, 
forma e tamanho. Um cavalo com boa estrutura possui 
peso e tamanho de acordo com a sua raça e idade. 
Corpo forte e bem delineado. 
 
Tipo: conjunto de caracteres morfológicos do animal em 
relação à sua finalidade produtiva. 
 
Conformação: dada pela relação das diversas regiões do 
corpo e pelo seu conjunto, abrangendo proporções, 
dimensões e relações entre diversas partes. 
 
Estilo: envolve as atitudes do animal