A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
23 pág.
Eletrocardiograma

Pré-visualização | Página 1 de 3

Clínica Médica: Eletrocardiograma 
Aula 1: 
 
O começo: 
 
 O estímulo elétrico começa no Nó Sinusal, que fica na transição entre a veia cava superior e o AD. 
Através dos feixes internodais, que partem desse nó, o estímulo atravessa para chegar aos átrios 
direito e esquerdo. Para acontecer esse estímulo não é necessário estímulos externos (simpáticos 
ou parassimpáticos), pois ele tem a capacidade de automatismo, sendo cerca de 70 a 75bpm. 
Quando esse estímulo passa para os átrios, tem-se a despolarização atrial. Ela é representada 
pela onda “P”, a qual é uma onda positiva que precede todo o QRS  logo onda P 
despolarização atrial; 
 Essa “onda P” está na fase da díastole ventricular, ou seja, do relaxamento dos ventrículos. Com a 
contração do átrio, representada por essa onda, tem-se o aumento do volume dos ventrículos, 
onde tem as Fases de Enchimento Lento e Enchimento Rápido, ao mesmo tempo aumentando a 
pressão dentro deles; 
Os feixes internodais (anterior, médio e posterior), que partem do nó sinusal no AD, também vão 
para o AE, pelo feixe de Bachman, assim, têm-se a segunda parte da “onda P”, pois contrai esse 
AE também; 
 Além disso, esses feixes auxiliam a passagem do estímulo para o nó atrioventricular. O estímulo 
antes de chegar no nó atrioventricular é rápido. Depois do nó AV, ele tem que chegar até os 
ventrículos e faz isso pelas fibras chamada de Feixe de Hiss, a qual se localiza no septo por entre 
os ventrículos. Elas se subdividem, em ramo direito e esquerdo. De lá, se tem a comunicação com 
as Fibras de Purkinje, a qual inerva o restante dos ventrículos; 
 Essa despolarização dos ventrículos é representado pela onda “QRS” no ECG, logo, a sístole 
ventricular. Na ausculta essa sístole é representada pelo “TUM”, o qual reflete o fechamento das 
válvulas AV e abertura das seminulares. Com isso, tem-se aumento da pressão inicial, na Fase de 
contração Isovolumétrica, assim como na Fase de Ejeção, entretanto ao vencer a pressão o 
volume começa a decair para reiniciar o ciclo cardíaco; 
 Já na díastole ventricular (relaxamento), conseguimos ver a representação no ECG pela “onda 
T”. E quanto a repolarização/relaxamento do átrio? Não conseguimor ver no ECG? Não, ela está 
embutida no ECG, pois sua voltagem é muito pequena, logo, se sobrei a do ventrículo. 
 
 
Clínica Médica: Eletrocardiograma 
 
E as válvulas no período de díastole ventricular (relaxamento dos ventrículos)? 
 As atrioventriculares (mitral e tricúspide) estão abertas e semilunares (aortica e pulmonar) 
fechadas; 
 
Sistema de condução: 
Nó sinusal (NS): 
 75 bpm  automatismo; 
 1 a 2 cm de extensão, 3 mm de espessura; 
 Fica na junção da VCS e AD; 
 Irrigação vem 60% CD; 
 2 tipos de células – cél nodais (cél P) e cél transição (cél T); 
 Inervação simpática e parassimpática 
 Ele é o que “comanda” os batimentos pois tem o maior automatismo, entretanto se ele tiver algum 
problema (como por influência de medicação ou por distúrbio eletrolítico), quem passa a comandar 
é a próxima estrutura que tem o maior automatismo; 
Condução internodal e intra-atrial: 
 Vias internodais – anterior, média e posterior; 
 Via intra-atrial – Feixe de Bachman. 
Nó atrioventricular (NAV): 
 50 bpm; 
 Estrutura de transição A-V; 
 Lentificação do impulso elétrico (100x) – propriedade decremental  isso ocorre para o átrio 
contrair antes do ventrículo; 
Feixe de His e seus ramos: 
 35 bpm; 
 Recebe irrigação da coronária direita, através da descendente posterior (DP) e da coronária 
esquerda, através da descendente anterior (DA); 
 Um infarto anterior extenso, que obstrui a coronária lá em cima, pode-se ter um bloqueio de ramo 
esquerdo  grave; 
 Ramo esquerdo se divide em – 3 fásciculos – anterossuperior, anteromedial e posteroinferior; 
 Ramo direito se divide em – superior, inferior e média; 
 Logo, se tiver um bloqueio em determinado segmento do fascículo, por exemplo no 
anterossuperior, mostra-se essa alteração no EC, podendo identificar o local; 
Fibras de Purkinje: 
 Ficam em contato com os cardiomiócitos; 
 Rede subendocárdica  ela é rápida. Se tiver um bloqueio de ramo direito ou esquerdo, não dará 
para usar essas fibras de Purkinje, fazendo a despolarização ser de célula a célula. Mas isso é 
muito mais lento, logo, faz com que o QRS se alargue; 
 Via de condução elétrica preferencial; 
 
 
Onda P: 
 
 Despolarização dos átrios 
 Duração (comprimento na horizontal) 2 mm (varia 2-2,5) ou 80ms (varia 80-100); 
 Primeira parte da onda P é formada pela despolarização do átrio direito e a segunda parte pelo 
átrio esquerdo. 
 
Complexo QRS: 
 
 
Clínica Médica: Eletrocardiograma 
 
 Representa a sístole ventricular “TUM”; 
 Voltagem 0,5-1,5mV e tempo 0,06 a 0,10s; 
 Despolarização dos ventrículos; 
 1ª deflexão negativa seguida de uma deflexão positiva dá-se o nome de onda Q; 
 1ª deflexão positiva dá-se o nome de onda R; 
 1ª deflexão negativa após a positiva chama-se de onda S; 
 2ª deflexão positiva tem o nome de onda R’; 
 2ª deflexão negativa seguida da positiva dá-se o nome de onda S’; 
 Se houver somente uma deflexão negativa, chama-se QS; 
 
 
 
 
Importante lembrar que: 
Sopros na sístole: 
 Na aórtica e pulmonar: faz-se estenose (estreitamento – válvula não abre corretamente) na 
sístole (estenosistole). 
 Na tricúspide e mitral: faz-se uma insuficiência (não fecha direito) dessas valvas na sístole. 
 
Sopros na diástole: 
 Na aórtica e pulmonar: faz-se uma insuficiência na diastole. 
 Na tricúspide e mitral: faz-se uma estenose na diastole. 
 
Intervalo PR: 
 
 Desde a despolarização do meu átrio até o ínicio da despolarização do ventrículo, temos o intervalo 
PR; 
 Logo, ele é do início da onda P até o início do QRS; 
 Tempo de duração 120 a 200ms (de 3 a 5 quadradinhos); 
 Amplitude 0,05 a 0,25mV; 
 
 
Clínica Médica: Eletrocardiograma 
 Se esse intervalo tiver aumentado, tem-se algum tipo de bloqueio, pois está lentificando o estímulo 
elétrico. 
 
Onda T: 
 
 Morfologia assimétrica, porção inicial ascedente mais lenta e a descendente mais rápida; 
 Representa a repolarização ventricular; 
 Vemos o segmento ST, o qual começa no final do QRS e termina no começo da onda T  ele é 
importante nas síndromes isquêmicas, como no infarto com SUPRA desnivelamento e 
infradesnivelamento; 
 Temos também o intervalo QT aumentado, que pode ocorrer em distúrbios hidroeletrolíticos e em 
síndromes genéticas que causam a morte súbita (como paciente que morre dormindo, com susto, 
praticando atividades físicas). Essa intervalo do QT começa no início do QRS e termina no final da 
onda T; 
Aspecto da onda T: 
 
 O normal é ela ser assimétrica, ter a subida lenta e a descida rápida; 
 Na monofásica não tem onda S, mostra elevação do segmento ST  visto em síndromes 
isquêmicas agudas, o infarto com supra; 
 
Sentido do eixo elétrico do coração  lembrar SEMPRE que o que estiver CHEGANDO é POSITIVO 
e o que estiver AFASTADO é NEGATIVO: 
 
 
 
Clínica Médica: Eletrocardiograma 
 Sai de cima e vai para baixo; 
 Sai de trás e vai para frente; 
 Sai da esquerda e vai para direita; 
 Isso dará a representação de cada eletrodo; 
 
Sistema de Irrigação: 
 
 As coronárias epicárdicas se derivam da a. aorta. As principais a. coronárias epicárdicas são: a. 
coronária direita (sai do seio coronariana, dá a volta no coração e emite a descendente posterior e 
a ventricular posterior) e a. coronária esquerda (essa sofre uma ramificação, originando a a. 
circunflexa e a a. descendente anterior esquerda). Essas são as principais artérias envolvidas no 
infarto agudo do miocárdio. 
 
 Nó Sinoatrial – 60% da CD; 40% da CX; 
 Nó AtrioVentricular – suprimento duplo (Descendente Anterior e Descendente Posterior “85% - 
Coronária Direita/ 15% - Coronária Esquerda”); 
 
Vamos aos padrões: 
 
Padronizações: 
 
 
Clínica Médica: Eletrocardiograma 
Lembrar que: 
 Quadradinho